All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 121
- Chapter 130
279 chapters
Capítulo 121 - O Passado Que Ainda Sangra
Liam segurou a cintura de Olívia com mais força, firme. — E antes que você faça qualquer outra pergunta, senhora ciumenta… — a voz dele desceu um tom, grave o bastante para arrepiar. — Ela não vai mais viajar comigo. — Ele inclinou o rosto, encarando-a com aquela frieza ardente que era só dele. — Outra coisa: nunca transei com ela nesta cobertura, nem na mansão da minha mãe, nem na empresa. — No jatinho, sim. — afirmou sem hesitar, sem piscar. — Você é inteligente. Então sabe que não podemos mudar o passado. Mas podemos destruir ele com algo melhor. O jatinho existe. O que aconteceu também. O polegar dele tocou o queixo dela, erguendo-o. — Então vamos fazer o que realmente importa… — a voz arrastou, baixa, certeira. — Criar memórias novas. Melhores. Suas. Nossas. Que engulam todas as outras. O olhar verde queimou. — Eu quero que esse casamento dê certo, amor. De verdade. — ele murmurou, acariciando a nuca dela. — Eu estou aqui. Com você. Por você. E só você. Ele deslizou
Capítulo 122 - Devastados Um Pelo Outro
Edgar finalmente levantou o olhar e havia tormenta ali.Laura respirou fundo, tentando não quebrar.— Não joga pra cima de mim a culpa por você ter sido um mau caráter. Porque o primeiro homem que me usou, foi você! — sussurrou. — Eu vou embora.Ter vindo aqui foi um erro.Laura se levantou e mal deu dois passos em direção à porta quando sentiu o braço ser puxado com firmeza.Edgar a segurou.— Vai aonde? — os olhos dele queimavam. — Vai servir de comidinha pro primeiro homem que passar na tua frente? Que história é essa que eu te usei?Laura girou o rosto, indignada, os olhos marejados de raiva.— E se for? — rebateu, firme. — Qualquer homem é melhor do que você. E não se faça de desentendido, isso não combina com você.O maxilar de Edgar travou. Ele se aproximou devagar, como um animal ferido e perigoso.— Sabe o que é curioso? — murmurou, chegando perto demais. — Quando você passava as madrugadas comigo no quarto dos empregados… não era isso que você dizia.O ar sumiu dos pulmões de
Capítulo 123 - Tudo Que Nunca Morreu
Laura estava com os olhos marejados, a voz falhando. — Não sei… — murmurou. — E por conta disso é melhor eu ir embora agora, antes que tudo piore. Ela tentou levantar-se no mesmo instante, mas Edgar a segurou pela cintura e a puxou de volta, firme, sem agressividade, só um desespero silencioso. Ela caiu sentada no colo dele, e antes que pudesse protestar, a outra mão dele segurou o rosto dela. — Eu senti tanta saudade sua, loirinha… — a voz dele saiu baixa, rouca, cheia de um sofrimento. — Nos primeiros anos, eu tive muito ódio de você. E esse ódio me movia. Me fazia estudar. Me fazia conquistar as coisas. — Ele respirou fundo. — Até que a vida me deu coisas boas… mas mesmo assim, você não saía da minha cabeça. Laura engoliu seco. — Mas eu não saía da sua cabeça? — provocou, fraca. Os olhos dela tremeram. Edgar sorriu sem humor. — Nem por um dia. — confessou. Ele respirou fundo. — Às vezes, entre um plantão e outro… eu sonhava com nós dois. No meu quarto. Você me pr
Capítulo 124 - Ele Ainda Era Meu
Edgar simplesmente acelerou, os movimentos fortes, quase desesperados, e tudo o que se ouvia era o som surdo dos corpos se chocando contra o colchão, ecoando pela suíte como uma confissão sem palavras. O ar entre eles parecia mais quente, mais denso, até que, de repente, ele parou.Parou como se tivesse lembrado de algo.Como se tivesse recuperado o controle.O corpo dele ficou imóvel sobre o dela, o peito dele subindo e descendo ofegante, próximo o bastante para que Laura sentisse o calor que queimava entre eles. A mão dele deslizou lentamente pela lateral dela e, num gesto firme, prendeu sua cintura contra o colchão, imobilizando-a com facilidade.O olhar dele subiu devagar, encontrando o dela no travesseiro.— Amor, isso é golpe baixo. — disse Laura revoltada.— Calma, loirinha… — murmurou, a voz baixa, rouca, perigosa. — Quem disse que eu terminei com você? — ele perguntou, aproximando os lábios nos dela sem beijar. — Eu te conheço mais do que ninguém e também sei te desarmar.Ant
Capítulo 125 - Rendidos Um ao Outro
E antes que Edgar pudesse responder, Laura afundou nele com força, profunda, intensa, arrancando o ar dos pulmões dele. Edgar prendeu o rosto dela entre as mãos e a beijou de um jeito que não tinha nada de controle, era fome, desespero, rendição pura.Ele gemeu contra a boca dela e abriu os olhos de repente, fixando-os nela de um jeito tão intenso que Laura congelou por meio segundo. Ela tentou manter o comando, mas o olhar dele… O olhar dele a desmontou.— Edgar… — ela murmurou, tensa, surpresa com a virada repentina.Ele ergueu o tronco devagar, forçando Laura a inclinar o corpo para trás, e segurou sua nuca com firmeza. Não era agressivo.Era… inevitável.— Você é minha Laura… — disse, a voz baixa, quente. — … a minha gostosa, o meu amor. Eu sou louco por você. Eu te amo!Laura sentiu um arrepio subir pela espinha.Edgar a puxou, trazendo-a mais perto, o rosto colado ao dela, o nariz roçando no dela num gesto lento, perigoso.— Fica de quatro, loirinha. — murmurou, o tom grave vib
Capítulo 126 - O Reencontro Que Virou Destino
Edgar ficou quieto.Laura percebeu na hora. Ele tinha aquele jeito particular de se calar quando algo mexia com ele. Ela levantou o rosto devagar, apoiou a mão no peito dele e forçou um ângulo onde ele não pudesse fugir pelo olhar.— Edgar? — disse, naquele tom dela que equilibrava ironia com cuidado de verdade. — Terra chamando… está tudo bem ou você entrou no modo “homem que pensa demais e fala de menos”?Ele piscou devagar, respirando fundo.— Estou bem, sim. — respondeu. Mas a voz não acompanhou as palavras. Nem o olhar.Laura soltou um riso curto, incrédulo. Ela viu a mentira tão rápido quanto via o próprio reflexo no espelho, mas decidiu não espremer a ferida.Ainda.— Beleza. — murmurou. — Então vira.Ela pegou o sabonete e começou a ensaboar as costas dele com movimentos firmes. A água quente caía pesada, e o silêncio dele ainda estava ali, entalado. Laura sabia de longe, que aquele silêncio tinha história.Quando apertou forte em um ponto onde estava bastante arranhado, Edgar
Capítulo 127 - O Primeiro Colo
A porta da cobertura se abriu com Alex praticamente sustentando o peso de Ísis contra o próprio corpo. Ela estava mole, trôpega, com um suspiro arrastado escapando dos lábios enquanto apoiava a testa no ombro dele.— Vamos sentar no sofá… — ele murmurou, ajustando o braço em volta da cintura dela.Duck ergueu a cabeça.Isis arregalou os olhos.— MEU DEUS! — exclamou, segurando mais forte na camisa de Alex. — O que é isso?! Um tigre?! Um urso?!Duck caminhou até ela com passos calmos, cheirando o ar, curioso.Alex se inclinou, rindo baixo, passando a mão na cabeça enorme do cachorro.— Oi, amigão. — disse, afagando as orelhas dele. — Essa é a Ísis.Duck aproximou o focinho dela e cheirou profundamente. Ísis franziu o nariz.— Alex… eu estou enjoada… muito enjoada… — murmurou Ísis, a voz arrastada, os olhos instáveis, tentando focar.Ela nem conseguiu terminar a frase. Alex só teve tempo de erguer o rosto, um reflexo tardio, antes de sentir o choque quente do vômito atingindo sua camisa
Capítulo 128 - A Flor Azul
Isis apenas assentiu com a cabeça, sem condições de responder.Alex foi para a cozinha e quando voltou, com a caneca em mãos, parou com a cena que via.Isis dormia profundamente.A boca entreaberta, a respiração calma, o corpo enrolado no próprio braço. Duck estava sentado no chão, rígido, como se fosse um guarda-costas peludo, com a cabeça apoiada no colo dela imóvel e protetor.A imagem era tão inesperadamente terna que Alex sentiu o peito aquecer.— Vocês dois vão me matar… — murmurou, sorrindo.Pegou o celular no bolso e tirou uma foto. Precisava guardar aquilo. E, se possível, usar contra ela no futuro, só um pouquinho.Aproximou-se, colocou a caneca na mesa de centro e, com delicadeza, passou um braço por baixo das pernas dela e outro pelas costas.Ela nem se mexeu quando ele a levantou.— Vem, dorminhoca. — murmurou, ajeitando-a no colo.Levantou devagar, tomando cuidado para não sacudir demais. Duck seguiu atrás dele, como uma sombra protetora.No quarto de hóspedes, Alex deit
Capítulo 129 - O Amanhecer Mais Doce
Duck subiu na cama imediatamente, cheirou Ísis, deu uma volta curta e deitou aos pés da cama, como se tivesse assumido oficialmente o posto de guardião da noite.Alex piscou algumas vezes, tentando entender se tinha realmente ouvido aquilo ou se ainda estava preso naquele estado turvo entre sono e sonho.Isis estava sentada, o peito subindo e descendo rápido, como se tivesse corrido uma maratona emocional dentro da própria cabeça. As lágrimas ainda escorriam em silêncio, traçando caminhos desordenados pelo rosto.— Isis… — ele murmurou, erguendo o tronco devagar. — O que aconteceu?Ela respirou fundo, mas o ar entrou em soluços.— Eu… eu sonhei com ele. — confessou, perdida. — Eu ouvi a voz dele… senti o cheiro dele… ele estava aqui…A dor era tão palpável que Alex sentiu o estômago se contrair.Ele pegou o celular no chão e se aproximou devagar.— Vem cá… — disse, estendendo a mão.Isis pegou a mão dele.Alex sentou na beira da cama, e ela deslizou automaticamente na direção dele, co
Capítulo 130 - O Preço do Passado
Um tempo depois, já de banho tomado, Liam e Olívia estavam sentados na cama tomando café.— A sua demora no banheiro da boate tem a ver com a Laura? — perguntou, Liam casual demais para ser casual.O copo parou no meio do caminho. Olívia piscou, devagar, preparando a resposta.— Não sei do que você está falando… — murmurou, tentando manter a neutralidade.Liam respirou fundo, como quem não queria discutir, mas também não aceitaria ser mantido no escuro.— Mozão… — disse com calma, mas firmeza. — Eu não quero mais mentiras entre a gente.Olívia encarou as próprias mãos por um segundo antes de responder.— Teve, sim. Mas eu não posso falar o que é. Eu estaria traindo a confiança da minha cunhada.Liam inclinou o corpo para frente, apoiando a mão na cama, o olhar firme.— Olívia, eu não sou idiota. — disse, sem elevar o tom. — Minha irmã se envolveu com o Edgar. Ela acha que ninguém percebeu… mas eu sabia das madrugadas que eles passaram juntos.Ele respirou fundo, desviando o olhar por