All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 71
- Chapter 80
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Capítulo 71
Entre Vergonha e Desejo.Augusto a pegou no colo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eloise, exausta, deixou a cabeça cair contra o peito dele, sentindo o coração dele bater firme, mas em silêncio.Sem dizer uma palavra, ele a levou até o banheiro. A banheira já se enchia, a espuma subindo devagar, iluminada apenas pelas luzes suaves do ambiente.Colocou-a dentro da água morna, e a temperatura fez Eloise soltar um suspiro longo. Augusto entrou logo depois, mantendo-a próxima, apenas a envolvendo com o braço forte. O silêncio não era constrangedor: era carregado de tudo o que havia acontecido, de tudo que ainda queimava entre eles.Nenhum dos dois precisava falar. Apenas existiam ali, pele contra pele, água envolvendo-os como um refúgio.Quando o corpo dela começou a relaxar, Augusto saiu primeiro e a puxou com cuidado. Pegou uma toalha felpuda, enxugou cada parte dela com paciência — como se tivesse todo o tempo do mundo. Eloise observava em silêncio, hipnotizada pela forma c
Capítulo 72
Além das Máscaras .Eloise respirou fundo, tentando acalmar o coração que disparava. Se continuasse vermelha daquele jeito, ele iria vencer. E ela não podia permitir.Soltou o lençol de repente e o encarou, os olhos faiscando de desafio.— Engraçado… — disse, arqueando uma sobrancelha. — Quem diria que Augusto Monteiro, o temido, sabia rir?Augusto piscou, surpreso por um instante, antes de soltar outra risada curta.— Está insinuando que eu não tenho senso de humor, senhorita Nogueira?— Não estou insinuando — ela retrucou, erguendo o queixo. — Estou afirmando. Essa foi a primeira vez que ouvi você rir de verdade… e, sinceramente, acho que devia agradecer a mim por isso.Ele inclinou a cabeça, ainda sorrindo, como se avaliasse cada palavra dela.— Agradecer? — repetiu, com um tom entre ironia e curiosidade. — Então agora você vai me dizer que é responsável pela minha boa disposição?— Claro — Eloise respondeu, cruzando os braços, cada vez mais ousada. — Ontem à noite eu tirei sua más
Capítulo 73
O Sabor do Silêncio. A cafeteria era pequena, mas acolhedora. As mesas de madeira já gastas pelo tempo, as paredes de tijolinhos e o aroma forte de café fresco criavam uma atmosfera diferente de qualquer ambiente que Eloise imaginaria para Augusto Monteiro. Ela caminhou até a mesa que ele havia escolhido e se sentou, ainda surpresa. A garçonete, uma senhora de cabelos grisalhos, trouxe a xícara de café sem que ele precisasse pedir. Um detalhe simples, mas que dizia muito. Eloise observou curiosa: o jeito como ele segurava a porcelana entre os dedos, como se fosse um ritual, e a forma com que os ombros dele relaxavam um pouco, perdendo a rigidez de sempre. Era como se, naquele espaço, Augusto respirasse diferente. — Então é aqui que o poderoso Monteiro se esconde… — ela comentou, arqueando uma sobrancelha, mas com o tom leve, quase brincalhão. Ele apenas a olhou por cima da xícara e esboçou um sorriso curto, sem dar nenhuma resposta. E, estranhamente, isso foi o bastante para dei
Capítulo 74
Entre a Chuva e o FogoO salto de Eloise ecoava pelo corredor até o elevador. O vestido em tom neutro, de corte elegante, moldava sua silhueta com sobriedade, sem exageros. O salto médio dava-lhe postura firme, os cabelos soltos em ondas e o batom discreto completavam a imagem da secretária impecável — embora o coração batesse mais rápido do que queria admitir.Na mesa, como de costume, mergulhou na rotina: abriu a agenda de couro, revisou compromissos, respondeu e-mails e encaminhou relatórios. Cada detalhe cumprido com precisão, como se a disciplina fosse um escudo contra o caos que rondava por dentro.Às 8h em ponto, o elevador soou. As portas se abriram, e Augusto Monteiro surgiu.Imponente.O terno alinhado, a gravata sóbria, cada movimento emanando autoridade. Um homem que carregava poder no andar e fazia qualquer olhar feminino se perder.Mas, para Eloise, algo estava diferente.Não havia celular em suas mãos. Apenas um copo de plástico, que tilintava com cubos de gelo.Ele pa
Capítulo 75
Entre Olhares e Provocações Às 9h40, Augusto levantou-se da cadeira, ajeitou o paletó e saiu do escritório. O corredor estava silencioso, mas um detalhe chamou sua atenção: a mesa de Eloise estava vazia. Franziu o cenho. Seguiu até a sala de reuniões, empurrando a porta de vidro. Lá estava ela. Eloise já organizava o material sobre a mesa: contrato aberto, canetas alinhadas, copos de água dispostos com precisão. Os cabelos caíam em ondas sobre os ombros, e o vestido desenhava suas curvas de maneira sutil, mas inegável. — Estava à sua procura. — a voz dele soou grave, preenchendo a sala. Eloise ergueu os olhos rapidamente, corando. — Me desculpe, senhor Monteiro. Eu deveria ter avisado. Só quis deixar tudo pronto para a reunião. Augusto fechou a porta atrás de si e caminhou até ela com passos firmes. Cada movimento parecia calculado, mas havia algo diferente em seu olhar — algo faminto. Parou próximo, tão próximo que o perfume amadeirado invadiu o espaço dela. Inclinou-se, de
Capítulo 76
Linhas InvisíveisThiago, recostado na cadeira, não resistiu à provocação.— Vejo que você continua o mesmo de sempre, Heitor… — disse, balançando a cabeça com um sorriso divertido. — Galinha incorrigível.Heitor riu alto, sem se ofender, ajeitando o paletó como se confirmasse a fama com orgulho.— Apenas um apreciador do belo, meu caro.— Pois trate de apreciar à distância. — Thiago retrucou em tom leve, fazendo um gesto em direção a Nathalia. — Essa é a minha secretária, Nathalia. Então, por favor, não roube.Nathalia sorriu nervosa, cumprimentando Heitor com educação. Mas quando ele segurou a mão dela, deixou-a presa por um segundo a mais do que o necessário, o olhar brilhando de interesse. Nathalia se recompôs rapidamente, puxando a mão com delicadeza, ainda mantendo o sorriso educado.Augusto, que até então observava em silêncio, deixou escapar um sorriso curto diante da troca de farpas — mas a expressão desapareceu no instante seguinte. O verde dos olhos voltou a endurecer, e a
Capítulo 77
Confissões à Meia-LuzO escritório estava silencioso. Augusto permanecia de pé, de costas para a porta, as mãos nos bolsos e o olhar fixo na cidade que se estendia além da parede de vidro. Lá embaixo, tudo parecia pequeno, distante, mas dentro dele o tumulto era maior do que jamais admitiria em voz alta.A porta se abriu sem anúncio, e Thiago entrou como se o espaço também fosse dele. Fechou-a devagar e se recostou na mesa, observando o amigo em silêncio. O ar divertido de costume não estava ali. Ele sabia reconhecer quando Augusto precisava de silêncio antes das palavras.— Vai ficar em pé olhando a cidade até ela responder as suas perguntas? — perguntou, a voz baixa, sem ironia.Augusto não se virou. Respirou fundo, o maxilar travado.— Estou… confuso. — disse por fim, as palavras pesadas, como se fosse difícil soltá-las. — O que sinto… não deveria sentir. Não por ela.Thiago cruzou os braços, sério, atento.— Eloise.Augusto fechou os olhos por um instante ao ouvir o nome, como se
Capítulo 78
O Peso das PalavrasA manhã seguia tranquila no escritório quando Eloise notou a figura imponente que atravessava o hall. José Monteiro, elegante como sempre, o olhar duro e a postura de quem carregava décadas de poder sobre os ombros.Eloise levantou-se de imediato.— Bom dia, senhor Monteiro. — cumprimentou educadamente. — O senhor deseja ver o Augusto?José mal inclinou a cabeça, indiferente, sem retribuir o sorriso.— Sim. Avise-o que estou aqui.Ela engoliu em seco, mas manteve a compostura. Apertou o interfone da mesa.— Senhor Monteiro, seu pai está aqui.A voz grave de Augusto veio do outro lado, curta:— Deixe entrar.José não esperou ser acompanhado. Abriu a porta do escritório e entrou, encontrando o filho sentado atrás da mesa, olhos fixos no notebook.— Então, pai… — Augusto não levantou de imediato, apenas fechou o laptop com calma. — O que o traz aqui?José caminhou até a poltrona diante da mesa e se sentou, apoiando as mãos na bengala que levava apenas por estilo, não
Capítulo 79
Portas Fechadas Na hora do almoço, Augusto apareceu em sua mesa com a intenção clara de chamá-la. Mas Eloise se adiantou: — Vou aproveitar para ver meu pai hoje. Preciso almoçar com ele. — disse em tom firme, antes que ele pudesse falar algo. Não era mentira. Passou o tempo com o pai, dividindo a refeição simples, rindo das histórias dele. Mas, no fundo, só queria fugir do peso que Augusto carregava em seus olhos. Quando voltou ao trabalho, jogou-se de cabeça em relatórios e e-mails, evitando cruzar o olhar com ele. Fingiu naturalidade, mas cada vez que sentia a porta da sala dele se abrir, seu coração parecia errar o compasso. Por volta das cinco da tarde, o telefone da mesa tocou. — Senhorita Nogueira. — a voz grave soou do outro lado. — Preciso que venha até minha sala. Agora. Eloise fechou os olhos por um instante, respirando fundo, antes de se levantar. Os saltos ecoaram pelo piso do corredor. Cada passo parecia mais pesado do que o anterior. Quando empurrou a port
Capítulo 80
Entre Sombras e SilênciosO restaurante era discreto, afastado do centro da cidade. As paredes em meia-luz e o som suave de jazz abafavam qualquer conversa mais atenta. Perfeito para quem queria não ser visto.Thamires Santana estava sentada em uma mesa já impaciente, o vestido elegante realçando sua postura confiante. Ele entrou e não procurou por ela, caminhou direto à sua mesa.Um homem com terno escuro, expressão neutra. Nada nele chamava atenção — e talvez fosse exatamente essa a intenção.— Está atrasado. — disse Thamires sem rodeios.Ele não respondeu, apenas observou enquanto ela retirava um pequeno pendrive da bolsa e o girava entre os dedos. O objeto parecia brilhar sob a luz fraca, mas ela o segurava com a naturalidade de quem não tinha pressa.— Tem certeza do que está fazendo? — perguntou ele, a voz baixa, direta.Os lábios de Thamires se curvaram em um sorriso frio.— Eu nunca faço nada sem ter certeza.Ele estendeu a mão. Ela depositou o pendrive com elegância, como se