All Chapters of Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato: Chapter 161
- Chapter 170
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Capítulo 161 - Verdades Que Não Se Encontram
Edgar mal conseguia respirar. As costas pressionadas contra a parede fria do corredor, a camisa amassada na mão de Liam, o antebraço dele firme contra seu peito, impedindo qualquer reação. O gosto de sangue ainda queimava na boca, a cabeça girando pelo impacto recente.O olhar de Liam não carregava fúria descontrolada, era pior. Era frio. Calculado. Mortal.— Ficou maluco, Liam?! — rosnou, Edgar tentando se endireitar. — Me solta!— Você passa noites com a minha irmã. — a voz de Liam saiu baixa, controlada demais para ser segura. — Tira a virgindade dela. — os olhos ardiam. — Desrespeita a casa do meu avô. Some da vida dela. E agora volta… — aproximou o rosto, ameaçador — …com uma filha, casado, querendo fazer da Laura sua amante?O soco veio seco. Dessa vez no estômago.Edgar se dobrou na hora, o ar faltando, as mãos indo instintivamente ao abdômen. Liam não deu espaço. Aproveitou o movimento e o prensou novamente contra a parede.— Você vai ficar longe da Laura. — rosnou. — Está me
Capítulo 162 - O Que Nunca Foi Dito
Laura ficou em silêncio por alguns segundos depois que Olívia e Ísis se acomodaram no quarto.O olhar dela vagava pelo teto, como se estivesse puxando lembranças de um lugar antigo demais para ser tocado sem cuidado.— O pai do Edgar começou a trabalhar na mansão quando éramos crianças… — disse, enfim, com a voz baixa. — O senhor Joaquim.Olívia e Ísis se entreolharam, atentas.— Ele era o jardineiro. — Laura continuou. — Um homem simples, educado, sábio. Sempre falava com orgulho do trabalho dele. Dizia que não tinha vergonha nenhuma de ser jardineiro… mas que o filho dele seria médico. — um sorriso triste surgiu. — Que o Edgar tinha obrigação de ser inteligente e educado, porque era negro, pobre… e o mundo não ia perdoar isso.Ela respirou fundo.— Edgar e eu brigávamos o tempo todo. Ele implicava comigo sem parar. — balançou a cabeça, quase rindo. — Me chamava de Felícia. Era insuportável.Ísis ergueu levemente o olhar, curiosa.— E o Liam? — perguntou.— O Liam ria. — Laura respon
Capítulo 163 - A Dor Que Não Teve Voz
Laura respirou fundo outra vez.— Muita das vezes, depois… do sexo… — fez uma pausa — …eu dormia. E ele ficava acordado só pra não perder a hora de eu voltar para o quarto, mesmo colocando o celular para despertar. — os olhos marejaram. — Ele cuidava de mim. Do jeito que dava.Olívia apertou de leve a mão dela. Ísis descruzou as pernas e se inclinou um pouco para frente, totalmente presente.— Mas eu tinha muito ciúme da Marcela. — Laura disse, o tom mudando. — Eles estudavam juntos. Conversavam o tempo todo. — deu um riso sem humor. — Aquilo me corroía. — Ela suspirou. — Teve uma vez que eu perdi o controle quando ela enviou um nudes. Discutimos feio. Depois conversamos… — deu de ombros — … e terminamos na cama. Ele dizia que eu era suficiente, que ela não significativa nada pra ele. Que eu o satisfazia em tudo. Mas hoje eu vejo que ele fingia que estava tudo bem. Mas não estava.O silêncio se instalou pesado.— Hoje eu sei que, com o tempo, ele foi se cansando dos meus ciúmes. — con
Capítulo 164 - O Combinado
Edgar chegou à mansão exausto. O silêncio da casa contrastava com o caos que ainda pulsava dentro dele. Marcela estava sentada no sofá, a postura rígida, os braços cruzados, o rosto marcado por irritação e cansaço.— Você tem noção do quanto foi difícil fazer a Luna dormir? — disse sem rodeios. — Ela ficou esperando pelo pai que prometeu aparecer… e não apareceu.Edgar respirou fundo, passando a mão pelo rosto.— Marcela, eu não estou com cabeça para cobranças agora.Ela se levantou de um salto.— Então você acha normal o que fez? Passar a noite fora de casa? — rebateu. — A nossa filha ficou chorando, Edgar.— A Luna vai precisar se acostumar — respondeu, firme. — Eu não vou estar em casa todas as noites. Você sabia disso desde que voltamos. Nós combinamos que resolveríamos nossa situação. — Ele a encarou diretamente. — Ou melhor… nossa situação já está resolvida. Nós só não vamos mais conviver na mesma casa.Marcela riu, incrédula.— Você está abandonando a nossa filha por causa del
Capítulo 165 - O Que Ficou Preso no Tempo
O carro parou diante da entrada principal da mansão dos Holt e, antes mesmo que o motorista abrisse a porta, Frederico já vinha em passos apressados, o semblante sério demais.— Minha menina… — disse assim que Laura desceu. — Como você está?— Estou bem meu veinho. — disse Laura, dando um beijo no rosto do avô. — Fica calmo, não quero que o senhor passe mal.Olga veio logo atrás, abraçando-a com cuidado, como se ela fosse de vidro.— Meu amor, ficamos muito preocupados com você. — murmurou, segurando o rosto da neta com carinho. — Está tudo bem agora?Laura respirou fundo, forçando um sorriso controlado.— Estou, vó. Foi só uma crise de ansiedade. — disse, firme o suficiente para soar verdadeira e a abraçou. — Acho que estou nervosa com a inauguração da clínica. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.Frederico estreitou os olhos, avaliando-a em silêncio. Conhecia aquela neta desde sempre. Mas decidiu não pressionar.— Se for isso, é compreensível. — disse por fim. — Você sempre se co
Capítulo 166 - Antes do Abismo
A biblioteca parecia ainda mais silenciosa depois da pergunta de Olívia. Frederico permaneceu alguns segundos em silêncio, os dedos repousados sobre os joelhos, o olhar distante. Não nela, mas em algum ponto antigo da memória.— Os pesadelos do Liam… — começou, enfim, com a voz baixa e firme — …não têm mistério algum, minha jovem. Eles vêm de um único lugar. Da infância. Da morte da mãe dele.Olívia sentiu o peito apertar.— Ele me disse que a mãe faleceu quando ele tinha seis anos… — respondeu com cuidado. — E que ela deixou o piano para ele. Foi a única coisa que contou. — respirou fundo. — Ele nunca falou sobre a causa da morte. Existe um limite muito claro até onde ele me deixa ir.Frederico inclinou levemente a cabeça, como quem reconhece algo importante.— Se ele falou do piano… da idade… e ainda a levou para morar na casa dela… — disse, com um meio sorriso triste — …acredite, Olívia, ele já fez mais do que você possa imaginar. — fez uma pausa curta. — O Liam não fala porque não
Capítulo 167 - Ciclos que Sangram
O silêncio que se seguiu não era vazio.Era pesado demais para palavras. Olívia levou as mãos ao rosto, chorando em silêncio.— Ela se matou naquela casa onde estou morando? — perguntou, com a voz trêmula.— Não. — respondeu Frederico com firmeza. — Aquela mansão só guarda boas lembranças para o Liam. — fez uma pausa. — Pouco tempo depois, Felipe se casou com Érica. E Liam teve que conviver com a madrasta, com a irmã… e com o trauma.Ele suspirou.— Vânia foi essencial. — disse. — Ajudou a trazer o Liam de volta à fala. Ele ficou um ano sem dar uma única palavra. Fez muita terapia. — a voz ficou mais suave. — Foi difícil fazê-lo aceitar a Laura no início. Ele batia nela. Odiava a Érica. Aliás, até hoje odeia. — balançou a cabeça. — Quem ajudou muito a se aproximar da irmã, foi o Edgar. Contratei Joaquim, pai dele, para ser jardineiro da mansão e o mesmo era viúvo. Frederico explicou sobre Joaquim, Edgar, e a amizade que uniu as três crianças.— Liam criou um amor imenso pela irmã. —
Capítulo 168 - O Encontro Inevitável
Bárbara sorriu novamente. Um sorriso perigoso.— Engraçado você dizer isso… — comentou. — Acabei de voltar da empresa. — cruzou os braços. — Estávamos numa reunião bem íntima sobre uma nova campanha. — piscou. — Eu vou ser a modelo da propaganda da Trident. Como sempre. — Aproximou-se do ouvido de Olívia. — Ele estava insaciável. Como sempre. Suguei muito o amigão dele. Ele adora minha boca. — sussurrou. — Estava usando a cueca boxer preta que eu dei de presente pra ele. — Endireitou-se, satisfeita. — Boa tarde, querida.Olívia não respondeu. Apenas passou por ela, a mala firme na mão, a postura intacta.Mas, por dentro, a guerra tinha acabado de começar.Uma semana havia se passado. A clínica veterinária estava em pleno funcionamento naquela manhã. O cheiro suave de antisséptico, o som distante de latidos e miados, recepcionistas atendendo tutores ansiosos. Tudo seguia o ritmo comum de quem cuida de vidas que não sabem pedir ajuda com palavras.Marcela entrou pela porta de vidro segu
Capítulo 169 - Está Feito
Edgar ficou parado por um segundo, como se estivesse tentando controlar a própria respiração. O olhar dele varreu o rosto dela com pressa e fome. Não de corpo, mas de resposta. — Falando com você. — disse, baixo. — Coisa que eu não consigo há uma semana. — Você está louco? — ela rosnou. — Destranca essa porta agora. Estou trabalhando, Edgar. Volta pra sua família. Edgar não se mexeu. — Uma semana, Laura. — insistiu. — Uma semana tendo que saber por terceiros se você está viva, se está comendo, se dorme… — a voz falhou num fio de raiva e desespero. — Os seguranças que o Liam colocou não deixam eu chegar nem a cinco metros de você. Laura puxou o ar, o rosto duro. — Ótimo. — ela respondeu fria. — Significa que estão fazendo o trabalho deles. Agora vai embora. — Você acha que está fácil pra mim aceitar esta situação? — ele deu um passo, o tom subindo. — Eu chego e tem um armário humano na minha frente. “Ordem do Sr. Liam Holt”. — Edgar riu sem humor. — Como se você fosse prop
Capítulo 170 - Quando Tudo se Quebra por Dentro
Laura congelou. O corpo dela ficou rígido, como se algo tivesse se quebrado por dentro. O olhar se transformou em pedra, opaco, sem qualquer resquício de entrega.Ela se desvencilhou dos braços dele com violência.Empurrou o peito de Edgar com força, obrigando-o a dar um passo para trás. O ar faltou por um segundo, como se precisasse se recompor antes de falar. Quando abriu a boca, não havia mais hesitação. Só intenção, ela estava destruída e queria destruí-lo também.— Assim como eu matei o nosso primeiro filho… — disse devagar, cada palavra escolhida para ferir — …se eu engravidasse de você de novo, eu faria a mesma coisa.O silêncio caiu como um impacto físico. Edgar ficou imóvel. Não houve reação. Foi como se tivesse levado um tiro no meio do peito. O rosto perdeu a cor, os olhos se arregalaram, a respiração falhou. Ele tentou dizer algo, mas não saiu som algum. A garganta travou. O corpo não respondeu.— O mais irônico nisso tudo é você dizer que me perdoou. — ela disse, com a voz