All Chapters of A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS: Chapter 41
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Capítulo 41
Camila sentiu um desânimo profundo ao notar a expressão fria de Alessandro e a total falta de entusiasmo dele com sua presença. Ela sentia que, por mais que tentasse se aproximar, ele a via apenas como uma amiga de longa data. Nunca conseguira compreendê-lo profundamente, mas não desistiria agora; trabalhara demais por aquele objetivo para simplesmente abrir mão. Alessandro era o sonho que ela sempre acalentou.Ao notar o distanciamento do filho, Berta comentou com sarcasmo: — Ah, vejam só, nosso homem ocupado finalmente resolveu aparecer.— Mãe, vocês já comeram? Estou com fome — disse Alessandro, mudando de assunto rapidamente para evitar o sermão que sabia que viria.— Humph! Estava tudo pronto há muito tempo, só esperando por você. Hoje, como a Camila veio nos visitar, pedi para prepararem um banquete com todas as suas comidas favoritas — respondeu Berta, visivelmente irritada. Ela não entendia como o filho podia ser tão cabeça-dura a ponto de não ver a adoração nos olhos da moça.
Capítulo 42
Luana trouxe seus três filhos para casa. Por causa do trânsito intenso, chegaram tarde, mas ela insistiu em cozinhar. Ela raramente confiava em comidas de entrega; preferia o sabor e o cuidado de uma refeição feita por suas próprias mãos.— Meus amores, brinquem um pouco, a mamãe vai preparar o jantar — disse ela gentilmente, antes de sumir na cozinha.— Está bem, mamãe! — responderam os três em uníssono, acomodando-se no sofá.Mia ligou a TV em um canal de desenhos animados. Lucca e Matteo achavam aquilo infantil, mas, como irmãos protetores, sentaram-se para assistir com ela. De repente, um anúncio interrompeu a programação, fazendo os olhos de Mia se arregalarem. Ela cutucou os irmãos imediatamente.O comercial anunciava a grande inauguração do City Plaza do Grupo Amplitude. O destaque era a presença confirmada de Alessandro Veronese , o CEO do grupo, para o corte da fita, acompanhado de uma estrela de renome. Era uma jogada de marketing agressiva que prometia parar a capital.Os t
Capítulo 43
Camila ficou estupefata. Aquela garotinha era filha de Alessandro?! A constatação a surpreendeu tanto que ela cambaleou alguns passos para trás, mal acreditando no que estava ouvindo. Quando ele tivera uma filha? Sua primeira reação foi lançar um olhar inquisidor para Alessandro, apenas para perceber que ele também estava paralisado, em choque.O rosto de Alessandro empalideceu. — Menina, você me confundiu com outra pessoa. Eu não sou seu pai — declarou ele, tentando manter a voz firme, mas a verdade é que ele estava estupefato.A aparência da garotinha era perturbadora. Ela era, sem dúvida, uma versão em miniatura dele mesmo. No entanto, ele tinha plena consciência de que nunca a vira antes.A pequena Mia olhou para ele com seus olhinhos redondos e, com as lágrimas escorrendo pelo rosto, disse:— Papai, como você pôde dizer uma coisa dessas? É por causa dessa tia bonita que você não quer mais a mim e à mamãe? A mamãe e eu não temos dinheiro, somos tão miseráveis!Alessandro franziu l
Capítulo 44
Lucca jamais imaginou que Mia seria uma atriz tão talentosa; ela era praticamente a sucessora de uma vencedora do Oscar! Normalmente, Mia parecia interessada apenas em seus pirulitos, mas ele nunca imaginou que ela pudesse ser tão capaz em missões reais. Ao ver a encenação de Mia, qualquer um que não conhecesse a verdade pensaria que o desespero era real. Mas o homem no palco fora insensível demais; ele sequer demonstrou empatia. Talvez ele não quisesse ver, pensou Lucca. Mamãe realmente casou com a pessoa errada. Ainda bem que se separaram. Ele sentia que já era "adulto" o suficiente para cuidar de Luana. Se aquele homem estava lá ou não, pouco importava. Eles estavam vivendo bem sozinhos. No fundo, porém, como toda criança, ainda restava um resquício de amargura. — Irmão Lucca, como eu fui? Minha apresentação foi ótima, não foi? — Mia correu para trás de uma coluna e puxou o irmão pelo braço. Lucca fez um sinal de positivo: — Nada mal. A cara daquele canalha mudou na hora, e
Capítulo 45
— Isso prova mais uma vez que o homem é um canalha! — concluiu Matteo imediatamente, após o relatório da missão no quarto. Os outros dois assentiram em uníssono: — É verdade. Daquele momento em diante, os três não tinham absolutamente nenhuma expectativa em relação ao "pai". Às vezes, ao verem outras crianças sendo buscadas na pré-escola pelos pais, sentiam uma pontada de inveja. Mas depois do que presenciaram no shopping, esse sentimento evaporou. Luana terminou de cozinhar o macarrão e bateu na porta. Instantaneamente, as três crianças recuperaram a aura de inocência e alegria. — Hora de comer! — chamou Luana. — Já vamos, mamãe! — responderam juntos, escondendo qualquer vestígio da "reunião de cúpula". Enquanto isso, após a agitação da inauguração, Alessandro sentou-se em seu escritório, exausto. Ele espirrou algumas vezes, imaginando quem estaria amaldiçoando seu nome tão fervorosamente. Ao olhar para baixo e ver o resíduo pegajoso que a garotinha deixara em sua calça de
Capítulo 46
Um pânico repentino dominou Luana. Quem, afinal, estava investigando Mia? Como essa pessoa saberia da existência dela e qual seria o seu objetivo? A notícia trazida por seu irmão a deixou profundamente perturbada. — Ainda não sabemos quem é, mas não se preocupe — assegurou Mateus pelo telefone. — Não vou deixar que descubram sobre você facilmente. Já alterei as informações digitais, então fique tranquila. — Que bom. Obrigada, irmão. Sinto-me segura sabendo que você está cuidando disso. — Tenha cuidado e me avise se algo acontecer. Posso demorar a voltar, as coisas por aí ainda estão bastante complicadas — concluiu Mateus antes de desligar. Luana ficou pensativa. Poderia ser Alessandro? Mas ele não fazia ideia da existência da criança e, dada a sua personalidade autoritária, se soubesse, provavelmente teria batido diretamente à sua porta em vez de investigar nas sombras. Ela descartou a possibilidade, mas decidiu que precisava ser cautelosa. A noite foi de insônia. No dia seguinte,
Capítulo 47
O burburinho de desaprovação no escritório foi cortado por uma voz aguda e firme. Todos se viraram bruscamente. Lara estava de pé, o rosto corado de indignação, agindo como um escudo humano à frente de Luana. A proximidade entre as duas era conhecida, mas o apoio público em meio a uma acusação de plágio chocou os colegas. "Será que isso ainda precisa de provas? Não é óbvio?", questionou um colega, com desdém. "Lara, não seja tola. Não se deixe usar como massa de manobra." "Não se preocupe comigo, eu sei o que estou fazendo", Lara rebateu friamente, os olhos fixos nos detratores. "A irmã Luana não é esse tipo de pessoa. Eu confio nela." Lara era a única voz dissonante em um mar de julgamentos. No resto do escritório, o veredito já havia sido dado. "Heh, então sente-se e espere para levar um belo tapa na cara!", debochou alguém ao fundo. Soraia, sentindo que o palco era seu, soltou um riso anasalado e caminhou lentamente até Luana. Trazia no rosto uma máscara de decepção e piedade.
Capítulo 48
O repórter ficou momentaneamente sem palavras. Ele não esperava que Luana tivesse a audácia de devolver a pergunta com tamanha segurança. Como uma plagiadora pode manter essa postura moralista?, pensou ele, irritado.Recuperando o fôlego, o jornalista disparou sem rodeios: "Não é óbvio? Pense bem: com as qualificações e o nível de experiência que a Soraia possui, por que ela plagiaria o trabalho de uma novata como você? Ela já conquistou prêmios importantes! Você realmente acha isso possível? Não me faça rir!"As palavras do repórter eram carregadas de um sarcasmo cortante. Cada frase soava como um ataque direto, visando desestabilizar a jovem designer diante de todos.A sala mergulhou em um silêncio absoluto. Todos os olhos estavam fixos em Luana, aguardando uma explosão ou um colapso. Afinal, o público adora o espetáculo da queda de alguém.Luana, porém, apenas deu uma risadinha discreta, quase inaudível, antes de lançar uma pergunta retórica: "E se ela realmente tivesse plagiado o
Capítulo 49
Luana já estava em alerta. No momento em que a outra avançou, ela deu passos ágeis para trás, mantendo uma distância segura. Olhou para a rival com uma expressão de falsa pena e perguntou: "Designer Soraia, você enlouqueceu?"A cena era de puro caos. No auditório, os repórteres não perderam um segundo sequer: enquanto devoravam fofocas como quem come sementes de melão, disparavam flashes incessantes. A plateia estava em alvoroço."Como alguém pode ser tão descarada?", gritou uma mulher. "Ela rouba o trabalho de uma novata e ainda tenta agredi-la fisicamente? Nunca imaginei que ela fosse esse tipo de pessoa!"Outro colega de profissão comentou em voz baixa, mas audível: "Se ela fez isso agora, será que os prêmios anteriores dela também não foram fruto de plágio? Quantos outros iniciantes ela deve ter silenciado?""É vergonhoso! Uma plagiadora dessas deveria ser banida permanentemente da indústria!", exclamou um terceiro.Ao ouvir o tribunal do júri popular se voltando contra sua agress
Capítulo 50
Após o expediente, Luana ligou para a Tia Maria pedindo que ela cuidasse das crianças, pois precisaria esticar o horário. Para ser sincera, Luana não tinha muita experiência com esse tipo de "evento social". Em sua carreira internacional como Coco, eram os clientes que cruzavam oceanos para implorar por uma brecha em sua agenda. Ela tinha tantas encomendas que costumava recusar a maioria.Por que eu precisaria buscar clientes proativamente?, pensou ela com um suspiro. Mas logo mudou de ideia: Considere isso um exercício. Uma imersão na vida real da empresa.Ao chegar ao local combinado, encontrou Alberto , do departamento de relações públicas, já à sua espera. Luana notou que a equipe de RP parecia em alerta; o cliente devia ser realmente um "peixe grande".Alberto ficou estupefato por alguns segundos ao ver o rosto de Luana. Ela era deslumbrante, mas ele logo franziu a testa. Será que ninguém no departamento de design sabe que tipo de pessoa é o Chefe Morales ?, questionou-se preocup