All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 151
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151 - CAJÁ COM MENTA
Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, ele avançou. Seus braços a envolveram com urgência, e seus lábios colidiram com os dela num beijo possessivo, cru, faminto. Ele entrou, fechando a porta com um chute suave, e a pegou no colo. Celina instintivamente enroscou as pernas na cintura dele, as mãos agarrando os ombros largos. Thor caminhou até pressioná-la contra a parede mais próxima, sem romper o beijo. Era desejo misturado com raiva, saudade e algo mais denso que nenhum dos dois conseguia nomear. Ela tentou falar, ofegante entre um beijo e outro: — Thor... você está bêbado? Ele a silenciou com um beijo ainda mais voraz, como se quisesse apagar lembranças e tomar para si cada parte que imaginava ter sido tocada por outro. Quando os lábios se separaram por um breve instante, Celina sussurrou, num quase lamento: — Thor, precisamos conversar... Mas ele não parecia disposto a ouvir. Os lábios dele deslizaram até o pescoço dela, explorando cada centímetro com beijos úmidos, enqu
152 - GRÁVIDA APANHA SIM
Gabriel e Celina conversaram por alguns minutos. Ele perguntou se ela dormiu bem, como estava se sentindo. Celina sentia-se segura com ele, mesmo com a distância entre os dois. Havia algo reconfortante em Gabriel, como se ele fosse uma âncora em meio ao caos. Após a ligação, Celina tomou outro banho. Teria mais uma consulta de pré-natal naquela manhã. Optou por um vestido soltinho, estampado com margaridas pequenas. O tecido leve se movimentava a cada passo como uma dança. Prendeu o cabelo em um coque e saiu. No consultório, a sala de espera estava cheia. Sentou-se e puxou o celular para passar o tempo. Observava as outras mulheres ali. Duas delas estavam acompanhadas de seus companheiros. Casais trocando carícias, risadas baixas, mãos repousando sobre as barrigas, beijos no topo da cabeça. Aquilo mexeu com ela mais do que gostaria de admitir. Sentiu um nó na garganta. O coração apertou e a tristeza ameaçou emergir, mas ela se lembrou da conversa da noite anterior com Gabriel. Su
153 - A FAMOSA CELINA
Celina se dobrava de rir, tentando não borrar as unhas recém-feitas. — Zoe! Para! — disse, entre gargalhadas. — Você é um perigo! — E você é um anjo que ainda deixou de quebrar a cara dela! — Zoe rebateu. — Ela é abusada, e eu não tenho paciência pra gente abusada. E o problema de você e Thor é a falta de diálogo antes do sexo. Celina respirou fundo e então falou da conversa que teve com Gabriel. Disse que as palavras dele haviam sido duras, quase cruéis, mas que caíram como um espelho diante dela. Era como se ele tivesse desnudado o que ela vinha tentando esconder até de si mesma. — Eu apanhei com as palavras dele, sabe? — disse, mais séria. — Mas foi uma surra necessária. Eu precisava ouvir aquilo. Ver que eu também tenho parte no que aconteceu. Que me anulei, me perdi... Zoe pegou na mão dela, com firmeza. — Gabriel é um príncipe. E não é só porque ele é lindo, gostoso e parece que saiu de uma série da N*****x. É porque ele vê você. Vê de verdade. Celina abaixou os olhos, emo
154 - ESSA AÍ JÁ TEM DONO
O aniversariante sorriu. — Boa sorte, irmão. Mas ó... — apontou com o queixo para a mulher que dançava ao lado de Zoe, de costas para eles — ...eu estou de olho é na amiga dela. Nesse momento, Celina virou de frente, e Arthur imediatamente reconheceu o rosto. Seu corpo congelou por um segundo. O sorriso sumiu, substituído por um olhar sério, atento. — Celina... — murmurou, como se o nome tivesse peso. — Interessante... — Conhece? — perguntou o amigo, curioso com o tom repentino. Arthur olhou fixamente para a pista. — Conheço. Essa aí já tem dono. — Dono? Como assim, cara? Ela está sozinha. Eu vou investir nela hoje. Arthur ficou em silêncio por alguns segundos, depois deu um gole na bebida. Os olhos continuavam fixos em Celina, mas não com interesse. Era vigilância, preocupação, lealdade ao amigo. Num sussurro disse: — Thor que se cuide, porque se vacilar... vai perder de vez essa mulher. Sem dizer mais nada, caminhou até a pista. Seus olhos focados em Zoe. Parou perto del
155 - FOI UMA NOITE E TANTO
Celina, do balcão, observava de longe, sorrindo com a interação entre os dois. Mas sentia o peso da noite se instalar sobre seus ombros. Ela terminou a água com gás e caminhou até os dois. — Zoe... acho que vou indo. Estou ficando cansada — disse ela, tocando levemente o braço da amiga. Zoe olhou para Arthur e depois para Celina, entendendo o recado. Apesar da vontade de ficar mais um pouco, ela sabia que a amiga precisava dela. — Claro, vamos sim. Arthur se intrometeu com gentileza: — Posso levar vocês, se quiserem. — Obrigada, Arthur, mas vamos de Uber mesmo — disse Zoe, mantendo o sorriso e recusando com leveza. Arthur assentiu, olhando para Zoe com aquela expressão que dizia “isso não acaba aqui”. — Então tá. Foi um prazer conhecer você, Zoe. De verdade. — O prazer foi meu. — respondeu ela. — Cuida bem do meu número. — Pode deixar. — respondeu ele, tocando de leve na mão dela antes de deixá-las ir. As duas foram até o aniversariante para se despedirem. Zoe deu um abraço
156 - ELE ESTÁ DOIDO POR ELA
Quando Zoe saiu da cozinha com o bolo ainda quente, o cheiro invadiu o apartamento. A cobertura escorria pelas laterais, e o interior estava fofo, dourado, perfeito. Celina cortou um pedaço pequeno, com cuidado, e provou. Era como um abraço em forma de comida. — Está maravilhoso — disse emocionada. — E o melhor... não tô passando mal. Zoe sentou ao lado dela, orgulhosa. — Sabe por quê? Porque hoje você está leve. Sua cabeça está em paz. Isso muda tudo. Os bebês estão bem. Eles sentem tudo! Por volta das 22h Zoe disse: — Hoje é dia de conforto e preguiça. Vou pedir um lanche que você vai amar. Nada de comida agora a noite. Só hoje vamos comer uma besteira. Celina sorriu e concordou. Quarenta minutos depois, estavam as duas sentadas no chão da sala, com a mesa de centro tomada por embalagens, refrigerante, suco, batatas fritas e risadas. Era quase meia-noite quando Zoe resolveu ir embora. — Dorme aqui. — Celina sugeriu. — Hoje não. Amanhã tenho que trabalhar e não quero ir com
157 - ADORO UM DESAFIO
Assim que Thor desligou, pegou o ramal da sala de Zoe e discou. — Zoe, preciso que entre em contato com o piloto do jatinho. Vou precisar de uma viagem de emergência pra França. Preciso embarcar em no máximo duas horas. — França? — ela perguntou, surpresa. — Isso. Houve um problema sério na filial de lá. Organize tudo. Me desmarque da agenda até sexta-feira. Ligue também para o setor jurídico e avise que entrarei em contato de lá. Qualquer urgência, encaminhe para meu e-mail pessoal. — Tudo bem. Vai querer que eu avise mais alguém? — Não. Só isso por enquanto. Ah... e peça para a senhora Cortez arrumar minha mala. Diga que estarei em casa em vinte minutos. — Entendido. Thor desligou. Pegou a pasta com documentos que levaria consigo, vestiu o paletó e saiu da sala sem dizer mais nada. Cerca de trinta minutos depois, Thor chegou em sua cobertura. A senhora Cortez, sempre eficiente, já havia preparado a mala com tudo o que ele precisava. Sem demorar, ele subiu, tomou um banho rápi
158 - ATÉ MUITO BREVE LINDA
Faltavam exatos dez minutos para o fim da aula quando o celular de Zoe vibrou. Ela espiou discretamente a tela e sorriu largamente ao ler a mensagem de Arthur:“Já estou aqui fora te esperando.”Aquela simples frase bastou para despertar uma revoada de borboletas no estômago de Zoe. Ela mordeu o lábio inferior, tentando conter o sorriso bobo, mas foi em vão.— Ihhh, olha lá o sorriso de apaixonada! — cochichou uma das colegas de sala.— Tem cheiro de romance no ar — emendou outra colega com um olhar cúmplice.Zoe riu, balançando a cabeça em negação.— Vocês são muito bobas. Por enquanto, só estamos nos conhecendo.— Aham… e eu sou a Beyoncé — zombou uma delas.A aula terminou. Zoe juntou suas coisas, despediu-se das meninas com um breve aceno e seguiu para a saída. Assim que passou pelas portas da faculdade, avistou Arthur encostado em seu carro, de braços cruzados e com aquele sorriso que já estava começando a desestabilizar o emocional dela.— Oi, linda — disse ele, inclinando-se pa
159 - TÔ LOUCA PRA BEIJAR AQUELE HOMEM
Na terça-feira, Celina acordou decidida a mergulhar de vez em sua nova fase. Após o café da manhã, ela passou a manhã dedicada à criação de seu perfil de autora nas redes sociais. Escolheu com cuidado cada palavra da bio, testou diferentes versões da foto de perfil, selecionou imagens para o banner e começou a seguir perfis de autores, editoras, livrarias. Faltando vinte minutos para terminar o horário de almoço de Zoe, o celular de Celina vibrou. Era ela. — Amiga está com tempo pra fofoca? — Sempre, menina. Manda! — Você não vai acreditar — começou Zoe, rindo do outro lado da linha. — Arthur me levou pra faculdade ontem. Me deixou lá toda princesa. Depois foi me buscar! E ainda me levou pra sair. Fomos no Bar Brahma! O cara é um cavalheiro. Sério mesmo. Celina riu com carinho. — Menina! Está caminhando para romance de novela, hein? — Amiga, estou gostando de conhecer ele. De verdade. Arthur é respeitador, gentil, engraçado... Mas olha, estou me segurando, viu? Tô louca p
160 - ELA QUER TE ASSUSTAR
A madrugada já havia tomado conta da cidade, envolta em uma névoa silenciosa e espessa. Os carros diminuíam de frequência nas avenidas, e os prédios altos pareciam dormir com suas janelas escuras. A iluminação amarelada dos postes pintava a rua com um tom melancólico, e o som do motor desligando foi quase um sussurro no silêncio pesado da noite.Gabriel estacionou o carro na frente do prédio de Celina por volta de uma hora e soltou um leve suspiro. Virou-se para ela com aquele olhar protetor que sempre carregava quando o assunto era ela — aquela mulher forte que ele estava vendo renascer das próprias ruínas.— Sério, como está muito tarde… — disse ele, com voz baixa e firme — vou subir com você, te deixar lá na porta, e depois eu volto pra poder ir embora.Celina soltou um sorriso cansado, mas sincero. Seus olhos estavam cansados, a maquiagem já quase inexistente, os cabelos levemente desarrumados, mas sua beleza permanecia intensa, crua, real.— Tudo bem… obrigada, Gabriel. Muito gen