Fernando e Bianca se entreolharam, e o peso da noite ainda pairava sobre eles, mas havia também algo diferente: uma certeza reforçada, um vínculo que o medo e o perigo haviam fortalecido. Ele a puxou para um abraço apertado, sentindo cada batida do coração dela, cada suspiro da filha.
— Nunca mais vou deixar ninguém fazer mal a vocês , pode ter certeza , nunca mais quero correr o risco de perder as duas pessoas que mais amo na vida .— murmurou, como uma promessa silLatest Chapter
Alcançando a felicidade
As noites, que antes eram longas e carregadas de inquietação, agora se tornaram aconchegantes. Bianca e Fernando passaram a desfrutar do simples prazer de dormir lado a lado sem receios, sem o peso constante de um futuro incerto. O passado já não os aprisionava. Eles haviam sobrevivido, e, mais do que isso, haviam aprendido a viver de verdade. Fernando se descobriu diferente. Já não era o homem que se deixava dominar pelo ciúme, que acreditava que podia perder Bianca a qualquer instante. Agora, quando a observava caminhar pela casa, sorrindo para Valentina, sentia apenas orgulho e gratidão. Ele tinha ao seu lado a mulher que amava, aquela que havia enfrentado tormentas sem jamais abandoná-lo, e por isso o amor só crescia. Bianca também se transformara. A dor e o medo que um dia a deixaram fragilizada haviam dado espaço a uma força renovada. Ela sabia que a vida ainda poderia colocar obstáculo
Semanas depois....
Fernando e Bianca se entreolharam, e o peso da noite ainda pairava sobre eles, mas havia também algo diferente: uma certeza reforçada, um vínculo que o medo e o perigo haviam fortalecido. Ele a puxou para um abraço apertado, sentindo cada batida do coração dela, cada suspiro da filha. — Nunca mais vou deixar ninguém fazer mal a vocês , pode ter certeza , nunca mais quero correr o risco de perder as duas pessoas que mais amo na vida .— murmurou, como uma promessa silenciosa. Bianca fechou os olhos, sentindo a segurança do corpo dele contra o seu, sentindo a proteção que sempre existiu, mas que agora era ainda mais intensa. Cada lágrima que escorria era uma mistura de medo, alívio e amor inabalável. A respiração de Fernando, o cheiro familiar dele, o calor do abraço — tudo convergia para um momento de pura humanidade, depois de tanta tensão e terror. Eles finalmente puderam sentar, junto
Sã e salvos
Enquanto isso, Bianca, ainda tremendo e com os olhos marejados, segurava Valentina contra o peito. O choro que antes era de pavor transformou-se em lágrimas de alívio quando Fernando terminou a ligação. O som da voz dele, firme e próximo, trouxe a certeza de que finalmente estariam protegidas. Ela se lançou nos braços dele assim que pôde, abraçando-o com força, como se quisesse nunca mais soltá-lo. Valentina, sentindo a segurança transmitida pelos pais, encolheu-se entre eles, os soluços agora misturados com pequenos suspiros de conforto. O momento era intenso, quase sufocante, mas também cheio de emoção genuína. O alívio misturava-se com o medo recente, com a raiva ainda pulsando nas veias, criando uma tempestade de sentimentos que deixava cada um deles exausto, mas ainda mais unidos. Fernando apertava Bianca contra si, sentindo o coração dela bater descompassado, mas ao mesmo tempo firme, e a filha entre eles como um lembrete de tudo que havia lutado para prot
O combate
A pergunta bateu em Fernando como uma lâmina. O mundo reduziu-se a dois nomes, dois corpos ali, ao alcance de um dedo. O desespero inundou-o — escolher, escolher quem morrer? Era um absurdo que esmagava qualquer razão. — Você é doente — tosseou Fernando, tentando conter o desespero. — Nunca farei isso. Nunca escolheria entre as duas , eu prefiro morrer.Disse Fernando fora de si. Walter sorriu com malícia e já conhecia a resposta antes mesmo de Fernando falar: — Já que você não quer decidir.Eu decidi por você. — Ele apontou a arma com intenção, o dedo no gatilho, a boca curvada num sorriso cruel. — Então comece a dizer adeus à sua esposa. Fernando agora implorava, rasgava a garganta: — Não faça mal a elas ,Por favor! Eu faço o que você quiser! Faça o que quiser comigo. — as palavras saíam desconexas, o desespero levando-o a prometer qualq
Indo ao resgate
— Não… — saiu dela, mais ríspido do que queria. — Você não pode dizer isso. Quem ama não tira a vida de quem ama. Quem ama não mata. — A frase explodiu no quarto como um soco: simples, direta, impossível de ignorar. Havia no tom de Bianca mais do que reprovação - havia um absoluto desdém moral que cortava o sentido das justificativas dele. Walter a olhou como se tivesse sido ferido por aquela fala. Um riso seco escapou-lhe, raivoso. — Cala a boca — ordenou, a voz dura como um açoite. — Você não sabe de nada. Não tem ideia do que se passou. — A inflexão era definitiva. Valentina, assustada, deixou-se escorregar mais junto ao corpo da mãe, e um soluço escapou alto demais. O barulho irritou Walter como cascalho arranhando o pé. Seus olhos travaram num brilho cortante. — Faça essa menina calar a boca — disse, como quem profer
Walter confessa seu crime
O tempo ali parecia não passar. O silêncio era cortado apenas pelo barulho distante de passos e, de vez em quando, pelo riso baixo de Walter do outro lado da porta, como se ele se divertisse com o sofrimento delas. Bianca fechava os olhos e, por segundos, tentava se lembrar da voz de Fernando, do olhar dele, da segurança que sempre transmitia. Era nisso que se agarrava: Que ele viria salva -las , mas por outro lado ,ela sentia um medo terrível que ele fosse resgata-las e Walter o matasse . Horas depois, quando a noite já havia se espalhado como um véu negro do lado de fora, a porta se abriu com violência. Walter surgiu, à sombra dele, ainda mais ameaçadora na escuridão. — Levantem-se. — A ordem saiu firme, sem espaço para discussão. — Vamos dar uma voltinha. O coração de Bianca quase parou. "Voltinha" A palavra ecoou em sua mente como sentença.
