All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 61
- Chapter 70
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Capítulo 61. Tudo aquilo que não sei dizer
— Eu fui atrás da minha irmã — falei assim que Augusto chegou em casa.Ele me olhou, compreendendo de imediato o que eu tinha feito.— E então?— Quem fez aquela investigação deduziu tudo corretamente. A Karen quase teve um colapso, mandou eu me afastar e esquecer tudo. Disse que a minha vida, a dela e a do filho poderiam estar ameaçadas. Eu fui embora… e agora não sei mais o que fazer. Ela sabia de tudo, nem tentou negar, mas também não explicou como ou por quê. Só ficou com medo, muito medo. Eu nunca tinha visto a Karen tão apavorada. E eu fico pensando que, apesar de tudo, ela ainda é minha irmã. Tem um filho que é o meu sobrinho, e eu queria tirar os dois de lá e dar um jeito de colocar o Carlos na cadeia.Augusto se sentou ao meu lado e pegou na minha mão de forma carinhosa, era calmante sentir o toque quente dele na minha pele. — Você acha que ela estava sendo sincera? — Ele perguntou sabendo muito bem que Karen pode ser uma excelente atriz quando quer. — Acho que sim. Ela p
Capítulo 62. Festa movimentada
Ir ao aniversário de Diana era um compromisso que eu dispensaria com facilidade, ainda mais porque meu casamento estava chegando e ainda havia muita coisa para organizar, além do nervosismo que eu precisava administrar. Mas Augusto disse que não podíamos faltar, e agora eu estava ali, no meio daquela festa enorme e caríssima, de mãos dadas com ele, com um sorriso no rosto fingindo alegria.— Vocês viram que incrível? — falou Diana ao nos ver. — Não precisa fingir tanto — disse Augusto, cumprimentando a irmã. — Não é fingimento. Hoje é meu aniversário, e, por um momento, vamos fingir que somos uma família feliz. Você viu que o César trouxe uma acompanhante? É uma moça mais nova, toda estilosa, tatuada, linda! Dá pra imaginar a cara da mamãe? Achei que teria um colapso. Acho que, depois do seu casamento e de me venderem para o Oliver, o César deve estar sendo leiloado por aí.Diana parecia ligeiramente bêbada. Tinha um copo na mão e usava um vestido fúcsia longo, com uma fenda ousa
Capítulo 63. E a confusão continua
— Então essa é a sua futura família? Acho que dispenso o almoço de Natal, imagina ter Diana como cunhada para sempre, ainda mais se ela casar com aquele lixo, fora o jeito que a sua sogra me olhou quando cheguei com o César, pensei que a mulher fosse desmaiar. — Nem todo mundo é assim, a avó deles é um amor de pessoa e você sabe que o César é um cara legal. — A matemática ainda não bate, só dois contra vários. — Nossa, que pecado, duas mulheres lindas e sozinhas — um homem falou se aproximando.— Quem disse que estamos sozinhas? — minha prima retrucou. — Podemos ser um casal, podemos estar esperando nossos namorados ou, melhor ainda, querer ficar sozinhas. Já pensou em perguntar primeiro?Camila revirou os olhos sem paciência, ela odiava gente inconveniente, ainda mais trabalhando numa boate, onde era preciso lidar com bêbados sem noção. O homem segurava um copo cheio, mas não parecia embriagado, só grosseiro.— Bravinha, eu gosto assim, dá vontade de domar.— Se chegar perto, a ún
Capítulo 64. O grande dia
Avisei o Icaro que não poderia ir para o escritório, e passei os últimos dias concentrada no acertando os últimos detalhes do casamento e me concentrando para o grande dia. Augusto estava certo, era possível organizar um mega casamento em três meses, tendo dinheiro.Não era uma festa grande em número de pessoas, a estimativa era de cem, mas o valor tinha sido alto. A festa e a cerimônia seria em um local caríssimo, com uma decoração elegante e clássica, em tons de branco e dourado. Quando o dia chegou, Camila me encontrou no salão de beleza que faria meu dia de noiva. Lá estavam também a minha sogra, a avó de Augusto e Diana, além de umas primas que eu só conhecia de vista.— Isa, cadê o sorriso radiante? — Minha prima perguntou. Eu estava sozinha com ela para tomar um banho de banheira com pétalas de rosas.— Eu vou me casar com Augusto Salvatore.— Sim, estamos aqui para isso.— Não, você não está entendendo — falei baixinho para ninguém ouvir. — Eu vou me casar com Augusto, de v
Capítulo 65. Nosso momento
Úrsula apareceu com um médico quinze minutos depois. Ele me examinou com pressa, fez um curativo e disse que eu estava bem, apenas abalada, mas que deveria ir ao hospital assim que tudo terminasse, para um check-up. Eu só pensava em uma coisa, chegar no altar. Podia parecer loucura, mas adiar era dar vitória para Aline, e isso eu jamais faria. Depois de um banho rápido, a maquiadora e a cabeleireira trabalharam em tempo recorde. Me deixaram com cara de noiva outra vez, mesmo com o corte e o hematoma latejando como um lembrete de tudo que tinha acontecido. Faltava o vestido. Esse era o problema. E eu não fazia ideia de onde a assessora arrumaria outro em tão pouco tempo que servisse sem ajuste. — Ainda acho que é loucura, já pensou se você passa mal? E se desmaiar? — minha prima disse, cruzando os braços.— O médico disse que está tudo bem, não vou desmaiar, pelo menos não antes do sim. — Isso já passou do estágio da loucura... — Ela não está louca — Diana retrucou. — Está apaix
Capítulo 66. Momentos antes
"César"Quando falaram que tinha acontecido um imprevisto e que o casamento sofreria um atraso, jamais imaginei que teria que lidar com um Augusto ansioso, pronto para sair correndo até o local onde Isabella estava para descobrir o que tinha acontecido.— Mas o que disseram? Especificamente? — Ele perguntou pela terceira vez, andando de um lado para o outro.— Eu já disse que não deram detalhes, apenas que houve um imprevisto e, por isso, o atraso.— E se foi o Enzo?— Augusto, não tem como o Enzo fazer qualquer coisa. Elas estão em um spa ou algo do tipo, com seguranças por todos os lados. Tenho certeza de que está tudo bem, deve ter acontecido alguma coisa com o vestido ou com a maquiagem.— Esse realmente é um momento memorável, observar o maior canalha do pedaço com medo que a noiva fuja — Disse Diego, um primo que só aparecia nas festas de fim ano, mas era padrinho também — A Carla apostou que o casamento era brincadeira, eu apostei que quando o homem encontra a mulher certa ele
Capítulo 67. Confissão
— Vem, vamos tirar as fotos — Camila pegou a minha mão e me levou para o local onde todos os padrinhos e os noivos eram organizados para a sessão de fotos. Eram muitas fotos, uma sessão interminável, mas eu só conseguia pensar em como ela estava perto, rindo feliz com a prima. Camila era leve, ria, conversava, fazia amizades com desconhecidos de forma descomplicada, era uma mulher livre. Quando finalmente acabou, fomos liberados. Alguns parentes e amigos vieram me parabenizar por meu irmão ter finalmente tomado jeito na vida, mas eu só conseguia acompanhar Camila com o olhar. Ela se sentou em uma mesa com a mãe e algumas pessoas que eu não conhecia.Eu não tinha uma desculpa boa o suficiente para ficar na mesa dela, e minha mãe logo surgiu para falar, e falar, e falar com mais parentes e amigos, o que era pior que a sessão de fotos.Isabella e Augusto passaram cumprimentando a todos com um sorriso no rosto. Pareciam realmente felizes. Isabella estava deslumbrante, e se não fosse o A
Capítulo 68. Vórtice
"Diana"Augusto tinha, de fato, casado. E o pior era que o casamento era real. A coitada estava emocionada e meu irmão, com cara de idiota, olhava para os dois tentando entender como aquilo tinha acontecido.Agora ele conseguiria tudo que tinha planejado. Provavelmente, em um ano — que era o máximo que esse casamento duraria, eu tinha certeza — por mais que no momento ele parecesse apaixonado, duvidava que manteria essa vida para sempre.— Oi, amor — Oliver surgiu não sei de onde, exibindo um sorriso cínico no rosto que ainda estava machucado. Era muita ousadia vir ao casamento da pessoa que quebrou o nariz dele.Tinha passado a festa me esquivando de encontrar com ele e agora estava distante de todo mundo, perto do corredor da saida de incêndio, onde quase ninguém podia nos ver direito. — Já disse para não me chamar assim.— Querida, nós vamos nos casar em breve, em uma festa melhor que essa, com certeza. Não vou querer nada tão simplório no meu casamento.Ouvir Oliver falando me em
Capítulo 69. Por baixo dos panos
“Isabella”Casamento era cansativo. Entre sessão de fotos, cumprimentar todo mundo e seguir os protocolos, eu nem consegui comer e beber. Os sapatos já estavam moendo meus pés, e a dor de cabeça tinha voltado.— Vamos sentar? Você está com cara de cansada. Não é melhor encerrar e irmos ao hospital, como o médico falou? — Augusto perguntou, preocupado.— É só cansaço, não é nada. Só preciso comer alguma coisa.— Tem certeza?— Tenho absoluta certeza. Senta aqui comigo.Ele sentou ao meu lado e pediu para um garçom trazer alguma coisa para comer e beber.— Daqui vamos direto para o jatinho.— Direto? Não podemos passar em casa antes, tirar o vestido e colocar algo confortável? É uma viagem longa até a Grécia.— Nem pensar, você não vai me tirar o prazer de tirar esse vestido…— Como é?— Querida, você pode até entrar vestida assim, mas não espere que seu marido mantenha a compostura. Estou aqui me esforçando para manter as aparências, mas a vontade é te arrastar para o jatinho, para cas
Capítulo 70. O sumiço da irmã
Tirar o sapato foi um alívio — eu nem sabia como ainda conseguia andar. A festa finalmente tinha acabado e, dentro do carro, me permiti relaxar um pouco. Estávamos a caminho de casa, garanti que ele poderia fazer o que quisesse com o vestido, desde que fossemos para a casa primeiro, eu precisava de um banho e dormir um pouco para aguentar uma viagem de avião. — Espero não ter que encontrar a Aline de novo na minha frente — Augusto falou, pegando meu pé dolorido e fazendo uma massagem. Eu já estava praticamente deitada no banco do carro.— Espero que tenha ido presa.— Não foi infelizmente. — Como é? Ela me agrediu e era capaz de me matar, como não foi presa? — Como aquela infeliz tinha escapado da cadeia ?— Eu sei. Também queria que fosse presa, mas a família conhece a minha avó. Apelaram. Pelo que fiquei sabendo, levaram ela para longe. Dessa vez garantiram que não volta mais ao país.— Ainda acho um absurdo — resmunguei. O jeito que eles resolviam algumas coisas era irritante.—