181 - Bônus 4
Author: Rose Barbosa
last update2025-10-21 22:29:30

DAMIAN WINTER

"Maxine Winter."

Depois de vê-la, percebi que nenhum outro nome no mundo podia pertencer a ela. Olhei para o pequeno ser ensanguentado e enrugado no peito da minha esposa e a palavra "grandiosa" pareceu se encaixar perfeitamente.

Stella estava radiante. Cansada, pálida, mas absolutamente luminosa. Ela era uma deusa.

Quando as enfermeiras levaram Maxine para limpá-la e pesá-la, cada segundo que ela esteve fora do meu campo de visão foi uma agonia. Eu observei cada movimento, um leã
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    MARKUS BLACKWOOD A reunião com o conselho financeiro estava se arrastando há três horas. Eu estava discutindo a aquisição de uma nova ala de oncologia pediátrica, mas minha mente estava vagando. Eu estava com fome e com saudade da minha esposa. A porta da sala de reuniões se abriu.Minha secretária entrou com uma expressão preocupada. Ela nunca interrompia reuniões de conselho. — Sr. Blackwood? — Ela sussurrou, vindo até mim. — O que foi, Sarah? — A escola do Mark ligou faz algumas horas. — O que houve? Ele está bem? — Parece que houve uma briga. — Ela explicou rápido. — Mas não se preocupe, a Sra. Blackwood já foi para lá. A diretora ligou apenas para formalizar, mas disse que a Leah já retirou o menino e resolveu a situação. — Leah já foi? — Sim, senhor. Olhei para os acionistas. — Senhores, a reunião está encerrada. — Falei, pegando meu paletó. — Mas Markus, a votação... — Dr. Aris tentou argumentar. — Votem sem mim. Confio no julgamento de vocês. Saí da sala quase co

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    LEAH HAMPTONUM ANO DEPOIS...O sol da manhã batia no vidro do para-brisa do meu carro, iluminando o perfil do meu marido no banco do passageiro. Markus estava distraído, digitando algo no celular.Olhei para ele e sorri. Um ano. Fazia um ano que a nossa vida tinha entrado nos trilhos de uma rotina deliciosamente imperfeita.Parei o carro na entrada privativa do hospital.— Chegamos, chefe. — Anunciei, puxando o freio de mão.Markus levantou a cabeça, guardando o celular no bolso do paletó. Ele se inclinou na minha direção e sua mão pousou na minha coxa.— Tem certeza de que não quer subir? — Ele perguntou com aquele meio sorriso sedutor brincando nos lábios. — Posso te dar uma consultoria privada na minha sala.Ri, dando um tapa na mão dele.— Tentador, Sr. Blackwood. Mas hoje é minha folga. E você sabe que se eu pisar naquele andar, o Dr. Aris vai tentar me arrastar para alguma cirurgia de emergência ou me fazer assinar papéis.— É o preço de ser a melhor cirurgiã do país.— A "melh

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    MARKUS BLACKWOOD A noite caiu sobre Nova York. Mark já estava dormindo na cama dele. Leah e eu estávamos deitados na nossa cama. Ela estava aninhada no meu peito. — O Damian me contou uma coisa hoje. — Quebrei o silêncio. — O quê? — Ela perguntou, sonolenta. — A Patrícia. A audiência preliminar foi ontem. O juiz negou fiança dessa vez. Ela vai aguardar o julgamento presa. Tentativa de homicídio. Senti o corpo de Leah relaxar contra o meu. — Isso é bom. — Ela suspirou. — Sim. — Beijei o topo da cabeça dela. — Ela não vai sair tão cedo. E os advogados dizem que ela vai pegar uma pena longa, ou ser internada numa instituição psiquiátrica judicial. De qualquer forma, espero nunca mais vê-la em liberdade. Ficamos em silêncio por um tempo. O som distante das sirenes e do trânsito lá embaixo era reconfortante, de certa forma. Era a nossa realidade. — Leah? — Chamei. — Hm? — O que o Mark disse hoje sobre o irmão. — Senti ela ficar tensa de novo. — Você pensa nisso? Em ter filhos?

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