All Chapters of A Esposa Desprezada pelo CEO Terá Gêmeos: Chapter 51
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O ar do novo apartamento em Nova York era distinto, imbuído de uma promessa de futuro. Bianca entrou pela primeira vez, seguida de perto por Olívia e Henry, e ficou agradavelmente surpresa. O espaço era luminoso, luxuoso sem roçar a ostentação, e transmitia uma sensação de amplitude e conforto.As enormes janelas ofereciam vistas espetaculares da cidade, um tapeçaria urbana que se estendia até onde a vista alcançava. As crianças, por sua vez, estavam visivelmente contentes, seus pequenos rostos refletindo o assombro. Naquele instante, Bianca soube que havia tomado a decisão correta; a mudança tinha sido uma jogada de mestre, excelente tanto para ela quanto para seus filhos.Henry e sua irmãzinha Olívia olharam todo o lugar com os olhos arregalados, quase sem fôlego.— Mamãe, este lugar é muito bonito! — exclamou Henry, enquanto Olívia acrescentava com igual entusiasmo: — Eu também gosto muito, mamãe!Bianca se aproximou, inclinou-se até ficar na altura deles e sorriu com ternura.— Fi
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Rapidamente, os paramédicos chegaram e transportaram o menino para um centro de saúde próximo.Por outro lado, Eric estava absorto em uma conversa com Isaac em uma cafeteria próxima. Em um descuido, Isaac olhou para ele com os olhos arregalados.— Você acabou de tomar um pouco do meu smoothie! — exclamou Isaac.Eric fez uma careta de desgosto. — Eu só dei uma provada, e a verdade, tem um gosto muito ruim. Não sei como você consegue tomar isso.— Você não devia ter feito isso — disse Isaac, com uma expressão de preocupação. — Eu coloquei alguns morangos.Nesse momento, o rosto de Eric mudou drasticamente. O pânico se apoderou dele. Os morangos. Ele era alérgico a morangos, uma alergia severa que o havia acompanhado desde a infância. A reação não tardou a se manifestar: sua garganta começou a coçar, a respiração se dificultou, e uma opressão no peito lhe indicou que a alergia estava agindo. Sabendo o que tinha que fazer, ele se apressou a ir a um centro de saúde para ser atendido.Foi a
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A autoestrada vibrava sob o asfalto, uma torrente de carros passava zunindo, mas para Eric, o mundo tinha parado. Ele teve que encostar bruscamente, o ranger dos pneus mal audível sobre o estrondo que ressoava em sua cabeça. Acabara de receber os resultados de uns exames, algo que o deixaria frio, petrificado na incredulidade.O médico da família havia lhe confirmado, com uma voz carregada de pesar, que de fato, o pequeno Liam, seu "filho", não possuía nenhum vínculo sanguíneo com ele. Não era seu filho. E, como um golpe adicional que o desestabilizou completamente, também não era filho de Tatiana.Nesse momento, Eric se sentiu como um demente, sua mente lutando para compreender. Como era possível que o menino também não fosse filho de Tatiana se ela tinha estado grávida? Tantos pensamentos conflitantes, uma avalanche que ameaçava fazê-lo explodir a cabeça.Só podia pensar na audácia daquela mulher, em como tinha sido tão atrevida a ponto de enganá-lo, fingir uma gravidez quando nunca
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Os dias posteriores ao reencontro no hospital transcorreram com uma celeridade assombrosa. Bianca continuava sua vida na efervescente Nova York, e junto aos gêmeos, se esforçava para se adaptar melhor à mudança. Embora para ela a transição não apresentasse grandes dificuldades, provavelmente as crianças sentiam a novidade de maneira mais profunda, apesar de os ver excepcionalmente bem, acoplando-se com facilidade ao seu novo ambiente.De repente, seu telefone vibrou no bolso, uma interrupção bem-vinda. Ela o verificou e um sorriso iluminou seu rosto: era um novo e-mail da prestigiosa companhia. Suas expectativas se confirmaram; eram felicitações pelo excelente trabalho que havia desempenhado de forma remota, encorajando-a a seguir com o mesmo ímpeto e, é claro, expressando seu fervente desejo de vê-la em breve nos escritórios. Sentiu que, finalmente, seu árduo trabalho estava dando frutos, consolidando sua posição no competitivo mundo da moda.Decidiu que era um dia perfeito para sair
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Depois do trabalho, Eric dirigiu diretamente para a imponente mansão de seus pais. Sabia que a confrontação era inevitável, e a tensão que havia pairado no ar do escritório o havia seguido até ali. Mal cruzou o limiar, seu pai, George, o abordou com uma solenidade incomum.— Eric, filho — começou George, sua voz grave e direta. — É certo que você vai se divorciar de Tatiana, ou são apenas rumores sem fundamento?Nesse instante, Jackeline, sua mãe, fez sua rápida aparição, seus olhos cheios de uma mistura de angústia e reproche.— Você não pode se divorciar dela, Eric — interveio Jackeline, seu tom imperioso. — Todos falariam de você e dela, imagine! Além disso, vocês têm uma família, um filho...Eric não ia se deter em rodeios, nem muito menos tentar suavizar a verdade. A paciência havia se esgotado. Olhou para seus pais, seus olhos fixos, e soltou a bomba.— A verdade é que sim, eu vou me divorciar de Tatiana — declarou, sua voz firme e sem hesitações. — E ela não foi mais do que uma
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Bianca sacudiu a cabeça, um suspiro escapando de seus lábios.— Já basta! — disse a si mesma em voz alta, embora só os móveis da cozinha a escutassem.Ela havia perdido a conta das vezes que se havia repetido que o divórcio de Eric e “essa mulher” não era assunto seu. Sério, por que sua mente continuava presa em algo que não lhe dizia respeito em nada? Era uma tolice. Com um gesto de resolução, pegou seu telefone e sem hesitar, apagou aquela gravação que havia conservado. Para quê? Não faria nada com isso, e de verdade, não era problema dela.A realidade era que seus próprios assuntos já lhe exigiam atenção. Logo, muito logo, teria que começar a trabalhar de forma presencial na companhia que a havia contratado. Isso significava uma coisa: os filhos. Quem cuidaria deles enquanto ela estivesse no escritório? A ideia de uma babá começou a tomar forma em sua cabeça, uma necessidade iminente para estar preparada.Justo nesse instante, uma vozinha interrompeu suas divagações. Henry apareceu
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O sol mal despontava no horizonte quando Bianca já estava de pé, sua mente no modo "missão babá". Ela colocou o anúncio online, uma pequena pontada de dúvida a assaltou por um momento. Era uma boa ideia? Afinal de contas, estava colocando a segurança de seus filhos nas mãos de uma desconhecida. Mas ela já tinha feito isso, não havia volta. Com um suspiro, decidiu confiar no destino e esperou.Não demorou muito para que seu telefone vibrasse. Uma mensagem.— Olá, meu nome é Júlia e sou estudante de enfermagem. Na verdade, se você me contratar, acho que será uma boa decisão. Preciso cobrir algumas despesas pessoais e por isso estou disposta a me tornar a babá dos gêmeos.Bianca leu a mensagem várias vezes. Recebeu outras respostas, claro, mas por alguma razão, as palavras sinceras de Júlia ficaram gravadas nela. Havia algo nelas que transmitia honestidade, um toque de vulnerabilidade que lhe era estranhamente reconfortante. Decidiu contatá-la. A voz da garota soava animada, cheia de ene
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Tatiana levantou-se abruptamente da cama, a fúria vibrando em cada fibra de seu ser. Seus olhos, ainda inchados pelas lágrimas, lançaram faíscas ao olhar para sua mãe.— Sabe de uma coisa, mamãe? — disse, a voz carregada de ressentimento. — Eu vou embora desta casa. Já não aguento lidar com tudo isso como se eu fosse a única culpada.Mariola se apressou a interpor-se em seu caminho, o pânico refletido em seu rosto.— Não vá! Você não deveria ir a lugar nenhum neste estado! Você nem sequer comeu nada!— Não me interessa nada! — retrucou Tatiana, afastando a mão de sua mãe com um movimento brusco.E com isso, ela se foi. O som da porta principal se fechando com um golpe seco deixou Mariola sozinha no quarto, com o coração apertado. Ela caminhou de um lado para o outro, sua mente um turbilhão de preocupação. Sabia que Tatiana não estava pensando com clareza naquele momento, não estava em condições de estar sozinha. Mas, o que mais ela podia fazer? Sua filha era maior de idade, e ela não
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O toque insistente do telefone rasgou o silêncio da madrugada, fazendo Eric resmungar. Ele não tinha ideia de quem o ligava àquelas horas, mas o som não cessava. Finalmente, com um bufo e a voz rouca de sono, ele estendeu a mão para a mesinha de cabeceira. Nem sequer se deu ao trabalho de olhar o número; simplesmente atendeu.— O que você quer? — soltou, seu tom refletindo seu aborrecimento.Do outro lado da linha, a voz desesperada de Mariola o atingiu como um balde de água fria.— Eric, eu não queria te acordar, me desculpe muito, mas eu tinha que te ligar... Minha filha sofreu um acidente. Eu sei que vocês estão em processo de divórcio, mas eu acho que você deveria saber... Por isso eu te liguei.Eric se levantou na cama, o sono se dissipando instantaneamente. Um arrepio percorreu suas costas, apesar da raiva que sentia por Tatiana.— Como assim ela sofreu um acidente? — perguntou, sua voz subitamente clara e urgente. — Você pode me dizer exatamente como ela está?Mariola, aliviada
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Bianca ficou observando seu colar em forma de rosa e suspirou fundo antes de tentar dormir. Embora realmente fosse um desafio poder considerar o sono depois de ter pensado demais.O rosto de Eric, seu sorriso, a intensidade de seus olhos, tudo se aglomerava em sua mente, misturado com a incerteza de seu novo começo na Pretty. Ela fechou os olhos com força, desejando que o cansaço a arrastasse para a inconsciência, mas cada tentativa era inútil. A noite se arrastou, longa e cheia de inquietações.Na manhã seguinte, Bianca se levantou um pouco desanimada, o peso da noite sem dormir ainda sobre ela, mas ainda assim se obrigou a sorrir para esse novo dia.Estava fazendo um dia ensolarado, os raios de luz se filtravam pelas cortinas, pintando as paredes de um amarelo suave. Ela abriu os olhos arregalados ao lembrar que provavelmente a babá já estava esperando que lhe abrissem a porta. Olhou a hora e, para sua surpresa, já eram quase nove da manhã."Meu Deus!" — pensou, com uma pontada de c