111 - Ela é muito forte
Author: Rose Barbosa
last update2025-09-21 01:33:24

DAMIAN WINTER

A casa estava em silêncio quando entrei. Apenas uma luz fraca vinha do corredor que levava aos quartos. O relógio marcava quase nove da noite, mas eu precisava vê-los antes de voltar para o hospital.

Subi as escadas, indo direto ao quarto de Danian. Quando empurrei a porta do quarto, encontrei Apollo sentado na cama, abraçando o travesseiro. Orion estava ao lado dele, deitado, mas com os olhos abertos. Danian, encolhido no canto do colchão, parecia mais cansado do que sonolento.

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  • Casal 3: 98 - Na mesma página

    MARKUS BLACKWOOD A noite caiu sobre Nova York. Mark já estava dormindo na cama dele. Leah e eu estávamos deitados na nossa cama. Ela estava aninhada no meu peito. — O Damian me contou uma coisa hoje. — Quebrei o silêncio. — O quê? — Ela perguntou, sonolenta. — A Patrícia. A audiência preliminar foi ontem. O juiz negou fiança dessa vez. Ela vai aguardar o julgamento presa. Tentativa de homicídio. Senti o corpo de Leah relaxar contra o meu. — Isso é bom. — Ela suspirou. — Sim. — Beijei o topo da cabeça dela. — Ela não vai sair tão cedo. E os advogados dizem que ela vai pegar uma pena longa, ou ser internada numa instituição psiquiátrica judicial. De qualquer forma, espero nunca mais vê-la em liberdade. Ficamos em silêncio por um tempo. O som distante das sirenes e do trânsito lá embaixo era reconfortante, de certa forma. Era a nossa realidade. — Leah? — Chamei. — Hm? — O que o Mark disse hoje sobre o irmão. — Senti ela ficar tensa de novo. — Você pensa nisso? Em ter filhos?

  • Casal 3: 97 - Cadê meu irmãozinho?

    LEAH HAMPTON O táxi parou em frente à casa de Stella. Era uma tarde de domingo, e o céu estava cinza, bem diferente do infinito azul das Maldivas. Mas, estranhamente, eu não sentia falta do paraíso. — Chegamos. — Markus anunciou, pagando o motorista e pegando nossas malas. Toquei a campainha. Segundos depois, a porta se abriu como se tivesse explodido. — Mamãe! Papai! Mark voou para fora, usando uma camisa do Mickey e um boné virado para trás. Ele colidiu com as minhas pernas com tanta força que quase caí. — Oi, meu amor! — Me abaixei, abraçando-o e cheirando o pescoço dele. Cheiro de protetor solar e pipoca. — Que saudade gigante de você! Markus largou as malas na calçada e se juntou ao abraço, levantando Mark no ar. — E aí, garotão? A Disney sobreviveu à sua visita? — Sobreviveu! — Mark riu. — Eu vi o Mickey! E andei na montanha-russa do Hulk! E o tio Damian vomitou! Damian apareceu na porta, parecendo um pouco cansado. Ele segurava a pequena Maxine no colo, enquanto Apoll

  • Casal 3: 96 - Trabalhamos bem, sócia

    MARKUS BLACKWOOD DIA 4: A SALA Era noite e chovia lá fora. Uma tempestade tropical repentina açoitava as janelas de vidro do bangalô, relâmpagos iluminavam o quarto escuro a cada poucos segundos. Estávamos na sala de estar. O jantar tinha sido empurrado para o lado. Leah estava sentada no meu colo, no sofá grande e macio, vestindo apenas uma das minhas camisas brancas. Estávamos ouvindo jazz no sistema de som, mas o barulho da chuva era a verdadeira trilha sonora. Havia algo aconchegante em estar abrigado da tempestade com ela. — Eu adoro esse som. — Ela murmurou, traçando o contorno do meu braço. — Faz eu me sentir segura aqui dentro. — Você está segura. — Garanti, beijando o pescoço dela. Minha mão deslizou por baixo da camisa, encontrando a pele quente da barriga dela, subindo para acariciar os seios livres. Ela suspirou, reclinando-se contra mim. — Markus... — Ela virou o pescoço para me beijar, um beijo preguiçoso que logo esquentou. Com um movimento suave, de

  • Casal 3: 95 - Apetite insaciável

    MARKUS BLACKWOOD Os dias nas Maldivas flutuavam. Aqui o tempo era irrelevante. O sol nascia, pintando o céu de tons impossíveis de laranja e rosa, e se punha num espetáculo de roxo. E entre esses dois eventos, existia apenas nós. Leah e eu. Desliguei o celular no momento em que chegamos e o tranquei no cofre. Nossa rotina se tornou uma doce repetição de prazer, descanso e conversas que nunca tivemos tempo de ter. Descobri que Leah adorava frutas exóticas que eu nem sabia pronunciar o nome. Descobri que ela ficava com as sardas no nariz mais evidentes quando pegava muito sol. E descobri que a minha esposa tinha um apetite insaciável que rivalizava com o meu. DIA 2: O DECK Era o meio da tarde do terceiro dia. O sol estava alto, o calor era úmido, tropical, daquele que faz a pele brilhar de suor mesmo quando se está parado. Leah estava deitada numa espreguiçadeira de madeira no nosso deck privativo, de bruços. Ela usava a parte de baixo de um biquíni preto minúsculo e tinh

  • Casal 3: 94 - Quero te amar

    LEAH HAMPTON — Por que você parou? Markus se levantou devagar, os lábios úmidos e vermelhos, um sorriso torto e diabólico no rosto. Ele desceu minhas pernas dos ombros dele, deixando-as penderem para fora do balcão, mas manteve minhas coxas abertas, encaixando-se no meio delas. — Porque eu não quero que você goze sozinha. — Ele falou com a voz rouca e baixa. — Eu quero estar dentro de você quando acontecer. Eu quero sentir você pulsando ao meu redor. Ele segurou meu rosto e me beijou, um beijo que tinha gosto de mim e de desejo. Enquanto nos beijávamos, senti a mão dele descer para a própria calça, ouvi o som do zíper descendo e o farfalhar do tecido. A antecipação era uma dor doce. Eu o queria. Eu precisava senti-lo me preenchendo. A mão dele envolveu minha cintura com força, seus dedos apertaram minha pele, e ele me puxou para a ponta do balcão, até que minha bunda estivesse perigosamente na beira. — Segura em mim. — Ele ordenou contra meus lábios. Entrelacei meus bra

  • Casal 3: 93 - Fazer coisas melhores do que comer

    LEAH HAMPTON Maldivas. Eu já tinha visto fotos. Já tinha visto protetores de tela de computador e documentários de viagem. Mas nada, absolutamente nada, me preparou para a realidade de estar aqui. O hidroavião nos deixou no píer privativo do resort há apenas trinta minutos, e desde então, eu sentia que estava vivendo dentro de um sonho. O céu era de um anil profundo, sem nuvens. O mar era uma colcha de retalhos de turquesa, esmeralda e safira, tão transparente que eu podia ver os peixes nadando lá embaixo sem nem precisar entrar na água. E o nosso bangalô... bom, "bangalô" era uma palavra modesta demais. Era uma mansão suspensa sobre as ondas, com paredes de vidro e um deck infinito que parecia se fundir com o horizonte. Corri pela sala de estar gigantesca, com meus pés descalços deslizando na madeira. O ar condicionado mantinha o interior deliciosamente fresco. — Markus! Olha isso! — Gritei, parando em cima de uma placa de vidro no chão da sala. — Tem um tubarãozinho pass

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