All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 701
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217. QUERO TE ESQUECER
DRACOMIRFiquei parado feito um idiota, sem saber o que dizer.Como justificar que a confundi com as filhas vampiras do antigo Lorde?Elas se alimentavam de mim desde que eu era um filhote.À força, sem compaixão, sem piedade.—Eu não quis... —tentei tocá-la, me explicar.—Fica longe de mim —ela disse, se arrastando pra trás e cobrindo os seios.Foi então que meus olhos ficaram presos no rastro de sangue entre as pernas dela.Olhei pro meu pau, ainda em brasa.A empurrei com tanta força que acabei rasgando por dentro.—Deusa… eu sou um animal... sou um desgraçado...Comecei a recuar.Negando com a cabeça, enojado com aquilo em que me transformei.Consegui me vingar daqueles filhos da puta, mas… e daí?Isso não trouxe minha mãe de volta, nem minha vida, nem minha inocência.Só restou um homem destruído que não sabia amar sem machucar.—Acho que nossa hora acabou —ela disse friamente.Lá estava de novo… aquela armadura que custei tanto a quebrar.—Victoria, eu não quis te machucar, pequ
218. ENGANO DE SEDUÇÃO
ROUSSEEu não conseguia dormir, preocupado com Victoria, mesmo sabendo o quão poderosa ela era.Deitado no chão, mergulhado na escuridão do quarto, senti quando ela voltou.Me levantei na hora pra ver se ela tava bem, e então eu ouvi: o som do choro abafado dela.Depois, o uivo de um lobo macho ao longe.—Espera, Rousse —a voz de Meridiana me deteve da cama.Vi a silhueta dela se levantar.—Desculpa... te acordei...—Eu não tinha dormido, também tava preocupada —ela disse baixinho.Nós dois dividíamos aquele quartinho por razões óbvias.Se eu precisasse sair de repente ou alguém do serviço entrasse, eu precisava parecer “normal”.—Não vai agora... ela... acho que precisa ficar sozinha —murmurou, e eu assenti, suspirando.Zarek não ia gostar nada disso.Quando Victoria tava de gracinha com aquele vampiro, não me importei.Mas agora, até eu, que não sou especialista no amor, podia ver:Aquele macho dizia que a odiava, mas o jeito obcecado como olhava pra ela gritava o contrário.—Então d
219. CEDENDO AO SEU FEITIÇO
ROUSSEEu sentia o tremor das mãos dela sobre meus joelhos. Meus próprios desejos me incitavam a devorá-la. O que eu tava fazendo, caralh0? Talvez eu não devesse... Mas antes que me afastasse, Meridiana deu o passo final. Aqueles lábios carnudos e entreabertos se grudaram nos meus. Desajeitada, tensa… mas não era a troca de magia de sempre. Era impossível interpretar errado. Ela tava me beijando. Fiquei com os olhos abertos, surpreso, indeciso... Até que um gemido baixo vibrou na garganta dela e f0d4-se todas as minhas dúvidas.Respondi ao beijo, ao aroma embriagante que saía da pele dela. Os seios pressionaram meu peito firme, as mãos acariciavam meus ombros. Segurei sua cintura, levantando-a sobre minhas coxas e puxando ela contra mim. Parte dos meus complexos gritava pra afastá-la, mas as reações de Meridiana não eram de uma fêmea enojada. A magia dela, escura e gelada, entrava pela minha boca, se infiltrava em cada célula e percorria minhas veias estéreis. Mas o que m
220. O SABOR DA SUA MAGIA
ROUSSE—Meridiana… Paramos? Não tenha medo, se não quiser continuar…—Eu quero…Ela segurou minha cabeça com força e me escondeu entre seus seios.Sussurrava no meu ouvido e eu podia escutar claramente o retumbar do seu coração.—Se for com você, Rousse… eu quero tudo… tô disposta a tudo…A confissão dela me deixou sem palavras.Senti minha alma vibrar, a ilusão voltando pra mim, o desejo de amar mais forte do que nunca.A abracei, beijei seu pescoço, seu cabelo…Querendo dizer tanta coisa e, ao mesmo tempo, sem saber como mostrar tudo o que ela estava despertando em mim.Em tão pouco tempo, ela já tinha entrado debaixo da minha pele.Mas eu não era o homem que podia dar “tudo” pra ela.Comigo, ela jamais teria uma família… nem um macho que pudesse fazer amor de verdade.Logo ia descobrir que só tinha se encantado por um estranho que foi gentil e salvou sua vida.Mas, pelo menos por hoje, por essa noite… eu queria ser egoísta, mesmo que depois me quebrasse inteiro.—Então me deixa te
221. SÓ PARA MIM
ROUSSEO momento estava chegando, e a boceta dela se contraía cada vez mais, à beira do êxtase."Rousse, eu não aguento… tá gostoso demais… não para, aaah, não para…!"Ela arqueou as costas, suada, enfiando o rosto no travesseiro."Goza pra mim, bebê… não se segura… sshhh… me dá tudo, gostosa…"Como se estivesse esperando a minha ordem, aquela pepeca virgem explodiu num gozo que embriagou todos os meus sentidos.Eu engoli e lambi como um tarado, chupando alto no escuro, sem vergonha nenhuma.Continuei acariciando o clitóris dela até o fim, sentindo o corpo todo dela tremer e o grito abafado se perder contra o travesseiro.Meus olhos semicerrados observavam ela por cima do monte de Vênus…Deusa… obrigado por me deixar viver isso.Chupei até a última gota, limpei ela com a língua.Ofegando também, mesmo sem precisar de ar.No meio do cheiro de sexo, de desejo descarregado e com Meridiana se recuperando, algo surreal aconteceu comigo.Olhei pro meu pau, surpreso… e até assustado.Não pod
222. UM ACORDO SOB AMEAÇA
NARRADORARousse olhava encantado para a pequena mulher em seus braços.Ainda custava a acreditar que Meridiana o havia aceitado como amante.Acariciava sua bochecha com delicadeza.Inspirava aquele aroma delicioso que preenchia sua alma.Queria ficar para sempre preso naquela bolha cor-de-rosa, mas logo entendeu que era hora de encarar a vida real.Seu ouvido aguçado captou o som de botas subindo as escadas até o segundo andar.A cadência, o peso dos passos, a firmeza na caminhada... era o Lorde se aproximando dos seus aposentos.“Amor, acorda, Meridiana, acorda, meu bem, temos companhia.”A feiticeira mal teve tempo de esfregar os olhos antes de entender a gravidade da situação.Imediatamente se recolheu para o mundo interior do seu General.Os passos pararam bem diante da porta de Rousse.Do lado de fora, Dracomir esperava, ansioso, embora fingisse indiferença.Não havia dormido, e seu rosto mostrava sinais de cansaço.Seus olhos não paravam de olhar para a última porta do corredor
223. AGORA VOCÊ É MINHA ESCRAVA
NARRADORADracomir quase pareceu suspirar de alívio.— Aqui está o contrato… assina com seu sangue.O Lorde não perdeu tempo.Rousse não disse nada, apenas pegou o pergaminho e analisou.Nem se chamava Zarek, nem Victoria pertencia a qualquer feudo deste mundo.— Tudo certo. Me parece justo. Só quero acrescentar que a entrego por vontade própria e espero poder fazer comércio com sua fortaleza no futuro.Fingiu estar tirando mais vantagem, como qualquer nobre faria.Mordeu a ponta do dedo e carimbou a digital ao lado do nome falso.— Vou garantir que seja bem-vindo, mas não quero você perto da minha… escrava.Dracomir enfatizou o “minha” com um sibilo ameaçador.Os olhos de lobo lhe lançaram um último aviso antes de sair da taverna.O Lorde não era burro.Já tinha mandado investigar se aquele sobrenome nobre realmente existia no outro feudo de lobisomens.O problema era a distância... ia demorar.Havia algo naquele tal Zarek que não o convencia.Não conseguiu sondar sua parte animal.M
224. NÃO TOQUE NO QUE É MEU
VICTORIAQuando saí do quarto, ele estava me esperando, encostado na parede.— Estou pronta… senhor — murmurei entre os dentes.— Vamos, então — respondeu, e sem me dar tempo pra nada, sua mão enorme se fechou na minha.Meu coração traidor deu um pulo.Admito que não esperava que me levasse ao seu lado.Isso era impróprio por todos os lados, ainda mais sendo ele o dono dessas terras.Quando descemos até a entrada, o estalajadeiro já nos esperava, e seus olhos desceram até nossas mãos entrelaçadas.Mas, homem sábio que era, não disse uma palavra sobre isso.— Vossa Senhoria, aqui está a capa que encomendou na loja — entregou-lhe uma linda capa vermelha de pele macia.— Ótimo. A conta já foi paga. Vamos embora.O homem se derreteu em elogios enquanto saíamos em direção ao estábulo.No entanto, seu rosto deixava bem claro o alívio por se livrar do chefe mal-humorado.Na parte de trás, o rapaz já nos trazia um belo cavalo negro.— Vem, vou colocar sua capa.Draco parou na minha frente e,
225. VOCÊ ME DEIXA LOUCO
VICTORIAFiquei parada na soleira da porta, protegida sob a tenda, enquanto o via arrastar brutalmente aquele homem.Seu rugido ativou todo o acampamento em um segundo.Sua aura de lycan se espalhou, botando medo até nos lobos guerreiros.Não havia dúvidas de quem era o chefe ali.— Sei que muitos têm dúvidas sobre a fêmea que está comigo. Não tenho orelhas enfeitadas só pra bonito!Me estiquei pra vê-lo subindo em cima de uma mesa de madeira que rangeu como se chorasse com o peso dele.Todos baixaram o olhar. Sem exceção.— Suas dúvidas ou reclamações não me importam. Quem eu escolho como amante é problema meu!Ele os encarava com uma selvageria de gelar o sangue, os caninos pra fora, pronto pra rasgar.Mas sempre tem um idiota.—Se… senhor, mas ela é uma vampira e o senhor tinha dito antes pra prendermos ela… Aaafgrr!Nem terminou de falar. Algo assobiou no ar e foi direto no guerreiro que murmurou.O cadáver daquele homem que me trouxe água foi degolado por Draco e arremessado com
226. EU GOSTO DE GAROTOS MAUS
VICTORIAEmpinei de propósito a bunda contra a calça justa de couro dele, sentindo aquele pau se estremecer de empolgação.A língua dele entrou no meu ouvido, chupando de forma erótica.Uma mão já apertava meu mamilo e a outra descia direto pra me tocar entre as pernas.—Minha mulher... mmn... deixa eu ver se você tá bem...Seus dedos mergulharam com delicadeza, sondando minha vulva, acariciando devagare com doçura entre os lábios.Faltou pouco pra eu ceder.Estava ardendo de vontade de deixá-lo me ter...—Já falei que tô bem, agora me deixa tomar banho em paz...Reuni coragem pra me soltar.Afundei as unhas no braço dele e o empurrei com força, caminhando até a banheira, completamente nua.Sentia o olhar dele me devorando, os resmungos frustrados.Me esgueirei atrás do biombo fino, soltando o suspiro que tinha prendido, e me inclinei pra tirar as botinas.Eu quase podia ouvir ele ofegando com a língua pra fora. Aquele lobo pervertido.Um sorrisinho perverso apareceu no canto da minh