All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 71
- Chapter 80
422 chapters
70 - Encenação
DAMIAN WINTER — Jesus Cristo... — Foi tudo o que saiu da minha boca. O sangue parecia manchar tudo ao redor. Sophie estava caída no chão do hall de entrada, com os olhos arregalados e a respiração curta, o sangue escorrendo pelo corpo e manchando o vestido caro que ela usava. Quando me viu, ergueu a mão trêmula, como se implorasse por ajuda, mas antes que eu pudesse alcançá-la, sua cabeça tombou para o lado e o corpo ficou mole. — Droga! — soltei entre dentes, ajoelhando-me ao lado dela. O som de passos apressados ecoou pelo corredor, os seguranças apareceram, com armas em punho. Mas não era só isso. Atrás deles, a voz do meu filho desesperado chegou aos meus ouvidos. — Mamãe! — Danian correu, tentando passar entre os seguranças. Meu coração disparou ao vê-lo. Ele não podia ver isso. Não podia ficar marcado pela imagem da mãe ensanguentada desse jeito. — Segurem-no! — ordenei. — Levem Danian para o andar de cima. Agora! Um dos homens o pegou no colo, enquanto ele se d
71 - Algo está errado
DAMIAN WINTER A delegacia cheirava a café e papel velho. Eu estava sentado diante de dois detetives, relatando o que havia acontecido, mas minha mente trabalhava em paralelo, tentando juntar as peças. Eles faziam anotações rápidas, trocavam olhares como se esperassem que eu acrescentasse algo mais relevante, mas eu não tinha nada além dos fatos. Ou melhor, quase nada. O que não disse foi que a cena inteira parecia… fabricada. Um tiro no ombro, em ângulo perfeito, sem testemunhas, e o atirador conseguiu atravessar a propriedade evitando todos os seguranças e ainda escapar sem ser visto pelas câmeras externas. Eu gasto fortunas em vigilância, e ainda assim o sujeito passou como um fantasma? Algo nisso não encaixava. Ou ele recebeu a ajuda de alguém ou foi alguém de dentro. E pela primeira vez, uma ideia mais improvável me atravessou rapidamente: Sophie podia ter planejado isso. Mas descartei logo em seguida. Não, era impossível. Por mais manipuladora que fosse, ela não arriscaria
72 - Conhecer alguém que gosto muito
DAMIAN WINTEREntrei no quarto e encostei a porta atrás de mim, sem pressa. Sophie ainda segurava o celular contra a cama, os olhos dela estavam arregalados, mas em segundos assumiram uma expressão forçada de normalidade.— Era apenas o Stephan. — disse de repente, erguendo o queixo, tentando soar convincente.Arqueei uma sobrancelha. Stephan era o primo inútil dela. Aquele sujeito que eu sempre considerei um parasita. A simples menção dele me dava náusea.— Stephan? — repeti devagar. — E o que exatamente você teria para tratar com ele nesse momento?— Ele ficou preocupado, quis saber como eu estava. — respondeu rápido. — Não vejo nada de errado nisso.Não acreditei, mas fingi. Aquele sujeito não se preocupava com ninguém além de si mesmo. Cruzei os braços, deixando escapar um sorriso frio.— Interessante... — murmurei. — E quem trouxe esse celular para você, se eu mesmo não entreguei?Seus dedos tamborilaram no lençol, nervosos.— Pedi para o segurança. — disse enfim. — Pedi junto co
73 - Maluco, obcecado e sem escrúpulos
DAMIAN WINTER— Quem é Stella?Virei devagar, e ali estava Lizzy, parada na porta da sala de jantar, com aquele sorriso atrevido e olhar curioso que sempre a acompanhava.— Oi, irmãzinha. — disse em tom calmo, puxando um pequeno sorriso. — Você não avisa mais quando vai aparecer na casa dos outros?Ela ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços.— Dos outros? — retrucou. — É do meu irmão favorito, não de “outros”. Evitei o comentário óbvio de que eu era o único irmão dela. Não valia a pena alimentar provocações.Enquanto isso, Danian já havia se levantado da cadeira e corrido até ela.— Tia Lizzy!Ela se abaixou, abraçando-o com força. — Trouxe um presente para você. — ela disse, entregando uma sacola colorida.Os olhos do meu filho brilharam por um instante, talvez o primeiro brilho genuíno desde ontem. Ele tirou um carrinho de dentro e me olhou, sorridente.— Como é que se diz? — Obrigado, tia!— Isso mesmo. — Digo, passando a mão em seus cabelos. — Agora vai brincar um pouco enq
74 - 3 filhos X 1 pai
DAMIAN WINTER— Por que vocês estão chamando o meu pai de papai?— Porque ele é o nosso pai. — respondeu Apollo de imediato, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Orion assentiu com a cabeça, concordando com o irmão.— É sim. — reforçou. — Papai Damian é nosso papai também.Danian franziu a testa, cruzando os braços miúdos em frente ao peito.— Não é não. — rebateu, sério. — Ele é meu pai. Só meu!O silêncio ficou pesado, mas só por alguns segundos, porque logo os três começaram a se encarar como se estivessem em guerra.Fechei a porta atrás de mim, tentando pensar em como controlar o caos iminente.— Meninos… — comecei, mas Apollo já havia dado um passo à frente.— Ele é nosso pai, sim. — disse, firme. — A mamãe falou, nossa mamãe não mente.Danian o encarou como se tivesse levado uma facada.— A minha mamãe também falou que ele é meu pai. Só meu! — insistiu, com a voz tremendo de raiva e confusão.— Mas a gente também é! — retrucou Orion, batendo o pé no chão. — Ele é nosso pai
75 - Absurdamente linda
STELLA HARPER— Papai… a Stella vai ser minha mãe também?— Filho, isso é...— Se você quiser, Danian… poso ser. — Minha voz estava suave, o mesmo tom que eu costumo usar com os meninos. — Você pode ter duas mães, se for o que você quiser.Os meninos me olharam em choque. Damian também me observava, sério, mas havia algo em seu olhar que mostrava confiança, como se dissesse: vai dar certo. Danian respirou fundo, ainda processando, e depois baixou a cabeça.— Mas… a outra mãe não gosta de mim. — Sua voz estava baixa, trêmula. — Você gosta de mim?— Eu gosto, Danian. — respondi, passando a mão pelos cabelos dele. — Muito. É impossivel não gostar de você.Ele levantou os olhos, marejados, e se encostou em mim me dando um abraço. Senti meu coração se derreter. Damian colocou uma mão no meu ombro, mas nos deixou naquele momento só nosso, deixando que a emoção fluísse.Depois do jantar, Danian não queria sair de perto dos meninos.— Posso dormir aqui hoje? — perguntou, com um olhar que mist
76 - Me ame loucamente
DAMIAN WINTERStella geme baixinho e passa os dedos pelos meus cabelos quando mordo delicadamente um de seus mamilos.Adoro o jeito como seus seios se encaixam perfeitamente em minhas mãos, o gosto da pele dela, o cheiro dela, tudo me deixa louco. Seus quadris se movem suavemente contra mim, meu pau lateja a cada movimento, e eu beijo sua boca novamente.Ela é tão perfeita e quente em meus braços, e o jeito como me beija de volta é inebriante. Termino de tirar o short e a calcinha. É exatamente como na primeira vez que a vi, continuo maravilhado com o corpo dela.Me afasto e tiro minha boxer, sem desviar os olhos dela. Percebo seu nervosismo, mas, mais do que isso, percebo o quanto ela também me quer.Quando estou nu, ela me encara, os olhos percorrendo meu corpo antes de desviar rapidamente. É um olhar tímido, tinha a mesma hesitação que teve da última vez que bricamos. Quero que ela ouse olhar, tocar, perceber o efeito que causa em mim. Quero que entenda que ela é a razão de eu est
77 - O papai tá rindo
STELLA HARPERAcordei devagar, com a sensação estranha de que algo estava fora do lugar. Toquei o espaço ao meu lado e senti apenas o lençol frio. Meu coração disparou por um instante, depois da noite passada, eu esperava encontrar Damian ali, ainda dormindo, talvez com o braço sobre mim. Mas não. Acho que devo entender já que ele não mora aqui, talvez tenha ido ver como Sophie está. Nem falamos sobre ela ontem. Será que sou uma vadia? Suspirei, me obrigando a levantar. Escovei os dentes e prendi os cabelos num coque frouxo antes de descer as escadas. O cheiro que veio da cozinha me fez franzir a testa.Quando entrei no ambiente, a cena me fez parar no batente da porta.Danian, Apollo e Orion estavam sentados à mesa, os gêmeos devidamente vestidos para a escola, comendo como se fosse o café da manhã mais importante do mundo. Cada um tinha um prato caprichado à frente, e, atrás do balcão, com a camisa arregaçada e uma xícara na mão, estava Damian.— Você… — minha voz saiu embargada pe
78 - Ódio
SOPHIE PÓSITRONO bip constante do monitor cardíaco já estava me irritando. O quarto particular era silencioso, frio, com aquele cheiro de antisséptico que parecia grudar nas paredes. Eu odiava hospitais, mas odiava ainda mais a sensação de impotência que se agarrava a mim como uma sombra desde a noite do tiro.A tela do meu celular vibrou sobre a mesa ao lado da cama. Peguei-o depressa, já sabendo de quem era a mensagem. O segurança que meu pai colocou para vigiar cada passo de Damian desde que ele começou a me evitar."Ele foi até a casa da mulher. Levou o garoto com ele."O coração disparou e, por um segundo, pensei que o bip do monitor fosse aumentar junto.— Não… não, não, não. — murmurei, sentindo o ar sumir. — Ele não faria isso comigo.Mas ele fez. Estava lá. Com ela. E pior: com o bastardo do Danian junto.O grito escapou da minha garganta antes que eu pudesse conter.— MALDITO! — joguei o celular contra a parede, o impacto ecoando no quarto. — COMO ELE OUSA?A porta se abriu
79 - Você é um fracasso, Damian
DAMIAN WINTERDeixei Danian em casa com a babá antes de ir para a empresa. Ele queria que eu viesse almoçar mais tarde, mas deixei claro que não sabia a que horas estaria livre. Ainda assim, me senti pesado ao ver o olhar decepcionado dele quando fechei a porta. Pelas primeiras horas da manhã, tudo parecia normal. As reuniões estavam no cronograma, os relatórios sobre contratos em andamento estavam na minha mesa, e eu comecei a revisar os números do último trimestre. Estávamos com os lucros estáveis, e, internamente, não havia nada que justificasse qualquer problema.Foi pouco depois do almoço que meu celular vibrou com intensidade. O alerta veio do setor de comunicação interna:"Jornal financeiro acaba de publicar nota sobre suposta fraude fiscal da Winter enterprises. Ações em queda de 3% em menos de meia hora."O impacto foi instantâneo. Larguei a caneta, ergui os olhos e vi os monitores de mercado da sala de reuniões começarem a piscar em vermelho. O gráfico que antes subia estáv