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Capítulo 120: A marcha para a ultima guerra
Author: Evy
last update2025-12-09 23:58:22

— Você não vai encostar um dedo na minha mãe! — Thomas berrou, a voz ainda meio quebrada, mas carregada de fúria de quem apanhou o bastante para não aceitar mais humilhação. — Eu sou filho dela! Por que vocês acham que podem ameaçá-la aqui, no nosso território? Você não pode matar a Luna da fogo negro!

Killer virou para ele, olhos negros, pupilas vermelhas, e era como se falasse com um estranho.

— A sua mãe vendeu sua própria alcateia, moleque. Se não entendeu até agora, abre os olhos. Ela te
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  • Capítulo 189: Jogo sujo

    A frase não era convite, era ordem de homem que não gosta de jogar conversa fora quando a família está em risco. Noah deu um passo automaticamente para acompanhar, e Melia fez o mesmo. Apprys também foi, calma, mas atenta, percebendo a mudança no peso do ar, percebendo que a casa não estava tão segura quanto deveria.Matteo fez menção de seguir.— Se é uma questão de aliança… — começou, sorrindo como quem quer parecer parte de tudo.Killer sequer olhou direito.— É assunto de família — respondeu, frio. — Não de aliados.O grupo entrou na mansão e desapareceu pelo corredor do escritório, deixando Matteo e Ilana do lado de fora, com o ar frio batendo no rosto e uma distância incômoda entre eles e o coração da alcateia. Assim que a porta se fechou e o som dos passos sumiu, o semblante de Matteo mudou como uma máscara caindo. O sorriso se desfez e a expressão ficou dura como pedra.— Você ainda não conseguiu? — perguntou, baixo, feroz.Ilana virou o rosto com irritação, tentando manter a

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    O sol mal tinha terminado de nascer quando os portões da Dentes de Prata começaram a se mover. A manhã vinha clara, fria, com cheiro de terra úmida e folhas amassadas, e o céu tinha aquele azul limpo que costumava anunciar um dia tranquilo… mas nada ali parecia realmente tranquilo. Um carro escuro estacionou do lado de fora, avançando devagar pela entrada de pedra, e o barulho do motor sendo desligado pareceu alto demais naquele silêncio matinal. Alguns lobos se aproximaram por instinto, atentos, e o cheiro que veio junto com o vento trouxe o aroma familiar de Obsidian. A porta se abriu e Connan desceu primeiro, firme, o rosto duro continuava o mesmo, os ombros largos, mal tinha envelhecido naqueles anos.Apprys desceu em seguida.E, mesmo depois de cem anos, a presença ainda fazia o ar mudar ao redor, como se a luz tivesse decidido se concentrar naquele corpo pequeno antes de se espalhar para o resto do mundo. A elfa não envelhecera como humanos envelheciam, e também não parecia ter

  • Capítulo 187: Nos vamos resolver isso

    A madrugada se espalhava pela mansão como um manto pesado, abafando sons, distorcendo sombras, tornando tudo mais perigoso do que durante o dia. O quarto de Ilana estava mergulhado numa penumbra quase completa, iluminado apenas pela luz pálida da lua que entrava pela janela alta. O silêncio ali dentro não era tranquilo, era tenso, carregado, impregnado de medo.Misty dormia no chão.O corpo estava encolhido sobre um cobertor fino demais para proteger do frio, ao lado de Paola e Elia, que respiravam de forma irregular, exaustas demais para manter qualquer postura de alerta. Nenhuma das três ousara sequer sugerir ocupar a cama, o lugar delas estava claro desde o momento em que a porta daquele quarto se fechara horas antes.O rosto de Misty ainda ardia.Cada batida do coração fazia o lábio inchado pulsar, o maxilar doer, e os pequenos cortes internos lembravam, a cada movimento da língua, o gosto metálico que insistia em não desaparecer. O corpo inteiro doía, mas o cansaço venceu o medo

  • Capítulo 186: Vocês são lixo

    A porta do quarto se fechou com violência assim que entraram.O impacto foi seco, alto, fazendo as três estremecerem ao mesmo tempo, as mãos apertando umas às outras. Sabiam o que viria, apesar de torcerem para ser diferente naquela noite. — De joelhos — ordenou Ilana, sem elevar a voz, o tom frio demais para permitir qualquer esperança de piedade.As pernas de Misty falharam primeiro, Paola e Elia desceram quase ao mesmo tempo, os joelhos batendo no tapete macio com um som abafado que contrastava cruelmente com a dureza da ordem. O medo agora não era mais contido. Estava escancarado, tremendo nos corpos, no choro preso, na respiração curta.Ilana começou a andar pelo quarto.Os passos eram lentos, calculados, o salto batendo no chão como um marcador de tempo. Caminhava em círculos ao redor das três, observando-as de cima, como quem avalia algo quebrado, algo que precisa ser corrigido. Passou pela porta trancando-a para que ninguém a atrapalhasse, então voltou para as três garotas.—

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    As três se entreolharam rapidamente, olhos arregalados, confusas demais para reagir de imediato. Paola chegou a abrir a boca, mas o som morreu antes dela falar qualquer coisa, Elia apertou os dedos com força no tecido do vestido e Misty sentiu o estômago se contrair.Ilana sorriu antes que qualquer uma pudesse responder.— Não é necessário — disse com um tom leve, quase risonho. — Elas comem depois sempre, estão só um pouco tímidas.Melia ergueu o olhar devagar, encontrando o de Ilana com calma calculada.— Na minha alcateia — respondeu, sem elevar a voz — todos se sentam à mesa. Não existe “depois” quando se trata de uma refeição compartilhada.As três jovens tentaram negar ao mesmo tempo, as vozes baixas, inseguras, quase um sussurro atropelado.— Não precisa… — A gente está bem assim… — Podemos esperar…— Não — interrompeu Melia, agora com um tom que não deixava espaço para discussão, afinal, ela era a luna ali. — Sentem-se.O comando da Luna ecoou pelo salão com um peso impossív

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    A noite caiu lentamente sobre a alcateia, trazendo consigo um silêncio diferente, denso, carregado de expectativa. As luzes da mansão principal foram acesas uma a uma, iluminando corredores largos e salões que testemunharam gerações de alfas, lutas, pactos e decisões que moldaram o destino da Dentes de Prata. O jantar daquela noite não era apenas uma refeição, era um gesto político, um ritual social, uma forma de mostrar união diante dos visitantes.Noah passou o dia inteiro inquieto.Desde o momento em que deixara Ilana sozinha no meio da manhã, a imagem de Misty não saíra da cabeça. Procurou discretamente pelos corredores, pelos jardins, pelas áreas de serviço, perguntando a guardas e empregados se tinham visto alguma das meninas que acompanhavam a comitiva. Recebeu apenas respostas vagas, ninguém havia visto nenhuma das três empregadas, nem no almoço, nem em nenhum momento do dia, era como se elas estivessem se escondendo.Quando o chamado para o jantar ecoou pela mansão, Noah já e

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