All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 401
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Casal 3: 77 - A escolha do local
MARKUS BLACKWOOD Sábado de manhã. O dia que eu mais temia na semana tinha chegado: a visita supervisionada de Patrícia. O local determinado pelo tribunal era um centro de convivência familiar neutro, um prédio de tijolinhos no centro da cidade. Estacionei o carro e olhei para Mark pelo retrovisor. Ele estava quieto, segurando seu boneco do Batman. — Lembra do combinado, campeão? — perguntei, virando para ele. — A Sra. Ramirez vai estar com você o tempo todo. Se você quiser ir embora, é só falar para ela. — Eu sei, pai. — Mark suspirou. — São só quatro horas.— Tudo bem. Desci do carro, tirei-o da cadeirinha e caminhamos até a entrada. A assistente social, uma mulher de meia-idade com ar bondoso, já nos esperava. Entreguei a mochila do Mark e dei um abraço rápido nele. — Vou estar por perto — menti. Eu precisava sair dali para resolver o local do casamento, mas ele não precisava saber disso. Assim que a porta de vidro se fechou atrás dele, girei nos calcanhares e caminhei apres
Casal 3: 78 - Ele vai ficar de castigo sim
LEAH HAMPTON Eu estava jogada no sofá da cobertura, aproveitando o silêncio. Markus tinha saído com o Mark para a visita supervisionada com a Patrícia e disse que ficaria esperando no carro, trabalhando pelo celular, para garantir que tudo corresse bem. Era estranho estar naquele apartamento enorme sozinha, mas gostoso. Aproveitei para colocar uma máscara facial, ler um livro que não fosse de medicina e simplesmente não fazer nada. Olhei para o relógio. 16:30. A visita terminava às 16:00. Eles já deveriam estar chegando. "Devem ter parado para tomar sorvete", pensei, sorrindo. Markus tentaria compensar o estresse da visita com algum agrado para o Mark depois. Voltei para o meu livro. Mas, dez minutos depois, meu celular tocou. Número desconhecido. Franzi a testa e atendi. — Alô? — Dra. Hampton? — Uma voz feminina soou do outro lado. — Aqui é Laura Ramirez, a assistente social designada para o caso do Mark Blackwood. Sentei no sofá imediatamente. — Sim, sou eu. Aconteceu alg
Casal 3: 79 - Você está de castigo
LEAH HAMPTON Estávamos na cozinha, Mark e eu. Ele estava devorando uma fatia de bolo de cenoura com uma felicidade que eu invejava, enquanto eu batucava os dedos na bancada, criando um ritmo de impaciência. O relógio parecia zombar de mim. Ouvi o barulho de passos na sala. Mark parou de mastigar e eu armei minha melhor expressão de "você está muito encrencado". Markus entrou na cozinha. Ele não tinha a postura arrogante de CEO, nem o charme de namorado perfeito. Parecia mais com um cachorro de raça que tinha acabado de mastigar o sapato favorito da dona e sabia que o jornal enrolado estava vindo. Ele segurava duas sacolas coloridas e um sorriso torto, cheio de culpa. — Oi, família... — Ele começou, a voz um tom acima do normal. — Trouxe presentes! Markus colocou as sacolas no balcão como se fossem oferendas de paz a uma divindade furiosa. — Para o meu campeão, o último lançamento do Lego Star Wars. — Ele piscou para Mark. — E para a mulher mais maravilhosa do mundo... ch
Casal 3: 80 - Exilado para a sala de estar
MARKUS BLACKWOODFiquei parado, olhando para as costas da minha noiva enquanto ela subia as escadas pisando duro.Castigo?Eu sou um homem e tenho mais de quarenta anos. Eu não fico "de castigo".— Leah! — Corri atrás dela, subindo os degraus de dois em dois. — O que você quer dizer com isso? Você não pode estar falando sério!Ela nem olhou para trás. Continuou andando pelo corredor em direção ao nosso quarto, quer dizer, ao quarto que, aparentemente, agora era só dela.— É bem simples, Markus. — Ela disse, sem parar. — Você dorme no sofá ou no quarto com o Mark. Mas não vai ser comigo. Eu preciso de uma noite longe das suas mentiras esfarrapadas para pensar com clareza.— Não foi esfarrapada! — Protestei, seguindo-a como uma sombra desesperada. — E o sofá é péssimo! Ele é bonito, mas é duro! Foi feito para visitas ficarem pouco tempo, não para dormir!Ela entrou no quarto. Tentei entrar junto, mas ela se virou rápido, bloqueando a passagem com o corpo.— Boa noite, Markus.— Leah, am
Casal 3: 81 - Divirta-se na sua "reunião"
MARKUS BLACKWOOD Acordei com o som de louça batendo e o cheiro torturante de café fresco invadindo minhas narinas. Tentei me mexer, mas meu corpo respondeu com um protesto violento. Minhas costas estalaram em três lugares diferentes. Aquele sofá premiado, que custou o equivalente a um carro popular e que eu sempre admirei pela estética, se revelou durante a noite um instrumento de tortura medieval disfarçado de couro nobre. Meu pescoço estava travado num ângulo de quarenta e cinco graus. Tenho certeza de que a costura chique do estofado estava impressa em relevo na minha bochecha esquerda. Minhas pernas, que eram longas demais para o móvel, passaram a noite penduradas para fora, e agora meus pés estavam formigando. Sentei, gemendo baixinho, esfregando o rosto na tentativa inútil de recuperar alguma dignidade. O relógio digital no painel da TV marcava 06:45 da manhã. O sol entrava pelas janelas enormes da cobertura, iluminando minha vergonha. Me arrastei até a cozinha, sentindo ca
Casal 3: 82 - Odeio não saber das coisas
LEAH HAMPTONO trânsito de domingo era um teste de paciência para qualquer ser humano, mas hoje parecia pessoal. Buzinas, freadas bruscas, taxistas gritando... isso combinava perfeitamente com o estado da minha mente. Conectei os fones de ouvido e disquei o número da Stella. Eu precisava desabafar e que alguém me dissesse que eu não estava louca, ou que me desse permissão para cometer um homicídio culposo contra o meu noivo. — Alô? — A voz de Stella atendeu no terceiro toque. — Você não vai acreditar no que aconteceu. — Dispensei o "bom dia" e fui direto ao ponto. — O Markus sumiu ontem. — O quê? Como assim sumiu? — O tom dela mudou instantaneamente. — Sumiu tipo... foi sequestrado? Ainda não apareceu? — Não, Stella. Ele sumiu por escolha própria. — Apertei o volante, sentindo a raiva voltar. — Ele levou o Mark para a visita com a Patrícia e prometeu que ia esperar no carro. Quatro horas depois, a assistente social me liga dizendo que o Mark estava sozinho na recepção e o Ma
Casal 3: 83 - Degustação
MARKUS BLACKWOOD Terça-feira à noite. Minha quarta noite no sofá. Minha coluna parecia ter envelhecido vinte anos. Eu andava pelos corredores do hospital com a postura ligeiramente curvada. Eu precisava sair daquele sofá. Hoje. Mas, mais importante do que a minha saúde lombar, eu tinha um casamento para planejar. E o item "Menu do Buffet" estava piscando em vermelho na minha lista de tarefas mentais. O chef Henri, um francês temperamental que comandava o buffet mais exclusivo de Manhattan, precisava da aprovação final até sexta-feira. Eu não podia escolher sozinho. Então, bolei um plano. Um plano arriscado, mas brilhante. Liguei para Leah no meio da tarde. — Dra. Hampton. — Ela atendeu no segundo toque. Mas ainda estava claramente brava. — Oi, amor. Sou eu. Ouvi um suspiro do outro lado. — O que você quer, Markus? Estou entre duas rondas. — Jantar. Comigo. Hoje. — Markus, eu não estou no clima para encontros românticos enquanto você continua agindo de forma s
Casal 3: 84 - Um idiota que é louco por você
MARKUS BLACKWOOD — Duzentas pessoas? — Ela olhou para mim. — A diretoria e a ala VIP não têm duzentas pessoas, Markus. Chutei a canela de Henri por baixo da mesa. Ele fez uma careta de dor. — Eventos beneficentes! — Intervi rapidamente. — O baile de gala do hospital. Precisamos pensar em escala, Leah. — Ah. — Ela pareceu aceitar, mas os olhos dela continuaram analisando Henri. — Entendi. Bom, para duzentas pessoas, eu sugeriria trocar o risoto por batatas gratinadas. Risoto é trapaceiro em grandes quantidades. Fica grudento. — Excellent! — Henri anotou num bloquinho. — Batatas. A senhora tem um gosto impecável. E sobre a sobremesa... temos duas opções. Um entremet de chocolate amargo com frutas vermelhas ou uma torre de profiteroles com creme de avelã. Leah olhou para mim, desconfiada. — Torre de profiteroles? Isso parece bolo de festa. — É... Qual você prefere? — O chocolate amargo. — Ela decidiu. — Chocolate amargo será. — Henri anotou. — Merci, mademoiselle. Vou
Casal 3: 85 - Orquídeas e Tulipas?
LEAH HAMPTON — Só se você me convencer de que vale a pena. — Desafiei. Markus não precisou de mais incentivo. Ele atacou minha boca com uma fome devastadora. Foi um beijo profundo, molhado e possessivo. As mãos dele desceram para a minha cintura, apertando com força, me puxando para ele até que não houvesse nem um milímetro de ar entre nós. O elevador parou. Ele nem esperou. Me pegou no colo, minhas pernas envolveram a cintura dele automaticamente, e saiu do elevador me carregando. Enterrei o rosto no pescoço dele, inalando aquele cheiro que era minha droga favorita. Ele chutou a porta do quarto e nos levou direto para a cama king size macia que eu tinha ocupado sozinha nas últimas noites. Markus me deitou no colchão e ficou sobre mim, apoiando-se nos cotovelos para não me esmagar. — Você é minha, Leah. Minha noiva. Minha mulher. Minha vida. — Sou. — Confirmei, puxando a gravata dele para desfazê-la. — Agora cala a boca e tira essa roupa. Quando ele tirou meu vestido
Casal 3: 86 - Você é um amador, Blackwood!
LEAH HAMPTON Eu estava no meio do plantão, andando pelos corredores movimentados do hospital, mas minha mente estava presa num looping infinito de três palavras: Orquídeas. Tulipas. Sábado. Eu precisava de respostas. E como o homem com quem eu dividia a cama tinha decidido se tornar um cofre de segredos mal guardados, recorri novamente à única pessoa que me conhecia melhor do que eu mesma. Me tranquei na sala de descanso dos médicos, aproveitando que estava vazia por cinco minutos, e disquei o número da Stella. — Fala, doutora. — Stella atendeu animada, com barulho de crianças gritando ao fundo. — Salvando muitas vidas ou só se escondendo das enfermeiras chatas? — Achei um recibo. — Falei, sem rodeios. — No bolso do paletó do Markus. — Um recibo? Recibo de quê? — De uma floricultura. Do dia que o Markus sumiu e disse que o carro quebrou na oficina. Stella, ele gastou quatrocentos e cinquenta dólares em flores. — Flores? Ah... que... que bonito! Ele deve ter comprado p