All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 251
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Casal 2: 68 - Orion?
ALEXANDER HAMPTON— Então, qual é o plano, capitão? — Lizzy perguntou.— O plano é diversão total até alguém vomitar ou dormir. O que vier primeiro.Lizzy riu e, sem hesitar, estendeu a mão enluvada para Orion. Ele a pegou instantaneamente e eu fiquei com a mão de Apollo.Começamos com os brinquedos mais leves. No carrossel antigo, com seus cavalos de madeira pintados à mão e música de órgão. Lizzy subiu em um cavalo branco ao lado de Orion, rindo enquanto giravam, seu cabelo voando para trás. Eu fiquei em terra, tirando fotos que guardaria para sempre.Depois, fomos para os carrinhos de bate-bate. Eu e Apollo em um carro, Lizzy e Orion no outro.— Prepare-se para ser destruído, Hampton! — ela gritou sobre o barulho do motor elétrico, seus olhos exibiam sua competitividade.— Nos seus sonhos, Winter! — respondi, girando o volante.Foi um massacre. Lizzy nos perseguiu impiedosamente, rindo histericamente toda vez que batia na nossa lateral, fazendo Apollo gargalhar tanto que ele mal co
Casal 2: 69 - Busca
ELIZABETH WINTERO terror de verdade é uma sensação estranha. Ele não vem como um grito, mas como um silêncio absoluto que percorre sua pele e te impede de agir. Essa era a forma com Alexander estava me olhando. Sua mente brilhante e racional parecia ter sido filtrada, deixando apenas o som da sua voz repetindo a mesma dupla palavras:— Ele sumiu.Havia apenas um pai em pânico e que os olhos varriam a multidão desesperadamente.Lidar com crises foi meu trabalho por um mês. Eu era paga para manter a calma quando as ações despencavam e os investidores gritavam. Mas isso não era sobre dinheiro. Era uma criança. Era o Orion.Respirei e forcei meu cérebro a entrar no modo operacional.— Alex, olhe para mim. — Ordenei, passando os três algodões-doces para uma mão e segurei os ombros dele, forçando-o a focar em mim. — Despero não vai ajudar. Nós vamos achá-lo. Ele não pode ter ido longe.— Eu só desviei o olhar por um segundo... — ele murmurou, a culpa já o corroendo.— Pare. Vamos nos divid
Casal 2: 70 - Homem aranha salva o dia
ALEXANDER HAMPTONCorrer não era rápido o suficiente. Eu queria voar. Eu queria ter visão de raio-X. Eu queria voltar no tempo cinco minutos e nunca ter tirado os olhos daquele banco maldito.Minha mente era invadida por cenários catastróficos. Sequestro. Acidente. Ele saindo para a rua e sendo atropelado. A culpa era um ácido no meu estômago. Eu tinha prometido a Damian que cuidaria deles. E eu tinha falhado. No primeiro dia.Empurrei um grupo de adolescentes que bloqueava o caminho, ignorando seus protestos irritados.— ORION! — meu grito saiu rouco, desesperado.Cheguei à praça central, onde ficava a cabine de informações e segurança. Havia uma fila pequena de pessoas perdidas ou reclamando.Não esperei.Cortei a fila, batendo as mãos no balcão de metal.— Meu filho sumiu. O atendente, um homem mais velho com cara de tédio, levantou os olhos.— Senhor, a fila começa...— MEU FILHO SUMIU! — rugi, agarrando a borda do balcão. — Ele tem seis anos. Casaco azul, touca cinza. Nome Orion
Casal 2: 71 - Eu aceito o acordo
ELIZABETH WINTERA luz do sol de domingo inundava meu quarto, banhando os lençóis de brancos em um dourado irritante. Estiquei o braço para o lado esquerdo da cama, um movimento automático que meu corpo parecia ter aprendido em tempo recorde, mas meus dedos encontraram apenas o tecido frio e liso.Quase esqueci que Alex estava dois andares abaixo. Provavelmente acordado há horas, lidando com Apollo e Orion, talvez fazendo panquecas em formato de bichinhos. Eu não podia simplesmente descer. Tínhamos regras. Coincidências não acontecem duas vezes seguidas, muito menos uma que envolva eu aparecer lá às nove da manhã, levantaria perguntas que os gêmeos não hesitariam em fazer para nós.Suspirei, jogando o edredom para o lado.— Tudo bem, Lizzy. Você é uma mulher adulta e independente. Você consegue sobreviver a uma manhã de domingo sem seu namorado barista.Arrastei-me para fora da cama e caminhei descalça até a cozinha.Parei diante da minha máquina de café expresso. Era uma peça de desi
Casal 2: 72 - Um dia o carma volta para morder você
ELIZABETH WINTER— Não funcionam como eu quero? — O tom dela subiu uma oitava. — Ou será que... na verdade, você não tem vídeo nenhum?Parei.Aí estava. A cartada dela. O blefe reverso. Ela tinha passado os dias remoendo, tentando encontrar furos na minha história, tentando se convencer de que eu estava mentindo.— Você está blefando, Elizabeth. — ela continuou, ganhando velocidade, tentando se convencer enquanto falava. — Aquele caso foi fechado há anos. Meu pai pagou todo mundo. Policiais, legistas, vizinhos. Não existe vídeo. Você inventou isso para me assustar. É clássico seu. Usar o medo porque não tem munição.Fechei os olhos por um momento, sentindo uma pontada de pena. Não dela, mas da estupidez humana em geral.— Primeiro: Não me chame de Elizabeth, isso me estressa. Segundo: Você quer pagar para ver, Marissa? — perguntei calmamente.— Se você tivesse o vídeo, por que não me entregaria? — ela desafiou. — Se você quer tanto que eu suma, me dê a maldita prova e eu sumo!— Você
Casal 2: 73 - Você não tem fé que a gente vai durar?
ALEXANDER HAMPTONDIAS DEPOIS...O cursor na tela do meu laptop piscava em um ritmo monótono, uma linha vertical preta aparecendo e desaparecendo sobre a planilha de custos de importação dos novos grãos da Etiópia. Era uma tarefa simples. Eu já tinha feito isso mil vezes. Mas hoje, a matemática parecia grego antigo.O motivo da minha distração não era o café, nem o barulho ao fundo, nem a música indie suave que tocava nos alto-falantes do Fox & Maple.O motivo estava sentado do outro lado da mesa, me encarando.Elizabeth Winter estava apoiada no cotovelo, o queixo descansando na palma da mão, seus olhos castanhos fixos em mim. Ela brincava distraidamente com a borda de um guardanapo de papel, mas seu foco não vacilava.Tentei digitar um número. Errei. Apaguei.Suspirei, recostando-me na cadeira e tirando os olhos da tela para encontrá-la.— Você não tem nada para fazer, Lizzy? — perguntei, tentando soar exasperado, mas falhando miseravelmente porque, no fundo, eu adorava tê-la ali, me
Casal 2: 74 - Assombrado pelo "longe"
ALEXANDER HAMPTONAlgumas horas depois, deixei Lizzy na sede da Winter. Ela disse que precisava "aparecer para manter as aparências" e assinar alguns documentos. Almoçamos juntos antes, mas o clima estava levemente diferente. Assim que a deixei, dirigi em busca de uma perspectiva diferente. Precisava de alguém que me conhecesse melhor do que eu mesmo e que não tivesse medo de me dar um tapa na cara se eu estivesse sendo idiota.Estacionei na frente do prédio onde Leah morava. A porta estava destrancada. Leah tinha uma fé inabalável na humanidade ou na sua capacidade de acertar alguém com um taco de beisebol, qualquer opção me preocupava.— Sou eu! — anunciei, entrando.Leah estava no sofá, cercada por livros de medicina, um esqueleto de plástico e caixas de pizza vazias. Ela levantou a cabeça, os cabelos cacheados presos em um coque desgrenhado.— Olha só, o filho pródigo retorna da terra dos ricos. — Ela sorriu, empurrando os livros para o lado.— Você parece bem ocupada. — Joguei-m
Casal 2: 75 - Te afetou de alguma forma?
ELIZABETH WINTEREu estava no sofá do Alex lendo no meu tablet, ou tentando ler, quando ouvi o clique da fechadura.Alex entrou. Tirou a jaqueta e a pendurou, só então seus olhos cairam sobre mim.— O que você faz aqui tão cedo? — ele perguntou, caminhando até a sala.— Eu disse que minha visita à empresa seria rápida. — Deixei o tablet de lado, observando-o. — A pergunta é: o que você faz aqui tão cedo? Achei que estivesse atolado de trabalho dobrado por ter dispensado a Larissa.— Não voltei ao café. — Ele se sentou no sofá, ao meu lado, afundando nas almofadas com um suspiro. — Passei na casa da Leah.— Ah, é? — Subi no colo dele, ignorando qualquer espaço pessoal. Encaixei minhas pernas ao redor dele e dei um selinho em seus lábios. — Como ela está?Ele envolveu minha cintura com os braços, puxando-me para mais perto, como se precisasse do contato físico.— Atolada de trabalho e estudando como uma condenada. — Ele sorriu, um sorriso pequeno. — Ela disse que gostaria de conhecê-la
Casal 2: 76 - Passado inconveniente
ALEXANDER HAMPTONEra um sábado à noite em Nova York. Eu tinha sugerido algo civilizado para o encontro entre Lizzy e Leah. Um jantar no meu apartamento, onde eu poderia controlar a música e o fluxo de vinho. Ou talvez um restaurante italiano tranquilo no West Village.Fui voto vencido. Massacrado, na verdade.Leah queria dançar. Lizzy, surpreendentemente, apoiou a ideia com entusiasmo, dizendo que precisava "extravasar a semana". O resultado? Estávamos na fila VIP de uma boate no Meatpacking District chamada Velvet, que, segundo Leah, era "o lugar" para estar.Pelo menos, consegui negociar uma mesa. Reservei um dos camarotes com sofás de veludo, - suponho que é daí que vem o nome do lugar - longe da pista de dança principal, onde a música era ligeiramente menos ensurdecedora.Entramos. O lugar era escuro, iluminado por flashes estroboscópicos roxos e dourados. O baixo da música eletrônica batia no meu peito como um segundo coração.— É bem alto! — gritei para Lizzy, que caminhava ao
Casal 2: 77 - Uma conversinha rápida com esse jovem
ALEXANDER HAMPTONA paciência é uma virtude que cultivei ao longo de anos torrando café. É preciso esperar o grão atingir a cor exata, o cheiro exato, o estalo exato. Um segundo antes, está cru. Um segundo depois, queimado. Mas a minha paciência com aquele projeto de ser humano banhado a ouro e arrogância tinha acabado de passar do ponto de queima. Tornou-se cinzas."Relembrar os velhos tempos."A frase repetiu na minha cabeça, misturada com a batida grave da música eletrônica, tingindo minha visão de vermelho.Levantei do sofá de veludo num movimento rápido. Não houve hesitação, não houve cálculo de consequências. Minha mão direita disparou e agarrou a gola da camisa social daquele mauricinho. O tecido era caro, seda ou algodão egípcio de alta contagem, mas amassou sob meus dedos como papel barato.Puxei-o para frente, tirando-o do eixo, fazendo o uísque do copo dele espirrar no chão e em seus sapatos.— Ei! — ele protestou, os olhos arregalados de surpresa e a arrogância vacilando p