All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 721
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237. SEXO E VINGANÇA
VICTORIAAquele homem recebia a todos como se fosse o dono da fortaleza e, do nada, propôs um brinde ao Lorde.Os holofotes se voltaram pra nós de novo.Dracomir estava tenso, e simplesmente se colocou na minha frente, me cobrindo completamente.Aplausos, até gritos de admiração ecoaram com seu nome.Um idiota ainda o parabenizou por massacrar os vampiros rebeldes das fronteiras.O júbilo aumentou, mas as costas rígidas bem diante dos meus olhos mostravam que ele estava incomodado, com medo de me desagradar.Estendi a mão e o acariciei lentamente, onde ninguém podia ver.Senti ele estremecer sob meus dedos."Não importa, meu amor... não tô com raiva por isso," sussurrei por aquele laço temporário que criamos.O carinho dele e o amor que me envolvia mentalmente chegaram logo depois.Era só isso que eu precisava pra não me arrepender de tê-lo aceitado.*****Entre Dracomir recusando convites pra dançar e quase mordendo todo macho que passava perto de mim, chegamos ao próximo evento da n
238. CÚMPLICE DOS SEUS JOGOS
DRACOMIREu sabia exatamente o que ela estava tramando.Como não perceber, se ela nem fazia questão de disfarçar?— Mmnn… sshh…Com as mãos na boca e os dentes cerrados, eu tentava abafar os sons excitados que escapavam da minha garganta.Meus olhos semicerrados de prazer viravam em branco enquanto olhavam para o palco.Aquela cabeleira castanha subia e descia entre minhas pernas, e meu pau estava sendo chupado por aquela devoradora de sanidade.“Vicky… sshhh… devagar, meu amor… porra… aah…”Gemia desesperado na mente dela.Os sons molhados, eróticos e abafados da sua boca ecoavam no escuro.Minhas pupilas afiadas se fixaram naquele rosto lindo e corado.Meu pau, brilhando de saliva e pré-gozo, entrava e saía cada vez mais rápido entre seus lábios vermelhos.Eu me agarrava tão forte ao braço da poltrona que minhas garras saíram, deixando marcas na madeira.— Mnnn… merda, Victoria… aah, que delícia, meu amor… — murmurei de olhos fechados.Estava perdendo completamente o controle.Minha
239. ATAQUES QUE MATAM
VICTORIAEu afundava meu rosto no pescoço dele, aspirando seu cheiro selvagem, lambendo as gotas de suor, sentindo o pulsar das veias sob minha língua.Minhas pernas fechadas ao redor da cintura dele, minha bunda se sacudia pra cima e pra baixo enquanto eu aproveitava esse rapidinha selvagem.Sentia as garras dele cravadas nos meus quadris e aquela lança grossa se afundando entre meus lábios.Meu mundo inteiro tremia com os rugidos animais e contidos que ele deixava escapar no meu ouvido.As cortinas balançavam cada vez com mais força, os golpes de Draco eram frenéticos.Mal conseguia conter os gritos de êxtase.O proibido, a adrenalina de fazer escondido, de transar em público… sempre é mais gostoso e te leva mais rápido ao orgasmo.No meio do nosso frenesi, meus olhos nublados de desejo enxergaram, por uma fresta entre as cortinas, algo além das cobertas pesadas.Uma sombra estava parada, nos espiando, ouvindo nossos gemidos de prazer.Já que ela veio se torturar sozinha… então eu i
240. UMA HISTÓRIA TRÁGICA
VICTORIAPercebi na hora: se não pisasse em ovos, seria incriminada pela morte da criada.—Olá, Sr. Fenir, vim devolver à Celia uma peça de roupa que ela me emprestou ontem à noite —disse, mostrando meu melhor sorriso falso.—Mas ela não está, nem a criada dela. Encontrei a porta aberta… que descuido —falei o mais alto que pude, até abri mais a entrada.—E costuma entrar nos quartos sem o dono estar presente? —ele ergueu uma sobrancelha com uma careta de desprezo.No fundo dos olhos dele, dava pra ver o nojo que sentia por mim.Mas só o fato de não demonstrar isso abertamente, e fingir tão bem, me dizia que eu tinha que tomar muito cuidado com esse homem.—Bom, o Lorde me pediu ontem à noite pra me dar bem com Celia. Ele a considera uma irmã. Só tô seguindo ordens —respondi saindo pro corredor.—Se quiser revistar, olha, não tô carregando nada —girei o corpo, mexendo o vestido.Me acusar da morte daquela garota era absurdo.Não só não tinham provas, como eu tinha passado todo o tempo
241. UM EXÉRCITO INVENCÍVEL PARA MEU LORD
VICTORIAEle continuou me contando sobre o passado...«Dracomir foi atraído pra esse quarto desde que era apenas um filhote.Quando percebeu que não eram brincadeiras inofensivas em troca de doces proibidos pros escravos, foi correndo contar pra mãe.Achou que ela podia protegê-lo.Ainda lembro do dia em que o encontrei chorando e tremendo no corredor.Tinha seguido o rastro da mãe e a encontrou na alcova do general.Espiou seu segredo mais sombrio e as coisas horríveis que ela fazia pra protegê-lo.Desde pequeno, entendeu os sacrifícios pra sobreviver dentro desse monstro de ferro e pedra.Também se calou, escondeu e aguentou os abusos como escravo de sangue.Até que um dia, com uns doze anos, foi a mãe quem o flagrou… neste mesmo quarto.»As palavras dele me transportavam pra cenas dilacerantes.Nem sei como Draco conseguiu me aceitar sendo uma vampira.Agora entendo o pânico dele toda vez que eu tentava me alimentar dele.—A mãe dele… o que aconteceu com ela? —minha voz tremia.—E
242. UMA MAGIA DE OUTRO MUNDO
NARRADORAAlguns dias antes...Fora dos muros de proteção do feudo, Rousse havia chegado ao refúgio de Marius e seu povo.Ele não confiava nos vampiros, mas reconhecia que estavam sozinhos neste mundo.Inimigos havia de sobra, e aliados, bem poucos.Agora... ainda estava para se ver se o vampiro que caminhava à sua frente era um amigo leal.—Tem certeza de que foi na saída da muralha externa? —Marius voltou a perguntar para Meridiana.Supostamente, ela tinha sido a única feiticeira que encontraram e, para falar a verdade, não parecia grande coisa.Claro que Marius não estava por dentro dos poderes da pequena bruxa.Também ficou bastante decepcionado ao não ver Victoria, mas segundo seu servo, ela havia se infiltrado na fortaleza dos lobos.Seguia então na frente Rousse e Meridiana, segurando uma tocha que iluminava o túnel subterrâneo lúgubre.Suas botas chapinhavam ao pisar nas águas lamacentas do esgoto.O fedor subia, impregnando suas narinas.Somente uns pezinhos se mantinham limp
243. PLANOS ASTUTOS
NARRADORAAgora tudo fazia sentido nas memórias fragmentadas que Meridiana havia roubado da jovem maga.Um feitiço em específico se repetia como um loop na mente daquela feiticeira.Ela não queria esquecê-lo, então recitava sem parar.Meridiana aprendeu com ela: a forma de extrair, pouco a pouco, a energia perigosa daquele cristal.Era apenas um fragmento, roubado pelas feiticeiras aprisionadas.Conseguiram passá-lo, com muito sacrifício, para aquela garota que servia como escrava de Celia.Ela era a esperança delas, pois tinha a chance de escapar da fortaleza e roubar a magia do cristal para se fortalecer.Encontrar mais clãs de bruxas, planejar o resgate…Obviamente, não conseguiu fazer nada disso.Chegou até a ter que se livrar do cristal durante uma revista nas portas, senão teria sido pega.—É óbvio que isso é muito importante… —Rousse também chegou a essa conclusão, tirando um lenço para envolvê-lo.Ele se sentia desconfortável, não queria tocar mais naquilo.—Não podemos deixar
244. INFILTRANDO O INIMIGO
NARRADORA—Nesta fortaleza houve uma guerra e ficaram muitos corpos enterrados... temos material de sobra.—Mas mesmo assim, você não consegue sozinha. Vai ter que contar pro Lorde...—NÃO! —de repente Meridiana interveio — Você não pode contar nada pro Lorde, ele não vai acreditar em você!—Por quê? Eu sou a companheira dele. Mesmo que ele seja grato àqueles anciãos, o Dracomir me escuta, talvez ele…—Você não pode —as mãos de Meridiana se esticaram ansiosas na direção dela.—. Não sei o porquê, mas vi isso nas memórias daquela garota... se você falar com o Lorde contra aquela família, ele não vai acreditar... ele... tem algo... não sei...Victoria ficou em silêncio, com o peito apertado.Claro que acreditou em Meridiana, ela mesma já tinha sentido isso.Entendia os sentimentos de gratidão de Dracomir, mas um homem tão esperto como ele... e era como se estivesse cego com aquelas pessoas.Celia matava as criadas sem pensar duas vezes, e ele chamava isso de infantilidade.Dracomir não
245. EM BUSCA DA MAGIA
NARRADORA—Ela pagou alguém pra te curar com o sangue dele?—Ághata perguntou, erguendo a sobrancelha, cheia de desconfiança.Tinham acabado de escutar o relato da criada.—Sim, sim, senhora, mas não sei quem foi… acho que um dos guardas… eu tava desmaiada —respondeu, baixando a cabeça com submissão.—O que ele te perguntou sobre mim? Se tiver falado qualquer coisa…!—Eu não falei nada, Srta. Celia! Nem aceitei a proposta dele! —ela se ajoelhou no chão, tremendo, como sempre fazia.—Calma, filha, calma —Ághata segurou a mão dela, que já ia bater na criada.—Vem cá —puxou-a pra um canto—. Não tinha me dito que ela tava morrendo? Não tem como se recuperar tão rápido, mesmo que seja sangue de um guerreiro forte.—Bom… agora já não sei, pra mim parecia grave —Celia desviou os olhos, nervosa.A vida ou morte das criadas não era algo que realmente a preocupava.Ághata suspirou, refletindo sobre as palavras da garota.—Acho que temos aqui uma boa oportunidade. Aquela vampira tentou te enganar
246. MEUS PRÓPRIOS "LYCANS"
VICTORIA“Tem que estar por aqui, tem que estar por aqui... maldição!”Rosnei por dentro, dando voltas naquele maldito quarto.Nada. Nem sinal de algum compartimento secreto.O ar viciado entre aquelas quatro paredes estava me deixando tonta.— Onde mais pode estar? O tempo está acabando...Se eu estivesse certa, aquele homem podia me pegar de surpresa a qualquer momento.Saí ansiosa para o corredor, olhando até mesmo pra minha sombra, com a sensação de que algo estava me escapando.De repente, o quadro no chão chamou minha atenção.Lembrei das palavras do Sr. Fenir: aquele homem era o irmão degenerado do Lorde.— Espera um segundo...De repente, uma enxurrada de suspeitas invadiu minha mente.Sempre houve um traidor entre os rebeldes, alguém que entregava tudo.Comecei a correr pelos corredores lúgubres e desertos, empurrando portas, procurando algum indício do quarto do general.Duas espadas e um escudo se entrelaçavam na madeira de mogno de uma das portas.Encostei o ouvido na sup