All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 411
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Casal 3: 87 - Dia mais importante da minha vida
MARKUS BLACKWOOD TRÊS SEMANAS DEPOIS... Vinte e um dias de mentiras, desvios de rota, reuniões falsas e uma quantidade absurda de mensagens de texto apagadas. Se alguém me dissesse há um ano que eu, Markus Blackwood, estaria vivendo uma vida dupla apenas para planejar um casamento, eu teria rido. Mas aqui estava eu, no dia mais importante da minha vida. Aquele jantar de reconciliação, três semanas atrás, tinha sido minha salvação. O risoto de cogumelos ficou um pouco salgado demais, mas o arranjo de orquídeas e tulipas no centro da mesa fez o trabalho pesado. Leah chorou. Ela se sentiu culpada por desconfiar de mim, e eu me senti o pior ser humano do mundo por deixá-la se sentir culpada, quando, na verdade, eu estava mesmo escondendo algo. Mas valeu a pena. A desconfiança dela evaporou naquela noite. Para cobrir meus rastros nas semanas seguintes, tive que recrutar outros aliados. Damian virou meu álibi número um. — "Vou sair com o Damian para ver um sistema de segurança
Casal 3: 88 - Que gente doida...
LEAH HAMPTON — Ai! Cuidado com meu olho, criatura! — Fica quieta, Leah! Se você piscar, o delineado vai ficar torto e você vai parecer um panda. Eu estava sentada na cadeira da penteadeira de Stella, cercada por um exército de mulheres armadas com pincéis, secadores e sprays de cabelo. Stella tinha transformado a sala de estar dela num salão de beleza profissional. Lizzy estava no sofá, já pronta, vestindo um longo prateado deslumbrante, tomando champanhe e dando ordens. — Mais iluminador nas maçãs do rosto! — Lizzy gritou. — É um baile de gala, gente! Tem que brilhar até no escuro! — Baile de gala... — Resmunguei, tentando não mover o rosto enquanto a maquiadora aplicava cílios postiços. — Eu não acredito que o Markus me convenceu a ir nisso. É meu dia de folga, eu só queria ficar em casa, comer pipoca e assistir série. — Deixa de ser chata. — Stella apareceu no meu campo de visão. Ela estava linda num vestido verde esmeralda. — É o Baile da Fundação Blackwood. É import
Casal 3: 89 - Significa que você está casando
LEAH HAMPTON O carro parou na entrada do edifício. Eu reconhecia o endereço, era um prédio comercial novo e sofisticado que tinha um terraço famoso pela vista. O local fazia sentido para um baile de gala. Alex estava esperando na calçada e vestia um smoking. — Alex? — Chamei, descendo do carro com cuidado para não sujar a barra do vestido. — O que você está fazendo aqui fora? — Fui designado como o comitê de boas-vindas. — Ele disse, piscando. — Para escoltar a mulher mais bonita da noite, já que meu cunhado está ocupado lá em cima recebendo os convidados. — Ah, entendi. — Olhei para trás, procurando Stella e Lizzy. As duas já estavam fora do carro, segurando suas bolsas de mão. — Leah, o Alex vai te acompanhar. — Stella disse, apressada. — Eu e a Lizzy precisamos correr para trocar de roupa. Lembra? O código de vestimenta. — Vocês não vão nem entrar comigo? — A gente se encontra lá em cima em cinco minutos! — Lizzy gritou, já arrastando Stella pela calçada em direç
Casal 3: 90 - Você está doente, Patrícia
MARKUS BLACKWOOD Patrícia estava parada no início do corredor de pétalas brancas, como uma mancha vermelha no meio da nossa paz. Senti cada músculo do meu corpo travar em modo de defesa. Sem pensar, movi meu corpo, colocando-me inteiramente na frente de Leah. Minha mão esquerda apertou a dela com força, enquanto meu braço direito se estendeu para trás, criando uma barreira. — O que você está fazendo aqui, Patrícia? Quem deixou você subir? — Eu sou a mãe do herdeiro Blackwood. — Ela deu de ombros. — Tenho meus meios. Eu só vim dar os parabéns ao casal feliz. Ou não pode? É uma festa privada demais para a ex-mulher e mãe do seu filho? Olhei de relance para o lado. Mark. Meu filho estava a poucos metros, os olhos arregalados de medo, segurando a barra da calça do meu cunhado. Alex, com seu instinto protetor, já estava se movendo. Vi quando ele, sutilmente, empurrou Mark para trás de uma das colunas decoradas com hera, ocultando a visão do menino. Respirei um milímetro mais alivia
Casal 3: 91 - Nada estraga uma boa festa
MARKUS BLACKWOOD O som explodiu nos meus ouvidos, seguido imediatamente pelo cheiro de pólvora. Fechei os olhos por um milésimo de segundo, esperando a dor. Esperando sentir o metal rasgando a minha carne ou, pior, ouvir o grito de dor da mulher atrás de mim. Meu corpo estava tenso, preparado para o impacto final. Mas a dor não veio. O que veio foi um grito. Mas não era meu. E não era de Leah. Era um grito estridente, cheio de surpresa e agonia, vindo da minha frente. Abri os olhos. Patrícia não estava mais de pé. O corpo dela tinha colapsado para a direita, e ela estava no chão, segurando a coxa. O vestido vermelho agora tinha uma mancha mais escura e úmida se espalhando rapidamente pelo tecido caro. A arma prateada tinha voado da mão dela e deslizava pelo chão do terraço, parando inofensivamente perto de um vaso de plantas. Virei a cabeça rapidamente para a esquerda. Um dos seguranças que Damian tinha posicionado estrategicamente estava com a arma em punho. Ele nã
Casal 3: 92 - Casei e quase fiquei viúva no mesmo dia
MARKUS BLACKWOOD Descemos pelo elevador social, cercados pela nossa "guarda de honra": Alex, Damian, Stella e Lizzy. No momento em que as portas se abriram no salão de festas, a música animada nos atingiu. Era um contraste surreal, mas necessário. A vida continuava. A alegria tinha que continuar. Sentei numa das mesas reservadas para a família, com Mark ainda no meu colo. Ele tinha parado de chorar, mas continuava agarrado à minha lapela. — Mark, olha. — Leah chamou, apontando para a mesa de doces que parecia uma confeitaria. — Tem uma torre de cupcakes do Batman escondida ali no meio. O tio Alex me contou. Mark levantou a cabeça devagar, fungando. — Do Batman? — Sim. — Alex confirmou, se sentando ao lado dele. — E acho que vi uns brigadeiros que dão superpoderes. Mas a gente precisa ir lá investigar. Os gêmeos e Danian estão esperando você com a babá. Mark olhou para mim, pedindo permissão. — Pode ir, filho. O tio Alex vai com você. Alex estalou os dedos. — Vamos
Casal 3: 93 - Fazer coisas melhores do que comer
LEAH HAMPTON Maldivas. Eu já tinha visto fotos. Já tinha visto protetores de tela de computador e documentários de viagem. Mas nada, absolutamente nada, me preparou para a realidade de estar aqui. O hidroavião nos deixou no píer privativo do resort há apenas trinta minutos, e desde então, eu sentia que estava vivendo dentro de um sonho. O céu era de um anil profundo, sem nuvens. O mar era uma colcha de retalhos de turquesa, esmeralda e safira, tão transparente que eu podia ver os peixes nadando lá embaixo sem nem precisar entrar na água. E o nosso bangalô... bom, "bangalô" era uma palavra modesta demais. Era uma mansão suspensa sobre as ondas, com paredes de vidro e um deck infinito que parecia se fundir com o horizonte. Corri pela sala de estar gigantesca, com meus pés descalços deslizando na madeira. O ar condicionado mantinha o interior deliciosamente fresco. — Markus! Olha isso! — Gritei, parando em cima de uma placa de vidro no chão da sala. — Tem um tubarãozinho pass
Casal 3: 94 - Quero te amar
LEAH HAMPTON — Por que você parou? Markus se levantou devagar, os lábios úmidos e vermelhos, um sorriso torto e diabólico no rosto. Ele desceu minhas pernas dos ombros dele, deixando-as penderem para fora do balcão, mas manteve minhas coxas abertas, encaixando-se no meio delas. — Porque eu não quero que você goze sozinha. — Ele falou com a voz rouca e baixa. — Eu quero estar dentro de você quando acontecer. Eu quero sentir você pulsando ao meu redor. Ele segurou meu rosto e me beijou, um beijo que tinha gosto de mim e de desejo. Enquanto nos beijávamos, senti a mão dele descer para a própria calça, ouvi o som do zíper descendo e o farfalhar do tecido. A antecipação era uma dor doce. Eu o queria. Eu precisava senti-lo me preenchendo. A mão dele envolveu minha cintura com força, seus dedos apertaram minha pele, e ele me puxou para a ponta do balcão, até que minha bunda estivesse perigosamente na beira. — Segura em mim. — Ele ordenou contra meus lábios. Entrelacei meus bra
Casal 3: 95 - Apetite insaciável
MARKUS BLACKWOOD Os dias nas Maldivas flutuavam. Aqui o tempo era irrelevante. O sol nascia, pintando o céu de tons impossíveis de laranja e rosa, e se punha num espetáculo de roxo. E entre esses dois eventos, existia apenas nós. Leah e eu. Desliguei o celular no momento em que chegamos e o tranquei no cofre. Nossa rotina se tornou uma doce repetição de prazer, descanso e conversas que nunca tivemos tempo de ter. Descobri que Leah adorava frutas exóticas que eu nem sabia pronunciar o nome. Descobri que ela ficava com as sardas no nariz mais evidentes quando pegava muito sol. E descobri que a minha esposa tinha um apetite insaciável que rivalizava com o meu. DIA 2: O DECK Era o meio da tarde do terceiro dia. O sol estava alto, o calor era úmido, tropical, daquele que faz a pele brilhar de suor mesmo quando se está parado. Leah estava deitada numa espreguiçadeira de madeira no nosso deck privativo, de bruços. Ela usava a parte de baixo de um biquíni preto minúsculo e tinh
Casal 3: 96 - Trabalhamos bem, sócia
MARKUS BLACKWOOD DIA 4: A SALA Era noite e chovia lá fora. Uma tempestade tropical repentina açoitava as janelas de vidro do bangalô, relâmpagos iluminavam o quarto escuro a cada poucos segundos. Estávamos na sala de estar. O jantar tinha sido empurrado para o lado. Leah estava sentada no meu colo, no sofá grande e macio, vestindo apenas uma das minhas camisas brancas. Estávamos ouvindo jazz no sistema de som, mas o barulho da chuva era a verdadeira trilha sonora. Havia algo aconchegante em estar abrigado da tempestade com ela. — Eu adoro esse som. — Ela murmurou, traçando o contorno do meu braço. — Faz eu me sentir segura aqui dentro. — Você está segura. — Garanti, beijando o pescoço dela. Minha mão deslizou por baixo da camisa, encontrando a pele quente da barriga dela, subindo para acariciar os seios livres. Ela suspirou, reclinando-se contra mim. — Markus... — Ela virou o pescoço para me beijar, um beijo preguiçoso que logo esquentou. Com um movimento suave, de