All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 171
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Capítulo 171
Dois Caminhos. O apartamento estava silencioso, apenas o tilintar suave do teclado e o som distante da rua entrando pela janela.Eloise tentava se concentrar no trabalho — o notebook aberto diante dela, os códigos se misturando com planilhas —, mas o coração estava em outro lugar.Quando a coletiva começou, ela largou a caneta e girou a cadeira devagar, fixando os olhos na televisão.Augusto apareceu no telão: terno impecável, sem gravata, o olhar frio que cortava como lâmina. As câmeras captavam cada detalhe — o porte imponente, o tom firme da voz.Eloise sentiu o coração disparar, o peito se apertar. Era impossível desligar o que via daquilo que sentia. Orgulho e medo se misturavam dentro dela como veneno e cura na mesma taça. — Você sempre sabe se levantar… — murmurou, quase sem perceber. — Mas a que preço, Augusto? As palavras dele ecoavam pelo cômodo: “Traição não destrói um império. Apenas revela quem nunca mereceu estar nele.” Eloise fechou os olhos, lutando contra a onda q
Capítulo 172
Verdades GuardadasAlgumas verdades não envelhecem.Apenas esperam o momento certo para serem ditas.___O quarto estava iluminado pela luz suave da tarde.O bip regular dos aparelhos já soava mais como companhia do que incômodo.Carlos lia um livro quando a porta se abriu devagar.— Posso entrar? — a voz feminina ecoou suave.Ele ergueu os olhos e sorriu de canto ao vê-la.— Cláudia… não esperava sua visita.Ela avançou, elegante como sempre, mas havia ternura nos gestos.Pousou a bolsa na poltrona e ajeitou os óculos no rosto.— O médico disse que sua recuperação está maravilhosa. — sorriu. — Não podia deixar de vir ver com meus próprios olhos.Carlos fechou o livro, observando-a por alguns segundos, como quem media cada gesto.— Você sempre aparece nos momentos certos, Cláudia.Ela suspirou, sentando-se na poltrona ao lado da cama.— Talvez porque… nós dois sempre tivemos assuntos inacabados.Um silêncio denso pairou.Carlos se ajeitou nos travesseiros, o olhar profundo.— O passa
Capítulo 173
A TréguaCarlos ficou em silêncio por alguns segundos, como se o chão tivesse sumido debaixo dos pés.O olhar dele se encheu de fúria — não contra Cláudia, mas contra a lembrança da própria irmã.— Eu pensei em você tantas vezes… — a voz saiu rouca, pesada de mágoa. — Me fiz inúmeras perguntas, Cláudia. Eu me culpei. Achei que você tinha percebido que era infeliz ao meu lado… que tinha se cansado de mim.Ele apertou os lençóis com força, o maxilar travado.— Mas foi a Carla. — cuspiu, os olhos faiscando. — Ela destruiu a minha vida com uma mentira. Roubou a chance que eu tinha de lutar por nós!Cláudia o observava, os olhos marejados.Carlos respirou fundo, tremendo de raiva e dor.— E eu… eu acreditei. — completou, mais baixo, como quem confessa uma ferida antiga. — Nunca desconfiei dela. Nunca.O quarto ficou em silêncio, pesado como chumbo.Cláudia estendeu a mão, tocando o braço dele com ternura.— Carlos… não foi só você que perdeu. Eu também. — disse, a voz embargada. — E agora
Capítulo 174
Sexta a Noite. O espelho do banheiro refletia uma cena digna de novela: quatro mulheres se arrumando ao mesmo tempo, rindo, cantando e testando batons como se o mundo dependesse disso. A caixa de som no canto soltava uma música animada, e uma garrafa de vinho aberta na cômoda completava o clima de esquenta. — Esse delineado aqui tá digno de comercial de perfume, — disse Nathalia, inclinando-se sobre o espelho com a precisão de uma cirurgiã. — Prontas ou ainda falta uma alma indecisa? — Eu só tô viva, não pronta. — resmungou Emma, com duas opções de vestido penduradas. — Preto ou vermelho? Sofia, ruiva e baixinha, ajeitou os cachos volumosos e lançou um olhar maroto pelo espelho. — Preto é seguro. Vermelho é perigoso. — sorriu. — E sinceramente, hoje é sexta-feira… quem precisa de segurança? — Essa menina tá muito soltinha ultimamente. — Nathalia provocou, levantando a taça de vinho com elegância. — Deve ser culpa das aulas de dança que eu recomendei. As risadas preencheram o
Capítulo 175
Coincidências PerigosasQuatro figuras atravessaram o salão, como quem comanda o próprio cenário.Augusto Monteiro, de camisa preta e mangas dobradas, exalava poder em cada passo.Thiago Albuquerque, sorriso malicioso e olhar que prometia confusão.Heitor Reis, impecável, casual, com o charme de quem sabe que é observado.E Thomas Alves, discreto, olhar de caçador que nada deixa escapar.O quarteto caminhava lado a lado — e bastou isso para o bar inteiro silenciar por alguns segundos.Os olhares femininos acompanharam o grupo até o fim do salão… até pararem na mesa das quatro mulheres que também os fitavam, surpresas.Eloise sentiu o corpo reagir antes da mente entender.O coração acelerou, as mãos gelaram.Ela tentou parecer natural, mas o olhar de Augusto já a encontrara entre luzes e sombras.Ele parou.Só por um segundo — o suficiente para o ar entre os dois mudar de temperatura.Thiago notou e sorriu de lado.— O destino tem um senso de humor afiado, hein?Heitor ergueu o copo.
Capítulo 176
O Limite do Controle. A respiração dos dois se misturava. Eloise deu um passo para trás, confusa com o turbilhão que sentia — amor, raiva, desejo, tudo junto. Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, a voz de Lucas soou atrás: — Belo espetáculo, Monteiro. — disse com um meio sorriso, o tom carregado de ironia. — Mas a próxima dança… é minha. Augusto girou o rosto, o olhar verde faiscando. Eloise sentiu o ar novamente pesar. Lucas deu um passo atrás, observando os dois, e seu sorriso desapareceu por completo. Os olhos escureceram. Havia algo frio ali — algo que ninguém naquela mesa seria capaz de prever. Enquanto o quarteto voltava para suas cadeiras e o som da banda enchia o bar, Lucas permaneceu imóvel, os dedos apertando o copo até o gelo rachar. Um pensamento, simples e venenoso, se formou dentro dele: “Ele sempre tira tudo o que é meu.” E o sorriso que surgiu em seguida era calmo demais para não ser perigoso. ___ O bar fervia. As luzes giravam num tom âmbar, as ri
Capítulo 177
O Beijo QueimadoO ar frio da noite bateu contra o rosto de Eloise assim que a porta do La Bonita se fechou atrás deles.O som abafado da música ainda escapava pela fachada, misturando-se ao eco dos saltos dela no asfalto.— Me solta, Augusto! — ela reclamou, tentando se desvencilhar do braço firme que a guiava pelo estacionamento.— Não confunda me soltar com deixar você fazer besteira. — ele respondeu, a voz tensa, o maxilar travado.Eloise se virou bruscamente, o cabelo caindo sobre o rosto.Os olhos dela ardiam — não só de raiva, mas de tudo o que vinha engolindo há semanas.— Besteira? Chama de besteira eu tentar esquecer um homem que me fez em pedaços? — rebateu, a voz firme, mas trêmula. — Eu tô tentando respirar, Augusto. Só isso. Respirar sem lembrar do que você me fez sentir… e do que me fez sofrer!Ele deu um passo à frente. — E é bebendo e dançando com outro que você faz isso?— Pelo menos ele não duvida de mim! — respondeu rápido, ferida.Augusto cerrou os punhos, os olho
Capítulo 178
Amor na Chuva.O ar pareceu vibrar entre eles.Eloise deu um passo à frente. Ele não se moveu.A ponta dos dedos dela subiu pelo peito dele, sentindo o calor da pele por baixo da camisa.Cada toque era uma lembrança — um pedido, uma confissão.Quando os lábios se encontraram, foi lento. Não havia pressa, apenas necessidade.Era um beijo que falava de saudade, de promessas quebradas e de uma paixão que insistia em não morrer.As mãos dele deslizaram pela cintura dela, desenhando um caminho que conheciam bem.O corpo de Eloise respondeu no mesmo compasso — entre suspiros e tremores.A cidade lá fora desapareceu.Só existiam eles — o som do coração, o toque, o reencontro.Augusto a segurou com cuidado, como se ela fosse, ao mesmo tempo, força e fragilidade.— Eu te procurei em tudo — ele sussurrou contra a pele dela. — Em todos os lugares… só me sinto bem aqui. Com você nos meus braços.Eloise o olhou, os olhos brilhando, e o puxou de volta num beijo profundo, intenso.Não havia mais esp
Capítulo 179
No Ritmo do Coração O ar frio da madrugada cortava o calor do bar. As risadas se misturavam ao som distante de carros e passos apressados.Os seis saíram juntos — passos meio tortos de tequila, corações acelerados por motivos diferentes.Thiago e Emma seguiram primeiro, de mãos dadas e sorrisos cúmplices.Heitor insistiu em levar Nathalia, alegando que “mulher bonita não anda sozinha à noite”.E Thomas, sem discutir, apenas olhou para Sofia.— Eu te levo. — disse, a voz firme, sem espaço para objeção.Sofia hesitou, mas assentiu.— Tudo bem… obrigada.---No carro, o silêncio era quase confortável.O rádio tocava algo suave, e as luzes da cidade passavam pelos vidros como flashes de um filme lento.Thomas dirigia com uma calma que não combinava com o homem que costumava intimidar até criminosos.De vez em quando, lançava um olhar discreto na direção dela — Sofia, pequena no banco ao lado, o rosto voltado para a janela, os dedos brincando com a barra do vestido.— Você parece tensa.
Capítulo 180
A Sombra na Porta A madrugada ainda cheirava a perfume e confusão quando o carro de Heitor parou diante do prédio de Nathalia. As luzes do painel lançavam reflexos dourados no rosto dela — e, por um instante, ele esqueceu como se respirava. Nathalia virou o rosto devagar, um sorriso preguiçoso nos lábios, os olhos brilhando. — Obrigada pela carona, doutor VisionLab. Heitor riu, inclinando-se no banco. — “Doutor”? Isso foi elogio ou provocação? — Depende… — ela respondeu, o tom arrastado, divertido. — Se você estiver esperando um beijo, foi provocação. O sorriso dele se desfez num meio suspiro. — E se eu disser que tô? Nathalia o olhou com calma. — Então vai ter que continuar esperando. Ela abriu o cinto, pegou a bolsa e parou antes de sair do carro. O olhar dele prendeu o dela — intenso, confuso, meio perdido entre desejo e curiosidade. — Nathalia… — ele começou, a voz rouca. — Eu não tô acostumado com mulheres que me deixam no vácuo. Ela sorriu de canto,