All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 181
- Chapter 190
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Capítulo 181
Ecos da Madrugada O sol ainda mal havia nascido quando Eloise desceu do táxi diante do prédio de Nathalia. O ar da manhã tinha cheiro de chuva antiga e confusão recente. Ela respirou fundo antes de entrar. Ainda sentia o gosto amargo das lágrimas, o peso das palavras que deixara para trás. Mas precisava ver a amiga. Precisava de chão. O elevador subiu devagar, cada andar ecoando como um lembrete de que a vida seguia — mesmo quando o coração insistia em parar. Assim que as portas se abriram, Eloise deu um passo para fora… e congelou. Um homem alto, de terno escuro e olhar firme, estava prestes a entrar. Ele a fitou com naturalidade, mas algo naquele semblante fez o estômago dela revirar. — Bom dia. — disse ele, a voz grave, polida, quase cortante. Eloise piscou, tentando disfarçar o desconforto. — Bom dia. — respondeu, educada, mas sem conseguir esconder o incômodo. Seguiu pelo corredor, o som dos saltos ecoando no piso frio. No corredor caminhou até o apartamento 101. Por
Capítulo 182
Verdades e Promessas Ela apoiou os cotovelos na mesa, respirou fundo e disse com seriedade: — Então… já que somos amigas de verdade, eu não queria falar isso agora, mas também não vou esconder. E muito menos deixar a Eloise mentir por minha causa. O silêncio caiu na hora. Emma franziu o cenho, confusa. — O que foi, Nathalia? Nathalia passou a língua nos lábios, nervosa. — Emma… me desculpa. — disse, olhando-a nos olhos. — Há alguns dias eu me encontrei, por acaso, com o seu pai. Emma piscou, surpresa. — O quê? Como assim, com o meu pai? Eloise estendeu a mão e segurou a dela, em apoio. Nathalia respirou fundo. — A gente se encontrou sem querer, de verdade. Não sei se foi coincidência, mas da minha parte foi. Emma ficou imóvel, o olhar preso nela. — E… o que aconteceu? Nathalia abaixou um pouco o olhar. — A gente conversou muito. — confessou. — Acabamos jantando juntos, bebemos vinho… no fim da noite ele me deixou em casa. Emma soltou um suspiro, tentan
Capítulo 183
A Teia se FechaO relógio do saguão do Hotel marcava quase oito da noite quando Thamires entrou.Os saltos ecoavam no mármore como estalos de veneno, e o perfume caro deixava um rastro doce e perigoso.No bar reservado, um homem já a esperava — terno escuro, olhar calculado e um copo de conhaque na mão.Ele não gostava de atrasos. Muito menos de surpresas.— Finalmente. — disse, sem levantar os olhos. — Achei que tivesse desistido.Thamires sorriu, aquele tipo de sorriso que nunca dizia o que pensava.— Eu nunca desisto Louvre. Apenas ajusto as jogadas.Mas antes que ele pudesse responder, uma terceira voz ecoou atrás dela:— Espero que não se importem com a minha presença.Louvre levantou os olhos, e o sorriso sumiu.— O que é isso, Thamires? Eu pedi discrição.O homem à porta deu dois passos à frente. A postura era arrogante, o terno impecável.Louvre o reconheceu de vista — empresário, influência razoável, fama duvidosa.— Calma. — disse Thamires, pousando a mão no braço do parceir
Capítulo 184
Segunda de RecomeçosA segunda-feira amanheceu preguiçosa, com o sol filtrando pelas cortinas e o cheiro de café invadindo o apartamento de Emma.Ela riu sozinha ao ver Thiago tentando lidar com a cafeteira, o cabelo bagunçado e a camisa meio aberta.— Isso devia ser considerado perigoso — disse, segurando uma xícara.— O quê? — ele perguntou, distraído.— Você, de manhã. — respondeu, sorrindo.Ele riu, pegando a caneca das mãos dela e puxando-a pela cintura.— Então se acostuma, porque pretendo repetir esse café mais vezes.O beijo veio leve, acompanhado do aroma de café e da certeza silenciosa de que, por enquanto, estava tudo bem.---Próximo dali, Eloise e Nathalia também dividiam o início do dia — uma mesa farta, duas canecas fumegantes e risadas preguiçosas.O clima era leve, uma pausa rara entre tempestades.Até que a campainha tocou.Nathalia foi abrir e encontrou, no corredor, um enorme buquê de flores — rosas brancas e lírios entrelaçados, com um cartão preso entre as fitas
Capítulo 185
Alianças e Estratégias A manhã estava silenciosa na VisionLab. Olores de café fresco e papel recém-impresso preenchiam o ar quando Eloise entrou na sala de reuniões com uma pasta nas mãos e a postura firme de quem se preparou para aquele momento. Heitor já a esperava, recostado na cadeira, com o semblante curioso e o tablet em mãos. — Então… é esse o seu projeto? — perguntou, com um meio sorriso. Eloise pousou os documentos sobre a mesa e abriu a apresentação no notebook. — Exatamente. — respondeu com calma. — O projeto se chama Integra Vision, e tem como objetivo unir a VisionLab e a MonteiroCorp em uma rede de dados interligada e segura. Heitor arqueou uma sobrancelha, interessado. — Unir, como assim? — Não seria uma fusão — explicou ela, girando a tela em direção a ele. — É uma integração de sistemas e protocolos de segurança. A proposta é que ambas as empresas compartilhem uma plataforma de monitoramento que garanta a proteção mútua das informações. Assim, se u
Capítulo 186
O Outono dos RecomeçosO café escolhido por Thomas era pequeno, aconchegante, com mesas de madeira escura e o aroma inconfundível de grãos torrados no ar.Sofia olhou em volta, encantada com o ambiente. Luz baixa, música suave — algo entre o jazz e o som da chuva que começava lá fora.Ele puxou a cadeira para ela, num gesto instintivo de cavalheirismo que a fez corar de leve.— Gosta de café forte ou doce? — perguntou, sentando-se à frente.— Forte. — respondeu, sorrindo. — Doce já tem demais aqui.Thomas arqueou uma sobrancelha, divertido.— Essa foi boa. Está pegando o jeito das provocações, hein?Ela riu, ajeitando o caderno sobre a mesa.— Só aprendi com o mestre.A conversa começou leve, natural.Falaram de tudo — livros, música, filmes antigos. Sofia contou que amava caminhar de madrugada ouvindo The Weeknd, e Thomas revelou que preferia o silêncio das noites em plantão.Depois de alguns minutos, ela o encarou com curiosidade sincera.— Posso te fazer uma pergunta pessoal?— Cla
Capítulo 187
O Reencontro. Como de costume, Eloise e Nathalia começaram o dia juntas. O cheiro de café fresco tomava conta do apartamento, misturado ao som suave da torradeira e das risadas preguiçosas que ecoavam pela cozinha. Nos últimos dias, aquele pequeno ritual se tornara quase sagrado — uma rotina que carregava o gosto agridoce da despedida. Os dias de Eloise morando com Nathalia estavam contados; em breve, voltaria para casa, para cuidar do pai e retomar a própria vida. Mas, entre uma xícara e outra, havia saudade antecipada. — Vai ser estranho não ouvir você xingando o despertador todo dia — brincou Nathalia, mordendo um pedaço de pão. Eloise riu, mexendo o café. — E vai ser estranho acordar sem alguém me chamando de “vaca” antes das oito da manhã. — Ah, mas essa tradição eu mantenho por mensagem. — Nathalia piscou. — Só pra você não sentir falta. Riram juntas, cúmplices como sempre foram. Pouco tempo depois, já na entrada do prédio, se despediram com aquele tipo de carinho qu
Capítulo 188
Os Recomeços O restaurante escolhido por Augusto era um refúgio discreto no centro da cidade — mesas de madeira escura, taças alinhadas e uma janela ampla que deixava o sol do meio-dia invadir o ambiente com suavidade. Eloise chegou pontualmente, o coração em descompasso desde o momento em que ele dissera “Almoçamos juntos?”. Não havia como fingir que era apenas trabalho. Mas ela tentava, e tentava com todas as forças. Quando o maître a conduziu até a mesa reservada, Augusto já estava lá. Terno cinza, mangas dobradas, o celular sobre a mesa e aquele ar de calma que só servia para deixar tudo mais difícil. — Pontual como sempre — disse ele, levantando-se para puxar a cadeira. — Aprendi com o melhor — respondeu ela, tentando manter o tom leve. Ele sorriu de canto, satisfeito com a resposta. Eloise se sentou, tentando manter o tom profissional, mas cada gesto de Augusto parecia testá-la. Ele puxou a cadeira para ela, e quando seus dedos se tocaram por acaso, um arrep
Capítulo 189
Cuidado e o Presságio O carro preto estacionou em frente ao prédio de Eloise. O céu já começava a se pintar com tons de lilás e dourado, e a cidade parecia respirar mais devagar. Augusto desligou o motor e, sem hesitar, desceu primeiro. — Não precisa, Augusto — disse Eloise, abrindo o cinto de segurança. — Você já me trouxe até aqui, não quero incomodar. Ele deu a volta e abriu a porta para ela, o olhar firme e a voz serena: — Eloise, você nunca é um incômodo. Fez uma pausa breve, mais suave agora. — E eu me sinto melhor sabendo que está segura, em casa, do que andando sozinha por aí. Eloise respirou fundo, tentando disfarçar o sorriso que ameaçava escapar. — Você exagera… mas obrigada. Augusto não respondeu. Apenas ficou ali, encostado na lateral do carro, observando enquanto ela caminhava até a entrada do prédio. Eloise virou-se antes de entrar, e por um instante, os olhares se cruzaram — um gesto silencioso que dizia mais do que qualquer palavra. Só quando a por
Capítulo 190
Verdades à Luz do Jantar Sofia estava nervosa desde o momento em que terminou de se arrumar. O espelho refletia uma versão dela que quase não reconhecia — o vestido azul-marinho com as costas nuas e um laço delicado na base da coluna parecia ter sido feito sob medida. Os cabelos estavam soltos, as pontas levemente onduladas, e o perfume de baunilha e chocolate pairava suave no ar. Quando a campainha tocou, ela respirou fundo antes de abrir a porta. Do outro lado, Thomas Alves — terno escuro impecável, barba bem-feita, o olhar firme que fazia qualquer palavra parecer desnecessária. Mas, naquele instante, ele pareceu perder o fôlego. — Você… está linda. — disse baixo, quase rouco. O olhar dele percorreu o vestido devagar, respeitoso e, ao mesmo tempo, cheio de desejo contido. — Azul. Eu devia ter imaginado. É uma cor que combina com você — forte, mas serena. Sofia corou, tentando disfarçar o nervosismo. — Obrigada… você também está… — ela procurou uma palavra — perigos