All Chapters of O Rei Lycan e sua Tentação Sombria: Chapter 741
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257. O PASSADO DE ROUSSE
VICTORIAEu estava perdendo as esperanças. Quanto mais eu teria que sofrer diante de Dracomir para que ele me escolhesse?Será que o feitiço que pesava sobre ele era realmente invencível?Já sentia o calor das chamas perto do meu corpo, aquelas feras gritando lá embaixo, cheias de ódio e maldade.Só conseguia olhá-lo com a alma apertada, pensando que, se ele permitisse que me queimassem viva... eu nunca o perdoaria.Por mais dor que isso causasse, dessa vez, eu não deixaria passar.É claro que eu podia me libertar, não arriscaria tanto se não tivesse uma saída, mas ele era a chave que eu desejava para escapar da injustiça.—VOCÊ VAI QUEIMAR E NEM AS CINZAS DO SEU CORPO IMUNDO VÃO SOBRAR, CRIATURA DAS TREVAS!A voz daquela velha soou ao meu lado, puro veneno, e isso porque ela nem sabia que já estava sem filha.—Vamos ver quem vai queimar...Rosnei entre os dentes, e ela hesitou por um segundo, me encarando, mas não me via como ameaça.Baixou a tocha e o fogo estalou ao tocar nas lasca
258. OS FANTASMAS DO PASSADO
NARRADORAEle saiu como um demônio, reunindo os poucos que ainda podiam lutar, homens tão desesperados quanto ele, em busca de suas mães, companheiras, filhos.Cerca de vinte elementais desceram a montanha... e quando Zarek ficou sabendo e chegou à mansão de campo daqueles nobres vampiros... só restava um.Viu seu amigo, aquele que o havia recebido de braços abertos, ajoelhado no meio do jardim, ainda segurando o corpo mutilado de sua mulher.O local estava manchado com a vida daqueles pobres elementais que jamais foram páreo para tantos vampiros adultos em festa, bêbados de luxúria e sede de sangue.Eles haviam se divertido com o corpo de Rousse, cravando espadas e facas pelas costas, enquanto ele protegia a mulher assassinada em seus braços.Os olhos de Zarek se tornaram vermelho-escarlate ao ouvir as risadas e zombarias, chutando o corpo dele, prolongando sua dor.Rodeado por aquelas pragas que se diziam nobres.Quando perceberam sua presença… já era tarde demais para eles.Naquele
259. UM LOBO DE CORAÇÃO PURO
NARRADORASe a mandíbula de Dracomir não estivesse bem presa ao crânio, teria caído no chão de tanto espanto.Através das rachaduras que destruíram todo o solo e abalaram os alicerces da fortaleza, pularam figuras humanoides, gritando."Dracomir... são aqueles degenerados!" Alan gritou, igualmente atônito.Jamais os esqueceriam, nem mesmo depois de mil anos. Tantas emoções se agitaram dentro de seu peito... a raiva o invadiu até que percebeu que eram apenas cadáveres.As cabeças arrancadas estavam agora costuradas de volta sobre seus ombros com fios do destino. Mortos-vivos movidos por algum tipo de magia poderosa.O enorme lobo voltou a olhar para a mulher lá no alto. Em pé, indomável, comandava com uma voz gutural, como numa sinfonia sombria, os homens que haviam transformado sua vida em um martírio.«Criei um exército pra você.»Foi o que Victoria lhe disse, e os peitos de Dracomir e Alan se inflaram de orgulho.Quantos segredos ela escondia dentro de si?Sua fêmea era incrível, ca
260. O ROSTO DAS CONDENADAS
NARRADORA— Maldição, não, não! Criaturas inúteis!Frederick rugiu ao ver seus “filhos” sendo massacrados.Também não tinha conseguido criar tantos. Roubar aquela magia corrompida era muito difícil, mesmo escravizando e controlando as bruxas.Por mais fortes que parecessem essas bestas, tinham um coração vivo… que podia ser arrancado.— Não posso ficar aqui... — rosnou, presenciando sua derrota e vendo que aquele exército jamais morreria.Seus olhos, cheios de raiva e inveja, se voltaram para Victoria.Deveria tê-la capturado para si.Confiou demais, foi ingênuo, não deu ouvidos aos instintos que gritavam que aquela vampira escondia seus poderes.— Filha da puta miserável...O ressentimento era tanto que doía até o peito.Olhou para os corpos da filha e da mulher. Nem sequer podia descer para recolhê-los e dar-lhes um enterro digno.Tinham acabado com sua família, e agora o forçavam a fugir… mas isso não ficaria assim.Antes que viessem atrás dele, deu meia-volta e correu para o inter
261. UM ÚLTIMO TRUQUE
NARRADORA"Aquele homem está fugindo, não posso deixá-lo escapar!" Alan rugiu, erguendo o focinho para ver a túnica de Frederick enquanto ele batia em retirada.O lobo gigante tinha subido até o topo das vinhas espinhosas, parado ao lado de Victoria. Lambeu sua bochecha com cuidado, e Draco disse para ela ficar segura atrás do exército."Não, vou com você!" Os olhos vermelhos da vampira brilharam com determinação. "Não, meu amor, esse homem é perigoso, está cheio de truques!" Dracomir não queria expô-la."Olha pra mim, lobo, olha pra mim!" Ela o agarrou pelo pelo macio dos lados do rosto. Os olhos intensos de Alan a encaravam com obsessão. Se algo acontecesse com sua fêmea, ele morreria com ela."Não sou fraca, lobinho. Sou uma guerreira como você, Alan. Vou lutar ao seu lado, meu Lorde!" ela rosnou, mostrando os caninos.Eles tinham que admitir: Victoria tinha mais colhões que os guerreiros do seu feudo, que agora observavam dos muros.De longe, claro, pra não morrer no fogo cruzado.
262. SE MINHA FAMÍLIA ESTIVESSE AQUI...
NARRADORAO quarto inteiro vibrou, e o ar se distorceu com a violência das energias que flutuavam.Todos os vidros explodiram ao mesmo tempo com um estrondo ensurdecedor, acompanhados por uma luz branca que cegou os olhos de Alan e Victoria.Eles caíram de costas, empurrados pela onda de energia, direto sobre o tapete."Capturem ele, maldição!", foi a última ordem que Victoria conseguiu gritar ao ver mãos mortas surgirem sob os tornozelos de Frederick.Alan se lançou sobre ela para protegê-la com o próprio corpo.Rugiu quando as lâminas afiadas de vento cortaram seu lombo, mas nunca deixou de proteger o precioso tesouro sob sua barriga.Todo o castelo começou a tremer desde os próprios alicerces.Era como se uma magia poderosa tivesse sido arrancada do seu centro... e foi exatamente isso.Quando o perigo passou, o imenso lobo se levantou de cima de sua fêmea.Lambeu-a com preocupação, e ele é quem havia se ferido.— Lobinho, você está bem? Draco?Victoria estava aflita com o cheiro de
263. A TENTAÇÃO DO PODER
VICTORIAMeu coração se partiu ao ver Meridiana chorando sobre os corpos de suas irmãs feiticeiras.Não parecia que a tratavam muito bem, mas ela cresceu com elas.Pelo menos uma coisa “boa” de não ter visão era se poupar de uma cena tão macabra.Aquele desgraçado parecia ter usado o mesmo poder desse círculo de bruxas para se teletransportar com o cristal.“Bebê, nós vamos recuperar, meu amor, não chore mais…”As palavras de Rousse sussurravam consolo para ela. Eles se tinham um ao outro, e isso me trazia paz.Eu estava de pé ao lado, mas precisava acompanhar Draco.Me preocupava a reação dele ao ver seus velhos inimigos de perto, agora que a urgência tinha passado.“Por isso eu tinha o feitiço da minha mestra. Aquele… aquele…!” ela exclamou, ofegante.Não encontrava os palavrões… imagina aquela boquinha tentando falar besteira.“Filho da puta, desgraçado, maldito e degenerado! Quer que eu acrescente mais alguns?” entrei na conversa, com vontade de desabafar também.“Não, obrigado pe
264. AMO SEU LADO SÁDICO
VICTORIAO olhar dele escureceu ao pensar de novo naquele desgraçado do Frederick e em como ele o controlava.“Eu confiava no nosso amor, no nosso vínculo, e sabia que você acabaria despertando para me salvar.”Fiquei na ponta dos pés e o beijei apaixonadamente nos lábios, sentindo suas mãos ansiosas apertarem minha cintura.Eu não queria que ele vivesse a vida toda cheio de remorso.“Além disso, se você deixasse me queimarem viva, eu ia esmagar suas ‘bolas’ depois,” sussurrei contra sua boca, descendo a mão para apalpar o volume dele.Um bufar veio junto com um esboço de sorriso sexy.“Eu mesmo tenho vontade de cortar meu pau por ser um idiota.” Ele beliscou a ponte do nariz com frustração. “Mas tudo bem, vamos sair dessa.”Nos beijamos mais um pouco, rapidamente. Havia coisas demais para organizar.Saímos para o pátio, de mãos dadas.Então um guerreiro se aproximou e entregou um relatório ao Lorde.“Chegou um relatório do meu Beta,” ele explicou que o homem tinha ficado cuidando do
265. UMA MATE DESPEITADA
MARIUS— Ah, ah, ah…Os gemidos rítmicos da mulher contra a árvore já estavam enchendo meu saco.— Ela tinha me seguido quando fui mijar, se insinuando com aquele sorriso fácil e aqueles peitos quase pulando pra fora do decote.— Eu ia dizer não quando as mãos dela agarraram meu pau, mas ao virar, a cor castanha do cabelo foi o que me atraiu.— Nem sei como é o rosto dela, só sei que agora estou metendo na boceta dela com um ritmo constante, uma mão cravada na cintura e a outra naquela porção de cabelo castanho.— Cala a porra da boca e geme pra dentro!Rosnei irritado porque aqueles sons estridentes estavam me deixando mole.— Não soava como ela, e isso quebrava toda a ilusão na minha cabeça. “Victoria” estava apoiada no tronco, inclinada pra frente, arqueando a bunda e as costas enquanto eu metia com força.— Minha pélvis batia cada vez mais rápido. O som das minhas coxas estalando contra as dela marcava o ritmo frenético dessa trepada rápida.— Sshh… não gosta bruto, é?... Mnn… Pos
266. UM LACAIO LEAL
MARIUS— Vejam só… Então seus neurônios servem pra algo além de roubar e trair — ela levantou o olhar de repente e pude ver aquele tom de vermelho tão conhecido.— Co… como é possível? — uma árvore atrás de mim freou meus passos na retirada.— Você realmente pensou que eu ia te dar uma arma sem trava? Um poder desenvolvido pelo meu pai durante milênios, só pra ser usado por um traidor como você.Ela empunhou a adaga com força no punho fechado; poucos metros nos separavam e eu temia o pior…Admito que o medo tomou conta da minha alma, ao saber que Victoria estava controlando ela.— Você fala de engano, mas foi a primeira a mentir pra mim, a me dar esperanças pra depois ir se rolar com aquela besta. Você me enganou até o último momento! — rugi indignado também, com uma tempestade de sentimentos no peito.— Ai, já chega, tira essa máscara de homem despeitado, por favor, que estou controlando a mulher que você assassinou com as próprias mãos. Você sacrificou a sua própria mate e isso a De