All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 111
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110 - Não jogue pensamentos negativos sobre a minha mulher
DAMIAN WINTERAssim que a porta da UTI se fechou atrás de mim, respirei fundo. A imagem de Stella, imóvel entre fios e máquinas, continuava gravada na minha mente. Mas havia outra coisa me corroendo agora.Peguei o celular e disquei para Jonas.— Jonas.— Estou ouvindo, senhor Winter.— Preciso que descubra quem bateu no carro dela — disse caminhando em direção a área de espera. — Descubra o modelo, a placa e principalemente que era o nome do motorista.— Já estamos levantando as informações, senhor — respondeu ele. — Também estou tentando acessar as câmeras de segurança da avenida. Mas pode demorar um pouco, alguns arquivos estão restritos.— Não importa o trabalho, Jonas. Quero tudo. E veja se consegue as filmagens internas do carro da Stella. Preciso saber o que aconteceu antes da batida.— Entendido, senhor. Assim que tiver algo, aviso.Desliguei. Já podia sentir os músculos do meu pescoço duros, mas o estresse estava apenas começando. Meu celular vibrou de novo. Um número conhe
111 - Ela é muito forte
DAMIAN WINTERA casa estava em silêncio quando entrei. Apenas uma luz fraca vinha do corredor que levava aos quartos. O relógio marcava quase nove da noite, mas eu precisava vê-los antes de voltar para o hospital.Subi as escadas, indo direto ao quarto de Danian. Quando empurrei a porta do quarto, encontrei Apollo sentado na cama, abraçando o travesseiro. Orion estava ao lado dele, deitado, mas com os olhos abertos. Danian, encolhido no canto do colchão, parecia mais cansado do que sonolento.— Papai! — Apollo pulou ao me ver, correndo até mim. — Você demorou.Agachei-me para abraçá-lo, sentindo o coração apertar com a força com que ele se pendurou no meu pescoço.— Eu sei, campeão. Tive que cuidar de algumas coisas antes de vir aqui. Preciso falar de algo sério com vocês. — Beijei o topo de sua cabeça e estendi o braço para Orion, que hesitou antes de se aproximar.— Tá tudo bem? — Orion perguntou.— Eu fiquei fora o dia todo porque a mamãe ficou doente, mas os médicos estão cuidand
112 - Parabéns, vocês ganharam juntos
DAMIAN WINTER — O que você está fazendo aqui? Alexander parecia cansado, com o blazer amarrotado e o cabelo bagunçado de quem passou horas dentro de um avião. Mesmo assim, me encarou com desdém por um segundo, antes de suspirar. — Leah me ligou. Contou o que aconteceu com Stella, por isso peguei o primeiro voo para cá. Dei um passo mais perto, cruzando os braços. — Você atravessou o país inteiro assim, sem nem pensar duas vezes? — E você não faria o mesmo? — respondeu, sorrindo com ironia. Ignorei a provocação. Olhei para a porta fechada atrás dele e depois de volta para seu rosto. — Onde estão os meninos? — perguntou, mudando o assunto. — Meus filhos estão na minha casa. — Fiz questão de dar ênfase ao “meus”. Ele assentiu devagar, mas um sorriso quase imperceptível apareceu no canto da boca. — Entendo. Silêncio. Eu realmente não gosto desse cara. Cruzei os braços e Alexander enfiou as mãos nos bolsos, balançando o corpo, como se estivesse avaliando se valia a pena dizer o q
113 - A paz está logo ali
STELLA HARPERUm campo aberto se estendia diante de mim. O céu era de um azul tão límpido que parecia recém-pintado, e uma brisa suave e perfumada balançava as flores amarelas ao redor. Por um instante, achei que estivesse apenas em algum parque que eu não lembrava de ter visitado. Mas havia algo diferente ali… algo que me envolvia com um calor conhecido e reconfortante.— Filha…Virei devagar. Meus olhos se arregalaram quando vi duas figuras caminhando na minha direção.— Mamãe? Papai?Corri antes mesmo de pensar. Os braços deles se abriram e, quando me alcançaram, o mundo inteiro pareceu parar. Me aninhei contra os dois, respirando aquele cheiro que tantas vezes procurei na memória.— Eu senti tanto a falta de vocês… — minha voz saiu trêmula, embargada.Minha mãe acariciou meus cabelos, enquanto meu pai segurava firme meus ombros.— Nós também sentimos, querida. — A voz dele era suave, tão diferente das minhas lembranças antes dele partir. — Mas nunca estivemos tão longe assim.— Vo
114 - Volta pra mim
STELLA HARPER O vento suave que soprava no campo agora parecia trazer um sussurro diferente, quase um chamado. Virei a cabeça, tentando entender de onde vinha aquele som. No início, era apenas um eco distante, como ondas quebrando num mar muito longe. Depois, começou a ganhar forma. — …Stella… Fica comigo, Stella... Stella... Meu nome, envolto em um timbre que eu conhecia muito bem. Damian. Olhei para meus pais. Eles sorriam, mas havia uma sombra suave de tristeza nos olhos deles. — Vocês estão ouvindo? — perguntei, olhando em volta como se pudesse encontrá-lo ali. Mamãe assentiu, acariciando minha bochecha. — Sim, querida. É a vida te chamando de volta. — Mas vocês… — minhas mãos apertaram as deles. — Eu não quero perder vocês de novo. Papai segurou meu rosto com as duas mãos, firme e carinhoso. — Você nunca nos perdeu. Estamos aqui, sempre estaremos. Mas o seu lugar, agora, ainda não é conosco. — O amor que você deixou na Terra precisa de você. — disse mamãe, sua voz
115 - A minha paz
STELLA HARPERA claridade parecia queimar meus olhos. Eu me sentia muito fraca, como se meu corpo fosse feito de vidro prestes a se despedaçar. O rosto de Damian estava tão perto do meu que, por um segundo, pensei que estava sonhando de novo. Mas não… ele estava ali, de verdade. As lágrimas em seus olhos não deixavam dúvidas.Tentei abrir a boca para falar, mas minha voz não saiu. Tudo o que consegui foi soltar um som baixo, um gemido. Ele imediatamente levou a mão à minha boca e sussurrou:— Espera, eu vou chamar o médico. Fica acordada, Stella, só mais um pouco.Minha cabeça girava, e, ao piscar, vi Leah parada alguns passos atrás dele. O olhar dela estava cheio de emoção, os olhos marejados, e quando me viu consciente levou a mão à boca, tentando conter o choro. Alexander estava ao lado dela, mais rígido, mas não conseguiu esconder o alívio. Os dois pareciam congelados, como se tivessem medo de se aproximar demais e me machucar.Damian apertou o botão ao lado da cama e logo um médic
116 - Fui euzinha, querido
DAMIAN WINTEREu não largava a mão dela. Era como se meus dedos colados aos dela fossem a única forma de acreditar que não a tinha perdido.Leah se aproximou ajeitou os lençóis perto do corpo de Stella e disse em voz baixa:— Eu vou indo, não pode ter muita gente aqui dentro e… acho que vocês dois precisam desse tempo.Stella, ainda com a respiração fraca, piscou devagar para a amiga. Leah se inclinou, depositou um beijo leve na testa dela e se afastou.Alexander ficou parado por alguns segundos, hesitante. Finalmente, olhou para mim.— Ela está em boas mãos. Mas se precisar de algo, qualquer coisa, me chame.Assenti. Eu sabia que ele também estava aliviado, mas seu olhar agora parecia mais conformado. Quase como se tivesse se rendido à ideia de que eu nunca mais largaria Stella.Quando os dois saíram, o quarto ficou apenas para nós. Inclinei-me e beijei a mão dela.Foi nesse momento que meu celular vibrou no bolso. Eu não queria atender, mas o nome que apareceu na tela era importante
117 - Altruísmo
DAMIAN WINTERPeguei a garrafa de água, junto com um copo descartável e um canudo. Me forcei a respirar fundo antes de voltar para o quarto. Eu não podia deixar a raiva de Sophie transparecer para Stella, não nesse momento. Ela deve se concentrar apenas em si mesma e em se recuperar.Quando empurrei a porta e entrei, o que vi fez meu sangue correr de outro jeito.Alexander estava sentado na beira da cama, com a mão dele enfiada entre os fios de cabelo de Stella, acariciando devagar como se tivesse algum direito de tocá-la assim. Ela sorria fraco, com sua voz suave falando sobre os gêmeos.— Orion fez um desenho para entregar pra você quando voltasse. — a voz dela estava baixa, mas ainda vibrava com ternura. — E Apollo… disse que queria te dar um presente.Alexander riu baixo.— Eu quem deveria ter lembrado de trazer presentes para eles, mas acabei voltando na pressa.Meu peito ardeu. Pigarreei alto, o bastante para quebrar o clima. Os dois se viraram. Alexander retirou a mão do cabelo
118 - Controlando até respiração
STELLA HARPERTRÊS SEMANAS DEPOISForam exatamente vinte e dois dias desde que acordei nesse quarto de hospital e descobri que, por algum milagre, ainda estava viva. Às vezes, deitada nessa cama, olhando para o teto branco e para os cabos que ainda me ligavam às máquinas, eu tentava me lembrar de como havia atravessado tudo aquilo. Fraturas, cirurgia, dor insuportável… e, no meio disso, a sensação constante de que minha vida poderia ter terminado ali, na estrada, junto com aqueles dois homens que não tiveram a mesma sorte.Amanhã, segundo os médicos, eu teria alta. Não porque estivesse totalmente recuperada, na verdade eu estava longe disso, mas porque meu quadro estava estável o suficiente para continuar a recuperação em casa, cercada de cuidados.Meus pensamentos se embaralhavam quando começava a listar, um a um, os danos que meu corpo ainda carregava. O braço esquerdo, engessado, os médicos haviam explicado que fraturas múltiplas como as minhas poderiam levar de oito a doze semanas
119 - Visita indesejada
STELLA HARPER — Sentiu minha falta, querida? Meu corpo gelou. Mas meu instinto não foi de medo, foi de repulsa. Sophie estar aqui não poderia ser nada de bom e seu olhar maligno em minha direção confirmava isso. — Não, nem um pouco. — respondi sinceramente, com o tom de voz seco. — Pode voltar para onde veio. Ela riu, aquele riso debochado que sempre me deu nos nervos. — Ora, não seja assim. Eu só vim fazer uma visitinha. Bater um papo de amigas. — deu de ombros, como se um "papo de amigas" entre nós fosse natural. — Afinal, aqui dentro não posso fazer nada contra você. O hospital é cheio de olhos, não é? Até precisei me disfarçar com essas roupas cafonas de enfermeira. Os seguranças que o Damian colocou na porta não teriam me deixado passar de outro jeito, se deixassem o informaram para Damian me encontrar e me fazer voltar. — Então volte pelo mesmo caminho. — retruquei. — Eu não tenho nada em comum para falar com você. — Como não? — Sophie inclinou a cabeça. — Nós temo