All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 151
- Chapter 160
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Capítulo 151- A Única Chave
O sorriso de Olívia veio por fim. Aquele capaz de desmontar qualquer defesa que ainda restasse.— Essa foi a única chave capaz de decifrar esse caminho.O silêncio entre eles durou apenas um segundo.Ele a beijou.Não foi um beijo cuidadoso. Foi carregado de tudo o que ele vinha segurando. Desejo, fome, emoção, necessidade. Os lábios dele tomou os dela com firmeza, sem pressa, como quem finalmente assume o que já era inevitável. O beijo aprofundou, quente, contínuo, e Olívia sentiu o corpo inteiro responder antes mesmo de pensar.Sem quebrar o contato, Liam a envolveu pela cintura e a ergueu no colo com facilidade. Olívia soltou um suspiro surpreso contra a boca dele e, instintivamente, enroscou as pernas na cintura dele, os braços envolvendo o pescoço com força, como se não quisesse mais distância nenhuma entre os dois.Ele caminhou assim até a cama, o beijo nunca cessando, como se o mundo tivesse sido reduzido àquele trajeto curto e intenso. Sentou-se na beirada, mantendo Olívia aco
Capítulo 152 - Quando o Passado Acorda
O quarto estava silencioso, quebrado apenas pelas respirações pesadas dos dois.Liam virou o rosto para ela, ainda ofegante, e sorriu de canto.— Vamos tomar um banho, amor. — disse com a voz rouca, mas agora calma. — Depois você dorme.Olívia riu baixinho, sem forças para responder de imediato, apenas assentindo. Ele se levantou primeiro e a pegou no colo indo para o banheiro.O banho foi lento, sem pressa. Água quente, mãos deslizando com cuidado, gestos simples, carregados de carinho. Nada urgente. Nada intenso. Só o conforto de estarem ali, juntos, inteiros.Quando voltaram para o quarto, ambos vestiam roupões. O cabelo molhado, a pele relaxada. Sentaram-se na cama lado a lado, encostados.Olívia passou a mão no ventre e fez uma careta divertida.— Nossa… estou faminta. — disse, pegando uma uva da tábua e levando à boca.Liam a observou por um segundo, satisfeito demais para fingir outra coisa.— Eu não. — respondeu, tranquilo. — Estou completamente satisfeito. — Ele fez uma pausa
Capítulo 153 - Silêncios Que Salvam
A voz de Liam falhou. O choro veio forte.— Mãe… — chamou, quase sem ar. — Abre a porta, mãe… por favor…Nenhuma resposta.No presente, Liam se debatia na cama. O corpo rígido, a respiração ofegante, o rosto contraído em dor.— Não… — murmurou, ainda dormindo. — Para…Olívia despertou no susto. Sentou-se rapidamente e segurou o rosto dele com cuidado, sentindo a tensão sob os dedos.— Liam… amor, acorda. — chamou com firmeza e carinho. — Você está tendo um pesadelo. Amor… olha pra mim, abre os olhos. Mozão?O cenário mudou de forma confusa, como acontece nos sonhos.Agora Liam tinha seis anos.O quarto estava silencioso demais. Ele entrou devagar e encontrou a mãe dormindo, deitada de lado, o rosto cansado, abatido, como se o peso do mundo tivesse se alojado ali.Aproximou-se da cama com cuidado e tocou o braço dela, quase com medo de acordá-la.— Mãe… — sussurrou. — Acorda… eu estou com saudade de brincar com a senhora. — A voz saiu doce, carregada de amor. — Eu te amo, mamãe.Antes
Capítulo 154 - Perigoso Demais
Olívia deu um tapinha leve no braço dele, rindo.— Anda, amor. Deixa de ser safado. Vamos tomar café.— Tudo bem, minha rainha. — concedeu, rendido. — Você venceu.Pouco depois, Liam saiu do banheiro. Olívia estava parada à porta do quarto, observando a paisagem absurda de linda que se estendia diante deles — o azul intenso, o silêncio elegante da ilha, o mar chamando.Ele se aproximou por trás e a envolveu num abraço firme, confortável, como se aquele gesto fosse um hábito antigo.— Qual é a surpresa? — perguntou, a voz baixa junto ao ouvido dela.Ela sorriu antes de responder, entrelaçando os dedos aos dele.— Vem comigo.Foram até a piscina.— Café da manhã flutuante. — anunciou, orgulhosa, abrindo os braços como se apresentasse um espetáculo.Liam beijou o pescoço dela, demorando um pouco mais do que o necessário.— Champanhe… — murmurou. — Você quer deixar seu marido animado logo cedo?— Você sabe muito bem que não é o champanhe que faz isso, Mozão. — respondeu, corando levemente
Capítulo 155 - Nada Está Resolvido
No outro dia, Trident Marine, Ísis fechou o notebook com cuidado, como se aquele clique seco fosse um ponto-final no dia e também uma tentativa de organizar a própria cabeça. Ela arrumava a bolsa quando ouviu o som da porta abrindo e não precisou virar para saber quem era. Alex tinha um jeito próprio de ocupar o ambiente: não era barulhento, mas era presença. O ar parecia mudar quando ele chegava.Antes dela acabar o que estava fazendo, os braços dele envolveram sua cintura por trás, firme o suficiente para que ela sentisse a segurança do abraço e suave o suficiente para não parecer invasão. O peito dele encostou nas costas dela, quente, e Ísis prendeu um riso por reflexo, como se o corpo reagisse antes de qualquer defesa.— Como foi seu dia, senhorita difícil? — ele perguntou perto do ouvido, a voz baixa, brincalhona, com aquela calma que parecia sempre esconder alguma segunda intenção.Ísis riu, mas não se virou de imediato. Continuou ajeitando a bolsa, como se fingir indiferença f
Capítulo 156 - O Encontro
Laura soltou uma risada curta, sem humor.— Eu desliguei e bloqueei ele. — Ela ergueu o queixo, como se repetisse uma decisão necessária. — Ele tem uma mulher, Ísis. Eu tenho certeza. E eu não vou ser amante igual minha mãe.A frase veio com uma força que não era só raiva; era medo antigo. Um medo que Laura carregava como quem carrega uma herança que não pediu.Ísis segurou a mão dela.— Eu só acho que vocês precisam conversar. — disse, com cuidado. — Eu não sei o que aconteceu pra vocês se separarem… o real motivo. Mas se ele sabe dos problemas da sua família, do histórico da sua mãe, do seu medo de repetir a mesma história… por que ele te procuraria estando com outra?Laura desviou o olhar, o peito subindo e descendo como se ela tentasse conter algo.— Porque ele não suportou ver eu com outro. — disse, amarga. — Ver eu entrando no carro de outro. — Ela apertou os dedos. — Por eu ter sido a primeira… ele acha que tem posse sobre mim. Só isso.Ísis inclinou a cabeça, olhando nos olhos
Capítulo 157 - O Que Ela Viu
Por instinto, Edgar reagiu segurando o braço de Laura com firmeza. Não agressivo, mas urgente. Desesperado.— Laura… — começou, a voz baixa, quase suplicante. — Não é o que você está pensando.Ela virou o rosto na mesma hora para Marcela e depois para ele novamente, os olhos marejados, o maxilar tenso.— Solta o meu braço agora. — disse entre os dentes. — Eu não estou pensando. Eu estou vendo.O movimento brusco fez Luna recuar um passo, confusa. A menina olhava de um para o outro, tentando entender aquele clima pesado que não combinava com chocolates.Ísis vinha logo atrás e parou ao ver a cena: Edgar segurando o braço de Laura, o rosto dela transtornado.— Eu posso explicar… — ele insistiu, odiando cada sílaba daquela frase pronta demais.Laura puxou o braço com força.— Fica longe de mim! — gritou, a voz falhando, o corpo inteiro tremendo.O gesto foi tão abrupto que a cesta de doces escorregou de suas mãos e caiu no chão, espalhando chocolates pelo piso. Laura nem olhou. Virou-se
Capítulo 158 - Quando a Verdade Não Cabe
O sorriso do médico desapareceu. O tom mudou.— Antes de qualquer coisa, preciso entender melhor a situação. — disse com seriedade clínica. — O que você é dela? E o que exatamente aconteceu com a paciente?— Sou o namorado dela. — respondeu Edgar, direto.Ísis, ao lado, desviou o olhar por um segundo e respirou fundo. Não disse nada, mas a tensão em seu rosto denunciava que aquela palavra, namorado, não era verdadeira.Ela então se adiantou um passo.— Estávamos comprando doces para irmos ao cinema. — explicou, com a voz firme, ainda que carregada de emoção. — Eu a vi de longe com o Edgar. De repente, ela começou a andar rápido e saiu da loja chorando, na rua estava muito agitada, falando rápido demais… — engoliu em seco. — E desmaiou.O médico ouviu com atenção, assentindo lentamente.— Laura teve uma crise de ansiedade severa. — explicou. — Houve um gatilho emocional muito forte. — fez uma breve pausa. — Crises assim não surgem do nada. Geralmente são o resultado de um acúmulo emoci
Capítulo 159 - O Que Cada Um Acredita
Laura ergueu o olhar lentamente para Edgar. Não havia surpresa. Havia desprezo. — O seu amor deve estar na sua casa. — disse, a voz baixa, cortante. — Com a sua filha. Achando que o maridinho está trabalhando. — respirou fundo, sentindo o peito arder. — Cai fora daqui, Edgar. Eu não quero nunca mais olhar pra sua cara. O silêncio no quarto ficou pesado. Ísis sentiu que aquele era o limite. Aproximou-se da cama e segurou a mão de Laura com firmeza. — Agora eu vou sair. — disse com cuidado. — Daqui a pouco eu volto, Laura. Antes de cruzar a porta, lançou um olhar direto para Edgar. — Vai com calma. — avisou. — Não se esqueça de como ela entrou aqui ontem. Ísis saiu. A porta se fechou. Edgar deu um passo à frente. Laura imediatamente sentou na cama, jogando as pernas para fora, o gesto defensivo, a voz firme. — Não se aproxima, Edgar. — avisou. — Por gentileza… esquece que eu existo. Vai ser feliz com a sua família. Você não vai mais mentir pra mim. Ele parou, mas
Capítulo 160 - O Preço da Dor
Era quase meio-dia quando o elevador do hospital se abriu.Liam saiu primeiro.O terno escuro, impecável, contrastava brutalmente com o olhar duro, fechado, como se todo o mundo ao redor tivesse deixado de existir. Os ombros estavam tensos, a postura rígida demais para alguém que acabou de chegar de uma lua de mel.Olívia vinha ao lado dele, acompanhando cada passo, sentindo a tensão irradiar do corpo dele como eletricidade prestes a explodir. O silêncio que ele carregava era pesado, perigoso.Ela segurou o braço dele com cuidado, os dedos firmes, tentando ancorá-lo ali, naquele corredor branco demais, silencioso demais.— Amor… — pediu em voz baixa, quase um sussurro. — Por favor, fala comigo. — Respirou fundo antes de continuar, os olhos marejados. — Não vai perder o controle, Liam. Não se esqueça que estamos num hospital. — apertou levemente o braço dele. — Pensa na Laura. Um escândalo pode acabar com a imagem dela… — engoliu em seco. — Pensa nos seus avós.Liam não respondeu.Nem