All Chapters of A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS: Chapter 81
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Capítulo 81
Um som. Luana freou o carro bruscamente, o metal rangendo contra o asfalto enquanto seu coração saltava no peito. Ela tinha certeza do que ouvira: um grito agudo, um pedido de socorro desesperado que rasgava o silêncio daquela rua deserta como uma lâmina. Seu senso inato de justiça, forjado em anos de lutas silenciosas, não permitiu que ela simplesmente seguisse viagem.- Se você não quer morrer, é melhor calar a boca! Se continuar gritando, minha faca vai acabar encontrando o seu pescoço - rosnou um homem de rosto marcado por uma cicatriz profunda. Tatuagens subiam por seus braços como serpentes enquanto ele pressionava uma adaga contra a bochecha da jovem.- Quem... quem são vocês? O que querem? - A voz da garota tremia, os olhos arregalados refletindo o brilho gélido do aço. Ao sentir o frio do metal, ela assentiu, paralisada. Naquele momento, a submissão era sua única moeda de troca pela vida.- Não interessa quem somos, apenas comporte-se! - advertiu o segundo homem, de feições
Capítulo 82
Ao entrar no carro, a jovem tomou a iniciativa de se sentar no banco de trás. Luana, achando que o comportamento era apenas fruto do trauma recente, não questionou e deu a partida. Ela seguiu as coordenadas indicadas, acelerando pela estrada até os arredores da cidade, uma área industrial isolada onde os postes de luz eram escassos e a escuridão parecia engolir o asfalto.Luana franziu a testa, a desconfiança crescendo. Tem certeza de que é aqui?, pensou. Ela olhou pelo retrovisor e viu a garota encolhida, aparentemente dormindo. Chamou-a duas vezes antes que a jovem despertasse lentamente.- Irmã... o que houve? Já chegamos? - perguntou a menina, com a voz arrastada.- Onde exatamente você mora? - indagou Luana. O lugar era deserto demais para ser uma área residencial. Ela começou a notar pequenas inconsistências: a garota dizia ter ido às compras, mas não carregava sacolas, apenas uma bolsa minúscula. E, embora os bandidos no beco parecessem ferozes, ela não tinha um único arranh
Capítulo 83
Luana parecia um espectro sob o luar. Seu corpo oscilava perigosamente e a exaustão ameaçava derrubá-la a qualquer segundo. A luta brutal contra o Magro consumira metade de suas forças; ela não tinha mais energia para um embate direto contra o homem da cicatriz.Era tudo ou nada. Uma única chance.VEla não podia morrer ali. Se partisse, o coração de seus três pequenos seria estraçalhado. Ela não suportava a ideia de deixá-los órfãos de mãe tão cedo, especialmente tendo um "pai canalha" como Alessandro. Ele já tinha outra mulher - uma que tivera a audácia de exigir que ela desenhasse suas alianças. Assim que se casassem, teriam seus próprios filhos, e Lucca, Matteo e Mia seriam relegados ao esquecimento, sem o amor de uma mãe e sem o carinho de um pai que mal os reconhecia.Por eles, eu vou sobreviver, pensou ela, fechando a mão sobre o vidro quebrado escondido atrás das costas.O homem da cicatriz, momentaneamente atordoado pela resistência de Luana, hesitou. Ele amaldiçoou o comparsa
Capítulo 84
Alessandro ficou atônito por um momento, mas logo seu coração foi inundado por uma alegria inesperada.Da última vez que tentara se aproximar da Mansão Rose, Luana o barrara na porta, alegando que sua presença era inconveniente. Esta era a primeira vez que ele via, de perto e sem obstáculos, os três pequenos que eram versões em miniatura de si mesmo. O choque e a emoção eram tão intensos que ele mal conseguia encontrar palavras.Ele se levantou da cadeira bruscamente e caminhou em direção a eles com passos largos.- Vocês... - começou Alessandro, a voz embargada. Em uma tentativa desesperada de parecer amigável, ele forçou um sorriso.Dizem que não se deve atacar um rosto sorridente, e embora o sorriso não fosse algo natural para o CEO de um império empresarial, ele se esforçou ao máximo para parecer acolhedor. Ele nunca imaginara que viveria um momento como aquele.No entanto, a reação não foi a esperada. Lucca, Matteo e Mia trocaram olhares rápidos e, em vez de alegria, demonstraram
Capítulo 85
Sem dizer uma palavra, Lucca abriu sua pequena mochila e retirou algumas peças eletrônicas, montando-as com uma destreza impressionante até formar um tablet. O dispositivo inicializou quase instantaneamente. Fora um presente feito sob medida por seu tio que morava no exterior, com um teclado adaptado ao tamanho de suas mãos e uma resposta tátil perfeita.Seus dedos voavam sobre as teclas, digitando linhas de código em uma velocidade que desafiava os olhos. Em poucos segundos, ele localizou o sinal do celular de Luana.- Consegui! - exclamou Lucca, os olhos brilhando de entusiasmo para os irmãos. - Mesmo com o celular da mamãe desligado, consegui rastrear o último ponto por onde o sinal passou.- O irmão Lucca é incrível! - disseram Matteo e Mia em uníssono, com rostos cheios de admiração.Lucca ergueu o queixo com um orgulho legítimo.- É claro que sou o melhor.Alessandro observava a cena em silêncio, mas seu olhar revelava uma aprovação profunda. Um sentimento de orgulho paternal o
Capítulo 86
- Não, nós não vamos embora! - gritou Lucca, correndo para abraçar a perna de Alessandro, sendo imediatamente imitado por Matteo e Mia.Os três pequenos cercaram o pai, prendendo-o com seus bracinhos. Olharam para cima em uníssono, com os rostos rechonchudos e olhos brilhantes como uvas escuras, irradiando um afeto estratégico.- Por favor, nós também queremos encontrar a mamãe! - pediram as três criancinhas ao mesmo tempo.Alessandro arqueou uma sobrancelha. Estariam eles a tentar seduzi-lo com fofura? Ele nunca imaginou que crianças pudessem ser tão desarmantes. Sem perceber, o seu olhar frio de empresário implacável suavizou-se para algo terno, quase carinhoso.O assistente , ao lado, quase deixou cair o queixo. Era a primeira vez que via o grande CEO com aquela expressão humana. Embora o teste de DNA ainda não tivesse chegado, o ar de família era inegável. Temendo ser mandado para uma missão punitiva na África se as crianças corressem perigo, o assistente forçou o que ele acreditav
Capítulo 87
A aura de Alessandro a envolvia por completo, como uma sombra impenetrável e quente. Aquela proximidade ambígua fazia o coração de Luana disparar em um ritmo frenético, e um rubor traidor subia por seu rosto contra sua vontade. Por um breve, perigoso e terrível instante, o cansaço da batalha quase a venceu, despertando uma vontade involuntária de se aninhar naquele abraço e esquecer o mundo.Mas o orgulho, seu velho e fiel companheiro, gritou mais alto. Luana não permitiria que ele percebesse sua vulnerabilidade; jamais admitiria que, mesmo após anos de mágoa, o toque dele ainda tinha o poder de incendiá-la.Com um movimento brusco e impaciente, ela o empurrou. Alessandro franziu a testa, seus olhos negros e profundos fixos nela com uma intensidade que parecia despir sua alma.- É assim que você trata alguém que acabou de ser ferido por sua causa? - perguntou ele, a voz caindo para um tom baixo e rouco que reverberou no peito dela.Luana congelou. Ferido? O pânico substituiu a irrita
Capítulo 88
Uma sensação estranha apertou o coração de Luana enquanto ela observava o quarto, mas ela a reprimiu com uma frieza cirúrgica. Impossível, absolutamente impossível!, murmurou para si mesma, tentando convencer seus próprios sentidos de que aquele cenário não era uma mensagem oculta dele.Ela caminhou até o guarda-roupa e o abriu com uma expectativa involuntária. Ao ver que havia apenas algumas peças masculinas, de corte impecável e tons sóbrios, o brilho em seus olhos diminuiu. Um lampejo de decepção, que ela se recusava a admitir até para sua sombra, cruzou seu olhar. O que você esperava, Luana? Que ele tivesse guardado suas roupas por seis anos como um santuário? Aquilo era pura ilusão romântica, e ela se sentiu tola por um segundo.Como precisava trocar de roupa e o ambiente exalava a presença de Alessandro, ela trancou a porta por dentro. A cama do quarto era monumental; Alessandro a comprara para agradar a avó quando se casaram, mas nunca a tocara naquela época de indiferença. Ag
Capítulo 89
O rosto de Alessandro tornou-se gélido instantaneamente. Toda a ternura que esboçara há poucos segundos desapareceu, sufocada pelo desprezo inabalável no olhar de Luana. A rejeição dela era uma lâmina que ele não sabia como aparar.- Essa pequena dor não é nada - disse ela, com a voz firme, quase mecânica. - Já passei por coisas muito mais dolorosas.Luana não precisou dar detalhes. Ela não mencionou as noites de solidão absoluta no exterior, nem o quão perigoso fora dar à luz os trigêmeos em uma terra estranha. O momento em que quase perdeu a vida no parto, sentindo a consciência esvair-se enquanto lutava pelos seus bebês, fez com que qualquer ferimento físico ou corte de vidro parecesse trivial. Luana era uma sobrevivente que já cruzara os portões do inferno; agora, seu único medo não era a dor ou a morte, mas o que aconteceria a Lucca, Matteo e Mia se ela não estivesse lá para protegê-los.O apito do fogão cortou o silêncio pesado da cozinha. A água do macarrão transbordara, sibil
Capítulo 90
- Alessandro, você não está indo longe demais, tomando partido de uma estranha e repreendendo sua própria irmã? - Berta olhou para Alessandro com profundo desagrado.- Ouvi dois cães vadios latindo aqui logo de manhã, fazendo meus ouvidos zumbirem. Será que ninguém consegue dormir?!Uma coisa era acordá-la, mas se acordassem seus três preciosos filhos, ela não teria um pingo de paciência!Luana desceu as escadas lentamente, vestindo apenas a camisa que usara na noite anterior.Os olhos de Berta e Hortência se arregalaram ao verem Luana aparecer. Aquela mulher estava mesmo ali! E não só isso, era descarada o suficiente para circular sem roupas decentes, vestindo a camisa de Alessandro.Aquelas pernas longas e impecáveis, a pele clara e a figura hipnotizante - era o suficiente para despertar a fúria e a inveja das duas mulheres, quanto mais o desejo de qualquer homem.- As raposas se vestem assim para seduzir! Sua vagabunda promíscua, você seduziu o Mateus Curie, e agora está tentando c