All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 511
- Chapter 520
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Capítulo 511
~ MAITÊ ~— É — Vivianne disse, e sua voz estava estranhamente calma. Resignada. — Você tem razão. Eu sou uma vadia desgraçada. Tive que fazer muitas coisas das quais não me orgulho.Ela deu de ombros, como se estivesse falando sobre o clima.— Mas não sou assassina, Maitê.Algo dentro de mim explodiu.— É SIM! — gritei, avançando para ela. — VOCÊ MATOU MEU MARCO! EU VI! EU VI VOCÊ ATIRAR NELE!As lágrimas voltaram com força, escorrendo pelo meu rosto, minha voz quebrando completamente.— Você atirou e ele caiu e havia tanto sangue e ele... ele...Não consegui terminar. Desabei, os soluços me sacudindo.Vivianne me observou por um momento, então disse calmamente:— Tiro no ombro. Preciso.Levantei a cabeça bruscamente, encarando-a através da visão embaçada pelas lágrimas.— O quê?— Músculo trapézio superior — ela continuou, quase didaticamente. — Doloroso o suficiente para causar sangramento e fazê-lo desmaiar. O suficiente para Dominic acreditar, assistindo pelas câmeras, que eu tin
Capítulo 512
~ LÍVIA ~Meus dedos tamborilavam nervosamente no banco traseiro do carro enquanto seguíamos o comboio policial pelas ruas escuras. Christian estava no banco do motorista, tenso, focado, os nós de seus dedos brancos de tanta força que fazia no volante. Luca estava ao meu lado, sua mão entrelaçada com a minha, apertando com força.Nenhum de nós falava. O que havia para dizer? Maitê estava lá fora. Em algum lugar. Com um sequestrador. Com Dominic. E tudo que tínhamos era um ponto piscando num aplicativo de celular.— Três minutos — Christian disse, quebrando o silêncio. Sua voz estava controlada, mas conseguia ouvir a tensão por baixo. — Estamos a três minutos da localização.Olhei pela janela, observando as casas passarem. A cidade tinha dado lugar a uma área mais afastada. Ruas mais escuras. Menos movimentadas. O tipo de lugar onde você poderia gritar e ninguém ouviria.Meu estômago apertou.— Ela vai estar bem — Luca disse ao meu lado, como se pudesse ler meus pensamentos. — Maitê é
Capítulo 513
~ MAITÊ ~Quando vi Vivianne apontar a arma para a própria cabeça, demorou apenas uma fração de segundo para me dar conta do que ela estava prestes a fazer.Apenas uma fração de segundo para meu cérebro processar a imagem. O metal frio contra a têmpora. O dedo no gatilho. A resignação em seus olhos.E então meu corpo reagiu antes da minha mente terminar de processar.— NÃO! — gritei, lançando-me para frente.Não pensei. Não calculei. Não pesei as consequências. Apenas me joguei contra ela com toda a força que tinha, minha mão batendo contra o braço dela, desviando a arma no último segundo possível.O tiro disparou.O som explodiu no ar, tão alto, tão perto, que meus ouvidos apitaram. Senti o calor do disparo passar perto do meu rosto. Vi o clarão.Mas a bala não acertou Vivianne.Foi para o nada. Para o céu. Para lugar nenhum.Caímos juntas no chão do jardim. Eu por cima dela. Mãos lutando pelo controle da arma. Vivianne tentando virar o cano de volta para si mesma. Eu lutando para ma
Capítulo 514
~ MAITÊ ~A manhã entrou pela janela do quarto de hospital com aquela luz suave e dourada que fazia tudo parecer mais gentil do que realmente era. Eu estava sentada na cadeira ao lado da cama de Marco há quase uma hora, apenas observando-o dormir.Aurora estava nos meus braços, também dormindo, aquecida e segura contra meu peito. Ela tinha mamado há cerca de meia hora e agora estava completamente relaxada, seus pequenos lábios fazendo movimentos de sucção mesmo no sono.Marco tinha sido transferido da sala de recuperação para um quarto particular na noite anterior, mas quando cheguei ele ainda estava bastante sonolento pelos efeitos da anestesia. Conseguimos trocar apenas algumas palavras antes que ele adormecesse novamente, sua mão frouxa na minha, seu rosto pálido contra o travesseiro branco.Mas agora, vendo a luz da manhã iluminar seus traços, ele parecia melhor. Mais presente. Mais vivo.Como se pudesse sentir meu olhar, seus olhos se abriram lentamente. Piscaram algumas vezes, f
Capítulo 515
~ MAITÊ ~O endereço que Christian tinha me dado levava a um bairro simples na zona leste de São Paulo. Casas modestas enfileiradas ao longo de ruas arborizadas. O tipo de lugar onde as pessoas ainda se conheciam pelo nome, onde crianças brincavam nas calçadas até o sol se pôr, onde vizinhos conversavam por cima dos muros baixos sobre futebol e o preço do gás.Era um mundo completamente diferente do meu. E ainda mais distante do mundo de Dominic.Estacionei o carro em frente ao número 247 e desliguei o motor, mas não saí imediatamente. Fiquei ali sentada, as mãos ainda no volante, olhando para a casa através do para-brisa.Era pequena. Dois andares. Pintura creme recente, mas já começando a descascar em alguns cantos. Um jardim da frente cuidado com amor, mesmo que simples - algumas roseiras, um canteiro de temperos, pedrinhas brancas delimitando os caminhos. Uma bicicleta infantil rosa e roxa encostada na varanda, a cestinha da frente cheia de giz de cera.Uma casa. Um lar. Construíd
Capítulo 516
~ MAITÊ ~Não pensei. Apenas me movi para o lado dela no sofá e a puxei para um abraço.Ela resistiu por meio segundo antes de desabar completamente, chorando no meu ombro como se seu coração estivesse se despedaçando.E talvez estivesse.Segurei-a enquanto ela chorava, minha própria garganta apertada de emoção. Não disse nada. Às vezes não há palavras. Às vezes tudo que você pode fazer é estar presente.Levou vários minutos para ela se acalmar o suficiente para falar novamente. Quando finalmente se afastou, limpando o rosto com as costas da mão, seus olhos estavam vermelhos e inchados.— Me desculpa — ela murmurou.— Não se desculpe — disse firmemente. — Nunca se desculpe por sentir.Ela me olhou, e havia algo vulnerável e grato naquele olhar.Respirei fundo, preparando-me para o que precisava dizer.— Vivianne fez escolhas — comecei cuidadosamente. — Escolhas questionáveis. Escolhas que machucaram pessoas inocentes. Ela sabe disso. Ela assume a responsabilidade por isso. E vai pagar
Capítulo 517
~ MAITÊ – SEIS MESES DEPOIS ~Olhei para o espelho e quase ri. Ali estava eu, de branco novamente. Vestido longo, delicado, simples mas elegante. Cabelo preso em um coque solto com alguns fios escapando estrategicamente. Maquiagem natural. E um sorriso no rosto que eu não conseguia segurar mesmo tentando parecer séria.— Eu nem consigo mais me lembrar de quantas vezes já me vesti de noiva — disse em voz alta, balançando a cabeça.A sala explodiu em risos.Zoey estava jogada no sofá do quarto. Anne estava sentada no chão verificando os sapatos que eu ia usar. Bianca ajustava o véu na minha cabeça com a precisão de uma estilista profissional. Mia estava no celular, provavelmente coordenando algo da cerimônia lá embaixo. E Lívia... Lívia estava parada ao meu lado, me observando pelo espelho com aquele sorriso caloroso dela.— Mas essa — Lívia disse, sua voz suave mas carregada de emoção — é a vez mais feliz?Virei-me para olhar diretamente para ela, não através do reflexo, e senti minha
Capítulo 518
~ MAITÊ ~A música começou a tocar e meu coração disparou.Era agora.Respirei fundo, ajeitei o buquê nas mãos e dei o primeiro passo em direção ao corredor da igreja.O lugar estava lindo. Simples, mas lindo. A pequena igreja com seus bancos de madeira escura e vitrais que projetavam luz colorida sobre tudo. Velas acesas no altar, flores brancas decorando discretamente as laterais.E as pessoas. Poucas pessoas. Mas apenas pessoas que realmente significavam algo nas nossas vidas.Minha mãe estava sentada no primeiro banco, já chorando, um lenço apertado na mão. Ao lado dela, os pais de Marco - Beatrice com aquele sorriso orgulhoso no rosto e Giovanni segurando a mão dela. Christian e Zoey logo atrás, Matteo no colo do pai, mexendo em tudo. Anne e Nate com Josh e Avery. Lívia e Luca, ela com a mão na barriga ainda plana mas protetora. Giuseppe, Bianca, Mia, Matheus, Dante em meio a outros rostos que eu amava.As crianças estavam espalhadas pelos bancos - Aurora nos braços de Beatrice,
Capítulo 519
~ MAITÊ ~A porta do apartamento se abriu com um clique suave. Marco não hesitou: ele se virou para mim com aquele sorriso travesso que eu conhecia tão bem e, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, já me tinha nos braços, levantando-me do chão em um movimento fluido e decidido. Ele entrou comigo no colo, carregando-me através da porta como se eu não pesasse nada.Um riso leve e feliz escapou dos meus lábios, meus braços encontraram o pescoço dele por pura vontade do corpo, o buquê ainda seguro em uma das mãos.— Marco! — protestei, sem conseguir conter o sorriso.— Tradição, Maitê. Não se discute tradição — ele declarou, seus olhos brilhando com uma mistura de diversão e possessividade que me fez tremer por dentro.Ele não me pousou de imediato. Ficou parado ali, no meio da sala, comigo em seus braços, como se eu não pesasse mais que uma pluma. Seu olhar percorreu meu rosto, e a brincadeira deu lugar a uma seriedade profunda que fez meu coração bater mais forte.— Isso me lembra a
Capítulo 520
~ MARCO ~Estava terminando de ajustar a gravata no espelho da sala, observando meu reflexo com um misto de nervosismo e antecipação, quando a campainha tocou. A festa de comemoração nos Parques Salvani estava marcada para daqui a algumas horas, e ainda havia uma conversa importante que eu precisava ter antes de sairmos.— Eu atendo — Maitê disse, passando por mim em um movimento suave, o vestido azul escuro esvoaçando levemente enquanto caminhava até a porta.Ouvi a porta se abrir, seguida pelas vozes animadas de Zoey e Christian cumprimentando Maitê com o carinho genuíno de quem se tornara família ao longo dos meses.— Maitê! Você está linda! — Zoey disse com entusiasmo, entrando e beijando o rosto dela afetuosamente.— Vocês também estão ótimos — Maitê respondeu, sorrindo daquela forma calorosa que sempre iluminava qualquer ambiente. — Entrem, entrem. Fiquem à vontade.Christian entrou logo atrás da esposa, impecável como sempre em seu terno escuro perfeitamente cortado. Ele me cum