All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 31
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Capítulo 31
Capítulo 31 Eloise observava com atenção. Conhecia as regras, sabia avaliar a força e a direção. Quando Heitor a convidou para dar uma tacada "só por diversão", ela aceitou com um sorriso sereno. Concentrou-se, posicionou os pés com precisão e acertou a primeira tacada. Com a segunda, colocou a bola próxima do buraco.Eloise surpreendeu a todos. — Excelente jogada - disse Cesar - Impressionante — Heitor, sorrindo para ela. — Você tem talento natural.Augusto não disse nada, mas a observava em silêncio. Ela, ali, segura de si, elegante mesmo num campo de golfe, o surpreendia a cada minuto.Ela não era apenas competente. Era instigante. Forte. E, por mais que ele tentasse se manter no controle, havia algo nela que fazia suas defesas ruírem — mesmo quando ela só segurava um taco de golfe e sorria de canto. Era definitivamente um jogo perigoso esse. eles resolver parte para uma partida com a companhia de Eloise jogando agora. Segundo Heitor era muito talento para não ser aproveitado
Capítulo 32
Eloise voltou à mesa com elegância. Tinha trocado de roupa no caminho do toalete — vestia novamente sua saia lápis preta e a blusa branca impecável, o rosto sereno, as mãos limpas e os cabelos novamente presos com precisão. Sentou-se como se não tivesse percebido o clima levemente alterado que pairava no ar. — Tudo certo? — perguntou, educada. — Perfeitamente — respondeu Heitor com um sorriso simpático demais, que Augusto achou irritante. Ela sorriu de volta, discreta, e pegou sua xícara de café. O sabor quente e amargo do café ajudava a equilibrar o desconforto de ser observada por dois homens — mas por motivos completamente diferentes. Augusto, calado, apenas observava. As mãos firmes no braço da cadeira, o olhar focado nos gestos pequenos de Eloise. A maneira como ela cruzava as pernas, como segurava a xícara com delicadeza, como se esforçava para parecer. Profissional. Distante. Irretocável. E por algum motivo... aquilo incomodava mais do que ele esperava. Os últimos pont
Capítulo 33
Capítulo 33Eloise voltou à sua mesa com passos calculados, o coração ainda tentando desacelerar.O batom discretamente reaplicado escondia os vestígios do caos que havia sido o elevador.Sentou-se com elegância, os olhos na tela, os dedos sobre o teclado…Mas a mente, essa estava longe.Augusto seguiu direto para sua sala. A expressão era a mesma de sempre — fria, inatingível — mas por dentro, ele fervia. O gosto do beijo ainda estava presente. O toque dela em sua nuca, a resposta imediata, intensa. Aquilo não deveria ter acontecido. Mas aconteceu. E, agora, o silêncio entre eles parecia falar mais do que qualquer palavra.Ambos tomaram a mesma decisão: esconder o que sentiam atrás do trabalho.Eloise se afundou em tarefas: revisou e-mails, atualizou a agenda, leu documentos com atenção redobrada. Precisava manter o controle. Precisava esquecer que, poucos minutos antes, tinha sido beijada como se fosse única. Como se fosse dele.Augusto, entre um relatório e outro, não conseguia evi
Capítulo 34
Capítulo 34 Eloise e Nathalia chegaram à copa da empresa, uma sala ampla com mesas discretas, uma bancada de café e vista para o pátio interno. Era o lugar onde os funcionários podiam respirar sem o peso da formalidade. — Eu juro que estava contando os minutos pra um café — disse Nathalia, animada. — E com bolo de chocolate? Isso aqui é quase um milagre. — Milagres precisam ser compartilhados — Eloise respondeu com um sorriso cúmplice, estendendo o prato. Sentaram-se em uma mesa perto da janela. O bolo era denso, macio, coberto por uma camada generosa de ganache. Eloise deu a primeira garfada e suspirou. — Meu Deus. Isso aqui cura qualquer estresse. — Ou quase. Você ainda trabalha com o Monteiro. — Nathalia riu, levando o café aos lábios. Eloise deu um sorriso torto, como quem sabia demais. — Tem dias que é mais fácil... e outros que ele resolve ser uma tempestade de terno caro. — Bem-vinda ao clube — brincou Nathalia. — O Thiago é mais tranquilo, mas tem seus momentos de ata
Capítulo 35
Capítulo 35 A sala de reuniões da presidência estava silenciosa, iluminada pela luz suave que entrava pelas amplas janelas. A longa mesa de vidro refletia a tela do notebook de Augusto, já conectado à videoconferência. Eloise posicionou o tablet à sua frente, organizando a pauta enquanto digitava com precisão. Estava tão focada nos relatórios que nem percebeu o olhar dele, que se demorava nela mais do que deveria. O som suave da porta se fechando ecoou no ambiente amplo. Era estranho — só os dois ali, naquela sala projetada para vinte pessoas. — Está pronta? — a voz grave de Augusto cortou o silêncio. — Sempre, senhor Monteiro — respondeu, sem desviar os olhos da tela. Ele ajustou o microfone. Os investidores começaram a aparecer na tela, um a um, cumprimentando. Entre eles, Marcelo Vieira — um homem de sorriso fácil, olhar vivo e tom brincalhão. A reunião começou pontualmente. A conversa girava em torno de números, projeções e ajustes no planejamento. Eloise compartilhava docu
Capítulo 36
Capítulo 36 O relógio marcava 17h40 quando Augusto, com a postura impecável de sempre, passou por ela. — Amanhã, no primeiro horário, quero o relatório das finanças da filial do Rio — disse, firme. — Organize tudo para a viagem. Seguiu para o elevador sem esperar resposta. Eloise, que já desligava o computador e organizava documentos para ir embora, apenas anotou na agenda, como quem grava mentalmente um lembrete importante. Ao chegar em casa, abriu a porta devagar, sentindo o corpo inteiro protestar depois de um dia que parecia não ter fim. A primeira coisa que a recebeu não foi o silêncio da casa, mas o cheiro familiar de comida caseira. Na cozinha, o pai estava de avental, mexendo a panela com um sorriso orgulhoso. — Chegou bem na hora — disse ele, servindo o arroz e o strogonoff com a naturalidade de quem sabe cuidar. — Fiz do jeito que você gosta. O aroma cremoso, misturado ao cheiro de batata-palha recém-aberta, trouxe memórias rápidas da infância — almoços de domingo, r
Capítulo 37
Capítulo 37 Eloise acordou cedo. A mala já estava pronta desde a noite anterior, mas, por garantia, abriu-a novamente e conferiu item por item: documentos, pastas, agenda, tablet, duas trocas de roupa formais e um vestido discreto para o jantar de negócios. No banheiro, deixou a água quente do chuveiro cair sobre o corpo, tentando espantar o cansaço. Não podia negar: quase não dormira. Passara boa parte da noite pensando na viagem… e no fato de que estaria sozinha com o chefe por três dias. Saiu do banho, vestiu a blusa branca impecável e a saia lápis preta. O cabelo preso em um rabo de cavalo alto deixava o rosto limpo e firme. A maquiagem estava perfeita, como se quisesse reforçar para si mesma que estava preparada — pelo menos por fora. Desceu as escadas sentindo o aroma reconfortante de café fresco. Ao entrar na cozinha, encontrou o pai junto ao fogão, mexendo a cafeteira com um sorriso. — Bom dia, pai. — Bom dia, minha princesa. Dormiu bem? — Sim, pai… e o senhor? — respon
Capítulo 38
Capítulo 38 O relógio marcava meio-dia quando o jatinho pousou na cidade do Rio. O sol brilhava forte sobre o asfalto da pista exclusiva do aeroporto, e o calor característico da cidade já se fazia presente. Na saída, um motorista de terno claro e óculos escuros aguardava com a porta traseira do carro já aberta. Assim que avistou Augusto Monteiro, fez um leve aceno de cabeça. Eloise, logo atrás, segurava a pasta com os documentos e o tablet firmemente, mantendo a postura. No carro, o ar-condicionado foi um alívio imediato. Eles se acomodaram nos bancos traseiros. — O compromisso começa às 15h — disse Eloise, com a voz firme e o olhar voltado para o vidro. — O senhor Fernandes preferiu não nos encontrar na sede da empresa. Foi decisão dele. Augusto virou-se ligeiramente em sua direção, demonstrando atenção. — Então? — Providenciei tudo para que a reunião ocorra na cobertura do hotel — continuou ela, sem hesitar. — Reservei o espaço com antecedência. Há uma sala apropriada
Capítulo 39
Capítulo 39 Após o almoço silencioso, os dois seguiram para o escritório improvisado dentro da cobertura. O ambiente era amplo, com janelas de vidro que deixavam a luz natural preencher o espaço. A mesa de trabalho, imponente, estava organizada com o notebook de Augusto e os relatórios principais da auditoria. Eloise optou por se acomodar no sofá lateral, com o tablet no colo, planilhas abertas e o celular ao lado. O som suave das teclas preenchia o ambiente, junto ao leve zumbido do ar-condicionado. A tensão entre eles, embora silenciosa, ainda pairava. O celular de Augusto vibrou. Ele pegou o aparelho, reconhecendo o nome na tela. — Thiago — murmurou, antes de atender. — Fala. — Como estão os pombinhos? — brincou Thiago do outro lado da linha, com a voz leve e provocadora. Augusto fechou os olhos por um breve segundo, já esperando a piada. — Estamos trabalhando — respondeu, seco. Do sofá, Eloise ergueu os olhos, mas não comentou. — Aposto que sim... — Thiago contin
Capítulo 40
Capítulo 40 Claudia mal entrou no escritório e, ignorando qualquer formalidade, abriu um sorriso largo ao ver Augusto. — Meu menino! — exclamou, caminhando até ele com passos decididos. Antes que Eloise pudesse processar o que estava acontecendo, Claudia abraçou Augusto com firmeza e deu dois beijos estalados em suas bochechas, como se ele ainda fosse um adolescente teimoso que ela ajudava a endireitar. — Toda vez que te vejo, está maior… e com essa cara de bravo que não engana ninguém. Augusto não recuou. Pelo contrário, correspondeu ao abraço com respeito silencioso e uma expressão suave que raramente deixava escapar. Eloise, parada ao lado, arqueou discretamente as sobrancelhas. Nunca o viu tão... humano. Tão acessível. Claudia se afastou ligeiramente, mantendo as mãos nos ombros dele. — Ainda se recusa a sorrir como quando era pequeno. Mas eu conheço esse olhar — disse, firme, antes de completar, virando-se para Eloise com um olhar cúmplice: — Ele finge ser feito d