CAPÍTULO 152 — DIA CALMO
Author: Romislaine Corrêa
last update2026-01-21 20:13:56

O dia passou sem pressa — e sem pausa.

Rafael ocupou a sala da ala desde as primeiras horas da manhã. Reunião após reunião, chamadas em sequência, documentos espalhados sobre a mesa baixa. O espaço, parecia respirar no ritmo dele: foco, controle, comandos.

Valentina sabia que hoje era um dia muito importante, sabia que Rafael Montenegro não sairia do seu personagem de CEO imponente e comprometido com sua empresa.

Ela seguiu o próprio ritmo.

Saiu do quarto, caminhou pela casa, demorou-se nos ja
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  • CAPÍTULO 187 — CHÁ E CONVERSA

    Bianca segurava a xícara com as duas mãos, mas não bebia. O olhar estava fixo em Valentina, avaliando cada microexpressão, como se medisse até onde podia ir sem quebrá-la.— Você devia ter visto o Rafael. — disse, por fim.Valentina ergueu os olhos devagar.— Visto… como?Bianca respirou fundo.— Na festa. Quando você sumiu.O ar pareceu mudar ao redor da mesa.— Isabella apareceu gritando. — Bianca continuou. — Disse que tinha te visto entrar num quarto com um segurança.Valentina franziu a testa.— Eu… não lembro de nada.— Eu sei. — Bianca assentiu. — Ela levou jornalistas. Convidados. Segurança. Fez questão de arrastar meio salão até o corredor.Valentina levou a xícara aos lábios, bebendo um gole pequeno. As mãos estavam firmes demais para alguém que estava tranquila.— Quando abriram a porta… — Bianca fez uma pausa curta — …você estava deitada na cama.O coração de Valentina deu um salto seco.— Sozinha?— Você. — Bianca confirmou. — Desacordada.— Os seguranças… no chão. Ensang

  • CAPÍTULO 186 — XEQUE - MATE NO REI

    A sala de conselho da Montenegro estava cheia.Não cheia de barulho — cheia de peso.A mesa oval de madeira escura refletia as luzes frias do teto, e ao redor dela estavam sentados homens e mulheres que não sorriam com facilidade. Diretores. Conselheiros. Acionistas. Gente acostumada a derrubar impérios com uma caneta.Augusto Montenegro entrou primeiro.Sem pressa.Sem pedir licença.Sentou-se na cadeira central — a da presidência — como se nada tivesse mudado. Como se o mundo ainda obedecesse ao gesto simples de ocupar aquele lugar.Rafael entrou logo depois.Não foi apresentado.Não precisou.Sentou-se à direita do pai, postura ereta, expressão neutra. O tipo de neutralidade que não pede aprovação.Enzo e Helena já estavam ali.Helena mantinha o queixo erguido, os olhos atentos demais, calculando tudo. Enzo, relaxado demais para quem dizia não se importar, girava uma caneta entre os dedos com um meio sorriso entediado.O secretário iniciou a reunião.— Senhores, após o evento de on

  • CAPÍTULO 185 — O SILÊNCIO QUE FICA

    Valentina acordou devagar.Não foi um despertar brusco — foi como voltar à superfície depois de muito tempo submersa. Primeiro, o calor. Depois, o peso firme de um braço ao redor da cintura. Por fim, o cheiro inconfundível.Rafael.Ela respirou fundo, como se precisasse confirmar que aquilo era real.O peito dele subia e descia de maneira controlada, constante, como se tivesse passado a noite inteira ali, acordado o suficiente para protegê-la até dormindo. O braço envolvia seu corpo com cuidado, não como quem prende, mas como quem sustenta.Valentina se mexeu um pouco.O aperto dele se ajustou automaticamente. Instintivo.— Está tudo bem… — a voz dele veio baixa, rouca de quem dormiu pouco. — Estou aqui.Ela fechou os olhos de novo por um segundo, só para absorver aquilo.— Eu acordei você? — perguntou, num sussurro.— Não. — Rafael respondeu. — Eu não dormi de verdade.Ela virou o rosto devagar, apoiando a testa no peito dele. O coração batia firme. Forte. Presente.— Obrigada… — mur

  • CAPÍTULO 184 — VERDADES EXPOSTAS

    O escritório parecia maior agora que Rafael tinha saído.Não mais poderoso.Maior no vazio.Augusto permaneceu alguns segundos parado, respirando pesado, o peito subindo e descendo como se ainda estivesse em guerra. A porta fechada ecoava na cabeça dele feito um insulto.Ele precisava sair, ficar ali seria admitir derrota — e ele não fazia isso nem quando perdia.Saiu fechando a porta com força, atravessou o corredor da ala principal da mansão Montenegro com passos duros, o maxilar travado, a raiva ainda quente demais para esfriar em silêncio. As luzes estavam baixas. A casa inteira parecia suspensa, como se soubesse que algo tinha mudado de eixo naquela noite.Parou diante da porta do quarto de Vittória.Não bateu.Empurrou.Vittória estava de costas, diante do espelho, retirando as joias com movimentos rápidos demais. O colar caiu sobre a penteadeira com um som seco quando ela percebeu a presença dele.— Augusto, não agora—— FOI VOCÊ.A voz dele atravessou o quarto como um estalo.

  • CAPÍTULO 183 — EU SEI DE TUDO

    Os dedos dela apertavam a camisa dele com força.O corpo dela tremia.E Rafael a segurou mais.Como se dissesse, sem dizer:Eu estou aqui. Eu aguentei o mundo lá fora. Agora você pode desabar.Valentina chorou no peito dele até ficar sem ar.— Eu tive medo… — ela sussurrou entre soluços. Rafael respirou fundo, e por um segundo, o controle dele vacilou. — Eu devia ter ido com você. — disse. — Eu devia ter te puxado pra perto e te carregado no colo ali mesmo, na frente de todo mundo, e eu não ligaria se o mercado caísse dez pontos.— Você estava tonta. Alguém colocou algo na sua bebida. — ele disse, direto. — Você não tem culpa de nada.Valentina sentiu a garganta fechar.— Eu… eu me senti tão burra. Tão… — ela apertou os lábios, envergonhada. — Eu confiei porque disseram “o senhor pediu”.Rafael soltou uma risada curta.Sem humor.— Ninguém mais vai conseguir usar meu nome pra encostar em você. — ele falou, com uma calma que assustava. — Ninguém.Valentina respirou fundo, tentando se

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    A porta abriu.Dois policiais entraram primeiro. Postura séria. Sem espetáculo. Atrás, Moreira. E, discretamente, dois jornalistas — os olhos brilhando de fome, mas controlados porque Moreira não era homem de “por favor”.O policial mais velho olhou o cenário, reconheceu os homens feridos, a mulher no chão, a mulher desacordada na cama.E falou com calma assustadora:— Senhorita Isabella Moretti… a senhorita está sendo conduzida para averiguação e prisão preventiva.Isabella arregalou os olhos.— PRISÃO? Não! Não, isso é um engano!O policial continuou, como quem lê uma lista.— A senhorita é suspeita de envolvimento em tentativa de sequestro e atentado contra a vida da senhora Valentina Montenegro, em ocorrência anterior… e, nesta noite, por tentativa de dopagem, restrição de liberdade e tentativa de exposição pública planejada, com potencial dano corporativo e risco à integridade física da vítima.Bianca respirou fundo, a raiva subindo.— Isso tudo… — Bianca sussurrou, olhando para

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