All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 291
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Célia não deixa Bianca desanimar
Antônio, respeitoso, carregou as malas até o carro. Bianca olhou uma última vez para o apartamento, respirando fundo. Aqui não é mais meu lar. Meu lar é onde Valentina está. O carro avançava pela estrada silenciosa, e Bianca sentia o coração pesar dentro do peito a cada quilômetro que a aproximava da mansão. O aperto que tinha no estômago era como um nó difícil de desfazer. Ela respirou fundo, tentando acalmar-se. Agora não importava o orgulho, nem as mágoas: estava garantindo a sua convivência ao lado da filha. Antônio parou diante do grande portão de ferro. O segurança o abriu, e o veículo seguiu pelo caminho ladeado de árvores bem cuidadas. Quando o carro estacionou diante da entrada principal, Bianca respirou fundo antes de sair. O coração acelerou ainda mais ao ver Célia na soleira da porta, com Valentina nos braços. A menina havia acordado e agitava as mãozinhas, os olhinhos brilhando ao r
Doce Lembrança
A mansão estava mergulhada no silêncio. Bianca, deitada ao lado da filha que dormia profundamente, encarava o teto do quarto de hóspedes sem conseguir fechar os olhos. Desde que chegara, um turbilhão de pensamentos a consumia. Mas, naquela noite, o que a deixava inquieta era a ausência de Fernando. Já passava da meia-noite e ele ainda não tinha voltado para casa. Bianca se virava na cama, ansiosa, o coração batendo mais rápido do que gostaria. Tentava se convencer de que ele estava trabalhando — afinal, o estaleiro exigia muito de seu tempo —, mas a dúvida era cruel. E se não estivesse no trabalho? E se estivesse com outra mulher? O simples pensamento fez seu estômago revirar. Ela apertou os lençóis entre os dedos, tentando afastar as imagens que sua mente insistia em projetar: Fernando em outra cama, sorrindo para outra, tocando outra com a mesma intensidade com que já a havia tocado. Um nó subiu em sua gargant
Admirando Fernando
Mesmo assim, Bianca jamais deixou de amá-lo. Porque, no fundo, sabia que o Fernando que conhecera naquela segunda-feira comum ainda existia. Só precisava descobrir como trazê-lo de volta. Enquanto isso, em outro ponto da mansão, Fernando também encarava o teto do próprio quarto. O sono não vinha. Por mais que estivesse exausto, o peso das lembranças não permitia descanso. Com um suspiro irritado, levantou-se, calçou o tênis e decidiu se exercitar. Era madrugada, mas para ele pouco importava. Se o corpo não cedia ao sono, que ao menos liberasse a tensão com esforço físico. A academia da mansão, equipada com os melhores aparelhos, estava sempre à disposição. Tinha mandado construí-la justamente porque quase não tinha tempo de frequentar uma academia fora dali. Logo o som metálico dos pesos ecoou pelo espaço amplo, misturando-se à respiração cadenciada. Fernando se concentrou na musculação, os músculos retesando-se sob a barra, mas a mente não cooperava. Cada repetição trazia mai
O desejo fala mais alto
Antes que pudesse reagir, seus dedos se moveram por conta própria e tocaram o peito dele. Fernando fechou os olhos por um segundo, saboreando a sensação, antes de segurar a mão dela nos ombros. — Não… Bianca — murmurou, rouco, quase sufocado — eu também te quero. Muito. Mas preciso de um banho antes… Quando Fernando ia falar novamente , Bianca o calou. Seus lábios encontraram os dele num beijo urgente, exigente e faminto. A língua dela procurava a dele, explorando, provocando, sugando cada resquício de desejo que ambos guardavam há meses. Fernando gemeu baixinho, cedendo àquele ataque de paixão que queimava dentro dele. A mão de Bianca deslizou pelo peito musculoso, percorrendo cada curva, cada detalhe, enquanto ele segurava seus ombros, firmando-a contra si. O beijo se intensificou, mais feroz, e Fernando a puxou contra seu corpo, sentindo o calor e a umidade da pele dela através da roupa. Cada toque, cada aproximação era uma explosão contida por semanas de frustração e saud
Rondada pelo perigo
A água ainda escorria quente, deslizando como um véu de fogo sobre a pele deles. Fernando tinha Bianca contra o azulejo frio, o contraste arrepiando-a por inteiro. Seus corpos se moviam em sincronia, como se tivessem esperado toda a vida por aquele instante. O ritmo era intenso, desesperado, e ao mesmo tempo doce, como se cada estocada fosse uma confissão de amor e arrependimento. — Eu não vou te perder… nunca mais — murmurava Fernando, a voz rouca de desejo e dor, como se fosse uma promessa gravada na alma. Bianca não conseguiu responder. Seus gemidos suaves ecoavam pelo banheiro, se misturando ao som da água que caía sem cessar. As mãos dela agarravam os ombros dele, as unhas marcando sua pele como se temesse que ele desaparecesse se a soltasse. Ele a puxou ainda mais para perto, os lábios colados em seu pescoço, sugando, beijando, provando cada pedaço dela. A sensação era tão arrebatadora que Bianca fechou os olhos e deixou o corpo guiar-se pelo dele. O clímax veio arrebata
Sequestradas
Por semanas, Walter seguiu os movimentos da pequena família, estudando padrões: quando a escola começava, quais ruas eles percorriam, quanto tempo demoravam no trânsito. Cada detalhe aumentava a tensão que fervilhava em suas veias. Ele se lembrava de tudo: das risadas, dos abraços, do olhar de Fernando para Bianca e para a filha. Cada gesto inocente deles era um lembrete do que ele nunca poderia ter — e isso acendia em seu peito uma mistura de obsessão e raiva silenciosa. Na segunda-feira seguinte, Walter decidiu que era o momento. Ele se aproximou do carro assim que ele parou no semáforo. Valentina estava sentada no banco de trás, a cadeirinha a protegendo, mas não por muito tempo. Walter desceu silenciosamente do carro em que estava escondido, movendo-se como uma sombra, e num instante, o motorista foi rendido, o segurança desmaiado com um golpe rápido. O coração dele acelerava, mas sua mente estava fria, calculista. Cada movimento havia sido planejado. Bianca, ainda ajustando a
Fernando se desespera
Fernando se levantou de súbito, a cadeira girando e batendo contra a parede. As mãos tremiam de raiva, mas o que o dominava era o medo. Um medo como nunca havia sentido. — Se você encostar um dedo nelas, Walter… eu juro que eu te mato! — rugiu, a voz carregada de ódio. — Calma, calma… — Walter interrompeu, com aquela frieza que parecia se divertir com a aflição dele. — Eu não vou fazer nada com elas , claro se você fazer exatamente o que eu disser. O silêncio do outro lado foi interrompido pela voz abafada de Bianca, implorando: — Fernando, não venha! Não faça o que ele disser! Mas logo veio o som seco de um tapa e o choro desesperado de Valentina. Fernando quase deixou o telefone cair. A imagem mental da esposa sendo agredida e da filha apavorada incendiou cada fibra do seu corpo. — Maldito! — urrou, a voz quebrando. — Se você tocar nelas, eu acabo com você! — Se você continuar me ameaçando — Walter disse, a voz baixa e molhada de desprezo do outro lado da linha
Walter confessa seu crime
O tempo ali parecia não passar. O silêncio era cortado apenas pelo barulho distante de passos e, de vez em quando, pelo riso baixo de Walter do outro lado da porta, como se ele se divertisse com o sofrimento delas. Bianca fechava os olhos e, por segundos, tentava se lembrar da voz de Fernando, do olhar dele, da segurança que sempre transmitia. Era nisso que se agarrava: Que ele viria salva -las , mas por outro lado ,ela sentia um medo terrível que ele fosse resgata-las e Walter o matasse . Horas depois, quando a noite já havia se espalhado como um véu negro do lado de fora, a porta se abriu com violência. Walter surgiu, à sombra dele, ainda mais ameaçadora na escuridão. — Levantem-se. — A ordem saiu firme, sem espaço para discussão. — Vamos dar uma voltinha. O coração de Bianca quase parou. "Voltinha" A palavra ecoou em sua mente como sentença.
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Indo ao resgate
— Não… — saiu dela, mais ríspido do que queria. — Você não pode dizer isso. Quem ama não tira a vida de quem ama. Quem ama não mata. — A frase explodiu no quarto como um soco: simples, direta, impossível de ignorar. Havia no tom de Bianca mais do que reprovação - havia um absoluto desdém moral que cortava o sentido das justificativas dele. Walter a olhou como se tivesse sido ferido por aquela fala. Um riso seco escapou-lhe, raivoso. — Cala a boca — ordenou, a voz dura como um açoite. — Você não sabe de nada. Não tem ideia do que se passou. — A inflexão era definitiva. Valentina, assustada, deixou-se escorregar mais junto ao corpo da mãe, e um soluço escapou alto demais. O barulho irritou Walter como cascalho arranhando o pé. Seus olhos travaram num brilho cortante. — Faça essa menina calar a boca — disse, como quem profer
O combate
A pergunta bateu em Fernando como uma lâmina. O mundo reduziu-se a dois nomes, dois corpos ali, ao alcance de um dedo. O desespero inundou-o — escolher, escolher quem morrer? Era um absurdo que esmagava qualquer razão. — Você é doente — tosseou Fernando, tentando conter o desespero. — Nunca farei isso. Nunca escolheria entre as duas , eu prefiro morrer.Disse Fernando fora de si. Walter sorriu com malícia e já conhecia a resposta antes mesmo de Fernando falar: — Já que você não quer decidir.Eu decidi por você. — Ele apontou a arma com intenção, o dedo no gatilho, a boca curvada num sorriso cruel. — Então comece a dizer adeus à sua esposa. Fernando agora implorava, rasgava a garganta: — Não faça mal a elas ,Por favor! Eu faço o que você quiser! Faça o que quiser comigo. — as palavras saíam desconexas, o desespero levando-o a prometer qualq