All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 1
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Conhecendo o chefe
O som ritmado dos saltos de Laura Dias ecoava suavemente pelos corredores luxuosos da Arantes Holdings, enquanto ela tentava controlar a tempestade que agitava seu interior. Era seu primeiro dia como secretária pessoal do CEO, e a simples ideia de trabalhar tão perto de um homem tão poderoso deixava seu coração acelerado e suas palmas suadas.Carregando uma pasta contra o peito como se fosse um escudo, Laura atravessou a recepção impecável do último andar. O ambiente era moderno, sofisticado, decorado em tons escuros que transmitiam elegância e autoridade. O vidro panorâmico deixava a cidade de São Paulo exposta como um quadro urbano em constante movimento.Uma assistente simpática a guiou até a sala principal. Ela mal teve tempo de admirar a imensidão do espaço antes de vê-lo.Ele.Heitor Arantes.De costas para ela, observando a cidade com as mãos nos bolsos do terno sob medida. Alto, postura imponente, cabelos escuros levemente bagunçados de forma quase proposital. Mesmo sem ver se
Desculpa inesperada.
Laura retornava do almoço com passos rápidos e um aperto no estômago que nada tinha a ver com a comida. Havia se demorado cinco minutos a mais do que o previsto, e, mesmo que fosse algo banal em qualquer outro ambiente de trabalho, ela sabia que não podia cometer erros diante de Heitor Arantes. O homem era conhecido por sua intolerância a falhas — especialmente às de tempo.Assim que entrou na recepção do último andar, seu celular vibrou. Uma notificação. 13h05. Maldição.Sem o blazer, graças ao calor absurdo de São Paulo , sua blusa de alças deixava seus ombros e o contorno dos seios mais evidentes do que gostaria em um ambiente tão formal. Ela apertava a pasta contra o peito numa tentativa quase inconsciente de disfarçar, mas já era tarde demais.Quando atravessou a porta de vidro do escritório de Heitor, ele já estava ali, de pé, à frente da mesa, com os olhos fixos nela como se a esperasse. O maxilar estava travado, os olhos escuros ainda mais intensos do que na manhã anterior.—
Surpreendida
Algumas semanas haviam se passado desde o primeiro dia de Laura na Arantes Holdings, e ela estava seriamente cogitando pedir demissão. O que Heitor Arantes tinha de absurdamente lindo, tinha também de exigente, intolerante e... insuportável. E, mesmo sendo muito rude várias vezes com ela, nunca mais se desculpou.Nenhum erro passava despercebido. Nenhum atraso era tolerado.Nenhuma desculpa era aceita. Ele a tratava com a mesma frieza com que lidava com o mercado financeiro — sem espaço para fraquezas, sem tempo para simpatias.Mas o que mais perturbava Laura não era o jeito cruel dele no trabalho.Era a forma como ele a olhava.Não era algo direto, como um homem que deseja. Era silencioso, intenso. Às vezes, ela o pegava analisando seus movimentos, seu rosto, seu corpo — e ele não desviava o olhar. Não havia vergonha, nem recato. Apenas aquela presença firme, impassível... como se quisesse despí-la com os olhos e, ao mesmo tempo, entender cada sombra dentro dela.Mas ele era gay. Não
Provocações
Laura sentiu o calor entre as pernas se intensificar. As palavras dele não eram apenas ditas — eram sentidas. Penetravam sua pele, infiltravam-se em sua espinha, acendiam cada nervo como se fossem faíscas em pólvora.Heitor passou o dedo indicador devagar pela linha do queixo dela, descendo pelo pescoço, até parar na curva dos seios.— Você quer saber do que eu gosto, Laura? — perguntou, com um olhar que a despia por completo.— Eu gosto de controle. Gosto de ver uma mulher tão "certinha" como você perder a razão por minha causa. Gostaria de ver você se contorcendo, implorando por mais… e me chamando pelo nome quando gozar, debruçada na minha mesa.Ela arfou, os olhos arregalados, o corpo traindo todas as suas defesas.— E você vai fazer isso, Laura — ele garantiu, como quem afirma algo já decidido.— Vai chamar meu nome, Heitor… com essa sua boca linda… enquanto eu faço você se esquecer de todo e qualquer homem que já passou pela sua vida.Laura ficou sem ar. O ar-condicionado estava
Desabafando com Bianca
Ela hesitou por alguns segundos com o polegar pairando sobre o botão de envio, o coração batendo forte no peito. Então, apertou enviar.A mensagem foi entregue instantaneamente. Nenhuma resposta veio de imediato, mas o simples ato de escrever aquilo foi como acender um fósforo num barril de pólvora: perigoso, errado — e absurdamente excitante.Guardou o celular na bolsa, mordeu o lábio inferior e tentou se convencer de que ainda tinha o controle da situação.Mas no fundo, ela sabia: não tinha controle algum.Assim que chegou em casa, tomou um banho quente e demorado. Deixou a água escorrer por seu corpo, como se pudesse apagar as sensações que Heitor provocara mais cedo. Mas não apagava. A cada lembrança do toque dele — ou da promessa daquele toque — o calor em seu ventre reacendia.Quando saiu do banheiro, enrolada em uma toalha e já um pouco mais centrada, encontrou Bianca preparando pipoca na cozinha, animada como sempre.— Agora sim — disse Bianca, sorrindo e balançando a tigela n
Fortes emoções
Laura despertou cedo naquela manhã, o celular ainda sobre o criado-mudo, sem nenhuma nova mensagem de Heitor. Um estranho vazio ficou no ar, como se algo estivesse suspenso entre os dois. Mas ela tentou afastar o pensamento enquanto tomava banho e se arrumava para o trabalho.Vestiu uma saia envelope preta, na altura dos joelhos, e uma camiseta branca simples. Optou por usá-la sem sutiã — o tecido era encorpado o suficiente, e ela nunca gostara da sensação de alças apertando os ombros. Por cima, jogou um blazer cinza-claro que lhe conferia um ar sóbrio e profissional.Enquanto passava batom diante do espelho, a memória da "ordem" de Heitor do dia anterior voltou com força total: "Quero você de vermelho amanhã." Ele não havia dito aquilo como um pedido. Foi uma exigência, carregada de tensão sexual e domínio. A lembrança da voz dele em seu ouvido, a forma como a fazia sentir-se exposta e desejada, provocou uma fisgada em seu baixo-ventre.Sem pensar muito, ela abriu a gaveta de lingeri
Ataque de fúria
Patrícia, com seus trinta anos e a beleza estonteante que sempre carregou como uma arma, engoliu em seco. Seus olhos verdes, normalmente altivos, estavam marejados. Os cabelos loiros perfeitamente penteados, sua postura firme. Mas por dentro, ela estava devastada. — Heitor, por favor... — sua voz saiu num sussurro, embargada. — Nem eu nem seu pai tivemos culpa. Simplesmente... aconteceu. Eu era jovem, imatura, e ele... ele também. A vida nos atropelou. Não foi por maldade, simplesmente aconteceu. — Aconteceu? — ele riu sem humor, com um toque de escárnio. —Me trair com meu próprio pai ,não foi um acidente ,foi uma escolha dos dois e eu nunca vou perdoa-los por isso. Olha a ironia da vida você preferiu meu pai por causa de grana e hoje eu sou muito mais risco que ele. — Some daqui. E nunca mais coloque os pés nessa holding. Se eu vir você aqui outra vez,eu pessoalmente jogo você na rua.. Patrícia vacilou, ferida pelo desprezo dele. Saiu em silêncio, olhos marejados, mas t
descobrindo um pouco sobre Heitor
— O quê? Está completamente louco?— Façamos uma aposta. Se estiver de vermelho, eu ganho um beijo. Mas não qualquer beijo. Um de verdade. Com língua. Daqueles que você se lembra dias depois. Se não estiver... bem, você pode ir embora da minha sala sem dizer uma palavra.— Eu não vou mostrar nada e, muito menos, apostar — disse, cruzando os braços.— Porque sabe que perderia — retrucou ele, com um sorriso provocador.— E, por acaso, eu também perdi... porque estava realmente ansioso para ganhar esse beijo dessa sua boquinha tão atrevida.Laura virou o rosto, sentindo as bochechas queimarem. Era impossível não sentir o efeito dele em seu corpo. E ele sabia disso. Usava cada palavra, cada gesto, como um golpe calculado.— Se alguém ligar, diga que estou resolvendo assuntos pessoais — disse ele, já pegando as chaves do carro na mesa e a carteira do bolso.Antes de sair, parou diante dela e segurou seu queixo com delicadeza, mas com firmeza o suficiente para obrigá-la a encará-lo.— Cuida
A mentira
—Aquela mulher nunca se apaixonou por ninguém ,ela só ama a si mesma e aposto que continua sendo a mesma puta que sempre foi. — Chega, Heitor! — gritou o pai, levantando-se. — Eu não vou permitir que fale assim da mulher que amo. — Não vai permitir? — avançou Heitor, o rosto próximo ao do pai. — Você sempre preferiu ela . Nunca me ouviu. Nunca acreditou em mim. Quando eu disse que ela me procurou, que quis transar comigo mesmo depois de estar com você... o que você fez me chamou de mentiroso, disse que eu nunca me confirmei de ter perdido ela para você mesmo sendo bem mais jovem e disse que nãoe considerava mais seu filho... ___E contiuará não sendo enquanto não a respeita -la e insistir com essa mentira . Naquele instante, a porta do quarto se abriu e Patrícia entrou. O ambiente, que já estava carregado, ficou ainda mais tenso. Os olhos de Heitor imediatamente se estreitaram em desprezo ao vê-la, enquanto os de seu pai se iluminaram com uma devoção quase doentia. Era evid
Desejo ou paixão ?
Ela imaginava uma vida de luxo, sendo generosamente sustentada por Álvaro, como já acontecia, mas com o bônus de ter ao seu lado o homem que realmente a fazia se sentir viva. Heitor, com sua beleza crua, seu olhar intenso e aquele corpo que parecia esculpido para o pecado, era muito mais do que um rosto bonito. Ele era viril, seguro, um amante extraordinário. Tinha o toque certo, a força certa, o conhecimento exato de como conduzi-la ao limite e trazê-la de volta — e, sim, era muito bem-dotado, uma parte da anatomia dele que ela vivia elogiando com muita sinceridade e o melhor ,ele sabia usar cada centímetro com maestria. Em comparação, Álvaro nunca passara de um homem conveniente. Um financiador. Um tolo carente e obcecado que se contentava com as migalhas de atenção que ela oferecia. Um velho fraco, cego por paixão. Patrícia jamais sentiu desejo por ele — e, embora jamais confessasse a Heitor, é claro que teve seus casos. Discretos, calculados. Mas todos insignificantes perto do qu