All Chapters of A Esposa Desprezada pelo CEO Terá Gêmeos: Chapter 151
- Chapter 160
160 chapters
151
Tatiana jogou o último cigarro no chão. O homem que a observava, um gigante de ombros largos e olhar vazio, a avaliou dos pés à cabeça. Depois de um momento, ele assentiu com uma aprovação silenciosa. Sua voz, fria como gelo, quebrou o silêncio.— É exatamente o que eu estava procurando. Você e seus homens farão o trabalho que eu tanto preciso e eu quero que tudo saia bem. Que não levantem suspeitas, que não deixem pistas, nada... nada que possa me apontar como a culpada. E eu quero que também se livrem de tudo.Um dos homens corpulentos se inclinou.— Sim, senhora, o que a senhora disser. Então, vamos prosseguir com o sequestro amanhã.Tatiana, com um sorriso malicioso que se estendeu por seus lábios, fez um sinal com a mão para que ele parasse.— Eu mudei de ideia. Quero que tudo seja feito hoje. Quanto antes eu tiver essa mulher, muito melhor — expressou, com a voz carregada de ódio e raiva.Os homens assentiram novamente.— Sim, senhora, como a senhora ordenar.Depois disso, os ho
152
Bianca baixou o olhar, seus olhos fixos no colar em formato de coração. Um sorriso de apaixonada se estendeu por seus lábios. A joia brilhava com uma luz própria, e seu coração, por alguma razão, se sentiu mais leve.— Eu agradeço muito, Eric. É um presente muito bonito para mim. Eu gostei bastante.Ele pegou o rosto dela com ternura, um sorriso carinhoso nos lábios. Ele se inclinou e deixou um beijo suave sobre os dela. Quando se separou, ela não pôde evitar se sentir nervosa, e suas bochechas coraram novamente.Alheios ao amor que os rodeava, em outro lugar da cidade, os homens que Tatiana havia contratado para fazer o trabalho sujo a chamaram.— Sentimos muito, senhora, mas esta noite não será possível. O senhor Harrington está no prédio e ainda não saiu. É muito difícil para nós podermos acessar esse lugar. Preferimos esperar até outro dia.Só de ouvir essas palavras, Tatiana se aborreceu. Sua voz, carregada de raiva, ecoou pela sala.— Por acaso vocês não sabem fazer o trabalho d
153
Bianca já estava a caminho de casa, dirigindo seu carro que, finalmente, havia sido consertado. Uma sensação de liberdade e normalidade a invadiu ao estar ao volante novamente. Ela pegou o celular e enviou uma mensagem para Julia.— Julia, já estou a caminho de casa. Não demoro para chegar. Te vejo em breve.A resposta de Julia não demorou.— Está bem. Estamos te esperando aqui.Com total tranquilidade, Bianca se dirigiu ao seu prédio. Ao estacionar no estacionamento subterrâneo, uma sensação terrível a invadiu. Era um arrepio nas costas, a sensação de estar sendo observada. Era a mesma sensação que tivera da última vez que estivera ali, só que desta vez era mais intensa.Ela se forçou a ignorar a sensação, abriu a porta do carro e saiu. O som dos seus saltos ecoou no silêncio do estacionamento. Ela caminhou em direção ao elevador, com a mão na bolsa, procurando as chaves do seu apartamento. Justo quando ia apertar o botão do elevador, duas sombras corpulentas apareceram atrás dela.—
154
O despertar de Bianca foi brutal. Não foi um abrir de olhos, mas um sobressalto doloroso. Sua cabeça latejava, e uma sensação de dor aguda percorria seus braços. Estava amarrada a uma cadeira. O ar era pesado, com um cheiro de umidade, metal velho e abandono. A única luz vinha de uma lâmpada que piscava fracamente, lançando sombras dançantes sobre caixas empoeiradas.— Tem alguém aqui? — questionou com a voz rouca, o medo a imobilizou.Das sombras, uma figura se aproximou lentamente, seus passos ecoando no silêncio. Era Tatiana, vestida de forma impecável, um contraste chocante com o lugar sombrio. Seu rosto, sem emoção alguma, tinha a frieza de uma estátua de mármore.— Ninguém pode te ouvir, Bianca — cuspiu Tatiana, sua voz tão gélida quanto a brisa do inverno. — Você está muito longe de casa.Bianca sentiu a bile subir pela garganta. Não podia acreditar que à sua frente estava essa mulher que havia perdido a cabeça.— Por que você está fazendo isso comigo? O que você quer de mim?T
155
Uma hora antes...Ele pegou o celular e, com as mãos firmes, discou o número da polícia.— Preciso que enviem uma patrulha e uma ambulância para a rua... Acho que há um sequestro em um armazém abandonado.Ele deu seu nome e desligou. Só então ele desceu do carro. Abriu o porta-luvas do carro e pegou sua arma de defesa pessoal. Sua mente estava clara. A porta do armazém estava entreaberta. Uma voz grave e um grito abafado se infiltraram. Era ela.A porta se abriu de repente com seu empurrão. O ar rançoso do interior, carregado de poeira e umidade, atingiu seu rosto. Seu olhar se fixou imediatamente em duas figuras corpulentas que se inclinavam sobre Bianca, caída no chão. Um medo frio e paralisante o atravessou.— Afastem-se dela! — gritou, sua voz era um trovão de pura ira.Os homens se viraram, surpresos. Um deles soltou uma risada zombeteira.— Ora, ora. Olhem quem temos aqui. O namorado da senhorita — disse, o escárnio em sua voz era palpável.Eric não respondeu. Não ia perder temp
156
Eric arrastou uma cadeira e a colocou perto da cama, um ruído surdo que não lhe importou. Ele se jogou sobre ela, sem se importar com a hora, que já era madrugada, nem com o cansaço que sentia. O corredor do hospital, com sua luz fria e seu silêncio opressivo, era um mundo distante. Ali, na penumbra do quarto, só existia ela. A dor física que o havia consumido ao lutar parecia insignificante ao lado da dor emocional que lhe roía a alma.Ele pegou a mão de Bianca, sentindo sua pele fria e frágil. Apenas esse contato lhe dava força para continuar. Ele se sentia um fracasso. Havia chegado a tempo de salvá-la, sim, mas não para evitar que a ferissem. E muito menos para salvar seu filho, um filho que ele não soube que existia até que ele se fora para sempre. As lágrimas, que ele havia contido desde que o médico lhe deu a notícia, rolaram por suas bochechas.— Eu sinto muito, Bianca — sussurrou, com a voz embargada pela emoção. — Eu devia ter te protegido, eu devia ter feito melhor.Ele bei
157
Tatiana se sentou na cadeira de metal, a luz da lâmpada do teto refletindo na mesa de aço. A sala, com suas paredes cinzas e o ar frio, era um mundo distante do luxo e do conforto a que estava acostumada. Em frente a ela, dois detetives a observavam, seus rostos sérios e seus olhos avaliadores.— Senhorita Tatiana Russo, nós a prendemos sob suspeita de sequestro, agressão e tentativa de assassinato. Os homens que a ajudaram já confessaram. É melhor para a senhorita cooperar — disse o detetive, sua voz era tranquila, quase monótona.Tatiana soltou uma risada seca, um som tão frio quanto o quarto.— Não sei do que o senhor está falando. Eu não conheço esses homens. Eu não fiz nada. Isso deve ser um erro.O outro detetive se inclinou para frente, com os cotovelos sobre a mesa. Sua voz era mais dura.— Pare o show. Sabemos que a senhorita ordenou que levassem a senhorita Bianca. Que deu a ordem para torturá-la e depois a deixassem lá para morrer.Tatiana, inabalável, cruzou uma perna sobr
158
Os dias no hospital tinham sido os mais longos na vida de Bianca. Ela sentia que o tempo havia parado, cada minuto uma eternidade longe dos seus filhos. Mas agora, finalmente, o momento da partida havia chegado. Eric empurrava a cadeira de rodas em que ela estava sentada, um gesto de amor e proteção. O ar fresco do exterior lhe deu as boas-vindas. A luz do sol pareceu um bálsamo em sua pele. O aroma de liberdade, de vida, encheu seus pulmões.No entanto, o rosto de Eric mudou drasticamente quando ele viu duas mulheres em seu caminho. Ali, ao lado de sua chefe Elara, estava Clara. Eric cumprimentou Elara, que, aliás, já estava ciente do seu relacionamento com Bianca. A mulher ainda estava surpresa, mais ainda ao saber que eles tinham filhos em comum. Por outro lado, Clara tinha os olhos cheios de lágrimas. Ela segurava um buquê de flores, que estendeu a Bianca.— Estou tão feliz em ver você recuperada — disse Clara, com a voz embargada pela emoção. — Estou tão contente que você possa v
159
Dias depois, Eric estava em seu escritório, absorto nos planos de seu novo projeto. O design do complexo de edifícios se desdobrava em sua tela, um quebra-cabeça de linhas e ângulos que o absorvia por completo. Era sua forma de canalizar a ansiedade e a dor em algo produtivo, construindo um futuro que parecia tão sólido quanto o cimento.A porta se abriu de repente e apareceu sua secretária, Daniela Montero. Ela parecia preocupada, seu rosto pálido e seus ombros tensos.— Senhor Harrington — disse, sua voz era apenas um sussurro —, estão solicitando o senhor ao telefone.A formalidade em seu tom, que costumava ser tão alegre, indicou a Eric que algo não estava bem. Ele deixou o lápis sobre a mesa e pegou o telefone que ela lhe oferecia.— Sou o detetive Smith — disse uma voz grave do outro lado da linha. — Ligo para informá-lo que, com as provas que o senhor nos forneceu e a confissão dos homens que sequestraram a senhorita Bianca, há cinco anos e meio, conseguimos reunir provas sufic
160 Fim
O tempo voou e, apesar das circunstâncias, Bianca e Eric estavam muito emocionados com as mudanças em suas vidas. A ideia de viverem juntos os enchia de uma felicidade que não se podia medir. Eles se sentiam prontos para começar de novo e planejar um futuro em família. Eric, com o coração cheio de esperanças, havia escolhido um novo lugar para eles. Um lugar para começar do zero, longe do que uma vez haviam deixado pela metade. Os gêmeos, Olivia e Henry, eram os mais animados. Ambos olhavam para os pais com os olhos brilhantes.— O lugar para onde vamos tem um pátio enorme para brincar? — perguntaram.Eric e Bianca se olharam com um sorriso. Eles explicaram que havia muito espaço, que eles poderiam correr e fazer muitas coisas em seu novo lar. Bianca também estava ansiosa para conhecer o local. Naquele dia, Eric dirigiu cerca de uma hora e meia até chegarem a uma grande propriedade. Os portões se abriram e, quando entraram, Bianca não podia acreditar no que estava vendo. A propriedade