All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 61
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60 - Momento que não deveria ter chegado
STELLA HARPER A casa estava estranhamente silenciosa depois que o barulho das risadas dos meninos eufóricos com os doces se dissipou. Alexander os levou para a sala, ajudando-os a se acomodar enquanto Leah me acompanhava até a cozinha. Eu sabia que aquela sobrancelha arqueada dela, logo que chegou, não era à toa. Leah nunca deixava passar nada. Eu estava mexendo em uma jarra de suco apenas para ocupar as mãos, mas Leah se encostou no balcão e cruzou os braços, me observando com aquela paciência desconfiada. — Certo, o que aconteceu? — ela perguntou sem rodeios. — Nada. — respondi rápido demais, sentindo meu estômago contrair. — Stella… — Leah prolongou meu nome, como se já tivesse ouvido essa resposta mil vezes antes. — Você está com essa cara estranha desde que cheguei. Suspirei, desviando o olhar para a jarra. — Estou cansada, só isso. O dia foi longo. Ela se inclinou um pouco mais para frente. — Cansada, eu acredito. Mas não é só isso. — O olhar dela se estreitou. — É sobr
61 - Poderia me apaixonar por Alexander?
STELLA HARPER A manhã começou clara e fresca, com o sol atravessando as cortinas do quarto. A rotina parecia estar voltando aos eixos, pelo menos de aparência. Os meninos precisavam ser levados à escola e eu precisava manter a fachada de normalidade, mesmo que minha mente estivesse em turbulência desde ontem. — Vamos, rapazes, não queremos nos atrasar. — anunciei, sorrindo para eles. Apollo e Orion correram pelos corredores, disputando quem vestia o casaco primeiro, enquanto eu os observava com ternura e preocupação. Cada pensamento em minha mente lembrava-me do problema emocional que Damian tinha deixado para trás, e da nova confusão que Alexander trouxe para minha vida de maneira inesperada. No caminho, os meninos conversavam animadamente sobre o novo livro que Damian havia comprado, e sobre a história da nave espacial projetada no teto do quarto de Orion. Entreguei-os à professora na escola, recebendo os abraços e beijos habituais, e depois segui para o café onde trabalha
62 - Sobrevivente
STELLA HARPERA casa estava em silêncio quando abri a porta. Um silêncio quase suspeito, considerando que eu tinha dois meninos cheios de energia correndo por ali a maior parte do tempo. Fechei a porta atrás de mim devagar, pendurei a bolsa no cabide do hall de entrada e fiquei alguns segundos apenas ouvindo.Nada.Nenhuma corrida, nenhum brinquedo espalhado no chão, nenhuma gargalhada ecoando de outro cômodo.Franzi o cenho, larguei os sapatos ao lado da porta e comecei a subir as escadas, passo a passo.Foi então que ouvi as risadas. Altas e infantis, misturadas com uma voz feminina, suave e alegre. O som vinha do quarto de Orion.Respirei aliviada e acelerei o passo.Quando empurrei a porta, encontrei Orion sentado no tapete, com os carrinhos alinhados em fileira como se fosse uma pista de corrida improvisada. Apollo estava ao lado, erguendo um aviãozinho de brinquedo e fazendo barulhos de motor. E com eles havia uma jovem, de cabelos castanhos longos presos em um rabo de cavalo si
63 - Maior mérito na vida foi abrir as pernas para você
DAMIAN WINTER — VOCÊ ENLOUQUECEU?!A voz do meu pai explode pelo escritório, atravessando a porta fechada como se fosse feita de papel.Já esperava que Sophie correria chorando para o meu pai assim que o dia amanhecesse. Mas não esperava que o WW viria pessoalmente me confrontar no escritório, diante de funcionários que provavelmente já cochicham nos corredores ouvindo o escândalo que ele estava fazendo.Levanto os olhos da mesa calmamente, como se não fosse nada demais, e o encontro com o rosto vermelho de fúria.— Feche a porta, pai. — digo, controlando o tom. — Acredito que não queira a plateia que está se formando no corredor.Ele bate a porta com força, fazendo as paredes tremerem, e avança em minha direção como se fosse me dar um soco.— Eu devia mesmo te socar até entrar juízo nessa sua cabeça dura! — cospe as palavras, apontando o dedo para mim. — Se quer ter amantes, problema seu. Não é bonito, mas é tolerável. Agora, querer deixar sua esposa por causa de uma? É tolice, Dami
64 - Contornando a regra de Winter
STELLA HARPER A manhã ainda estava fresca quando ouvi a campainha tocar. Olhei para o relógio da cozinha e eram sete em ponto. Larissa realmente levava a sério o horário que combinamos. Abri a porta e encontrei-a parada na soleira, vestida de maneira simples, jeans e uma blusa clara, os cabelos presos num rabo de cavalo novamente. Trazia nos olhos aquele brilho determinado que vi no primeiro dia, mas também uma sombra de cansaço que ela não poderia esconder. — Bom dia, senhora Stella. — disse com um sorriso pequeno. — Bom dia, Larissa. Entre. Ela entrou e logo as vozes animadas dos meninos soaram do andar de cima. Estavam terminando de se vestir. Orion gritava que não encontrava a meia, e Apollo já corria pelo corredor dizendo que ia ganhar a corrida até o banheiro. — Eles já estão quase prontos. — comentei, voltando para a cozinha. — Você chegou cedo. — Prefiro assim. — ela respondeu, sentando-se na cadeira próxima à porta. — Gosto de ter um tempinho extra, caso aconteça algum
65 - O jeito mais eficiente de te machucar
STELLA HARPERSenti meu estômago se revirar assim que vi Sophie Pósitron descer daquele Maserati preto.Ela não hesitou. Passou direto pela porta da cafeteria com a postura ereta, a bolsa caríssima no braço e um sorriso frio desenhado nos lábios. Os dois seguranças de Damian que costumavam se revezar na porta se entreolharam brevemente. Nenhum deles a impediu. Claro que não. Que justificativa teriam para barrar a esposa legítima de Damian Winter?Respirei fundo, tentando controlar a onda de nervosismo que me atingiu. Eu sabia que esse momento viria, cedo ou tarde.Sophie entrou como se estivesse atravessando o salão de festas de um hotel cinco estrelas. Olhou em volta, analisou cada detalhe da cafeteria, os olhos claros refletindo desprezo e arrogância, e então escolheu uma mesa central, onde teria visão completa de mim atrás do balcão. Larissa, pegou o bloquinho e se aproximou, pronta para anotar o pedido. Mas Sophie ergueu a mão, cortando qualquer tentativa.— Não. — disse, a voz f
66 - Sou um maldito pervertido
DAMIAN WINTER O relatório caiu sobre minha mesa no fim do expediente, entregue de maneira discreta pelo segurança que se revezava na porta da cafeteria. Abri o envelope, e conforme lia, uma raiva fria tomou conta de mim. Sophie tinha ido até a cafeteria. Meu maxilar travou, e fechei os punhos sobre o papel. Eu não precisava de muitos detalhes para entender o que ela tinha feito lá. Sophie não era o tipo de mulher que desperdiçava tempo em "visitas inocentes". Se ela atravessou aquela porta, foi para envenenar, ameaçar ou humilhar a Stella. O que diabos ela estava pensando? Respirei fundo, tentando me manter racional. O relatório dizia que não houve escândalo público. Ótimo. Mas, ainda assim, a simples ideia de Sophie se aproximando de Stella, olhando para ela com aquele olhar venenoso, tentando cravar suas unhas onde não devia... isso fazia o sangue latejar nas minhas têmporas. Fechei o envelope e o joguei na gaveta. Não adiantava nada remoer. Eu precisava vê-la com meus
67 - Decisão tomada
STELLA HARPER Meu coração ainda martelava dentro do meu peito. Eu mal conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer no banheiro. Damian só podia carregar a arrogância no sangue, ele tinha simplesmente invadido meu quarto, me seguido até o banho e me observado como se tivesse direito ao espetáculo. E, pior, ele não parecia sentir a menor vergonha ou culpa por isso. Eu estava ali, de toalha, pingando água no carpete, com a respiração descompassada pela fúria, e ele… sentado na beira da cama, de pernas afastadas, braços cruzados e aquele olhar que me tocava mais do que a própria água do chuveiro. — O que diabos você estava pensando? — soltei, incapaz de segurar a indignação. Ele apenas inclinou a cabeça, como se eu tivesse feito uma pergunta óbvia. — Estava pensando em vê-la nua. — disse, frio, direto. — E veja só… consegui. Meu queixo caiu, e por um segundo, não consegui reagir. Ele tinha a cara de pau de dizer aquilo sem piscar, como se fosse a coisa mais aceitáve
68 - Aceitarei ser a senhora Winter
DAMIAN WINTER Senti cada palavra dela reverberar na alma, mas ao mesmo tempo estimulante. “Decidi ser amante de Damian Winter.” A frase ecoava na minha cabeça como se fosse absurda demais para ser real. Inclinei a cabeça, estreitando os olhos em avaliação. — Está falando sério? — perguntei, tentando manter a neutralidade, mas havia uma faísca de incredulidade na minha voz. Por que convenhamos que aquela frase parecia impossível. Achei que começaríamos um caso, mas sem dar um nome para isso, sabe? Eu simplesmente a seduziria e ela seria minha de novo. É a primeira vez que Stella facilita algo para mim, por isso é suspeito. — Sim. — respondeu, firme, como se não houvesse espaço para dúvidas. — Mas será nos meus termos, Damian. — Estava demorando... — Eu decido quando e como… quando estiver pronta para um envolvimento físico mais intenso. "um envolvimento físico mais intenso" Um sorriso lento se formou nos meus lábios. Ela queria controlar a situação. Queria estabelecer regras
69 - Jesus Cristo...
DAMIAN WINTER— Você e a mamãe estão namorando?Meu corpo inteiro ficou rígido, olhei na direção da cozinha para ver se encontrava Stella, não sei se posso dizer o que quero e não quero que a gente brigue logo agora que nos acertamos.— Hã? — soltei, soando mais dissimulado do que deveria.Antes que eu pudesse elaborar uma resposta, Orion "sempre pronto para dar força ao irmão" repetiu a pergunta com ainda mais convicção:— É, papai. Vocês estão namorando?Olhei de um para o outro, aqueles dois olhares atentos e cheios de expectativa me encarando como se o destino deles dependesse da minha resposta. Respirei fundo e decidi inverter a lógica.— Vocês gostariam que a mamãe e o papai namorassem? — perguntei, suave o bastante para não soar como uma pressão.Eles se entreolharam, e um sorriso sincronizado brotou em seus rostos, o que me fez sorrir sem motivo. — Sim! — disseram juntos, batendo palmas e quase pulando no sofá. — Muito, muito!Um calor estranho e familiar me percorreu o peito