All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 111
- Chapter 120
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Capítulo 111
— Não sei o que fazer. — Christian repetiu, seus olhos nunca deixando os meus, a vulnerabilidade em seu olhar quase dolorosa. — O que você quer fazer, Zoey?A pergunta pairou entre nós por apenas um instante antes que a resposta se cristalizasse em minha mente. Senti um calor familiar se espalhando pelo meu corpo, uma necessidade primitiva que suplantava qualquer hesitação ou dúvida.Deixei um sorriso lento e deliberadamente provocativo se formar em meus lábios. Sem responder com palavras, peguei sua mão e o puxei para o canto mais afastado do mirante, onde as sombras eram mais densas e as paredes de madeira criavam um recanto quase completamente oculto das trilhas abaixo.— Zoey? — Sua voz tinha uma nota de confusão, embora seus olhos já escurecessem com a compreensão do que eu tinha em mente.Pressionei meu corpo contra o dele, sentindo imediatamente sua resposta física. Meus dedos deslizaram pelo seu peito até alcançar sua nuca, puxando-o para mais perto.— Agora mesmo — murmurei c
Capítulo 112
As três palavras pairaram no ar noturno, simples e devastadoras. Congelei nos braços de Christian, meu corpo subitamente imóvel, como se qualquer movimento pudesse quebrar o encanto deste momento suspenso no tempo.Ele percebeu minha hesitação, seu corpo também enrijecendo contra o meu. Senti sua respiração prendendo-se, esperando por uma resposta que minha garganta se recusava a formar.As palavras estavam lá, pressionando contra meu peito, implorando para serem liberadas. Eu o amava. Claro que amava. Como poderia não amar? E ainda assim, um medo inexplicável me impedia de dizê-lo em voz alta, como se verbalizar esse sentimento pudesse de alguma forma torná-lo mais real, mais perigoso.Em vez de palavras, ofereci ação. Ergui o rosto e capturei seus lábios nos meus, tentando transmitir através do beijo tudo o que não conseguia dizer. Minhas mãos seguraram seu rosto, meus dedos traçando a linha de sua mandíbula como se quisessem memorizar cada contorno.Christian correspondeu imediatam
Capítulo 113
O rosto de Anne se transformou numa máscara de confusão, suas sobrancelhas franzidas enquanto processava minhas palavras.— Eu ainda não estou entendendo. — Ela cruzou os braços. — Se você realmente estiver grávida, isso explicaria os enjoos, as emoções descontroladas, mas o que isso tem a ver com não dizer a Christian que você o ama?Enxuguei as lágrimas com as costas das mãos, consciente de que provavelmente estava borrando toda a maquiagem.— Você esqueceu que Christian não quer ser pai? — Minha voz era apenas um sussurro rouco. — Nunca quis. Deixou isso claro.— Mas...— E mais cedo, no mirante, antes de... — fiz um gesto vago que abrangia o que havíamos feito — ...nos distrairmos, estávamos conversando sobre como o contrato não faz mais sentido agora que Giuseppe revelou que sempre soube.Anne piscou algumas vezes, tentando acompanhar meu raciocínio.— Estou perdida.— Ele vai achar que a história da gravidez é mais um jeito de segurá-lo. — As palavras saíram amargas, dolorosas.
Capítulo 114
~CHRISTIAN~Observei o líquido rubi girar na taça de cristal enquanto meu avô servia um dos vinhos mais especiais daquela adega. Eu mal acreditei que ele tinha aberto a última garrafa, mas era um dia especial, afinal. A adega estava silenciosa, apenas o tilintar dos cristais e o suave gorgolejar do vinho quebrando a quietude. A festa continuava no andar de cima, mas aqui embaixo, o tempo parecia mover-se em outro ritmo.— Um brinde ao novo líder oficial da Bellucci. — Nonno ergueu sua taça com um sorriso que não alcançava completamente seus olhos, como se pudesse enxergar as preocupações que eu tentava ocultar.Tocamos as taças delicadamente e tomei um gole, permitindo que o sabor complexo do vinho se espalhasse por minha língua. Percebi que não conseguia apreciar plenamente a bebida. Minha mente estava em outro lugar. Em outra pessoa.— Você parece distante para quem acabou de receber as chaves do reino. — Nonno comentou, sentando-se pesadamente na cadeira antiga.Soltei um suspiro c
Capítulo 115
Parei diante da porta do meu apartamento, as chaves tilintando enquanto procurava a certa no chaveiro. Dois dias na Serra Gaúcha haviam me deixado emocionalmente exausta. Tudo o que eu queria agora era tomar um banho quente e cair na minha própria cama.Foi então que notei o pacote encostado ao lado da minha porta. Uma caixa de madeira com o logo da Vale do Sol gravado na tampa.— Esse pacote chegou hoje cedo para a senhora — o porteiro apareceu no corredor, carregando minha mala.— Obrigada.Coloquei a caixa de vinho sobre a mesa de centro da sala, retirei o bilhete, e me permiti desabar no sofá por alguns segundos. Abri o pequeno envelope. Dentro havia um cartão branco com letras douradas em relevo, o papel claramente caro:"À nossa mais valiosa colaboradora, Um pequeno agradecimento por todos os serviços prestados. Seu papel tem sido fundamental. Eduardo Mendez Diretor - Vale do Sol Vinícolas"Franzi o cenho, relendo o bilhete várias vezes. Serviços prestados? Que serviços? Eu h
Capítulo 116
Continuei encarando os testes, a palavra "grávida" piscava no display digital como um neon que se recusava a se apagar.— Zoey? — A voz de Anne parecia vir de muito longe. — Respira.Foi só então que percebi que estava segurando a respiração. Meus pulmões queimaram quando finalmente inspirei, o ar entrando em rajadas irregulares que mais pareciam soluços.— Eu... eu... — Tentei formar palavras, mas minha garganta parecia ter se fechado completamente.— Senta. — Anne me guiou para fora do banheiro, suas mãos firmes em meus ombros enquanto me levava até a cama. — Zoey, você precisa respirar. Devagar.Meu coração batia tão forte que eu podia ouvi-lo nos meus ouvidos, abafando tudo ao redor. As paredes do quarto pareciam estar se fechando, o ar ficando rarefeito. Levei as mãos ao peito, tentando desesperadamente controlar a respiração que se tornava cada vez mais irregular.— Não consigo... não consigo respirar direito — murmurei entre ofegos.— Sim, você consegue. — Anne sentou-se na min
Capítulo 117
Quando minha respiração finalmente se estabilizou e o aperto no peito diminuiu, me senti como uma completa idiota. Anne estava certa – eu havia criado uma versão distorcida de Christian em minha mente, uma versão fria e calculista que simplesmente não correspondia ao homem por quem me apaixonei.Christian não era o CEO implacável que minha insegurança tentava me fazer acreditar que ele era. Ele era o homem que me trouxe chocolate quente quando me encontrou chorando na cozinha durante nossa primeira semana de casamento. O homem que segurou meu cabelo quando passei mal e permaneceu ao meu lado a noite inteira, verificando minha temperatura de hora em hora. O homem que me levou para caminhar pelos vinhedos sob as estrelas e me contou histórias sobre sua infância na Itália. O homem que nomeou um vinhedo em minha homenagem – uma tradição reservada apenas para esposas verdadeiras da família Bellucci.Como pude duvidar, mesmo por um segundo, de que ele ficaria feliz com nosso bebê?— Está se
Capítulo 118
Estava revisando os relatórios financeiros do trimestre quando Marco entrou no meu escritório com uma expressão que reconheci imediatamente. Era a mesma cara que ele fazia quando éramos crianças e havia quebrado alguma coisa valiosa do Nonno.— Precisamos conversar — disse ele, fechando a porta atrás de si com mais força do que o necessário.— Bom dia para você também — murmurei, não tirando os olhos dos números na tela do computador. — O que foi desta vez? Mais problemas com os contratos europeus?— Pior. — Marco se jogou na cadeira em frente à minha mesa, sua gravata ligeiramente torta e o cabelo bagunçado como se tivesse passado as mãos nele várias vezes. — Muito pior.Algo no tom da sua voz me fez finalmente levantar o olhar. Marco raramente ficava verdadeiramente abalado, especialmente por questões de negócios. Sua especialidade era manter a calma em situações de crise.— O que aconteceu?Ele hesitou por um segundo, então puxou o tablet que carregava e o deslizou pela mesa na min
Capítulo 119
O interfone tocou exatamente às sete da noite, como sempre. Christian era pontual até quando estava vindo para momentos casuais. Apertei o botão para liberar a entrada, meu coração acelerando enquanto verificava minha aparição no espelho do hall uma última vez.Havia passado a tarde toda preparando o jantar, escolhendo cada detalhe cuidadosamente. O risotto alla milanese – seu prato preferito – estava perfeito, cremoso na medida exata. Tinha demorado quase duas horas para ficar no ponto certo, mexendo constantemente para que o arroz absorvesse o caldo lentamente, como minha mãe havia me ensinado anos atrás. A mesa estava posta com velas, nada muito exagerado, mas romântico o suficiente para o momento que havia planejado.Durante toda a semana, desde que descobri sobre a gravidez, havia ensaiado mentalmente como contaria a ele. Imaginei cenários românticos, palavras perfeitas, sua reação de alegria. Mas agora que o momento estava próximo, sentia meu estômago embrulhado de nervosismo.O
Capítulo 120
— Comida primeiro — disse, me afastando com força de vontade que não sabia que possuía. — Diversão depois.Ele sorriu, aquele sorriso travesso que sempre me fazia esquecer meu próprio nome.— Está bem. Mas só porque estou realmente faminto. E não só de você.Virei-me para terminar os pratos, mas senti suas mãos em minha cintura novamente. Tentei me concentrar no risotto, mas era impossível ignorar o calor que irradiava de seu corpo ou a forma como seus dedos traçavam pequenos círculos na minha pele através do tecido do vestido.— O risotto vai grudar na panela se eu não mexer — protestei fracamente, mas já estava me derretendo em seus braços.— Então mexe — sussurrou contra meu ouvido. — Eu fico aqui mesmo.Tentei obedecer, pegando a colher de pau para mexer o arroz, mas quando suas mãos encontraram a curva dos meus quadris, minha concentração se desfez completamente. A colher quase escorregou dos meus dedos quando ele mordiscou suavemente o lóbulo da minha orelha.— Você está me sabo