All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 111
- Chapter 120
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Capítulo 111 - Ciúme em Chamas
Liam marcou a batida com o quadril, colando-os mais. Os lábios dele ficaram perto demais da orelha dela, o hálito quente tocando a pele sensível do pescoço dela.Olívia fechou os olhos por um instante, amaldiçoando o próprio corpo por reagir tão facilmente. A raiva ainda estava ali, viva. Mas o desejo… o desejo conhecia o caminho.— Está tentando me seduzir, marido? — ela sussurrou, provocante.— Já fiz isso há muito tempo. — ele murmurou, a voz grave roçando a pele dela. — Seu orgulho não te deixa admitir.As mãos dele deslizaram pela lateral do corpo dela, subindo devagar até a linha do estômago. Não ultrapassaram o limite do decente… mas chegaram perigosamente perto.A outra mão permanecia firme na cintura, guiando, controlando, marcando território.Olívia rebolou de propósito, roçando o corpo no dele com uma provocação medida — calculada para atingir exatamente o ponto onde o autocontrole de Liam sempre começava a rachar. Seus olhos, fixos à frente como se ele não existisse, eram
Capítulo 112 - O Nome Que Virou Silêncio
De volta ao camarote, Liam parou ao lado de Alex e de mais dois amigos, mantendo Olívia perto dele como se ela fosse parte do espaço dele, e era.— Essa é a minha esposa, Olívia. — anunciou com uma naturalidade que soava como antiga, mesmo sendo tudo tão recente. — A mulher mais doce e atrevida que já conheci… e que conseguiu me domar.Alex estreitou os olhos com diversão contida, rindo por dentro. Os outros homens cumprimentaram-na com formalidade e respeito, elogiando a beleza dela, soltando comentários leves sobre “como o Liam tinha vencido na loteria”.Olívia sorria, educada, mas os olhos dela trabalhavam observando, medindo, entendendo a atmosfera, como alguém que entrava num território novo.A mulher que cochichava com Liam antes reapareceu sorrindo.— Olívia, né? — disse, estendendo a mão com carinho. — Finalmente te conhecendo. Sou a Lara. Estudei com o Liam na faculdade. Estou muito feliz com a união de vocês.Um homem alto aproximou-se logo atrás, barba rala, sorriso fácil.
Capítulo 113 - O Alvo Errado da Noite
Quando voltaram para a pista, viram Laura agarrada no rapaz, beijando-o como se precisasse provar algo para si mesma ou anestesiar o que estava sentindo e, principalmente, como se quisesse que Edgar visse que ela tinha “seguido a vida”, mesmo que aquilo fosse a maior mentira da noite.Olívia apertou o braço de Ísis.— Fica de olho nela. — pediu. — Se ela tentar sair… interpreta qualquer personagem que você quiser, mas atrasa ela. Eu já volto.Ela começou a caminhar, abrindo caminho pela multidão em direção à escada. Até que sentiu uma mão grande e pesada pousar em sua cintura de repente, puxando-a para trás com uma intimidade que não existia.O corpo dela enrijeceu na hora.— E aí, princesa… — a voz masculina surgiu colada ao ouvido, grossa, arrastada pelo álcool. — Onde você pensa que vai tão rápido assim?O cheiro de bebida forte veio junto com o hálito quente. A mão apertando a cintura como se tivesse algum direito sobre aquilo.Olívia virou o rosto, o olhar já carregado de nojo e
Capítulo 114 - Um Desconhecido Familiar
Alex caminhava ao lado de Ísis, acompanhando seu passo instável enquanto deixavam o tumulto da boate para trás. A luz fria do estacionamento iluminava o rosto dela, meio cansado, meio teimoso. Ele respirou fundo — era óbvio que ela estava mais bêbada do que queria admitir.— Eu vou te levar pra casa. — disse, firme, porém calmo.Ísis riu, aquela risada torta de quem já perdeu a linha faz tempo.— Não precisa. — balançou a mão no ar, quase tropeçando no próprio pé. — Eu vou de Uber. E… eu nem te conheço, moço.Alex ergueu uma sobrancelha, inclinando a cabeça de lado.— Tem alguém pra ir com você? — perguntou.Ela deu uma piscada lenta, tentando organizar os pensamentos.— Meus amigos… já foram embora. — admitiu, fazendo uma careta. — Aqueles ingratos.Alex soltou um suspiro, claramente achando aquilo óbvio demais.— Sou o melhor amigo do seu chefe. — disse, com ironia leve. — E não vou deixar você, bêbada, entrar no carro de um desconhecido no meio da madrugada. A Olívia iria me matar
Capítulo 115 - Promessas Quebradas
Laura quase já tinha colocado o pé dentro do carro do “boy” quando sentiu um puxão seco no braço. O corpo dela congelou — como se tivesse sido eletrificada de dentro pra fora. Sabia exatamente quem tinha tocado nela antes mesmo de virar.Virou devagar.Edgar estava ali. Parado diante dela. Ombros tensionados. Rosto fechado. O olhar sério demais. Intenso demais. Do tipo que atravessava a alma e arrancava feridas que ela fingia ter apagado.— Você vem comigo. — disse ele, a voz grave, baixa, sem espaço para discussão.Laura sentiu o coração bater forte demais. Mas levantou o queixo, orgulhosa.— Eu não vou a lugar nenhum com você. — respondeu, firme, mesmo que as pernas tremessem por dentro. — Faz um favor? Finge que não me conhece.Ele respirou fundo, como quem se segura por um fio.— Laura… — disse, com a paciência de um homem prestes a explodir. — Não estou com humor. Então, por gentileza, me segue.— Eu não vou. — repetiu, firme. — Você não manda mais em mim.O rapaz desceu do carro
Capítulo 116 - O Limite Entre Nós
A porta do carro mal havia se fechado quando Liam acelerou com violência contida, os olhos fixos na pista diante deles, como se qualquer desvio fosse perigoso demais. A respiração dele ainda vinha rápida, pesada, resultado direto da briga.Olívia permaneceu alguns segundos em silêncio, tentando entender o que havia acabado de acontecer. Mas Liam foi o primeiro a romper o ar.Ele viu um movimento de relance e explodiu.— Satisfeita? — a voz dele surgiu como um estouro seco, rasgando o silêncio. — Era isso que você queria?Olívia virou o rosto, indignada.— O quê?!Liam bateu a mão no volante. O som ecoou pelo interior do carro.— Esse show! — rosnou. — Acha que foi bonito? Acha que foi divertido me fazer te procurar no meio daquela merda de multidão enquanto um desgraçado te agarrava?!Olívia se virou completamente para ele, os olhos brilhando de incredulidade.— Eu não fiz show nenhum, Liam! Eu te disse que ia chamar a Ísis e… me deu vontade de ir ao banheiro. Isso não é crime!— Eu f
Capítulo 117 - Quase Ruína
Em uma das fotos, Liam ainda adolescente abraçava Laura em frente a um píer. Os dois sorriam de forma aberta, leve.Em outra, Liam aparecia ao lado do avô, segurando um troféu náutico. Havia orgulho nos semblantes, mas também cumplicidade, aquela que Liam nunca mostrava para ninguém.Ela tocou o vidro de uma terceira foto sem perceber: Liam surfando uma onda absurda, o corpo recortado pela luz do fim da tarde. Ele parecia livre. Selvagem. Verdadeiro.Mas foram as duas últimas imagens que a prenderam.Liam sentado na proa de um barco, com o vento bagunçando o cabelo e o olhar perdido no horizonte, como se estivesse procurando algo que nunca encontrava.E outra em que ele ria, sentado na areia, com a camisa aberta e os pés cobertos de areia. Ali, Liam parecia… humano.Livre.Vivo.Nada parecido com o homem que, minutos antes, quase matou alguém no chão de uma boate.E a sensação foi estranha. Quente. Dolorida. Quase íntima demais.Liam percebeu o silêncio dela e finalmente ergueu os ol
Capítulo 118 - Onde a Dor Encontra o Desejo
Liam bateu de novo, mais forte, o som ecoando pela porta e pelo corredor silencioso.Silêncio absoluto.Nenhuma resposta.— Claro. — murmurou, frio como gelo. — Eu mereço.Ele deu as costas sem hesitar, e seguiu para a sala. No canto, o piano esperava.Liam sentou-se, encostou os dedos nas teclas e começou a tocar notas profundas, intensas. Era a única maneira de respirar sem desmoronar.Olívia desligou o chuveiro, enrolou-se na toalha e saiu do banheiro ainda enxugando o rosto. No closet, passou as mãos pelos blusões dele, cheirou um, fechando os olhos.— Eu amo seu cheiro… — confessou num sussurro, amarga. — E me odeio por estar dizendo isso.Quando ouviu a música vindo do outro cômodo, murmurou.— Nossa… o vizinho toca muito bem…Depois de uns minutinhos, foi andando até a sala, vestindo um dos blusões brancos dele, mangas compridas demais, cabelos ainda úmidos. Carregava uma caixinha de primeiros socorros entre as mãos.Parou na porta.— Eu não sabia que você tocava piano… — disse
Capítulo 119 - A Primeira Confissão
Liam a olhava fixamente enquanto seus dedos começavam a abrir um dos botões da camisa dela, devagar, quase em reverência. Olívia desviou o olhar para as mãos dele, nervosa. — Olha pra mim, mozão. — Liam pediu com uma voz baixa, quente, sedutora. Ela obedeceu. — Eu causei essa desconfiança em você. — continuou, abrindo outro botão. — Todas as vezes em que você percebeu meus sentimentos e eu mandei você não criar expectativas… porque tudo era uma farsa… — ele respirou fundo, abrindo mais um botão, encarando-a com uma sinceridade crua — a intenção era fazer você me odiar. Porque eu não queria aceitar o óbvio. Os dedos dele roçaram na pele exposta. — Eu não deixei aquele cartão à toa, Olívia. — disse, a voz profunda. — Naquele dia, eu tive a certeza de que você nunca mais sairia da minha vida. Então ouve o que seu coração está dizendo agora… ele não mente. As lágrimas dela cintilaram. — Meu coração diz que você me ama… que está falando a verdade. — ela respondeu, a voz tremen
Capítulo 120 - Nosso Recomeço
A voz de Liam saiu baixa, sincera, quebrada de um jeito que ele nunca deixou ninguém ver.— Eu te quis desde o primeiro momento que te vi, Olívia. — confessou, aproximando novamente os lábios dos dela. A voz dele estava rouca, carregada de algo que ele segurou por muito tempo. — E quanto mais eu tentava fingir o contrário… mais impossível ficava ficar longe de você.Olívia chorou forte, as mãos afundando nos ombros dele.— Liam… eu ainda tenho tanta coisa presa aqui dentro… — disse, soluçando. — Tanta coisa que você me fez sentir… tanta dor que eu não falei… você falou lá no quarto que não quer mais esse casamento. Você deixou claro que estava desistindo de nós.Ele roçou os lábios no canto dos dela, devagar, como quem marca território sem pedir permissão.— Eu sei. Na raiva assim como você, eu solto muitas coisas. — sussurrou. — Como eu te disse… nós vamos nos acertar. Aqui. Agora.A mão dele deslizou até a barriga dela, quente, firme… protetora.Ele se inclinou e beijou devagar aque