Capítulo 51 -O Pecado Antes do Café
Author: Annanda
last update2026-01-03 16:00:44

Elena Rossi

Acordei antes que o sol tivesse coragem de se mostrar por inteiro.

A luminosidade ainda era tímida, um cinza suave filtrando-se pelas cortinas pesadas do quarto, como se a manhã estivesse pedindo licença para existir. Levei alguns segundos para entender onde eu estava. Outros tantos para lembrar quem eu era ali dentro.

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    “Amar é o único risco que eu nunca aprendi a calcular.”Damian CavallariO mundo podia continuar me chamando de poderoso.Mas ali, com Elena sobre mim, eu era apenas um homem rendido.Segurei o seu corpo, virando-a devagar, guiando-a para que se posicionasse de frente para mim. Segurei sua cintura com firmeza, ajudando-a a se encaixar sobre mim. Segurei meu membro com firmeza, e rocei a glande contra sua intimidade molhada, me encaixando devagar. — Devagar, princesa… — murmurei contra seus lábios, com a voz rouca e baixa, abaixando o corpo de Elena sobre o meu. — Quero sentir cada centímetro de você me envolvendo… assim, bem devagar.— Ann… Elena gemeu alto ao sentar sobre mim, enquanto eu a preenchia completamente. Ela jogou a cabeça para trás, os cabelos molhados caíram como uma cascata pelas costas, enquanto fechava os olhos em puro êxtase, e um suspiro trêmulo escapou de sua boca entreaberta. Seu corpo tremeu ligeiramente ao me sentir pulsar no seu interior, e ela apertou as mão

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    “Há noites em que o passado deixa de mandar. E o homem finalmente escolhe quem deseja tocar.”Damian Cavalari Eu conhecia o caminho de volta para casa melhor do que qualquer homem conhece a própria história.O carro passou pelo caminho de pedra, o portão se fechou atrás de mim com o som conhecido de sempre, e por um instante tudo pareceu exatamente como deveria ser. A mesma rotina, o mesmo percurso, o mesmo silêncio.O problema era que, naquela noite, quem atravessava aqueles portões já não era o mesmo.A mansão estava envolta naquela calma noturna que costumava me pertencer. Luzes baixas estrategicamente distribuídas, sombras longas projetadas pelos móveis, o cheiro limpo e discreto que Maria fazia questão de manter. Cada detalhe ali tinha sido pensado para funcionar, para acolher sem invadir, para permitir que eu existisse sem ser exigido.Ainda assim, algo em mim já não se encaixava naquele silêncio do mesmo jeito.Fechei a porta com cuidado, como se o som pudesse denunciar alguma

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    Valentina OrsiniEu sempre soube que não o perderia para outra mulher, mas para a ideia perigosa de que ele podia ser feliz.Se aquela mulher estiver com ele.A frase se repetiu na minha mente como um erro que não aceitava correção. Se Damian tivesse realmente se permitido cruzar aquela linha outra vez então tudo o que eu havia feito perderia sentido.Eu não o odiava. Eu odiava a ideia de vê-lo feliz nos braços de outra mulher. Não depois de tudo o que construí entre nós. Nem depois de cada dúvida que me mantinha presente, de cada marca que garantia que, de algum modo, ele ainda lembrasse de mim. Aquilo não podia simplesmente desaparecer como se nunca tivesse existido. Não podia ser substituído por um sorriso novo, por uma voz diferente, por alguém que achasse que saberia amá-lo.Damian não nasceu para amar. E eu faria questão de lembrá-lo disso. Se ele tivesse permitido que alguém ocupasse aquele espaço, eu daria um fim nisso tudo.Sem pressa, ruído ou piedade. Voltei ao presente

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