All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 101
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Capítulo 101
Heranças Amargas. José Monteiro encarava o papel em suas mãos como se fosse uma sentença. “Compatibilidade: 99,9%.” O ar pesou. O mundo girou. O nome ecoava como uma maldição. Ele fechou os olhos por um instante, mas a memória o arrastou de volta ao passado. Márcia. Não eram lembranças doces. Não havia paixão. O que lhe vinha à mente era a risada calculada, o brilho ganancioso nos olhos, a maneira como sempre parecia medir as pessoas pelo que poderiam lhe oferecer. Nunca bastava. Nunca era suficiente. E agora… descobria que dessa mulher viera um filho. O peito de José se apertou. O DNA não deixava margem para dúvida. Era sangue do seu sangue. Ele folheou o relatório novamente, como se pudesse achar um erro, mas a informação estava lá: Márcia Cruz, hoje registrada como Márcia Mello. Um detalhe que parecia pequeno, mas para ele gritava: mudança de nome era sempre tentativa de apagar algo… ou esconder um passado. — Gananciosa, até hoje tentando mudar de pele
Capítulo 102
O peso do silêncio. Já tinha se passado dois dias, arrastados, como se o tempo fosse um inimigo. Eloise se dividia entre a angústia no hospital e as tentativas frustradas de encontrar um emprego. Mas nada parecia suficiente. Numa tentativa falha de ocupar todo o tempo, buscava se manter ocupada apenas para não ter espaço para pensar nele. No silêncio de sua casa, a dor dilacerava o peito de Eloise. Ela até tentava ser forte, buscar a razão, mas o coração insistia em doer. Os olhos não continham as lágrimas. E foi ali, no silêncio, que ela teve a clareza da dor que consumia sua alma No hospital, a dor era constante. Seu pai já não estava mais apenas debilitado — estava no quarto, respirando por aparelhos. A cada dia sem a cirurgia, a sombra da perda se tornava mais real. Eloise passava as mãos pelos braços, tentando se aquecer do frio metálico dos corredores, mas era um frio que vinha de dentro: medo. Na busca desesperada, ela correu atrás de bancos. Sentou-se diante d
Capítulo 103
O Peso das Escolhas.— Amanhã, às nove da manhã, você tem uma entrevista de emprego. — disse, firme, como quem anunciava uma vitória. Eloise arregalou os olhos. — Como assim, Nathalia? Você sabe que em todo lugar que coloco currículo, o idiota faz questão de sabotar para não me dar nenhuma chance. — Eu sei. — respondeu, séria, mas logo abriu um sorriso que Eloise pôde ouvir do outro lado da linha. — Mas dessa vez é diferente. Não se preocupe, não é possibilidade, é certeza: você tem essa entrevista. — Mas… como? — Eloise ainda soava desconfiada, quase sem acreditar. — Porque quem conseguiu foi o Thiago. — revelou Nathalia, baixando o tom, como se dividisse um segredo. — Ele não quer se envolver diretamente, pelo menos até trazer provas da sua inocência. Mas não ia deixar você desamparada. Eloise silenciou por alguns segundos, sentindo um nó na garganta. O coração acelerou ao perceber que, mesmo em meio à tempestade, ainda havia alguém acreditando nela. Nathalia não resistiu e
Capítulo 104
Sombra de Luxo e Veneno.Carla Martins não nasceu com esse sobrenome. Herdou-o após o casamento com o senhor Martins, um homem de posses medianas, mas longe de ser considerado rico. Desde então, o que nunca mudou foi a fome dela por status.E foi essa ambição que a fez ajudar a própria filha a roubar o noivo da prima Eloise. A jogada garantiu à família uma ligação direta com os Mello, o que significava mais dinheiro, mais influência e um sobrenome que finalmente abria portas.Para Carla, isso era apenas o começo. Faria de tudo para que Nicole casasse com Lorenzo Mello, custasse o que custasse.Ambiciosa e calculista, Carla era capaz de passar por cima de qualquer um que atravessasse seu caminho — até da própria família.---Nicole Martins estava deitada na cama, o celular na mão, deslizando a tela sem realmente enxergar nada. O coração apertava com a mesma dúvida que a consumia nos últimos dias: Lorenzo estava diferente. Mais distante. Frio. E, para ela, distância sempre significava
Capítulo 105
Novos Caminhos O visor do elevador marcava 8h50. Eloise respirava fundo, tentando acalmar o coração que batia rápido demais. O tailleur azul-marinho estava impecável, a saia lápis e a camisa clara denunciavam o esforço de parecer forte, mesmo que por dentro estivesse despedaçada. A cada andar que subia, o nervosismo aumentava. O reflexo no espelho do elevador mostrava uma mulher séria, mas os olhos marejados não escondiam noites mal dormidas. As portas se abriram. No fim do corredor, Heitor Reis a aguardava. O homem de postura firme, sempre com aquele semblante sereno, a recebeu com um sorriso sincero. — Eloise. — cumprimentou, abrindo a porta de sua sala e fazendo um gesto para que ela entrasse. Ela se acomodou na cadeira diante da mesa, mas a ansiedade a dominava. Não resistiu e soltou, a voz baixa, quase trêmula: — Você… você sabe o que aconteceu? Heitor a observou por alguns segundos, o olhar escuro, firme, como se pudesse enxergar além das palavras. Então respondeu, conv
Capítulo 106
Sombras no Horizonte. O quarto cheirava a antisséptico, e o bip do monitor era o único som que quebrava o silêncio pesado. Carlos dormia profundamente, o rosto sereno, mas cansado. Eloise se sentou devagar na cadeira ao lado da cama. Segurou a mão dele entre as suas, sentindo a pele fria e frágil, e respirou fundo antes de começar a falar. — Oi, pai… sou eu. — murmurou, com um sorriso tímido, mesmo sabendo que ele não responderia. — Eu sei, parece bobo conversar com o senhor assim, mas eu preciso. Passou o polegar sobre os nós dos dedos dele, como se buscasse transmitir força. — Hoje eu tive uma entrevista… e o Heitor, lembra dele?. — os olhos marejaram, mas ela não parou. — Me deu uma oportunidade, pai. Não é como antes. É um emprego de verdade, na minha área. Eu… eu acho que é um recomeço. Uma lágrima escapou, mas ela continuou, respirando fundo. — O Heitor… ele acredita em mim. Disse que enxerga quem eu sou de verdade. — um sorriso frágil surgiu em meio às lágrimas. —
Capítulo 107
Sorriso Ensaiado. O reflexo no espelho devolvia a imagem de um homem irretocável.Augusto Monteiro ajustou a gravata com precisão cirúrgica, vestindo o terno sob medida que abraçava seus ombros largos. No pulso, um relógio suíço caríssimo brilhava sob a luz, discreto mas imponente. Cada detalhe importava — ele não era apenas o CEO de uma das maiores empresas de tecnologia do país. Ele era “o implacável”. O nome que o mercado lhe dera e que ele fazia questão de honrar.Pouco depois, o carro preto deslizou até a entrada do salão. O ambiente já pulsava em ostentação: lustres de cristal, tapete vermelho, taças tilintando. Gente que sorria demais, que falava alto demais, todos carregando o mesmo brilho ensaiado nos olhos de quem achava que o mundo girava em torno do próprio umbigo.Augusto entrou com a postura ereta, o olhar verde analisando cada rosto, cada gesto. O silêncio em torno dele era quase natural — quando Augusto Monteiro chegava, os outros se calavam.Foi então que a atenção d
Capítulo 108
Entre Sorrisos e Facas.De longe, Augusto a observava. O vestido vermelho colado ao corpo, as costas nuas, o perfume exagerado… Ela caminhava pelo salão como se o mundo fosse seu palco.Por um instante, a lembrança veio, incômoda e amarga: como um dia pôde amar alguém assim?Thamires Santana. Uma mulher que se exibia sem pudor, como se o brilho fosse suficiente para esconder o vazio.Thamires, por sua vez, deslizava entre olhares e cumprimentos, saboreando a atenção que arrancava sem esforço. Estava pronta para se aproximar de Augusto — quando algo chamou sua atenção.Um rosto conhecido.Os lábios pintados de vermelho curvaram-se num sorriso lento, venenoso.— Ora, ora… — murmurou para si mesma, os olhos faiscando. — O universo realmente conspira a meu favor. Essa noite promete.E então, entre as taças de champanhe e os risos ensaiados, ela avistou a garçonete que caminhava pelo salão, equilibrando uma bandeja prateada.Eloise.Thamires caminhava pelo salão como se cada passo fosse um
Capítulo 109
O Estrago A bandeja de champanhes tremia levemente nas mãos de Eloise. O uniforme preto era só mais uma máscara naquela noite — tão pesado quanto o sorriso educado que ela forçava. Ela se aproximou da mesa alta, onde risadas abafadas e taças já meio vazias denunciavam a conversa animada dos CEOs. Sem erguer muito os olhos, ofereceu a primeira taça. — Champanhe, senhor? — murmurou, a voz controlada. Thamires virou-se de imediato, com aquele sorriso felino que exibia sempre que queria chamar atenção. — Aceito. — disse, estendendo a mão para a taça. Foi nesse exato instante que a luz do salão girou, refletindo em cristais e passando pelo rosto de Augusto. Eloise congelou. O ar saiu de seus pulmões. Ela não acreditava no que via. Ali, a poucos centímetros, estava ele. Augusto Monteiro. O homem que a havia destruído em palavras. O homem que ela amava apesar de tudo. Por um segundo eterno, o mundo ao redor desapareceu. Só havia o olhar dele — tão surpreso e feroz quanto o del
Capítulo 110
Aliança, Doçura e Resistência. Eloise continuava de olhos fixos na janela, as luzes da cidade passando em borrões enquanto as lágrimas caíam silenciosas. Emma apertou os lábios, o peito apertado. A respiração pesada de Eloise ecoava dentro do carro, como se cada soluço tivesse o poder de sufocar também quem a escutava. — Eloise… — chamou baixo, quase hesitante. Ela não respondeu, apenas enxugou os olhos com pressa, como quem tenta fingir força. Emma respirou fundo, então arriscou: — Você não merece isso. Os olhos de Eloise se viraram para ela por um instante, marejados, confusos. Emma manteve o olhar firme, mesmo sem saber de onde tirava coragem. — Você não merece ser humilhada. Nem carregada de culpas que não são suas. A voz de Eloise saiu falha, entrecortada: — Então por que… por que tudo parece cair em cima de mim? Emma sentiu o coração apertar, mas não desviou os olhos da estrada. — Porque às vezes o mundo gosta de testar justamente quem tem mais força. — murmurou. —