All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 191
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Casal 2: 8 - A TIA LIZZY CHEGOU!!!
ALEXANDER HAMPTONO cheiro de panquecas queimando levemente me tirou do cochilo desconfortável no sofá. Meus olhos se abriram e a fumaça sutil passando no ar me colocou em alerta instantâneo. Pulei do sofá, ignorando a dor nas costas por ter dormido ali, e corri para a cozinha.— Apollo! O que eu disse sobre a temperatura do fogo?Apollo estava em pé em um banquinho em frente ao fogão, com uma espátula na mão, olhando para uma panqueca preta e fumegante na frigideira com uma expressão de pura decepção.— Eu coloquei no médio, pai! Eu juro! — ele disse, cheio de indignação.Orion estava sentado à mesa da cozinha, desenhando com o dedo na mesa, alheio ao desastre. Danian, por outro lado, estava rindo.— Queimou! Queimou! — ele cantava, apontando para a frigideira.Desliguei o fogo e cuidadosamente deslizei a frigideira para uma parte fria do fogão.— Tudo bem, campeão. Acontece. — falei para Apollo, bagunçando seu cabelo. — A regra número um das panquecas é: sempre sacrifique a primeira
Casal 2: 9 - Que piada cósmica era essa?
ELIZABETH WINTERAterrissei no JFK enquanto Nova York dormia. Peguei um táxi para a casa dos meus pais. Entrei na casa silenciosa como uma ladra.Subi para o quarto que eu costumo usar. Tenho meu apartamento, mas passo a maior parte do tempo aqui, já que é bem mais limpo. Joguei minha mala no chão e desabei na cama. Eu estava exausta. Dormi por algumas horas, um sono pesado e sem sonhos.Acordei com o estômago roncando Tomei um banho rápido, vesti jeans e uma camiseta limpa, e encarei meu reflexo. Perfeita. Falei rapidamente com a minha mãe e evitei meu pai com sucesso.Passei em uma loja de brinquedos ridiculamente cara no caminho para o hospital. Se eu ia bancar a tia legal, pelo menos faria isso com estilo. Comprei um drone para Apollo, um kit de arte gigante para Orion e um caminhão de bombeiro com sirene para Danian para garantir que a paz nunca mais reinasse naquela casa. Presentes perfeitos.No hospital, o cheiro de antisséptico me fez enrugar o nariz. Perguntei pelo quarto de
Casal 2: 10 - Um beijo
ALEXANDER HAMPTONA chegada de Lizzy Winter foi como a introdução de um elemento volátil em um experimento químico já instável. Os meninos, claro, estavam em êxtase. A "Tia Lizzy" era claramente a personificação da diversão irresponsável. Em questão de minutos, a sala de estar, que Leah e eu tínhamos conseguido manter relativamente organizada, parecia ter sido atingida por um tornado de brinquedos. O drone zumbia perigosamente perto de um vaso Ming, Orion já tinha manchas de tinta azul nos dedos, e a sirene do caminhão de bombeiros de Danian era uma trilha sonora estridente e incessante.E no centro de tudo, estava ela. Rindo, parecendo completamente à vontade em meio à desordem que ela mesma havia, em grande parte, criado.Eu tentei manter a distância pelo resto da tarde. Mas eu sentia seus olhos em mim de vez em quando.Quando eu estava ajudando Apollo a tentar consertar o drone que ele, previsivelmente, já havia batido na parede, senti seu olhar fixo em minhas costas. Virei-me e a
Casal 2: 11 - Sou uma mulher
ELIZABETH WINTER— Papai?A vozinha sonolenta e confusa vinda da escada foi como um balde de água gelada. Congelamos. Alexander, que estava a milímetros de me dar o "beijo de verdade" que eu havia exigido, ficou rígido sobre mim. Meu aperto em seu pescoço afrouxou instintivamente, e minhas pernas, que o prendiam com uma força surpreendente, relaxaram. Droga. Péssimo timing.Ele se afastou de mim como se tivesse levado um choque elétrico, levantando-se em um movimento rápido e desajeitado. Ele ajeitou a camisa amassada, passando a mão pelo cabelo.— Orion? — ele chamou, a voz um pouco mais alta e trêmula do que o normal. — O que foi, campeão? Teve um pesadelo?— Não consigo dormir. — a vozinha respondeu da escuridão do corredor.Alexander lançou um olhar rápido para mim, um olhar que dizia claramente "não se mexa", antes de ir em direção às escadas.— Tudo bem, tudo bem. Vamos voltar para a cama. Vou te contar uma história.Ouvi seus passos subindo as escadas e o som suave de sua voz
Casal 2: 12 - Segui o seu conselho
ALEXANDER HAMPTONUM MÊS DEPOIS...Um mês se passou desde a noite em que beijei Lizzy Winter. Um mês desde que Stella acordou e começou sua longa jornada de recuperação. E, para mim, um mês de uma perseguição implacável e desconcertante.Lizzy Winter era como um mosquito persistente. Não importava quantas vezes eu a espantasse, ela sempre voltava, zumbindo irritantemente perto do meu ouvido.Nas primeiras semanas, enquanto Stella ainda estava no hospital e eu passava mais tempo na mansão Winter ajudando com os meninos, era quase compreensível que nossos caminhos se cruzassem. Mas mesmo ali, ela tornava as coisas... estranhas. Encostava-se em mim "acidentalmente". Deixava sua mão demorar um pouco demais na minha quando me passava uma xícara de café. Fazia comentários com duplo sentido que me deixavam tenso e desconfortável, especialmente sob o olhar atento de Larissa ou, pior ainda, quando Winter fazia uma de suas raras aparições.Eu tentei ser firme. Tentei ser distante. Lembrei a ela
Casal 2: 13 - Hora da "vulnerabilidade"
ELIZABETH WINTERObservei as costas largas de Alexander enquanto ele se afastava com a postura rígida de indignação. Um sorriso profundamente satisfeito se espalhou por meus lábios. Bingo!Ciúmes. Tão transparente. Tão... masculino. Ele podia tentar esconder atrás daquele papo de "ambiente familiar", mas eu vi. A maneira como seu maxilar ficou tenso, o brilho irritado em seus olhos escuros, a forma como ele praticamente rosnou as palavras "demonstrações efusivas de afeto". Funcionou. Funcionou melhor do que eu esperava.Meu plano original era apenas irritá-lo um pouco. Mas vê-lo marchar até a mesa, claramente incomodado por me ver com outro homem... ah, isso abriu um novo leque de possibilidades deliciosas. A vingança seria muito mais doce do que eu imaginava.— Uau, seu amigo é meio tenso, não? — a voz do cara na minha frente me tirou do meu devaneio vitorioso. Qual era o nome dele mesmo? — Mas não se preocupe, gata. Agora que sou seu namorado oficialmente, vou te tratar muito bem. Po
Casal 2: 14 - Você tem medo, Alexander?
ALEXANDER HAMPTON— ...eu acho que estou apaixonada por você, Alexander.As palavras dela deixaram o ar rarefeito do meu escritório. Apaixonada? Por mim?Eu a encarei, sentindo minha boca ligeiramente aberta, meu cérebro tentando desesperadamente encontrar algum sentido naquilo. Minha primeira reação foi ceticismo. Era outro joguinho. Tinha que ser. Uma escalada na sua campanha bizarra para me irritar ou me seduzir, ou ambos. Ela estava jogando a carta mais inesperada de todas.Mas então... olhei em seus olhos. Ela sustentou meu olhar, e pela primeira vez desde que a conheci, não vi deboche ali. Não vi malícia. Vi algo que se parecia perigosamente com sinceridade. E foi aí que a empatia me atingiu, traiçoeira e indesejada.Eu sabia o que era aquilo. Eu conhecia a dor lancinante de amar alguém que não te ama de volta, ou que não pode te amar de volta. Eu vivi com essa dor por longos anos, observando Stella, amando-a em silêncio, sabendo que meu lugar era o de amigo, de irmão, nunca o
Casal 2: 15 - Obrigada pelos conselhos financeiros
ELIZABETH WINTEREu cantarolava baixinho enquanto dobrava, ou melhor, amassava, um vestido de seda preto e o jogava na minha mala Rimowa. São Francisco. Quem diria? A cidade onde levei meu primeiro e único bolo estava prestes a me rever novamente. Os detalhes ainda estavam nebulosos, mas o objetivo era claro: Alexander Hampton.Já fazia alguns dias desde que ele fugiu – porque vamos ser honestos, foi uma fuga – para a Costa Oeste. Alguns dias desde a minha declaração "apaixonada" e apesar de ter deixado meu número, ele não ligou. O cartão com meu número provavelmente virou confete na lixeira do escritório dele. Típico do Sr. Responsável. Fugir de mim.Adorável. Mas inútil.Eu não era do tipo que aceitava um "não" como resposta, especialmente quando o "não" dele vinha embrulhado em um "talvez". Alexander podia ter fugido para São Francisco, mas ele subestimava seriamente a minha determinação. E meus recursos.Fechei a mala com um clique satisfatório. Pronta. Viagem rápida. Uma semana,
Casal 2: 16 - Isso é inapropriado
ALEXANDER HAMPTON O cheiro de grãos de café recém-torrados misturava-se com o odor de serragem fresca e tinta. Fox&Maple. Meu santuário. Minha fortaleza.Eu estava há vinte e quatro horas movendo-me quase que inteiramente por cafeína e pura força de vontade. A inauguração oficial era em uma semana, mas o "soft opening" para o bairro seria em dois dias, e o perfeccionista em mim estava em alerta máximo. — Não, Maya, o tamper. — Falei, soando mais cansada do que eu pretendia. — Você não está aplicando pressão suficiente. Tem que ser firme, trinta quilos de pressão, uniforme. Se não estiver nivelado, a água cria canais e a extração fica... — Amarga. — ela terminou, sorrindo. — Eu sei, Sr. Hampton. Desculpe. Eu só... fico um pouco nervosa quando o senhor está olhando. Observei-a tentar novamente. Maya era jovem, talvez vinte e dois anos, com cabelos tingidos de um rosa desbotado e um piercing no nariz que, estranhamente, não violava o código de vestimenta que eu havia criado. Ela era,
Casal 2: 17 - Apenas edito a verdade
ELIZABETH WINTERA paralisia dele era cômica. Alexander parecia um cervo pego nos faróis de um Bugatti. Desencostei-me do balcão, deixando minha bolsa Chanel balançar propositalmente. Comecei a andar, um passeio lento e avaliativo, deslizando a mão sobre uma das mesas de madeira empilhadas.— Fox&Maple. — murmurei, testando o nome. — Raposa e Bordo. É fofo. Rústico. Muito... lenhador chique. É o seu público-alvo aqui em São Francisco? Lenhadores com fundos fiduciários?Eu podia senti-lo me seguindo com os olhos, sua raiva começando a descongelar a paralisia.Vi então a garota. A barista de cabelo rosa, que me olhava como se eu tivesse acabado de atropelar o cachorro dela. Seus olhos iam de mim para Alexander, cheios de uma fúria possessiva. Ah. Então era esse o motivo dele me dispensar? Não, acho que estamos no mesmo time aqui, até porque ela parece mais nova que eu.Ela deu um passo em direção a Alexander, sua expressão mudando de raiva para uma preocupação pegajosa.— Sr. Hampton?