All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 21
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Capítulo 21
Capítulo 21Os corpos se moviam no mesmo ritmo, se encontrando com precisão e desejo. O calor entre eles crescia a cada segundo, as respirações se entrelaçavam, os gemidos se misturavam ao silêncio da madrugada.— Eloise... — ele murmurou entre dentes, com a voz rouca, acelerando os movimentos. — Eu não vou aguentar...Ela gemeu alto, as unhas marcando as costas dele, o corpo arqueando sob o dele.— Augusto... — sussurrou entre suspiros entrecortados, a voz trêmula de prazer. — Não para... por favor... eu tô...Ele a puxou ainda mais para si, ofegante, os olhos cravados nos dela mesmo no escuro.— Goza comigo... — pediu, entre gemidos baixos e os olhos cravados nos dela.E então, o ápice veio... com a força de tudo o que estava guardado.O corpo dela se soltou completamente, estremecendo entre os braços dele, o nome dele escapando em um último suspiro carregado de prazer:— Augus...to... — o nome escapou entre os lábios dela, carregado de entrega e arrepio.Augusto enterrou o rosto no
Capítulo 22
Capítulo 22 Augusto acordou antes do sol nascer. Ficou um tempo em silêncio, deitado, observando o teto escuro, ouvindo a respiração tranquila de Eloise ao seu lado. Ainda sentia o cheiro do corpo dela misturado aos lençóis. Aquilo deveria ser só mais uma noite — mas não foi.A pele ainda ardia da lembrança. O toque dela, os olhos dela, o jeito como ela se encaixou... tudo ficou gravado como uma tatuagem invisível.Mas confiar de novo?Seria burrice. Ele sabia disso. E, acima de tudo, Augusto Monteiro não era burro.Levantou sem fazer barulho. Pegou as chaves, vestiu-se rapidamente e deixou um último olhar demorado sobre ela antes de sair. Aquela imagem — Eloise dormindo em sua cama, usando sua camisa — grudou como um espinho no peito.Ele dirigiu por horas, sem rumo certo, até que os prédios desapareceram no retrovisor e deram lugar à estrada deserta — e, por fim, aos primeiros traços do litoral. Era para lá que sempre voltava quando precisava se esconder do mundo.A antiga casa de
Capítulo 23
Capítulo 23 Sábado.O dia parecia não ter fim.Eloise passou as horas como quem tenta escapar dos próprios pensamentos — mas sem sucesso.Organizou a estante do quarto. Tentou ler um livro, mas leu três vezes a mesma página sem entender uma linha. Passou pano na casa, limpou até o que já estava limpo. Qualquer coisa para não pensar.Mas pensar era inevitável. “Será que ele foi embora porque se arrependeu? Porque não significou nada?”À noite, o travesseiro parecia duro demais, o quarto escuro demais, o silêncio alto demais.Cada vez que fechava os olhos, vinham os flashes. Os olhos dele encarando os dela no ápice.A forma como ele a segurava debaixo do chuveiro.O calor, os toques, os sussurros.E a dúvida:“Foi só desejo... ou algo a mais?”...Domingo.Mais lento ainda. Mais vazio.Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nenhuma explicação. “Ele não vai falar nada? Vai fingir que não aconteceu? E eu... vou conseguir encarar ele de novo?”E agora, uma segunda-feira se aproximava.Com
Capítulo 24
Capítulo 24 Ele largou a caneta devagar e então levantou os olhos.O olhar era de gelo.— Não há nada pra conversar, senhorita Nogueira.Ela piscou, sentindo o nome formal cortar como uma lâmina.— Não foi... nada pra você?— Não deveria ter sido pra você também — retrucou, seco, sem vacilar. — Não se iluda. Foi só uma noite. Um erro. Que não se repetirá.O coração dela afundou. Mesmo assim, ela tentou.— E meu trabalho? Como eu vou lidar com isso aqui dentro?Ele se recostou na cadeira e cruzou os braços, o maxilar firme, o tom impassível.— Você continua no cargo. Eu não contrato com base em envolvimento pessoal, muito menos em beleza. Contrato por competência. Apenas faça seu trabalho — disse, e então completou, com a voz ainda mais fria: — Vamos manter as coisas profissionais. Conversas apenas sobre trabalho. O que aconteceu deve ser esquecido. E não se repetirá Ela engoliu a dor.— E se... se a gente não conseguir separar as coisas?Augusto a fitou por longos segundos. A friez
Capítulo 25
Capítulo 25Thamires deu um passo à frente, tentando abrir a porta do gabinete sem esperar autorização.— Eu não preciso ser anunciada, querida. Augusto sempre me recebe.Eloise se levantou de imediato, firme, ficando entre Thamires e a porta.— Precisa sim. Assim como qualquer pessoa que deseje entrar na sala da presidência.Thamires soltou uma risada forçada, debochada.— Que gracinha... tentando mandar aqui também?— Cumprindo meu trabalho — respondeu, sem desviar o olhar.Thamires apertou a mão na bolsa com raiva contida e, com um empurrão inesperado, forçou a passagem. Eloise deu dois passos para trás, perdendo o equilíbrio, e antes que pudesse cair para trás, a porta se abriu bruscamente.Augusto estava ali.O corpo dela colidiu contra o dele.Ele a segurou pela cintura em um reflexo rápido, impedindo a queda.Os corpos colados.A respiração dele perto demais da dela.A mão firme em sua cintura.— O que está acontecendo aqui? — a voz dele soou baixa, grave, mas tensa.Thamires r
Capítulo 26
Capítulo 26 Augusto virou o rosto, finalmente encarando-a, mas com os olhos semicerrados.— Eloise...Ela ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços.— Eu só achei que devia avisar, já que você parece confuso.Ele deu um passo na direção dela, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma batida na porta os fez congelar.— Eu não vi nada... mas senti a treta daqui! — a voz debochada de Thiago Albuquerque atravessou a porta antes mesmo que ela fosse aberta.Augusto fechou os olhos, claramente pedindo paciência aos deuses corporativos.Thiago entrou com um sorriso maroto, os olhos brilhando de diversão ao ver os dois.— Interrompi o momento Sr. Darcy e Elizabeth Bennet? — disse, fazendo uma reverência exagerada.Eloise não conteve o riso, apesar da tensão.— Sr. Darcy é um pouco demais pro Augusto, não acha?— Eu ia dizer Sr. Encrenca, mas Darcy soa mais romântico — respondeu Thiago, piscando para ela.Augusto cruzou os braços.— Thiago, você quer alguma coisa... ou veio fazer stand-
Capítulo 27
Capítulo 27Thiago passou por Eloise sorrindo.— Precisamos marcar uns drinks depois do trabalho.Eloise abriu um sorriso contido, mas antes que pudesse responder, uma mulher elegante se aproximou pelos corredores.— Olha só quem voltou! — disse Thiago, abrindo os braços teatralmente. — Nathalia! Duas semanas longe e eu quase enlouqueci. Essa mulher tem as rédeas da minha vida!A moça riu e balançou a cabeça com humor. Eloise observou a cena com curiosidade.— Nathalia, essa é Eloise — disse ele, voltando-se para ela. — A mulher que conseguiu descongelar o coração de gelo do nosso CEO favorito.Eloise estendeu a mão, simpática.— Prazer, Eloise.— Nathalia. Seja bem-vinda à loucura que é o dia a dia com esse aqui — disse ela, apontando com o polegar para Thiago.Os três riram, descontraídos. Foi nesse exato momento que a porta do gabinete se abriu.Augusto saiu.Viu os três conversando e rindo.O sorriso no rosto de Eloise, o olhar de cumplicidade entre ela e Thiago, e a presença de N
Capítulo 28
Capítulo 28Do outro lado da cidade, Eloise estava jogada no sofá da sala, com um pote de sorvete no colo e um cobertor enrolado até a cintura. A TV ligada no volume mínimo fingia distração, mas sua mente estava em looping."Vamos manter as coisas profissionais.""O que aconteceu deve ser esquecido."Ela bufou, cutucando o sorvete com a colher como se fosse o rosto dele.— Covarde — resmungou.A lembrança da mão dele em sua cintura. Do corpo colado ao dela. Do silêncio pesado depois. Do olhar confuso e... desejoso.Por que aquilo a deixava ainda mais instável? Por que ela queria que se repetisse, mesmo sabendo do risco?Seu celular vibrou.Ela pegou sem pressa, esperando uma notificação qualquer, mas parou ao ver o nome na tela:A. MonteiroO coração acelerou. Respirou fundo antes de abrir.AUGUSTO: Verifiquei agora os números da segunda planilha. Faltou a margem de conversão do último trimestre. Pode revisar?Ela franziu a testa.Mensagem profissional. Fria. Objetiva.Digitou uma res
Capítulo 29
Capítulo 29 Eloise decidiu que apagaria aquela noite da mente. Ela precisava do emprego. O plano de saúde era excelente — e era isso que mantinha seu pai estável. A cirurgia estava marcada. E cada centavo que entrava já tinha destino certo. Não havia espaço para confusões emocionais. "Chega de ilusão." "Vou vestir uma armadura mais blindada que a sua, Augusto Monteiro." Pensou, firme, enquanto terminava de se arrumar. Saia lápis preta, blusa branca impecável e um blazer ajustado. Cabelo preso em um rabo de cavalo alto. Maquiagem precisa, intocável. O visual gritava profissionalismo — mas havia algo nos olhos dela que deixava claro: ela estava pronta para o campo de batalha. Desceu as escadas com passos decididos. Na mesa, seu pai tomava café tranquilamente, lendo um jornal já meio gasto. — Bom dia, pai — disse, inclinando-se para beijar sua testa. — Bom dia, minha guerreira — ele sorriu, fechando o jornal. — Está linda. Vai enfrentar o mundo hoje? — Todo dia — ela res
Capítulo 30
Capítulo 30 Eloise se retirou da sala com a mesma postura profissional de sempre. Sentou-se à sua mesa, retomou o trabalho, revisou a agenda e respondeu alguns e-mails enquanto o relógio avançava. Às 9h em ponto, Augusto saiu da sala com a mesma imponência de sempre, os passos firmes e o rosto inexpressivo. Passou por ela com um olhar direto e uma única palavra: — Vamos. — disse, sem parar, como se fosse apenas mais uma ordem do dia. Ela pegou a bolsa, o tablet, um bloco de notas e sua garrafa de água, levantando-se rapidamente para acompanhá-lo. Desceram até a garagem, onde o motorista já os aguardava. A porta foi aberta e os dois entraram sem trocas de palavras. O carro seguiu, o trajeto foi feito em silêncio, apenas o som suave da rádio preenchendo o ambiente. O veículo passou por um portão de ferro ornamentado e seguiu por uma alameda ladeada por árvores altas e bem cuidadas. Logo avistaram a fachada imponente do clube: construção moderna, jardins impecáveis e um ar de exclu