All Chapters of A Esposa Desprezada pelo CEO Terá Gêmeos: Chapter 71
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Quando Bianca saiu do escritório de Elara, sentiu-se contrariada, com um turbilhão de pensamentos colidindo entre si. A cabeça lhe dava voltas. Pensava no que Eric havia feito por ela, passando de um momento para o outro de vilão a super-herói em sua mente.Também pensava que não foi suficiente para ele defendê-la, ele também colocou aquele imbecil que tentou se aproveitar dela em seu lugar. Por isso, ela estava em dúvida, e a culpa de ser uma ingrata a aniquilava, de não lhe ter agradecido, de ter saído de seu apartamento depois de ter sido grosseira e de não ter lhe agradecido de forma alguma.Quando um dos funcionários passou por ali, ela mudou a expressão, tentando relaxar, fingindo que estava tudo bem. Então, apressou-se para comer, ou perderia a hora do almoço. Mas cada bocado que levava à boca era como uma lentidão desafiadora, sua cabeça cheia de pensamentos, duvidando exageradamente. Bufou sonoramente, um som de pura frustração.Apesar de seu esforço sobre-humano para se conc
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Depois de ter chamado aquele táxi e de ter estado dentro dele por um tempo, Bianca finalmente pediu ao senhor que a deixasse por ali. O homem obedeceu. Ela desceu do carro, não sem antes ter pago, e ficou olhando para o telefone, esperando uma resposta de Eric. Embora por dentro se convencesse de que não se importaria, uma parte dela desejava ver o beep de uma nova mensagem.No meio de toda essa distração, a mulher, inevitavelmente, colidiu com outra pessoa. Foi um impacto contra um peito forte e duro que a fez cambalear.— Você está bem? — perguntou uma voz masculina, grave e preocupada.Quando seus olhos encontraram o sujeito, Bianca descobriu, com um pouco de surpresa e espanto, que era o amigo de Eric. Sim, era Isaac. Aquele homem alto de olhos cinzentos e corpo forte a reconheceu também imediatamente. Seus olhos se arregalaram levemente e rapidamente ele a apontou.— Não me diga que você é Bianca! É claro que você é Bianca. Você parece um pouco diferente, mas de alguma forma cont
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O silêncio na cafeteria havia se tornado quase palpável. A revelação de Isaac sobre a intervenção de Eric havia deixado Bianca sem palavras, processando uma avalanche de emoções. Isaac, notando seu estado, inclinou-se levemente.— Eu te levo para casa, Bianca? Não é incômodo.Bianca hesitou por um instante. A ideia de mais tempo sozinha com Isaac, com tudo o que acabara de descobrir, parecia estranha. Mas o cansaço a invadia e a perspectiva de um táxi a esgotava. Finalmente, ela assentiu com uma leve inclinação de cabeça.O trajeto no carro de Isaac transcorreu em um desconforto tácito. Bianca olhava pela janela, as luzes da cidade se desfazendo em sua visão, enquanto sua mente repassava uma e outra vez as palavras de Isaac. A imagem de Eric, o homem que ela havia jurado apagar de sua vida, se transformava.Não era o vilão que ela havia construído em sua mente, mas alguém capaz de um ato de lealdade e sacrifício desinteressado. A culpa por ter duvidado dele, por tê-lo julgado tão dura
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Naquela noite, a mente de Eric era um campo de batalha. A mensagem de Isaac martelava em sua cabeça: dar a Bianca "o benefício da dúvida"? Uma parte dele se irritava com a insolência de seu amigo, com essa lealdade que parecia se inclinar mais para Bianca do que para ele. Mas outra, mais profunda e honesta, reconhecia a verdade incômoda nas palavras de Isaac.Afinal, ele mesmo havia confessado ao amigo suas próprias dúvidas sobre aquela noite. Não se lembrava de ter dormido com Bianca, mas a inquietante possibilidade, a minúscula incerteza, o corroía. A falta de uma lembrança clara era um vazio que sua mente não conseguia parar de preencher com "e se...?", uma pergunta sem resposta que o atormentava sem saber até quando.Eric se forçou a fechar os olhos, a forçar o sono, ansiando por silenciar a tempestade de pensamentos em sua mente. Queria escapar daquela espiral de conjecturas. Na manhã seguinte, ele acordou desorientado, com a cabeça um pouco pesada, como se a batalha interna da n
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O poder de Eric não era um mito; era uma realidade palpável que se manifestava na eficiência de seus homens. Apenas alguns dias após seu pedido, Mike e Jack tinham uma resposta sobre o teste de DNA. Eric estava em seu escritório, absorto nos últimos detalhes de uma complexa aquisição, quando seu telefone vibrou com uma ligação inesperada de Mike.— Olá, Mike, o que me conta?— Senhor, eu tenho notícias — ele assegurou com seu tom ligeiramente exultante. — Os resultados do teste de DNA foram enviados para o seu e-mail.Eric ficou boquiaberto, surpreso com a rapidez.— Foi tudo tão rápido e tão fácil? — perguntou, a incredulidade tingindo suas palavras.Mike soltou uma risada nervosa.— Na verdade, não foi nada fácil, senhor. Conseguir uma amostra daquele menino... bom, digamos que exigiu certa... engenhosidade. Mas foi feito.Um nó se formou no estômago de Eric.— Então isso significa que os resultados já estão no meu e-mail, não é?— Isso mesmo, senhor. Os resultados já estão lá. Você
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Bianca fechou o laptop com um suspiro pensativo. A ligação com Lorena era exatamente o que ela precisava. Ela discou o número para uma videochamada, e assim que o rosto sorridente de Lorena apareceu na tela, uma onda de familiaridade a envolveu.— Fico tão feliz em te ver, Bianca! — exclamou Lorena, seu entusiasmo contagiante. — Eu suponho que você tem estado ocupada, embora eu também esteja bastante atarefada com algumas coisinhas. Mas de qualquer forma, é uma alegria te ver de novo, mesmo que seja através de uma tela.Bianca sorriu, um brilho em seus olhos.— É isso mesmo, o trabalho na empresa é bastante exigente, mas eu gosto muito do que faço, então estou realmente aproveitando. Também apesar de ter que me esforçar demais para dar o meu melhor.Lorena arqueou uma sobrancelha, curiosa.— Aconteceu algo novo na sua vida, Bianca?Bianca olhou para Lorena, uma confissão em seu olhar.— Na verdade, há algumas coisas que mudaram. Eu posso admitir que gosto muito deste lugar, o trabalho
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O tablet de Eric, que ainda mostrava os resultados devastadores do DNA, jazia de lado, ignorado.A frustração fervilhou em seu peito. Ele se levantou de repente, andando de um lado para o outro como um leão enjaulado, as mãos cerrando os punhos. "Maldita seja!", resmungou, sua voz rouca de pura raiva. "Por que é tão difícil para eu lembrar? Por que aquela noite é um buraco negro?"De repente, como um relâmpago fugaz na escuridão, uma lembrança fragmentada e nebulosa tentou abrir caminho em sua mente. Era uma imagem distorcida, embaçada pelo álcool. Ele se via, sozinho em algum lugar, a cabeça pesada, o estômago embrulhado. Ele estava esperando Aitana, sim, naquele dia eles haviam combinado de se encontrar. Mas ele havia exagerado, muito, na bebida. Ele havia bebido demais, a garganta ardendo, o mundo girando. A tontura o envolvia, e seus pensamentos se agarravam a Aitana, à expectativa de sua chegada.Mas então, a imagem se tornou estranha. Uma figura embaçada apareceu, uma mulher. Nã
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Jackeline observou George, seus olhos refletindo uma evidente preocupação e um vislumbre de algo mais profundo.— Querido — começou, sua voz suave, mas firme —, sinto muito se volto a mencionar o mesmo assunto, mas estou muito preocupada com o nosso filho. Talvez ele não tenha se casado novamente, talvez não tenha intenções de fazê-lo por suas más experiências, mas não podemos nos dar ao luxo de colocar em perigo a companhia familiar. Poderia ser um desastre se não houver um herdeiro logo, imagine. Os anos passam voando e quando menos percebermos já será tarde demais, e precisamos que Eric nos dê um filho legítimo.George suspirou, a preocupação de sua esposa ressoando nele, embora de uma forma distinta.— É uma situação que não posso controlar completamente, então não posso te prometer nada, querida — disse, pegando a mão dela e apertando-a suavemente. — No entanto, faremos todo o possível para que nosso filho saiba o quão importante é o casamento, que, apesar das más experiências, e
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Passado algum tempo, a vida de Bianca havia encontrado um ritmo mais estável, e a emoção enchia seu lar. Era o dia em que os gêmeos, Henry e Olivia, começariam a escola.A casa se encheu de risadas e nervosismo infantil.— Mamãe, faremos muitos amiguinhos! — exclamou Henry, dando pulinhos de pura alegria.Olivia, mais tranquila, mas igualmente emocionada, assentiu com um sorriso.Bianca os olhou com ternura, um nó de emoção na garganta.— É claro que farão muitos amigos, meus amores. E também estudarão muito para aprender bastante — ela os encorajou, enquanto ajeitava a roupa deles pela última vez.Com o carro que havia comprado recentemente, ela os levou até a escola. O caminho foi cheio de conversas animadas e o coração de Bianca batia forte.Ao chegarem, ela se despediu com um abraço apertado, sentindo uma pontada de melancolia ao vê-los cruzarem o limiar do colégio pela primeira vez.— Quero que se comportem bem.— Vamos, mamãe.— Eu também, mamãe — garantiu Olivia com um enorme s
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A lua, um orbe pálido e distante, espreitava pela janela do quarto principal. Sua luz mortiça mal conseguia dissipar a penumbra, que parecia ter se instalado não apenas nos cantos do cômodo, mas também na mente de Jackeline.Ela tinha o livro de capa dura sobre o peito, aberto em uma página que não havia lido em absoluto, o olhar perdido no teto de seu quarto.A revelação de George sobre Bianca era um eco persistente em seus pensamentos. Não era uma questão de importância capital, não pelo menos para a vida de ambos, mas o mistério por trás do silêncio de seu marido durante tantos anos a corroía. Por que ele esperou até aquele momento para confessar que sabia onde Bianca estava? Por que ele a estava vigiando, tal como ela suspeitava?A porta se abriu com um ranger suave, e George, vestido com um roupão de seda, entrou no quarto. Sua voz era um sussurro que quebrou o silêncio tenso.— Pensei que você já estivesse dormindo, querida — soltou, seu tom desprovido de qualquer repreensão.Ja