All Chapters of Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário: Chapter 671
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Capítulo 671
~ BIANCA ~A gente saiu de fininho.Só... desaparecemos no meio de uma música alta, com Christian fazendo aquela cara de "eu sei exatamente o que vocês vão fazer" e Zoey gritando "divirtam-se!" de um jeito que fez meu rosto esquentar instantaneamente.O trajeto até o apartamento foi tortura pura.Nico dirigindo com uma mão no volante e a outra firmemente plantada na minha coxa, dedos desenhando círculos preguiçosos por cima do tecido do vestido, subindo centímetro por centímetro, testando cada limite do meu autocontrole.— Você tá fazendo de propósito — acusei, voz saindo embaraçosamente rouca.Ele sorriu sem tirar os olhos da estrada, mas a mão subiu mais.— Fazendo o quê exatamente?— Me provocando.— Eu? — Os dedos roçaram perigosamente alto, fazendo minha respiração falhar. — Jamais faria isso.Mordi o lábio com força, deslizando minha própria mão pela coxa dele em retaliação, sentindo o músculo tenso debaixo da calça social.Senti ele endurecer completamente quando meus dedos roç
Capítulo 672
~ BIANCA ~A gente nem se preocupou em secar direito.Saímos do chuveiro ainda pingando, ele pegando toalha qualquer e passando rapidamente pelo meu corpo, mais por pretexto de me tocar do que por real necessidade.Quando chegamos na cama, eu o empurrei pra trás e ele caiu sentado na beirada, olhando pra mim com aquela expressão faminta que fazia meu estômago revirar deliciosamente.— Vem aqui — ele ordenou, voz rouca.Obedeci, subindo no colo dele, pernas se enrolando ao redor da cintura, sentindo ele duro pressionando exatamente onde eu estava pulsando de necessidade.Ele gemeu quando me sentiu descendo levemente, provocando sem deixar ele entrar ainda.— Bia... — veio como aviso.— Hm? — fingi inocência, movendo os quadris em círculos lentos.As mãos dele apertaram minha bunda com força.— Você tá me provocando de propósito.— Talvez — sorri contra a boca dele.— Então aguenta as consequências.Ele me deitou de costas na cama com facilidade impressionante, seu corpo cobrindo o meu
Capítulo 673
~ BIANCA ~A manhã começou com aquele silêncio de casa vazia.Não era um silêncio triste. Era… um silêncio íntimo. De quem ainda estava com o corpo todo “de ontem”, mas com a cabeça tentando entender o que aconteceu na vida real.Desci as escadas descalça, usando uma camisa do Nico. A barra batia no meio da minha coxa, e o tecido ainda tinha o cheiro dele — um cheiro que me fazia lembrar, sem querer, o quanto eu tinha sido feliz antes de dormir.Na cozinha, parei diante da bancada como quem encara um animal selvagem.Café da manhã.Eu era Bianca Bellucci, a empresária que sabia fechar contratos, mas que tinha que abrir um armário e se perguntar se a frigideira era “aquela coisa achatada” ou “aquela outra coisa que parecia uma nave”.Eu abri a geladeira. Encarei o leite. Fechei. Abri de novo, como se a segunda vez viesse com instruções.Peguei pão, manteiga, frutas. Coisas inofensivas. Coisas que não queimavam.Então liguei a cafeteira com uma confiança que eu não tinha e fiquei encara
Capítulo 674
~ BIANCA ~A carta continuava nas mãos do Nico como se tivesse peso próprio.Ele estava parado no meio da sala, sem camisa, cabelo ainda bagunçado de manhã, e mesmo assim parecia… formal. Como se o corpo dele tivesse entendido que a casa tinha virado tribunal.As mãos tremiam um pouco — quase nada, quase imperceptível — mas eu vi. Eu via tudo nele. Sempre vi.Eu encostei na bancada da cozinha, tentando manter o ar dentro do peito. O cheiro de café que eu tinha começado a fazer agora parecia errado. Coisa de um mundo que não era o nosso naquele minuto.O celular vibrou em cima do mármore.Chamada de vídeo.Um dos advogados.A tela mostrava o nome e, por um segundo, eu quis deixar tocar. Como se ignorar pudesse atrasar a realidade.Nico levantou os olhos pra mim, e naquele olhar tinha uma pergunta silenciosa: atende.Eu atendi.— Doutor Conti — eu disse, já tentando firmar a voz.O rosto dele apareceu, enquadrado demais, fundo neutro demais, o tipo de imagem que já vinha com notícia rui
Capítulo 675
~ BIANCA ~Se aquele evento não estivesse marcado há meses — com convite impresso, agenda bloqueada, confirmação enviada, equipe alinhada — eu não iria.Eu teria inventado uma desculpa elegante. Uma reunião inadiável. Uma indisposição. Um “imprevisto de última hora” com a naturalidade de quem, honestamente, podia se dar ao luxo de sumir por uma noite.Mas não era só uma noite.Era um palco. Um microfone. Uma foto. Um título: mulheres e liderança.E, nos últimos dias, a minha vida tinha virado uma sequência de sobrevivências pequenas demais para caberem num painel.Eu estava de frente para o espelho do quarto, ajustando um brinco discreto, quando Nico apareceu atrás de mim. Ele não disse nada de imediato. Só me observou com aquele olhar que parecia sempre saber o que eu não estava dizendo.Ele chegou mais perto e apoiou as mãos na penteadeira, dos dois lados do meu corpo, sem me encurralar. Era um gesto simples… e, ainda assim, eu senti como se alguém tivesse colocado um peso bom nos m
Capítulo 676
~ BIANCA ~Por um segundo, eu só fiquei olhando para o foco do microfone, como se aquilo fosse um objeto neutro. Então, eu sorri com educação suficiente para não virar manchete.— Obrigada pela pergunta — eu disse, no mesmo tom com que eu teria respondido sobre fluxo de caixa ou expansão de mercado. — A adaptação emocional de uma criança é um processo, não um evento. E o que costuma funcionar melhor, independentemente da estrutura familiar, é constância: rotina, previsibilidade, comunicação adequada à idade e um ambiente em que a criança se sinta segura para expressar o que está sentindo.Parei aí, propositalmente.Nada de “na minha casa”. Nada de “na minha família”. Nada que pudesse virar munição. Meu trabalho sempre foi escolher palavras como quem escolhe números: com consequências.Renata inclinou a cabeça como quem está escolhendo o melhor ângulo de ataque. Um movimento mínimo, mas eu conhecia esse tipo de linguagem corporal. Eu cresci cercada de gente que sorria enquanto cortava.
Capítulo 677
~ BIANCA ~A porta estava trancada. O clique ainda ecoava na minha cabeça como um aviso: ninguém ia entrar aqui por acidente. Do lado de fora, o barulho abafado do evento seguia vivo — risadas, passos, um microfone em teste.Aqui dentro, eu era só uma mulher tentando não desabar.Já Renata, estava confortável demais. Encostada na pia com a postura de quem se sente dona do lugar, como se banheiro de evento fosse extensão do mundo dela.Eu dei mais um passo para dentro do banheiro. Não para encurralá-la — eu não precisava disso. Para deixar claro que eu não ia recuar só porque ela se alimentava de recuo.— Eu sei muito bem o que você quer — eu comecei. — E já vou adiantar: você nunca vai conseguir um centavo do meu dinheiro.— Ah… — ela soltou, quase satisfeita. — Que fofa. A bilionária acha que o centro do universo é a conta bancária dela.Aquilo seria engraçado se não fosse calculado. Se ela não estivesse tentando me reduzir a uma caricatura: a rica intocável que compra tudo e, portan
Capítulo 678
~ BIANCA ~Eu saí do banheiro como se nada tivesse acontecido.A porta fechou atrás de mim com um clique macio, quase educado, e eu caminhei pelo corredor estreito sem olhar para trás — mesmo com o gosto metálico de sangue insistindo no canto da boca.Passei o dorso da mão ali, disfarçando o gesto como quem ajeita um fio de cabelo.Vermelho.Um filete mínimo, mas o suficiente para me lembrar que eu tinha ultrapassado uma linha que eu evitava atravessar desde sempre.Eu não gostava de briga física.Não porque eu fosse fraca — longe disso — mas porque, em noventa e nove por cento das vezes, você resolve tudo com uma conversa.Só que Renata era o meu um por cento.Renata tinha o talento nojento de transformar o ar em lâmina. De achar, com precisão, o ponto exato que faz uma pessoa inteligente perder a inteligência por dois segundos.E se me faziam entrar numa briga…Bem.Eu não podia fazer feio.Essa era uma habilidade que você desenvolve quando cresce sendo empurrada contra armários por
Capítulo 679
~ RENATA ~O chão do banheiro estava frio o suficiente para me lembrar que eu era humana.O gosto metálico na minha boca não ajudava.Eu pisquei devagar, tentando organizar as imagens que ainda vinham em flashes — o estalo, o peso do corpo dela avançando, a fúria nos olhos da Bianca Bellucci como se ela tivesse passado a vida inteira treinando exatamente para aquele segundo.Eu não tinha previsto isso.Eu tinha imaginado a Bianca como eu sempre imaginei mulheres como ela: bonitas demais para suarem, educadas demais para morderem. Gente que apanha com classe e depois compra o silêncio do mundo com cheque.Mas ela… ela tinha briga no corpo.E pior: briga que humilha.Não era só dor física. Era a sensação de ter sido colocada no meu lugar como se eu fosse pequena. Como se eu fosse descartável. Como se eu fosse patética.Eu apertei os dentes.A dor subiu pela minha têmpora, latejando, e eu respirei pelo nariz, devagar, como se respirar com calma pudesse impedir a realidade de existir.Não
Capítulo 680
~ BIANCA ~O ar da rua bateu no meu rosto como um tapa frio quando eu saí do prédio do evento. Não que estivesse um dia frio, mas eu estava quente por dentro. Quente de raiva, de adrenalina, de vergonha por ter perdido o controle, de um tipo de incredulidade que fazia tudo parecer meio fora do eixo.Eu mantive a coluna reta. Mantive o queixo alto. Mantive a expressão que eu usava em reuniões com homens que achavam que eu devia agradecer por estar sentada à mesa.Só que, dessa vez, não era uma mesa.Era uma viatura.— Senhora Bellucci, por favor — o policial repetiu, num tom que não era grosseria, mas também não era escolha.Eu olhei em volta, procurando alguma lógica que não fosse a óbvia. O estacionamento.— Isso é… sério? — eu perguntei, e a minha voz saiu mais calma do que eu me sentia.— Houve uma denúncia de agressão — ele respondeu, profissional. — E a pessoa que registrou a denúncia está com lesões compatíveis. Precisamos conduzir a senhora para prestar esclarecimentos.Lesões