All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 111
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Capítulo 111
O Peso do OrgulhoAugusto saiu do evento sufocado.O ar do salão parecia pesado demais, carregado de olhares, de sussurros, de uma lembrança que não saía da sua cabeça: o olhar de Eloise ao vê-lo com a mão na cintura de Thamires.O coração ardia, o peito parecia ter levado um soco invisível.Mandou o motorista embora e entrou sozinho em um clube privado que frequentava há anos, mas raramente visitava. Ali não havia fotógrafos, nem jornalistas, apenas silêncio caro e discrição comprada a peso de ouro.Sentou-se em uma mesa de canto, afastada.— Um whisky. — pediu, a voz grave.Bebeu em um gole. Pediu outro.Na terceira dose, a paciência acabou.— Deixa a garrafa. — ordenou ao garçom, sem olhar nos olhos dele.O líquido âmbar enchia o copo com rapidez, mas não aplacava o que queimava dentro dele.— Idiota… — murmurou para si mesmo, passando a mão pelos cabelos. — Como pude confiar? Como pude acreditar?O copo bateu contra a mesa, o gelo tilintando.Um segundo depois, a voz dele mudou, c
Capítulo 112
Marcas Invisível. O relógio da sala marcava pouco depois das nove quando o som estridente do interfone quebrou o silêncio do apartamento. As três se assustaram. Eloise e Nathalia, ainda encolhidas no sofá-cama improvisado, piscaram confusas. Emma, com os cabelos desgrenhados e a voz rouca de sono, levantou-se resmungando. — Alô? — atendeu, tentando clarear a voz. A voz do porteiro soou pelo alto-falante: — Senhorita Emma, tem um rapaz aqui embaixo… Lucas Castro. Emma piscou algumas vezes, a memória despertando de repente. "Lucas… certo. O rapaz da TI." Tinha prometido que ele poderia buscar o notebook para manutenção e já era a segunda vez que adiava. Não havia mais como enrolar. — Pode mandar subir, sim. — respondeu, respirando fundo. Desligou e voltou-se para as duas. — É o Lucas Castro, trabalha com a gente na parte de TI. Ele vem buscar meu notebook… desculpem o incômodo. Nathalia apenas assentiu, ainda sonolenta. Eloise tentou recompor o semblante, ajeitan
Capítulo 113
Fissuras na Mentira A cabeça latejava como se um martelo batesse em seu crânio. Augusto Monteiro abriu os olhos devagar, apenas para ser ofuscado pela claridade que entrava pelas frestas da cortina. O corpo pesado, o paletó jogado no chão, a garrafa de whisky vazia sobre a mesa de centro… e ele, largado no sofá, como um derrotado qualquer. Levou a mão à têmpora, apertando com força. A dor não vinha só da ressaca — vinha da lembrança que queimava por dentro. Os olhos dela. Aqueles olhos castanhos marejados, que ele jamais esqueceria. O momento em que Eloise o viu com a mão na cintura de Thamires. A dor crua estampada no rosto dela era o reflexo perfeito da dor que ele mesmo carregava no peito. — Merda… — rosnou baixo, passando as mãos pelo rosto. Precisava parar com aquilo. Precisava sair desse ciclo de autodestruição. Não era esse o homem que ele tinha prometido a si mesmo ser. Ele era Augusto Monteiro. O implacável. O nome que o mercado temia, o homem que nunc
Capítulo 114
Movimentos Ocultos. Cláudia estreitou os olhos. — Não é só sobre ela. É sobre o pai dela. Você sabia que ele não está no hospital? Eu mesma procurei. Verifiquei em vários. Ele simplesmente desapareceu dos registros. Augusto recostou-se na cadeira, um sorriso irônico curvando seus lábios. — Interessante. Talvez você devesse perguntar isso ao aliado ou até amante dela, Navarro. O sangue de Cláudia ferveu. — Navarro? — repetiu, incrédula. — Você realmente acredita que Eloise está com ele? Augusto não respondeu, apenas sustentou o olhar com frieza. Cláudia apoiou as mãos na mesa dele, inclinando-se para frente. — Augusto, você está cego pelo próprio orgulho. Já vi esse filme antes. Já vi um homem perder a mulher da vida dele porque escolheu acreditar na mentira mais conveniente. — sua voz falhou . — E sabe o que sobrou? Nada além de arrependimento. E se você continuar assim… vai acabar do mesmo jeito. Augusto cerrou o maxilar, mas não respondeu. — Abre os olhos, Augusto. — Cláu
Capítulo 115
Entre Armadilhas e Esperança. A noite no hospital havia sido longa. Eloise dormiu em intervalos curtos, sempre despertando ao menor som do bip constante das máquinas. Pela manhã, cansada mas determinada, voltou em casa apenas para se banhar e se preparar para mais um dia no novo emprego. A luta começou diante do guarda-roupa. Quase tudo era formal demais — tailleurs, camisas engomadas, saias lápis que gritavam Monteiro Corp. Nada parecia combinar com o clima leve que conhecera no andar do marketing. Do lado de fora, a manhã em Cidade Norte estava fresca, com nuvens densas escondendo o sol e uma brisa suave que lembrava os últimos suspiros do verão. Eloise escolheu uma calça jeans de corte reto, azul-escura, combinada a uma blusa de tricô bege de mangas três-quartos, que caía solta no corpo. Nos pés, um par de scarpins baixos, vinho, que equilibravam conforto e sofisticação. Prendeu o cabelo em um coque simples, deixando alguns fios soltos ao redor do rosto. “Discreta, mas a
Capítulo 116
Promessa no Caos O corredor do hospital cheirava a antisséptico, como sempre. Nathalia equilibrava a bolsa em um ombro e a marmita na outra mão. Já era rotineiro ir ao hospital levar o caldo quente que tio Carlos, apelido carinhosamente que pai da Eloise recebeu. Sempre com a missão de tentar fazer a amiga sorrir, mesmo que por instantes. Mas, naquela tarde, algo estava diferente. Nathalia saiu da empresa direto para o hospital. — Boa tarde, vim visitar o senhor Carlos Nogueira. — disse com o sorriso educado de sempre. A recepcionista levantou os olhos, surpresa. — Senhorita… não temos nenhum paciente com esse nome registrado. Nathalia piscou, confusa. — Deve haver algum engano. Eu venho aqui todos os dias, no quarto 312. A atendente digitou mais algumas vezes no computador, depois ergueu o rosto firme. — O senhor Carlos foi transferido logo após a cirurgia, já não está aqui, está no hospital Saint Claire. O coração de Nathalia falhou uma batida. — Transferido?
Capítulo 117
Nas Somnras da Dúvida A noite caiu sobre Cidade Norte, tingindo o céu de um azul profundo salpicado de luzes artificiais. O fim de setembro trazia um clima indeciso, oscilando entre o frio cortante e o calor abafado. Pelas ruas, gente confusa se dividia entre casacos leves e mangas curtas, como se até o tempo não soubesse escolher entre verão e inverno. Quando Lorenzo empurrou a porta da mansão, foi recebido pela voz melodiosa de Márcia Mello. — Filho. — disse, erguendo-se do sofá, impecável em um vestido de seda clara que realçava ainda mais a beleza madura. Ele a olhou de cima a baixo, um sorriso maroto surgindo no rosto. — Minha nossa… cada vez mais difícil acreditar que você é minha mãe. — brincou, aproximando-se para beijá-la no rosto. Márcia riu, balançando a cabeça como quem estava acostumada com os elogios extravagantes do filho. Lorenzo sempre fora o seu orgulho, o filho de ouro, criado para ser o melhor — ou pelo menos, acreditar que era. — Vou me banhar. — avis
Capítulo 118
O Jogo Frio. Ele ergueu o celular. — Pronto, Emma enviou o número da Nathalia. O coração de Eloise bateu mais rápido, os olhos marejados brilhando com uma mistura de esperança e desespero. — Obrigada, Lucas. — a voz dela saiu baixa, quase um sussurro quebrado. — Eloise agora o importante é você falar com a sua amiga — Lucas respondeu com carinho . — Vou ligar. A chamada foi feita. O som do tom de ligação ecoou alto demais para Eloise, que chegou a prender a respiração. Do outro lado, uma voz atendeu, apressada: — Alô? Quem fala? — Nathalia, é o Lucas. — respondeu ele, firme. — Vou passar para a Eloise. Eloise agarrou o celular com as duas mãos, como se fosse sua tábua de salvação. — Amiga! — a voz dela saiu num soluço, carregada de emoção. — Finalmente consegui falar com você… meu Deus, onde você está? O choro atravessou a linha, misturado ao alívio. A ligação que Eloise tanto precisava estava finalmente acontecendo — e, por trás dela, Lucas observava em silêncio, um lev
Capítulo 119
Sombras no Hospital O hospital estava envolto pelo silêncio frio da noite. As luzes brancas refletiam no piso encerado, e cada passo ecoava como se fosse uma intrusão. Thiago e Cláudia entraram juntos, seus rostos carregando a mesma tensão. Nathalia esperava por eles perto da recepção, os braços cruzados, o crachá da Monteiro Corp ainda pendurado no pescoço. O olhar estava agitado, como quem havia descoberto algo grande demais para carregar sozinha. — Finalmente. — disse, aliviada ao ver os dois. — Eu tentei entrar no quarto do tio Carlos, mas me barraram. Disseram que ele foi transferido depois da cirurgia. Thiago franziu o cenho, impaciente. — Transferido, foi o que me disseram. Mas você disse que ontem esteve aqui, certo ? Nathalia assentiu, apertando o crachá contra o peito. — Ontem entrei sem problema nenhum. Só que eu não estava com isso aqui. — levantou o cartão. — Hoje vim direto do trabalho, e na hora percebi que a recepcionista fixou os olhos nesse crachá. Fo
Capítulo 120
Sombras no JogoO celular de Lucas ainda estava quente nas mãos de Eloise. O coração dela batia tão rápido que parecia ecoar pelo corredor inteiro do hospital. — Eloise? — Nathalia disse, com urgência. As lágrimas transbordaram de imediato. — Nathalia… pelo amor de Deus, onde você está? O que está acontecendo? Meu pai não está no quarto? Nathalia respirou fundo, a voz firme mesmo na pressa. — Escuta, amiga. Seu pai foi transferido. Agora mesmo está em uma clínica, ainda na cirurgia. Parte da verdade está aparecendo. Eloise congelou. As palavras a atingiram como socos. — Cirurgia? — repetiu, sem acreditar. — Mas… parte da verdade? Nathalia, o que você está me dizendo? Quem fez isso? Por que transferiram o meu pai sem me avisar? O ar faltava, a mente dela fervia. E, num impulso, o pior pensamento atravessou como uma lâmina. “Será que foi o Augusto? Será que ele está por trás de tudo isso, me protegendo em silêncio?” As mãos dela tremeram, mas a voz da amiga voltou fir