All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 81
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Capítulo 81
Disputa nas Sombras Eloise entrou no bar discreto, pedindo um copo só para distrair a mente. O jazz abafado não silenciava a lembrança das palavras de José Monteiro. Bebeu rápido demais, e quando o copo já estava vazio, uma voz atrás dela ecoou. — Ora, ora… se não é a famosa Eloise Nogueira. Marcos Almeida puxou a cadeira ao lado sem pedir licença. O sorriso fácil, o olhar predatório. Ele pediu um drink e inclinou-se, a voz carregada de malícia. — Sempre foi bonita… mas hoje, sozinha, está ainda mais. Sabia que você é bonita demais pra ser só uma secretária, não acha? Eloise franziu o cenho, mas Marcos não se intimidou. — O que faz aqui sozinha? — perguntou, inclinando-se demais. — Se fosse minha namorada, com certeza não estaria largada num bar assim. Eloise girou o copo vazio entre os dedos, a voz seca, cortante: — Espero continuar sozinha. Sem companhia. E, principalmente, sem ser desejada. Ele riu baixo, como se achasse graça da resistência dela. — Bravinha… fi
Capítulo 82
Entre a Ira e o Amor. Thiago percebeu que algo grave estava acontecendo e ligou para Nathalia imediatamente.Thiago explicou que Augusto não sabia de Eloise e relatou a situação que o deixara tão inquieto.Nathalia pegou o celular com a testa franzida, o coração disparando. Discou uma vez. Nada. Duas. Três.Na quarta tentativa, finalmente Eloise atendeu.— Nath… — a voz veio arrastada, embolada. — Eu tô bem… só tô cansada… esse idiota… Marcos Almeida…Nathalia gelou no mesmo instante. Já ouviu aquele nome antes, em uma das conversas soltas de Thiago."O cara que Augusto pegou na cama com aquela nojenta da Thamires."Um arrepio percorreu suas costas.— Eloise! — a voz dela tremeu. — Por favor, me manda sua localização agora. Eu vou te buscar!Do outro lado, Eloise tentava. Os dedos erravam a tela, mas depois de alguns segundos, a notificação chegou: localização enviada.Nathalia não perdeu tempo. Com a mão trêmula, ligou direto para Augusto.— Senhor Monteiro, desculpa ligar assim… ma
Capítulo 83
Fogo e CuidadoA garagem silenciosa recebeu o carro com o rugido grave do motor. Augusto estacionou de forma precisa, desligou a máquina e saiu primeiro. Abriu a porta ao lado e se inclinou para ajudá-la.Eloise tentou descer sozinha, mas o salto vacilou no piso frio. O corpo cambaleou e, por pouco, não caiu.Antes que o inevitável acontecesse, braços firmes a seguraram.— Cuidado. — a voz de Augusto soou baixa, grave.Ela ergueu os olhos, turvos pelo álcool, mas ainda assim cheios de brilho. Um sorriso atrevido despontou nos lábios pintados de batom borrado.— Você… sempre tão sério. — murmurou, deixando a cabeça pender contra o peito dele. — Mas é bonito demais, sabia?Augusto não respondeu. Apenas a ajeitou nos braços e seguiu para o elevador. Cada passo firme ecoava no silêncio da garagem, o corpo dela colado ao seu, quente, vulnerável.Dentro do elevador, o espaço fechado intensificou tudo. O perfume adocicado de Eloise se misturava ao amadeirado dele, criando uma atmosfera densa
Capítulo 84
Verdades à Flor da PeleO despertador do celular vibrou na bolsa jogada ao canto, e Eloise abriu os olhos de súbito. O coração disparou antes mesmo de registrar onde estava.O teto desconhecido, o lençol que não era o seu, a camisa larga cobrindo-lhe o corpo. E, à frente, na poltrona, Augusto Monteiro.Ele estava sentado, as mangas da camisa dobradas até os cotovelos, o rosto fechado, mas os olhos presos apenas nela.Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada. Apenas o silêncio carregado, cheio de lembranças da noite passada, pesava no ar.Eloise desviou o olhar, a vergonha queimando-lhe as bochechas.Foi Augusto quem quebrou o silêncio.— Não quero que pense… — começou, a voz grave, um pouco hesitante. — …que eu quis insinuar qualquer coisa ontem.Eloise ergueu o olhar com cautela.— Não precisava insinuar, Augusto. — disse, firme, embora a voz traísse o incômodo. — Eu ouvi. Uma parte da conversa entre você e seu pai.O maxilar dele se contraiu.— Eloise, eu… eu só queria ouvir
Capítulo 85
Sob o Mesmo TetoJá no carro, seguiam em silêncio. Eloise mantinha o olhar perdido na janela, mas não via a rua passando.A frase dele ainda latejava em sua mente, como se tivesse se entranhado na pele:“Então deixa acontecer.”E se acontecesse? E se fosse real?O coração dela acelerava, ora de medo, ora de desejo.Quando o veículo diminuiu a marcha e parou diante da casa simples, Eloise sentiu o peso da realidade cair de uma vez.Como explicaria ao pai? O que diria sobre ter passado a noite fora?Antes que pudesse pensar em uma desculpa, Augusto já havia descido.Ele abriu a porta com naturalidade, deu a volta e estendeu a mão para ela sair.O gesto era tão firme, tão seguro, que a deixou sem reação.Eloise desceu, o corpo leve pelo sono mal dormido, mas pesado pela apreensão.Augusto seguiu à frente, atravessando o pequeno portão como se fosse a coisa mais natural do mundo.Eloise o acompanhou de perto, mas a dúvida corroía: o que ele estava planejando?Augusto bateu à porta, e não
Capítulo 86
Olhares e CastigosA caminho da empresa, Eloise mal conseguia manter o coração no lugar.Estava nervosa — não só pela proximidade dele, mas porque sabia o que os outros diriam ao vê-la chegar ao lado de Augusto Monteiro.Especulações surgiriam, como sempre, mas agora a verdade parecia perigosamente próxima.O carro parou em frente ao prédio.Augusto desceu primeiro, deu a volta e abriu a porta para ela.Eloise saiu sob os olhares curiosos da portaria, os saltos ecoando no piso de mármore.No hall, os olhares vieram como uma onda.Alguns funcionários cochicharam, outros apenas observaram em silêncio, mas todos viram: Augusto Monteiro não andava com ninguém.E, naquele instante, caminhava ao lado dela.Impassível, ele ignorou cada olhar.Quando Eloise pensou que ele a deixaria para trás, sentiu os dedos firmes dele entrelaçarem-se aos seus.Augusto segurou sua mão e a conduziu pelo hall até o elevador.O gesto simples foi como uma explosão silenciosa: cada olhar se fixou neles, cada com
Capítulo 87
O Projeto O escritório estava silencioso. Eloise concentrava-se em revisar alguns relatórios, os olhos correndo pelas linhas com disciplina. Ao fundo, Nathalia relaxava no sofá lateral, o celular preso ao ouvido, a voz suave em uma conversa rápida.Foi quando o som dos saltos preencheu o hall. Eloise ergueu os olhos — e encontrou Cláudia.Impecável como sempre. Vestida com elegância sóbria, mas carregando aquele semblante acolhedor que parecia suavizar qualquer ambiente.— Bom dia, Eloise. — cumprimentou, a voz calorosa.Eloise levantou-se de imediato, esboçando um sorriso educado.— Bom dia, Cláudia. O senhor Augusto pediu que entrasse direto. Não precisa ser anunciada.Cláudia assentiu e seguiu pelo corredor, a postura tranquila contrastando com a energia tensa do ambiente.Dez minutos depois, o telefone da mesa de Eloise tocou. A voz grave de Augusto soou firme:— Venha até minha sala e traga a senhorita Nathalia. Quero todos na sala agora.As duas se entreolharam. Nathalia deslig
Capítulo 88
Gestos que Dizem Mais A manhã tinha passado em ritmo acelerado. Depois de ligar para Pedro e Emma, Eloise marcou a reunião para quarta-feira, alinhou com Nathalia e, em seguida, passou na sala de Augusto para avisar. Ele apenas assentiu, já a caminho da reunião com os acionistas. O restante do dia seguiu com sua cadência habitual. Entre relatórios, revisões de contratos e chamadas rápidas, Eloise encontrou uma pausa para almoçar com Nathalia na lanchonete da Sofia. Foi leve, divertido, uma troca necessária em meio ao caos da rotina. Na volta para sua mesa, encontrou algo inesperado. Sobre a mesa, havia uma pequena caixa rosa, dentro um pedaço generoso de bolo de chocolate, coberto por calda espessa que ainda brilhava. Ao lado, um bilhete escrito à mão, em caligrafia firme: "Para adoçar a tarde da minha secretária. — A.M." Eloise corou imediatamente. O coração acelerou no mesmo compasso em que ela escondeu o bilhete dentro da gaveta, como se fosse segredo perigoso demais para alg
Capítulo 89
Silêncios que Queimam O carro deslizava pela avenida iluminada, mas dentro dele o silêncio era absoluto. Eloise mantinha o olhar fixo na janela, observando as luzes da cidade como se fossem mais interessantes do que realmente eram. O coração, no entanto, batia rápido demais. O que significava tudo isso. Ela mordia o lábio discretamente, tentando não se perder na lembrança da voz dele, no peso daquelas palavras ditas no elevador. Mas quanto mais tentava ignorar, mais o corpo reagia — o calor, o arrepio, a lembrança do toque. Do lado oposto, Augusto estava imóvel, uma sombra imponente no banco de couro. A mão apoiada no queixo, os olhos verdes fixos à frente. Para qualquer um, ele parecia apenas concentrado. Mas Eloise sabia — aquele silêncio não era simples. De repente, ele se virou. O olhar encontrou o dela no reflexo da janela. — Está nervosa? — perguntou, a voz grave, baixa, como se pudesse ler seus pensamentos. Eloise piscou, surpresa, tentando disfarçar. — Só ca
Capítulo 90
Brindes Antes da Tempestade No jantar. A mesa era simples, mas cheia de sabor. Augusto experimentou a comida e não escondeu o sorriso satisfeito. Tinha sabor de lar, de aconchego. Eloise desviar o olhar, tentando disfarçar o nevosimos. Em um movimento lento Augusto colocou a mão em cima da dela, o que fez seu coração acalmar. O jantar seguiu leve, recheado de conversas agradáveis e risadas discretas. Nada de negócios, nada de pressa — apenas o calor de uma família que, por alguns instantes, parecia também ser dele. No final do jantar, na cozinha Augusto lavava a louça enquanto Eloise secava os pratos e guardava. Moviam-se em sintonia, como se já tivessem feito aquilo mil vezes. Do batente da porta, Carlos observava em silêncio, os olhos marejados. Era como assistir a um reflexo do passado — lembrava-se da própria juventude, da primeira paixão, daquela cumplicidade silenciosa, onde tudo era sentido sem precisar ser dito. A diferença é que, para ele, o orgulho venceu. E, a