All Chapters of Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras: Chapter 241
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241 - O que é seu tá guardado
O som das hélices cortando o ar ecoava como um rugido constante, preenchendo cada silêncio que ainda restava entre os homens no helicóptero.Dorian mantinha o olhar fixo na tela do celular, os olhos faiscando de raiva.O vídeo terminava com o som seco da tesoura e os cabelos de Francine caindo em câmera lenta sobre o chão.Logo abaixo, a mensagem brilhava em letras brancas, cruas, quase zombeteiras:“O cabelo está acabando. O que eu devo cortar no próximo vídeo?”— Desgraçado! — Dorian vociferou, apertando o celular com tanta força que parecia prestes a esmagá-lo. — Quando eu te pegar, Natan…O segurança ao lado lançou-lhe um rápido olhar de canto, mas permaneceu em silêncio.O chefe de segurança, um homem grisalho de expressão dura e olhar estratégico, inclinou-se um pouco para a frente.— Senhor, estamos chegando à área onde o sinal do celular foi rastreado.Dorian endireitou o corpo, o maxilar travado.— Quero todos de olho — ordenou, a voz firme. — Procurem por qualquer galpão, qu
242 - Ao resgate
O portão do galpão rangeu, quebrando o silêncio pesado do lugar. O som metálico ecoou, cada estalo batendo como um tambor no peito de Francine. Seu coração disparou. Por um instante, pensou que o prazo tinha acabado, que aqueles seriam seus “48 segundos de fama” antes do fim. A luz forte da manhã invadiu o galpão, e ela instintivamente fechou os olhos, piscando rápido, tentando enxergar através do clarão. Tudo o que via era uma silhueta recortada contra o brilho, alta, firme, caminhando com passos decididos. E então, quando a voz dele atravessou o ar, ela soube. — Francine! O ar finalmente voltou aos pulmões dela. — Dorian… — a voz saiu num sussurro, quebrada entre o alívio e a descrença. Ele correu até ela, atravessando o galpão como se o mundo inteiro tivesse deixado de existir. Se ajoelhou na frente da cadeira e, sem hesitar, passou as mãos pelo corpo dela, o toque rápido e urgente, procurando por ferimentos, marcas, qualquer sinal de dor. — Você tá machucada? — ele pe
243 - A revanche
Por um segundo, o ar pareceu sumir do ambiente. O silêncio ficou espesso, quebrado apenas pelo som rítmico e cruel da contagem regressiva. — Esse presentinho — continuou ele, com a voz impregnada de escárnio — era pra Francine. Um encerramento dramático, digno de uma estrela. Mas já que o herói veio salvar a donzela, achei justo presentear ele no lugar dela. Dorian deu um passo à frente, e o olhar dele queimava. — Onde está o detonador? — Tá por aí — Natan sacudiu o celular, divertido. — Em contagem regressiva, direto pro inferno. Dorian avaliou o espaço em volta, a distância entre eles, o tom do inimigo. — Você é mais doente do que eu pensava — rosnou Dorian, avançando com o olhar cravado em Natan. — Mas não tem problema. Quatro minutos é tempo suficiente pra eu te colocar no seu lugar. O sorriso presunçoso sumiu do rosto de Natan assim que Dorian partiu pra cima. O primeiro golpe veio como um raio, um soco direto no maxilar, que fez o celular voar da mão de Natan e cair n
244 - Resistente
O corredor do hospital cheirava a desinfetante e café requentado. Francine já tinha perdido a noção das horas. A última vez que olhou o relógio, eram quatro e pouco da manhã. Agora, o sol se infiltrava pelas janelas, mas ela ainda estava com a mesma roupa, o mesmo corte de cabelo torto e os olhos fundos de quem não piscava desde a noite anterior. Quando o médico apareceu no corredor, ela quase pulou da cadeira. — Doutor! Ele vai ficar bem, não vai? — perguntou, com a voz trêmula. O médico ajeitou os óculos no rosto, adotando aquele tom calmo que mais parece ensaiado. — O senhor Villeneuve teve muita sorte. O impacto da explosão causou apenas ferimentos superficiais e uma leve concussão. Nada grave. O que preocupava era o trauma auditivo pela onda de choque, mas os exames iniciais mostram que ele vai se recuperar totalmente. Francine suspirou, sentindo o corpo finalmente relaxar. — Então ele vai acordar logo? — É o que esperamos. Ele precisa apenas de repouso. — O m
245 - Missão impossível
Francine estava tão exausta que adormeceu ainda apoiada no peito de Dorian.O som do coração dele preenchia o silêncio do hospital, e por algum tempo o mundo pareceu em paz.Até o celular começar a vibrar sobre a mesinha de apoio.Francine abriu um olho, se levantou ainda preguiçosa, e pegou o aparelho.— É o Cassio. — murmurou, estendendo o telefone para Dorian.Ele resmungou alguma coisa sobre “nem no hospital ter sossego”, mas atendeu.Assim que o viva-voz foi ativado, a voz debochada de Cassio preencheu o quarto:— Finalmente! Olha só quem resolveu voltar à civilização: o senhor super-herói em pessoa! E aí, como foi o resgate? A Francine tá bem? Diz que sim, preciso pegar o contato da Malu antes que ela me esqueça.Francine abriu um sorriso preguiçoso.— Seu chefe quase morreu e você tá preocupado com mulher?Do outro lado da linha, houve um breve silêncio.— Como assim quase morreu? — Cassio perguntou, já com outro tom.Dorian soltou uma risadinha cansada.— É uma longa história,
246 - Até amanhã
Na manhã seguinte, Dorian passou as últimas instruções para a equipe de segurança e, pouco tempo depois, o médico voltou com o papel da alta nas mãos.— Está oficialmente liberado, senhor Villeneuve — disse o médico, assinando os últimos documentos. — Mas lembre-se: nada de esforço físico, nada de trabalho e, de preferência, nada de drama pelos próximos dois dias.— Nada de drama, prometo — respondeu Dorian com um sorriso cansado.Assim que o médico saiu, um dos seguranças entrou carregando uma sacola de papel.— Trouxemos umas roupas novas, senhor. As suas… — ele fez uma pausa constrangida — …não sobreviveram à explosão.Dorian arqueou uma sobrancelha, curioso.— E o que sobreviveu, afinal?— A sua teimosia, pelo visto — Francine respondeu, rindo.Ele pegou a sacola, abrindo para conferir o conteúdo.Lá dentro, uma calça de linho bege, uma camisa de algodão branco e um par de tênis claros. Tudo simples, e de bom gosto, mas completamente fora do padrão Villeneuve.— Calça de linho e t
247 - Assumindo a culpa
Quando Francine acordou no dia seguinte, o sol já filtrava pelas cortinas, pintando o quarto em tons de dourado.Ela soltou um suspiro satisfeito e apoiou a cabeça no peito de Dorian, ouvindo o ritmo tranquilo da respiração dele.— A gente dormiu o dia inteiro, né? — murmurou, ainda meio sonolenta.— Provavelmente. — Dorian riu baixo, a voz rouca de sono. — Mas pela primeira vez em semanas, dormimos bem. Sem helicóptero, sem sequestro, sem explosão.— Nem celular. — Francine bocejou. — O meu foi sequestrado junto comigo.— Melhor assim. — Ele beijou o topo da cabeça dela. — O mundo pode esperar mais algumas horas.Francine sentou-se na cama, os cabelos desalinhados mal tocando nos ombros.— Você tá muito romântico pro meu gosto, sabia? — provocou, tentando ajeitar o cabelo com as mãos.— Deve ser o trauma — brincou ele. — Ou talvez o linho. Essas calças de praia têm um efeito zen em mim.Ela deu uma risada abafada.— Fala a verdade, você tá é gostando da vida de luxo à beira-mar.— Ta
248 - Volta pra casa
A volta para casa estava com um gostinho de nostalgia que ninguém conseguia explicar.Francine encostou a cabeça no ombro de Dorian, observando as ruas da cidade ficando cada vez mais familiares à medida que se aproximavam do seu apartamento.Quando o carro parou em frente ao prédio, ele segurou a mão dela e disse, com a voz calma:— Assim que chegar lá em cima, vai direto pro banho e descansa. Depois você pode arrumar as malas. Nosso voo pra Paris só sai amanhã à noite.Francine arqueou a sobrancelha, um sorrisinho se formando.— Dorian, o que mais fizemos nos ultimos dois dias foi descansar. Acho que já posso ter de volta um pouquinho de agitação, não é?— Eu prefiro que você agite em Paris. — Ele inclinou a cabeça. — E liga pra Malu, ela deve estar arrancando os cabelos de preocupação.Ela soltou um riso curto.— Eu adoraria, mas... esqueceu de um detalhe: não tenho mais celular, lembra?Dorian coçou a cabeça, fazendo uma careta.— Certo... eu vou resolver isso.Algumas horas depoi
249 - Paris, de novo
O avião pousou pouco depois das seis da manhã, e Dorian ajeitou o casaco no ombro de Francine enquanto seguiam pelo terminal.— Conseguiu descansar um pouco? — perguntou, a voz grave ainda rouca do sono.Ela bocejou e esticou os braços.— Eu dormi quase o voo inteiro, pra ser sincera. Voar de primeira classe ajuda, né? Se todo mundo tivesse travesseiros assim, ninguém brigava com ninguém.Ele riu baixo, balançando a cabeça.— Vou anotar isso pro manual da paz mundial.Assim que saíram do aeroporto, o carro os levou até o hotel reservado por Dorian, um cinco estrelas com vista direta para a Torre Eiffel.Quando o porteiro abriu a porta da suíte, Francine deu dois passos para dentro e parou.O quarto era maravilhoso, com cortinas de linho branco balançando suavemente com o vento, o aroma sutil de lavanda no ar e móveis em tons claros, entre o bege e o dourado.Mas nada disso realmente importava.O que roubava o fôlego era a vista.Da varanda, a Torre Eiffel se erguia majestosamente, dou
250 - Primeiras impressões
O salão de Adrien era exatamente como ela lembrava: minimalista, branco e dourado, com cheiro de perfume caro e som ambiente francês.Adrien a viu entrar e ergueu as sobrancelhas, teatral.— Mon dieu, Francine Morais! — exclamou, colocando as mãos na cintura. — Você só me procura quando o mundo desaba, é impressionante. Eu devia cobrar por terapia, não por corte!— E cobraria caro — ela respondeu, rindo. — Porque suas tesouras são mágicas.— O que aconteceu com seus cabelos, ma chérie?— Digamos que um idiota resolveu testar novas tendências de corte à força.Adrien girou a cadeira dela, avaliando com olhos de artista.— Hm... trauma a gente cura com estilo. Hoje você vai sair daqui uma mulher nova.Francine apenas assentiu. Confiava nele mais do que em qualquer stylist do planeta.Tesouras dançaram, fios caíram como seda, e pouco a pouco o corte revelou uma nova versão dela.Quando terminou, girou a cadeira devagar.Francine piscou.O espelho refletia uma mulher diferente: o cabelo a