All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 251
- Chapter 260
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Capítulo 251
CINCO MINUTOS O relógio digital marcava 14:55. Cinco minutos para as quinze horas. O mesmo horário que, Lucas tinha marcado como sentença. Thomas olhou para o visor como se pudesse empurrar o tempo com os olhos. A respiração dele estava medida, mas o aperto na garganta traiu a pressa. — Porra. — murmurou. — Seu pai deveria estar aqui. Augusto estava encostado na porta do carro, a arma presa à cintura, o olhar cortando a fachada do prédio vermelho. Não havia pânico na voz dele. Havia cálculo. — Não podemos esperar. — respondeu. — Não sabemos o que ele pode fazer se atrasarmos. Thomas confirmou com a cabeça, um movimento curto, seco. As equipes distribuídas em sombras, olhando prédios, janelas, calçadas; olhos que eram máquinas de ver. Um dos homens na lateral do prédio chamou baixo no rádio: — Câmbio. O chiado respondeu: > — Aqui. Temos três homens. Visão de trás, próximo a você. Dois cobrindo nessa posição. Thomas pegou a caneta e fez uma marca no mapa, a ponta do inst
Capítulo 252
CARA A CARA O prédio não era um prédio.Era um esqueleto.Concreto exposto.Pilares nus.O eco das cidades que nunca terminam de nascer.Não havia paredes.Não havia elevador — apenas o vão vazio onde ele deveria estar.E as escadas, estreitas, ásperas, subiam como uma espinha dorsal de concreto, conduzindo para cima — e para a queda.Augusto parou diante da entrada.Olhou para cima.Medindo.Calculando.Atrás dele, os dois homens armados esperavam, imóveis.Um deles deu o primeiro passo.— Abre os braços.A voz não veio alta.Veio seca.Automática.De quem já fez isso muitas vezes.Augusto obedeceu sem desvio.O outro bandido manteve a arma apontada para o peito dele — sem tremor, sem aviso.O primeiro colocou as mãos na cintura dele, revistando, até sentir o metal.A arma.Ele a puxou devagar, como se fosse uma vitória pessoal.— Ora, ora… — ele riu, apoiando a arma de Augusto na própria cintura. — Ia levar isso pra onde?Augusto não respondeu.O homem não esperava resposta.Pegou
Capítulo 253
O ALVO QUE NÃO PARAVA No oitavo andar, não tinha parede. Só vento. Só concreto. Só precipício. Lucas estava de frente para Augusto conforme o vento rasgava o silêncio. Nenhum dos dois piscava. Mas então — Passos. José surgiu no topo da escada. Lucas desviou o olhar de Augusto como se tivesse sido puxado por um ímã invisível. O sorriso nasceu devagar no rosto dele. — Que bom ver você, José Monteiro… — disse, quase doce. Mas o sorriso morreu do mesmo jeito que nasceu — rápido demais. Porque atrás de José, subindo um passo atrás, Francisco. Rosto tenso. Respiração curta. Culpa antiga pesando nos olhos. Lucas congelou. — Tio? — a palavra saiu em choque, cortada. Depois, veio como veneno: — O que você está fazendo aqui? — E com ele? — o olhar dele voou para José, depois Augusto — e voltou para Francisco com fúria. Augusto, enquanto Lucas estava focado em Francisco, levou a mão até a orelha. Um toque. Sinal. Do lado de fora. No carro camuflado, Thomas endireit
Capítulo 254
O DISPARO Lá embaixo, o jogo também tinha começado. O sargento deu o sinal com a mão — silêncio absoluto. Quatro homens da equipe tática se abaixaram atrás do muro lateral. Um salto rápido. Corpos por cima do concreto. Queda leve do outro lado. Agora, eles estavam dentro. O pátio interno era estreito, com três carros parados, mas estava longe. Tinha pilares de sustentação fazendo sombra. Perfeito para emboscada. O sargento ergueu o punho fechado: Parar.O primeiro homem armado apareceu, caminhando distraído pela lateral, arma baixa, achando que o mundo estava sob controle. O sargento contou nos dedos: 3… 2… 1. O policial mais próximo avançou. Braço no pescoço. Corpo no chão. Mão na boca para sufocar o grito. Rápido. Preciso. Sem barulho. O segurança se debateu por três segundos — depois apagou. O sargento fez um gesto: Avançar. Eles seguiam apoiados na parede, deslizando pela sombra, respiração controlada. Mais adiante, outro segurança — andando, virando a ca
Capítulo 255
NÃO ERA PARA DAR ERRADO O apartamento estava escuro. Só a luz da tela iluminava o rosto de Antônio. Ele estava sentado na poltrona, a perna cruzada, o charuto queimando lento entre os dedos. O homem ao lado dele — um dos seus — aproximou-se e entregou o celular. Antônio colocou o celular no ouvido. Ouviu. — Ok. — murmurou, e desligou. Sem pressa, digitou outro número. Chamou. A ligação atendeu na segunda vez. — Pegue a outra mulher. — disse, sem elevar o tom. — Corte o dedo dela. Envie foto. Agora. Houve silêncio do outro lado. Depois, a voz — trêmula. — Senhor… senhor… ela e o seu filho fugiram. A mão de Antônio parou no ar. Ele ficou imóvel. O rosto não mudou. Mas o ar no cômodo gelou. — Fugiram? — perguntou, como quem confirma a sentença de alguém. — S-sim, senhor. — Inútil. — Antônio cortou. Não levantou a voz. Não precisava. A voz veio baixa. Afiada. Feita para cortar carne. — Vocês são imbecis. — continuou, respirando fundo. — Do
Capítulo 256
A BEIRA O vento cortava o oitavo andar como faca aberta. Augusto deu um passo à frente. O coração firme. A voz gelada. — Vamos acabar com isso, Lucas. — disse. — Sem mais feridos. Sem mais sangue. Sem mais inocentes morrendo por algo que acabou há décadas. Lucas deu um riso curto — um riso quebrado. Frio. — Inocentes. — repetiu, cuspindo a palavra como veneno. Ele virou a arma para José. — Eu posso não ter tido a vingança do jeito que eu queria… mas você, velho… — os olhos dele brilharam, vermelhos — você vem comigo pro inferno. Francisco deu dois passos. Não rápido. Não teatral. Só… firme. — Lucas. — ele chamou, e a voz veio como quem sangra. — Se existe alguém para culpar… é a mim. Lucas hesitou. Só um segundo. A arma oscilou. Francisco continuou: — Há vinte e cinco anos, seu pai chegou aqui bêbado. Tomado pela suspeita. Cego pelo ciúme. — a voz dele tremia, mas não parava. — Ele empurrou Emanuel. Emanuel tentou se defender. Mas seu pai era maior. Mais forte. Foi
Capítulo 257
CAÇA O capanga rastejava pelo mato com a dor grudada nas costelas, mas a dor era só detalhe diante do ódio que o queimava por dentro. Cada respiração era raiva. Cada passo, vontade de acertar quem lhe devia algo — mesmo que essa coisa fosse só sangue e ordens. Ele tirou o celular do bolso, as mãos trêmulas. Discou. — Chefe, ela fugiu — ofegou. — A garota e a sua mulher, Márcia. Tô no mato atrás delas. Elas tão tentando dar a volta pra pegar a estrada. Não sei dizer exatamente onde. Do outro lado da linha, a voz de Antônio veio baixa, como um corte: — Cachorra. Acha essa garota. Agora. — Chefe, não volte pra fazenda. A polícia invadiu lá. Mas coloca gente na ponte, tem um rio mais a frente, elas vão tentar seguir o rio. Não vão ter coragem de atravessam o rio gelado. Põe homens antes da ponte e espera. Antônio desligou antes que o capanga pudesse responder. Ficou olhando a tela como se o mundo inteiro coubesse naquele retângulo luminoso. — Preciso de homens que queiram dinheiro
Capítulo 258
ROTA DO PENHASCONo oitavo andar do prédio vermelho, mais uma página sombria era escrita no histórico do lugar.José e Francisco imóveis, como se o tempo tivesse recuado vinte e cinco anos; a memórias devolvia daquele dia que nunca os deixou em paz. O concreto cru, o vento que cortava o vão das janelas, tudo parecia conspirar para repetir a tragédia.No silêncio pesado do andar, o telefone de José não parava de tocar. No automático, ele atendeu e encaixou o aparelho na orelha.— José? — a voz saiu curta do outro lado, urgente.— Márcia, onde você está? Como você está? — José perguntou com pressa.— José, você precisa vir — a voz dela tremia, como se segurasse o telefone com as duas mãos — venha sozinho… até o penhasco.— O penhasco do lado leste da fazenda, quarenta minutos pela trilha que segue o rio.— Márcia… com quem você está? — José perguntou. A voz saiu baixa, mas o frio já subia pela coluna dele.— Com o Antônio — ela respondeu, engolindo o choro. — Me desculpa… eu pensei que
Capítulo 259
Na MIRA O estampido ecoou primeiro. O tiro atingiu o capanga da direita no braço — ele caiu com um grito rouco, a mão pressionando a carne aberta, sangue escorrendo quente entre os dedos. Antônio reagiu no mesmo segundo. Girou o corpo, puxou a arma, mirou direto no peito de José. Augusto manteve Eloise protegida atrás dele — o braço em torno da cintura dela, firme, como âncora e escudo ao mesmo tempo — e ergueu a própria arma, travando mira com o capanga restante. O capanga também mirava nele. Duas armas apontadas. Duas vidas no fio. Um disparo decidiria tudo. --- Na mata Entre as árvores, camuflado no alto, o Águia respirava pelo nariz, controle absoluto do corpo. O dedo no gatilho, sem tremer. — Alvo central no quadro. — disse no rádio, a voz baixa, milimétrica. — Se Augusto hesitar, pego o da esquerda. Outro sniper respondeu: — No seu comando. O Águia começou a contagem, quase em sussurro: — Três… --- No penhasco, Antônio riu. Não o riso d
Capítulo 260
UM PASSO DE CADA VEZ. Na MonteiroCorp, o relógio parecia andar devagar demais. A copa, que sempre foi o coração vivo da empresa — café quente, risadas, fofocas inocentes, histórias do final de semana — agora era um lugar diferente. O silêncio pesava. Toda palavra parecia uma ameaça de desabar. Nathalia mexia uma panela grande no fogão, os olhos fixos na sopa fervendo, como se o movimento circular da concha fosse a única coisa segurando seu peito no lugar. Cozinhar era o jeito dela não desmoronar. Emma cortava pão em fatias desiguais, sem perceber que repetia o mesmo movimento. Sofia lavava os pratos pela terceira vez, mesmo limpos. Heitor já estava no sexto café. O copo tremia na mão — não pela cafeína, mas pelo medo. Thiago comia doce como quem tentava ocupar a boca para o coração não falar alto. Andava da copa até a recepção, voltava, parava na porta, ia até a sala de reunião onde Laís estava. — Tem notícia? — Ainda não. Dois minutos depois, repetia.