All Chapters of Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário: Chapter 101
- Chapter 110
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Capítulo 101 — Onde o Contrato Começa a Falhar
“Algumas histórias começam como contratos e insistem em terminar em escolhas.” Elena levou alguns segundos antes de voltar.O corredor do hospital parecia mais longo do que antes, como se o beijo tivesse alterado a escala das coisas. O coração ainda batia acelerado dentro do peito, descompassado, insistente, como se tivesse esquecido o ritmo correto e agora se recusasse a reaprender.Ele havia a beijado. E não foi um beijo distraído, nem gentil demais para ser esquecido. Tinha sido intenso, decidido, carregado de algo que não se explica com lógica.Se ele a beijou, era porque sentia saudade. E se sentia saudade… era porque se importava.<
Capítulo 102 —Onde a Verdade Vem Pela Boca de Uma Criança
“Crianças reconhecem o amor antes que os adultos tenham coragem de nomeá-lo.” — Estou?— Sim. — confirmou, convicta. — Porque ele veio te ver e beijou você. — E desde quando você entende essas coisas?Sophia sorriu, orgulhosa.— Desde sempre. Nos filmes as princesas quando ganham um beijo dos príncipes elas ficam tão felizes que sempre cantam depois. Elena balançou a cabeça, vencida, e respirou fundo.— Você gostou de ganhar um beijo que eu sei. &mdas
Capítulo 103 —Onde o Controle Aprende a Esperar
“O desejo verdadeiro não se impõe. Ele se constrói até ser inevitável.” O vento bateu mais forte quando Damian empurrou a porta de acesso ao heliponto.O sol do meio-dia estava alto e não oferecia sombras generosas. A luz clara batia direto sobre o heliponto, desenhando linhas duras no concreto e arrancando reflexos frios da lataria do helicóptero. As hélices ainda estavam paradas, e o piloto permanecia ao lado da aeronave aguardando as instruções de Damian, ele tinha vindo de Toscana de carro, acreditando que o CEO não iria querer voltar pilotando. Damian caminhava em direção a aeronave com a exatidão de sempre. O paletó permanecia perfeitamente ajustado ao corpo apesar do vento que i
Capítulo 104 — Onde o Beijo Aprende a Esperar
“O desejo não nasce no toque. Ele nasce no esforço de não tocar.”O setor em que Sofia passou as últimas semanas estava diferente naquela manhã, não apenas mais claro ou mais movimentado, mas vivo de um jeito que Elena não lembrava de ter visto antes. O corredor que antes era marcado por passos cuidadosos e vozes baixas agora vibrava com uma alegria quase indisciplinada, como se o próprio hospital tivesse relaxado os ombros depois de um longo período de contenção.As enfermeiras sorriam sem disfarçar, algumas passavam apressadas com prontuários debaixo do braço, outras paravam por segundos a mais do que o permitido apenas para olhar para dentro do quarto que mais parecia um conto de fadas e confirmar, mais uma vez, que aquela garotinha tinha mesmo vencido. As médicas falavam animadas perto do balcão, trocando comentários técnicos misturados a pequenas comemorações pessoais, porque havia casos que deixavam marcas, e Sofia era um deles.— Finalmente. — murmurou uma enfermeira, como que
Capítulo 105 — O Homem Que Ela Escolheu em Silêncio
“Alguns amores não pedem permissão. Eles apenas se tornam inevitáveis.” Elena sempre acreditou que escolhas importantes eram feitas em voz alta. Mas naquela manhã, diante de um helicóptero prestes a decolar, ela descobriria que algumas decisões acontecem no silêncio, e mudam tudo do mesmo jeito. O helicóptero aguardava no heliponto do hospital como uma promessa que ainda não ousava se cumprir por completo.O vento das hélices já em movimento bagunçava os fios ruivos ainda curtos dos cabelos de Sophia que começavam a crescer novamente, e ela ria alto, segurando firme a mão de Beatrice, como se estivesse prestes a embarcar numa aventura maior do que todas as histórias que já
Capítulo 106 — Onde o Silêncio Aprende a Sorrir
“Alguns lugares não mudam. Até que alguém chega e ensina como viver.”A mansão Cavallari sempre soube conter o mundo. O que ela nunca aprendeu foi o que fazer quando alguém chegava para viver dentro dela.A mansão Cavallari não tinha o costume de receber alegria em volume alto.Ela recebia visitas importantes, reuniões em horários absurdos, silêncio caro, passos contidos e ordens que eram dadas com a mesma frieza com que se servia vinho raro. Era uma casa feita para impressionar e para controlar.Por isso, quando o helicóptero pousou e Sofia desceu a pequena escada com o vestido rosa girando ao redor das pernas, a tiara dourada firme como uma coroa e os olhos brilhando como se tivesse acabado de ganhar o mundo… foi como se alguém tivesse aberto uma janela em um lugar onde janelas nunca foram necessárias.Sofia parou no meio do pátio, olhando para cima, para a fachada imensa, para as colunas, para as janelas altas, para os jardins impecáveis que pareciam ter sido penteados naquela manh
Capítulo 107 — Onde o Cuidado Ganha um Nome
“Algumas casas só se tornam lares, quando alguém decide ficar.”Elena sempre acreditou que lares eram feitos de paredes. Mas naquela noite, antes mesmo de cruzar o corredor, ela começaria a entender que alguns lugares só se tornam casa quando alguém escolhe cuidar mesmo sem saber exatamente como.Elena se afastou antes que o impulso a traísse, antes que ela se inclinasse para encostar a boca na dele como o corpo pedia, e seguiu apressada pelo corredor, guiada pelo som das risadas e pela alegria desgovernada de Sofia.O grito estridente veio antes mesmo de Elena chegar.— AAAAAAAAH!Era um grito de descoberta, de encanto absoluto, de vitória.Elena virou a curva do corredor e parou na porta do quarto. E por um segundo… ela não respirou. O quarto de Sofia era um universo.As paredes estavam pintadas como um vale encantado, com colinas suaves e árvores iluminadas por pequenos pontos dourados que pareciam vagalumes presos na tinta. Havia um céu azul-claro em degradê que terminava num pôr
Capítulo 108 - Duas Versões do Mesmo Homem
“Algumas formas de amor não sabem pedir perdão. Elas apenas cuidam.”Elena RossiHá desejos que não começam no corpo. Começam no silêncio. Naquilo que não é dito, mas observado. No modo como alguém permanece quando poderia simplesmente ir embora.Eu quase não participei da conversa.Estava ali, sentada à mesa de jantar, mas com os sentidos todos deslocados, como se meu corpo estivesse em outro plano, reagindo a estímulos que não tinham som, nem palavra.Sophia estava ao meu lado, animada para alguém que havia passado o dia inteiro descobrindo um mundo novo. Gesticulava
Capítulo 109 - O Silêncio Antes da Entrega
“O perigo não está em querer. Está em perceber que não há mais vontade de recuar.”Havia noites em que Damian Cavallari não precisava de inimigos.Bastava o silêncio, o álcool mal digerido e a consciência exata de que algumas vontades, uma vez despertas, não aceitam mais o retorno ao ponto de origem.Na calada da madrugada, a mansão Cavallari estava mergulhada em um silêncio pesado, daqueles que não chegam a ser paz, apenas uma pausa. A única coisa que rompia a quietude era o som baixo e perfeitamente calibrado de um pop alternativo contemporâneo, fluindo de uma caixa de som embutida quase invisível, preenchendo o ambiente com acordes minimalistas e elegantes.Damian estava no sofá, largado de um jeito que raramente se permitia durante o dia.Vestia apenas uma calça de moletom cinza, usada para dormir, caída de forma preguiçosa nos quadris, e nada mais. O torso nu revelava o cansaço acumulado em músculos relaxados pela primeira vez em horas, talvez dias. Os cabelos castanhos estavam b
Capítulo 110 - A Forma Mais Delicada de Controle
Damian Cavallari sempre acreditou que controlar era manter distância.Mas naquela noite, ao encará-la em silêncio, ele entendeu a verdade que nunca ousou admitir: às vezes, a forma mais sofisticada de domínio não está em tomar, está em permanecer.Elena ainda não sabia, mas aquela seria a noite em que Damian Cavallari provaria que desejo e cuidado não precisavam ser opostos.Com um movimento lento, quase cerimonioso, Damian desfez o nó do robe que a envolvia, abrindo-o o suficiente para revelar a camisola fina que mal escondia a pele por baixo. Não havia pressa no gesto. Era como se ele estivesse pedindo permissão ao corpo dela em vez de tomá-la.Os dedos dele começaram a percorrer sua cintura em toques leves, ritmados, subindo devagar pelas laterais do corpo, explorando cada curva com uma concentração silenciosa que fez Elena fechar os olhos e inspirar fundo. A seda da camisola escorria sob as mãos dele, e o corpo dela respondeu de imediato, arrepiando-se inteiro ao menor contato.Da