All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 241
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Casal 2: 58 - Eu amo você
ALEXANDER HAMPTONEntrei no quarto principal, que estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pela luz da cidade que entrava pelas janelas.— Respire, Hampton — sussurrei para o silêncio, passando a mão pelo rosto. — Você consegue fazer isso.Fui até a cômoda e abri a gaveta superior. Lá estava ela. A pequena caixa de veludo preto. Peguei a caixa. Ao lado dela, solta na gaveta, estava um anel simples, uma faixa de platina fosca, sem pedras, sem brilho excessivo. Sólida e durável.Peguei-o e o deslizei pelo dedo anelar da minha mão esquerda. Olhei para a minha mão. Nunca fui um cara de joias, mas aquilo não era um adorno. Era uma declaração de que eu estava fora do mercado. Eu era dela.Respirei fundo novamente, guardando a caixa de veludo no bolso da calça.Ajoelhei-me no chão e olhei para debaixo da cama. Puxei a caixa longa e retangular que eu havia escondido ali mais cedo, rezando para que o aquecimento do apartamento não tivesse arruinado o conteúdo.Abri a tampa.Elas estavam
Casal 2: 59 - Nada menos que extraordinário
ALEXANDER HAMPTONEstacionei o carro em frente à casa de Damian e Stella. Respirei fundo, observando a fachada imponente. A última vez que estive aqui, eu ainda tinha sentimentos românticos por Stella, e para mim Damian era o "monstro" que tinha reconquistado sua família.Agora, as linhas estavam borradas. Eu não sentia mais aquele aperto no peito ao pensar em Stella. Aquele lugar tinha sido preenchido, transbordado e completamente renovado por um furacão chamado Elizabeth.Mas Damian não sabia disso. O que significava que ele ainda me veria como uma ameaça. Deveria tentar me dar bem com ele já que é meu quase cunhado? Não consigo enxergar um futuro onde aquele cara e eu possamos ser amigáveis.Caminhei até a porta da frente e toquei a campainha. Esperei e ouvi passos pesados do outro lado. A porta se abriu.Damian Winter preencheu o batente e me olhou de cima a baixo. Seus olhos estreitaram-se ligeiramente.— Hampton. — A saudação foi seca, mas não hostil. — Winter. — respondi e se
Casal 2: 60 - Você esqueceu do nosso fim de semana?
ELIZABETH WINTERUm cheiro delicioso preenchia o apartamento 40B. Eu estava sentada no balcão da cozinha de Alex, vestida com uma das camisas sociais dele que me servia como um vestido curto e improvisado, minhas pernas balançando no ar enquanto o observava cozinhar.Havia algo profundamente hipnotizante em ver Alexander Hampton na cozinha. A maneira como ele se movia com eficiência, picando coisas, provando outras com uma expressão de concentração séria... era incrivelmente sexy. Acho que vê-lo cozinhar podia ser considerado preliminares.— Está quase pronto? — perguntei, inclinando-me. — O cheiro está me matando.— Paciência, Winter — ele respondeu sem se virar, mexendo a panela de molho. — A perfeição leva tempo. O macarrão precisa ficar al dente, e as almôndegas precisam absorver o sabor.— Você e seu perfeccionismo. — Revirei os olhos, mas com um sorriso.Ele se virou, limpando as mãos em um pano de prato, e caminhou até mim. Parou entre minhas pernas abertas, apoiando as mãos no
Casal 2: 61 - Você está apaixonada pelo alvo?
ELIZABETH WINTERMeu estômago, que segundos antes roncava de fome com o cheiro do molho de tomate, subitamente se revirou, transformando-se em um nó gelado e apertado. O mundo ao meu redor parecia ter sido sugado para um vácuo, deixando apenas eu e a luz azulada e tóxica da tela do celular.Meus dedos, subitamente trêmulos e desajeitados, pousaram sobre o teclado virtual. Eu sabia que não devia responder. A regra número um de gerenciamento de crises é não alimentar o troll, não dar munição ao inimigo. Mas o medo não é racional. O medo é um animal selvagem que quer medir o tamanho da jaula.Eu: O que você quer dizer com isso?Enviei antes que meu cérebro pudesse vetar a ação dos meus dedos. A resposta veio rápida, pontuada por aquelas bolhas de digitação que pareciam uma contagem regressiva para uma bomba.Marissa: Ah, Lizzy... A memória curta deve ser um efeito colateral do amor verdadeiro, suponho. Marissa: Você não se lembra daquela noite no The Pierre? Nós duas, duas garrafas de C
Casal 2: 62 - Se eu contar primeiro fará alguma diferença para ele
É que... — Pensei rápido. — Eu senti dor de cabeça. Foi uma pontada forte. Acho que é a fome. O cheiro da comida está incrível e meu estômago está reclamando.A mentira pareceu colar. A expressão dele suavizou imediatamente e o modo "cuidador" assumiu o controle.— Ah, amor... — Ele passou a mão pelo meu cabelo, colocando uma mecha atrás da minha orelha. — Devia ter me dito antes. Vamos comer e se sua cabeça ainda doer pode tomar um remédio. Ele pegou o celular da minha mão e o colocou delicadamente sobre o balcão, longe de mim. — Sem telas. — decretou ele. — Você precisa relaxar.— Sim. — concordei. — Sem telas.Alex me guiou até a banqueta. Serviu um prato generoso de espaguete com almôndegas, cobrindo tudo com uma montanha de queijo parmesão ralado na hora, do jeito que eu gostava, mesmo que eu nunca tivesse admitido em voz alta.— Aqui. — Ele colocou o prato na minha frente e me entregou um garfo. — Coma tudo.Enrolei o macarrão no garfo, observando o vapor subir. A comida parecia
Casal 2: 63 - Diga o preço
ELIZABETH WINTERO som da porta se fechando atrás de Alex foi como o disparo de uma pistola de partida.Fiquei no meio da sala de estar do apartamento 40B por exatamente três segundos, assim que virou as costas, me preparei para a saída.— Desculpe, Alex — sussurrei para o apartamento vazio. — Mas isso é para o nosso bem.Corri para o elevador.A subida de dois andares parecia demorar uma eternidade. Assim que as portas se abriram na minha cobertura, entrei no modo 'hard'. Não havia tempo para banhos longos ou contemplações.Fui direto para o closet. A camisa dele, que eu usara como pijama durante a noite, foi despida e jogada no cesto. Escolhi um vestido midi preto, de corte reto Joguei um blazer branco estruturado por cima. Óculos escuros grandes o suficiente para esconder qualquer vestígio de noite mal dormida. Nos pés, saltos agulha que poderiam furar um pneu ou uma traqueia, dependendo da necessidade...Peguei meu celular.Primeiro passo: Damian.Meus dedos voaram sobre o teclado.
Casal 2: 64 - Troque o 'ch' por um 'v'
ELIZABETH WINTER Marissa me observou por um longo momento. O garçom chegou com o Martini dela. Ela pegou a taça, tomou um gole lento, saboreando seu grande momento. Então, ela riu. — Guarde sua caneta, querida. — Ela empurrou minha mão suavemente. — Eu não quero seu dinheiro. Essa não era a resposta que eu esperava. — O quê? Todo mundo tem um preço, Marissa. Principalmente você. O papai não cortou o cartão de crédito de novo? — Pelo contrário. — Ela sorriu, presunçosa. — O divórcio dos meus pais foi finalizado mês passado. Minha mãe ficou com metade do império e, como filha única favorita, digamos que minha liquidez está excelente. Eu não preciso do seu dinheiro, Lizzy. Nesse momento, tenho mais do que consigo gastar. Se ela não queria dinheiro, ela era perigosa. Inimigos motivados por ganância são previsíveis. Inimigos motivados por maldade ou malícia são péssimos. — Então o que você ganha com isso? Por que vir aqui, me ameaçar, tentar destruir meu relacionamento? O que isso t
Casal 2: 65 - Fim de semana com dois monstrinhos
ALEXANDER HAMPTONA luz da manhã entrava pelas frestas da cortina do quarto de Lizzy, desenhando linhas de poeira dourada no ar. Mas a minha visão favorita não era o nascer do sol sobre Manhattan. Era o emaranhado de cabelos escuros espalhado no meu peito e o peso quente e sólido do corpo dela pressionado contra o meu.Lizzy dormia profundamente. A respiração dela era um ritmo suave e constante que parecia acalmar o meu próprio coração. Um braço dela estava jogado sobre a minha cintura, e sua mão esquerda repousava no meu esterno. O diamante do anel que eu lhe dera, capturava um raio de sol e brilhava.Olhei para a minha própria mão, pousando sobre a dela. A aliança parecia ter estado ali a vida inteira.Eu não queria me mexer. Poderia ficar ali, naquele casulo de lençóis de algodão e cheiro de limão e flores, pelo resto do fim de semana. Mas o relógio na mesa de cabeceira brilhava impiedoso: 08:15.Hoje é sábado e eu tinha um compromisso. Um compromisso duplo, barulhento e cheio de e
Casal 2: 66 - Estarei esperando o destino
ALEXANDER HAMPTON— Oi, garotos. — Abri o porta-malas e joguei as mochilas. — Prontos para conhecer a casa do papai?— SIM!— Entrem no carro. Cintos afivelados. Rápido, rápido!Eles obedeceram, escalando o banco de trás do meu carro.Damian ficou na calçada, cruzando os braços. Ele parecia um pouco relutante em deixá-los ir.— Cuide bem deles, Hampton.— Com a minha vida, Winter. — Assegurei, sério.— Qualquer problema, ligue. Stella vai ficar grudada no telefone de qualquer jeito.— Pode deixar.Entrei no carro, acenei para ele e arranquei.— Tchau, pai! — os meninos gritaram para Damian.Assim que viramos a esquina, a festa começou.— Papai, seu apartamento é alto? — Orion perguntou.— Tem piscina? — Apollo quis saber.— A gente pode comer pizza no café da manhã?Ri, olhando pelo retrovisor.— É alto, sim. Quadragésimo andar. Dá para ver os passarinhos voando por baixo da janela. Não tem piscina, mas tem uma banheira gigante. E pizza no café da manhã... vamos negociar.Dirigi de vo
Casal 2: 67 - O jogo de argolas é o caminho
ALEXANDER HAMPTONO relógio digital no painel marcava 17:15. O sol já havia começado sua descida atrás dos arranha-céus de Manhattan, pintando o céu de um roxo profundo e alaranjado.— Cadê meu outro tênis?! — Apollo gritou, pulando em um pé só pela sala de estar, como um flamingo hiperativo.— Você chutou para debaixo do sofá quando chegamos! — respondeu Orion, que já estava devidamente calçado, vestindo sua jaqueta estufada azul-e parecendo impaciente perto da porta.Eu estava tentando enfiar minha carteira no bolso de trás e checar se tinha pego as chaves do carro.— Apollo, debaixo do sofá. Agora. — ordenei, apontando.O menino se jogou no chão, mergulhando como um soldado na trincheira, e emergiu segundos depois triunfante, segurando o tênis perdido como um troféu.— Achei!Enquanto ele lutava com os cadarços, uma batalha que ele insistia em travar sozinho, recusando minha ajuda, peguei meu celular.Eu: Saindo agora.A resposta de Lizzy veio quase instantaneamente, como se ela es