All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 101
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100 - O vovô é um homem bravo
STELLA HARPER— O que esses bastardos fazem na minha casa?!Apollo agarrou meu braço com força. Orion enterrou o rosto na lateral da minha perna. O instinto de protegê-los foi imediato e passei um braço pelos ombros de cada um, puxando-os para mais perto de mim.— William, por favor! — Elaine exclamou, avançando um passo. — Você vai assustar as crianças.Ele ignorou, com os olhos fixos em mim, duros como pedra.— Então é você... — disse, a voz coberta de desprezo. — Você é a vadia que conseguiu prender meu filho e arruinar o futuro dele?Senti o sangue ferver. Respirei fundo, tentando manter o controle.— Senhor Winter, eu não aceito que fale assim na frente dos meus filhos — respondi, dignamente, embora minhas mãos tremessem ao segurar os meninos.Ele riu sem humor.— Não me faça rir. Está vendo isso Elaine? Damian sempre teve tudo ao alcance das mãos, e veja o que fez: trouxe dois bastardos para manchar o nome da família!Lizzy soltou um suspiro indignado.— Pai, pelo amor de Deus!
101 - Cobra de salto alto
STELLA HARPERLizzy pediu um “Triple Choco Explosion” para ela, com calda extra. Eu optei por um tão simples quanto o sabor chocolate dos gêmeos. Mas o meu era de morango e não tinha a mistura maluca de confeitos deles.Sentamos todos em uma mesa perto da janela, com vista para o lago. O sol começava a se pôr, tingindo a água de dourado. Apollo estava concentrado lambendo o sorvete antes que derretesse, enquanto Orion tentava equilibrar três granulados na ponta da língua.Lizzy me observou por alguns segundos, antes de falar:— Então, me conta… quais são os planos agora? — perguntou, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na mão. — Você e meu irmão vão assumir o romance quando?Suspirei, mexendo a colher no sorvete.— A gente decidiu que vai ficar afastado até o divórcio dele sair. — Disse devagar, ainda estranhando ouvir isso em voz alta. — É o jeito mais seguro… para todo mundo.Lizzy fez uma careta, como se tivesse provado algo azedo.— Seguro, talvez. Mas divertido? Nem um pouco.
102 - Obrigado por me contar
DAMIAN WINTERO apartamento estava preenchido pelas risadas suaves de Danian enquanto empurrava o carrinho verde pela sala. Eu me abaixei no tapete, observando-o fazer curvas exageradas com o brinquedo. O cabelo castanho caía em sua testa, ainda úmido do banho que lhe dei mais cedo.— Você está indo rápido demais, campeão — comentei.Ele ergueu o rosto para mim, sorri e estendi os braços, puxando-o para perto. Danian se aconchegou contra o meu peito e então a campainha soou.Franzi o cenho, levantando-me com ele no colo. A essa hora, quase oito da noite, eu não esperava ninguém. Abri a porta e encontrei Lizzy, ofegante, como se tivesse subido às escadas do prédio ao invés de pegar o elevador.— Preciso falar com você — ela disse, entrando antes que eu pudesse convidá-la.Danian se agarrou ao meu pescoço, desconfiado.— Oi, querido — Lizzy tentou sorrir para ele, mas seu olhar continuava agitado.— O que houve? — perguntei, levando Danian de volta para o tapete. Ele voltou ao carrinho,
103 - Esse legado não vale nada para mim
DAMIAN WINTERPassava um pouco das dez da manhã quando deixei o apartamento. Danian, estava animado com a perspectiva de ver os avós e falava sem parar no banco de trás. Ao contrário de mim, que estava bem tenso com a conversa que eu e meu pai teríamos. Tenho o pressentimento de que vamos ter uma discussão feia hoje.A casa dos meus pais parecia ainda maior naquela manhã, sinceramente, não era minha vontade que a relação com meu pai estivesse tão desgastada, mas era impossivel ser de outro jeito já que ele quer governar a minha vida. O portão abriu lentamente, e o carro avançou pela alameda ladeada de árvores. Estacionei, respirei fundo e me voltei para Danian.— Pronto para brincar um pouco com a vovó Elaine, campeão?Ele assentiu, sorrindo. Peguei sua mão e o levei até a porta, onde minha mãe nos recebeu, radiante.— Danian! — exclamou ela, abaixando-se para abraçá-lo. — Que saudade, meu amor.Ele riu, agarrando-se ao pescoço dela.— Posso deixá-lo aqui com você? — perguntei, depois
104 - Escolha
DAMIAN WINTERMeu pai me olhava como se eu tivesse perdido completamente a razão. A luz que entrava pelas janelas mas nenhuma claridade parecia capaz de suavizar a dureza do rosto dele.— Você está blefando — disse, finalmente, com um sorriso cético. — Não vai abandonar o que levou anos para conseguir. Você não é tão tolo assim.Cruzei os braços, sustentando o olhar dele.— Não estou blefando, pai. Se essa cadeira significa mais para você do que os seus netos, fique com ela. Ou entregue para quem quiser. Porque ela não significa nada para mim quando comparada com Stella ou qualquer um dos meus filhos.Ele estreitou os olhos.— E para quem eu deveria entregar? Para Elizabeth? Só se eu fosse louco. Aquela garota afundaria a empresa em menos de um ano.Soltei um riso curto, não era para ser engraçado mas a graça é que eu não poderia discordar dessa afirmação. Para começar acho que ele nem conseguiria fazer a Lizzy aceitar. — Então passe para um administrador qualquer. Não é da minha con
105 - NÃO BANQUE SONSA COMIGO!
DAMIAN WINTER O fim de semana parecia se aproximar na velocidade de uma tartaruga. Cada hora que eu passava ao lado de Danian só aumentava a vontade de ver Apollo e Orion correndo pelo apartamento, enchendo aquele silêncio de risos. Eu precisava daquele barulho, também precisava ter a chance de ao menos olhar para Stella. Falar com ela no telefone não ajudava em nada. Na sala, Danian estava deitado no tapete, montando uma pista de corrida com peças coloridas. O sol da manhã entrava pelas cortinas, criando desenhos quentes sobre o chão. — Papai, olha! — ele exclamou, mostrando como o carrinho fazia uma curva perfeita. Sorri, sentado no sofá com um notebook no colo. — Impressionante, campeão. Vai me ensinar depois? Ele assentiu com entusiasmo e voltou à brincadeira. Voltei a atenção para o trabalho. As pastas abertas no notebook mostravam gráficos, contratos e uma série de mensagens codificadas. Depois de dias de coleta silenciosa, eu finalmente tinha material suficiente para e
106 - Sendo seguidos
STELLA HARPERO relógio marcava sete da noite quando terminei de fechar o zíper da segunda mochila. A luz do abajur iluminava o quarto suavemente, fazendo brilhar os detalhes dos pequenos dinossauros estampados no tecido azul-marinho. Suspirei, passando a mão pelos cabelos para afastar o cansaço que me perseguia desde cedo.Apollo e Orion estavam na sala, terminando de colocar os tênis. As risadinhas deles me acompanharam pelo corredor e sorri. Eles estavam empolgados para passar o fim de semana com o pai e com Danian.Peguei as mochilas e respirei fundo antes de sair do quarto.— Prontos, rapazes? — perguntei, em tom alegre.— Sim, mamãe! — Orion respondeu, já correndo até mim.Apollo veio logo atrás, segurando o boné que Damian havia dado a ele algumas semanas antes.— O papai vai gostar que a gente levou isso — disse, orgulhoso.— Com certeza vai — garanti, apertando com carinho o ombro dele. — Vamos então.Os seguranças já esperavam na entrada. Um deles abriu a porta traseira do c
107 - Sumida
SOPHIE PÓSITRONO relógio marcava quase onze da noite, meu escritório no prédio da Pósitron parecia uma ilha isolada, eu era a única ainda tentando achar uma brecha para escapar. Meu pai estava furioso e pretendia jogar toda a culpa em mim para tentar salvar a empresa o máximo possivel. Tudo está dando errado!Pilhas de pastas se acumulavam sobre a mesa, cada uma mais urgente do que a outra. Meu telefone não parou de tocar o dia todo e agora finalmente me deram sossego. Eu estava exausta, e, para piorar, Nathan tinha desistido de me esperar para jantar.Revirei os olhos ao lembrar da voz magoada dele quando eu disse que ficaria até tarde. Amantes… sempre querendo atenção na hora errada.Foi então que meu celular vibrou. Um número desconhecido apareceu na tela. Toquei para abrir a mensagem.“Missão cumprida.”Só duas palavras. Mas suficientes para aquecer meu peito como um gole de vinho bem servido.Finalmente, um ponto positivo naqueles dias miserável. Stella Harper estava fora de cen
108 - Não tive o suficiente
DAMIAN WINTERO motor do carro ronronava baixo enquanto eu cruzava a cidade ainda coberta pela luz azulada do amanhecer. Jonas tinha enviado a rota provável do veículo de Stella, mas antes de qualquer coisa eu precisava confirmar se ela havia passado a noite em algum outro lugar seguro. Leah era a primeira possibilidade.Estacionei diante da casa dela, toquei a campainha e esperei, impaciente. Alguns segundos depois, Leah apareceu na porta, enrolada num roupão claro, o cabelo preso num coque displicente. Ela segurava uma caneca de café fumegante.— Damian? — A surpresa estampou-se em seu rosto. — O que você quer?— Stella passou a noite aqui? — perguntei sem rodeios.— Não. — Ela franziu o cenho, apoiando-se no batente. — Ontem falamos rápido por mensagem, mas depois disso não tive notícias. Por quê?Respirei fundo, tentando organizar as informações.— Ela deixou os meninos comigo e não voltou pra casa. Nem ela, nem os seguranças que estavam com ela. Ninguém consegue contato desde on
109 - Tudo o que importa
DAMIAN WINTERMinha mão ainda estava tremendo quando puxei o telefone do bolso. Liguei primeiro para Leah. Ela atendeu quase de imediato, com sua voz cheia de preocupação.— Damian? — disse, sem fôlego.— Estou no hospital. Encontrei Stella. Quer dizer… ela está aqui, mas ainda na cirurgia. Foi um acidente grave, nenhum dos seguranças resistiu. — Engoli seco, tentando manter a voz estável. — Vou te passar o nome do hospital, Leah. Mas vem com calma e dirija devagar.— Meu Deus… — ouvi o barulho de algo caindo do outro lado, talvez a caneca dela. — Eu vou agora. Você está sozinho?— Estou. Vou avisar minha mãe, ela pode ficar com os meninos mais tarde, caso precise.— Também posso ficar com eles se precisar, já estou indo.Desliguei antes que minha voz vacilasse. Respirei fundo, procurando forças que pareciam não existir, e disquei outro número.— Damian? — a voz de minha mãe soou alerta. — Está tudo bem?— Não. — A palavra saiu áspera. — Aconteceu um acidente ontem à noite. Stella est