All Chapters of O CHEFE QUE EU ODIEI AMAR : Chapter 141
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141 - EU QUERO CUIDAR DELE
Era Thor. Ele, ainda febril, mas com os olhos semicerrados, a segurava.Ela se virou rapidamente, sentou-se ao lado dele, levando a mão ao rosto dele com carinho.— Estamos aqui, minha vida. Fica tranquilo. Estou cuidando de você...Ele não respondeu. Apenas deixou a cabeça pender suavemente sobre o travesseiro e adormeceu.Celina respirou fundo, com os olhos cheios d’água. Passaria a madrugada inteira ali, ao lado dele. E se preciso fosse, passaria o resto da vida. Cuidando. Amando. Lutando.Porque aquele homem, mesmo em delírio, mesmo em febre, mesmo fraco... era o amor da vida dela. E ela jamais o deixaria sozinho naquele estado.A madrugada avançava, e Celina permanecia ao lado de Thor, trocando as compressas frias, murmurando palavras de amor e esperança. A febre persistia, mas ela não desistia. Cada gesto seu era carregado de ternura e determinação.Em um momento de exaustão, ela se recostou na poltrona ao lado da cama, observando o rosto suado de Thor. As lembranças dos momento
142 - DIGA PRA ELE QUE EU ESTIVE AQUI
Sem esperar resposta, Celina seguiu para a cozinha. Dona Sara estava terminando de lavar a louça.— Dona Sara... obrigada por tudo. Eu vou embora agora. Mas, por favor, me mande notícias dele.Ela pegou um caderno e uma caneta que estavam sobre a ilha da cozinha e anotou o número do celular.— Por tudo que é mais sagrado pra senhora, me mantenha informada. E diga pra ele... diga pra ele que eu estive aqui. Que fui eu quem cuidou dele.Dona Sara se aproximou, emocionada, e abraçou Celina com força.— Pode deixar, minha filha. Você cuidou dele com tanto carinho... Eu nunca vou esquecer. Pode ir em paz. Eu vou te dando notícias.— Quando ele acordar, dê a sopinha... Mas não diga pra elas que fui eu quem fiz.Ela voltou ao quarto silenciosamente. Isabela não estava à vista. Thor dormia profundamente, o rosto mais tranquilo. Celina aproximou-se, fez carinho no rosto dele.— Você não tem ideia do quanto eu te amo... — sussurrou em seu ouvido, com a voz embargada. — Luta, por favor. Fica bem
143 - A SUA CARA ME DÁ REPULSA
Isabela permaneceu em silêncio, olhando para o chão.— Você precisa se controlar — continuou Angélica, mais suave agora. — Suas atitudes estão colocando tudo a perder. O Thor está doente, fragilizado, e você transformou a casa num campo de guerra. Não pensou nele. Nem no bebê. Nem em você. Isso não é amor, Isabela, é descontrole.— Eu só quero proteger meu relacionamento! — rebateu ela, com a voz trêmula.— Então ouça o que eu estou dizendo com o coração aberto — Angélica se aproximou um pouco mais. — Procure ajuda. Faça terapia. Isso vai te ajudar a entender o que está sentindo, a cuidar melhor do bebê, de você mesma. E também vai te ajudar com o Thor. Esse ciúme todo… Só vai afastá-lo de você. Pensa com carinho nisso que estou te falando. Você sabe que eu gosto de você, te considero como uma filha.Isabela fez um esforço para sorrir, com a falsidade quase ensaiada.— Obrigada, sogra… Eu vou pensar sim. Amo muito a senhora. A senhora é como uma mãe pra mim.— Fico feliz por isso — di
144 - QUEM CUIDOU DE MIM SENHORA CORTEZ
Thor se virava de um lado para o outro bastante agitado. Seu rosto contraído denunciava a angústia de um pesadelo profundo.— Papai... — chamavam, com as mãos estendidas. — O senhor precisa sair daí... Senão não vai ver a gente crescer. A gente não vai poder brincar... Sai daí, papai! A gente te ama!Thor tentava responder, tentava se mover, esticava os braços, mas não conseguia sair, não tinha forças. A areia o puxava para baixo.Um vulto escuro surgiu por trás das crianças. Um homem alto, sombrio. Thor não podia ver seu rosto, mas ele começou a arrastá-las para longe. As crianças gritavam:— Papai! Papai! Não!Thor levantou as mãos, desesperado, querendo tocá-las, segurá-las.— NÃO!O grito ecoou pelo quarto quando ele despertou, o peito arfando, o suor encharcando sua camisa.Isabela, que ainda estava na sala, correu imediatamente até o quarto. Sem bater, abriu a porta e entrou com rapidez, encenando preocupação.— Amor! Você acordou! — exclamou, correndo até a cama.Thor estava to
145 - INFELIZMENTE HOUVE UM INCIDENTE NO SISTEMA
A tarde avançava lentamente quando Thor, ainda sentindo o corpo pesar e a febre oscilando, resolveu agir. Pegou o celular e ligou para a administração do prédio. Sua voz, ainda rouca, demonstrava certa urgência.— Boa tarde. Aqui é Thor Miller, da cobertura. Preciso ter acesso às imagens das câmeras de segurança da noite passada.Do outro lado da linha, a recepcionista titubeou:— Senhor Miller... infelizmente houve um incidente no sistema. Sofremos uma invasão e perdemos parte das gravações.Thor se endireitou na cama, franzindo a testa.— Como assim uma invasão?— As imagens de ontem estão disponíveis apenas até as 15h. E as de hoje começaram a ser recuperadas somente a partir das 14h. Estamos trabalhando para resolver, mas...— Isso é inadmissível — interrompeu Thor, irritado. — Um prédio desse nível com falha de segurança?— Senhor, mesmo os melhores sistemas podem ser invadidos. Pedimos sinceras desculpas.Thor desligou sem responder. Dez minutos depois, o celular tocou. Era sua
146 - NÃO POSSO AUTORIZAR A ENTRADA
Celina andando respirou fundo. — Calma, Celina. Calma... Já deu tudo certo, murmurou para si mesma. Entrou na recepção da cobertura, mas foi barrada.— Só pode subir com autorização — disse o funcionário da noite.— Eu tenho autorização. Vou para a cobertura do Thor Miller.— Preciso verificar. Documento, por favor. — disse o recepcionista.Celina entregou. O rapaz consultou o sistema e, após alguns segundos, disse:— Sinto muito. A senhora não está cadastrada. Não posso autorizar a entrada.— Mas... está houvendo algum engano. — disse Celina, já ficando nervosa — Eu já vim aqui com Thor, fiz o cadastro com outro funcionário. Fizemos até foto... — A equipe de hoje é nova. Houve troca. Sinto muito senhora.Celina pegou o celular. Ligou para Thor. Desligado. Mandou mensagem para Dona Sara. Sem resposta. Voltou-se para o atendente:— Pode ligar para ele? Deve haver algum erro.— Sinto muito — repetiu ele.Celina agradeceu, com os olhos marejados. Virou-se e saiu, as lágrimas já escorr
147 - VOCÊ É UMA MULHER EXTREMAMENTE IMATURA
Celina deu um pulo no banco, a boca entreaberta. Gabriel sentiu a mão dela apertar a sua com força. Ele segurou, transmitindo segurança com o toque. A voz do outro lado repetiu: — Alô, quem tá falando? O silêncio de Gabriel foi estratégico. Ele queria ouvir, sentir, entender o tom. Mas não houve muito tempo. Thor novamente fala, de forma ríspida: — Alô? Quem tá falando? Como ninguém responde nada, Thor desliga o telefone abruptamente. O silêncio dentro do carro é cortado apenas pelo som da respiração acelerada de Celina. Por um segundo, ela parece não acreditar no que acabou de acontecer. Seus olhos se arregalam, e ela aperta ainda mais a mão de Gabriel, como se aquilo fosse a única coisa que a ancorasse à realidade. A voz dela sai fraca, trêmula, quase em um sussurro sufocado pela dor: — Ele... ele atendeu, Gabriel... ele atendeu! Por que não falou comigo? Por que tá me ignorando? O que tá acontecendo? Gabriel engole em seco. Ele já entendeu. E agora, mais do que nun
148 - VOCÊ ESTÁ SENDO CRUEL
Gabriel continuou falando:— Não! Eu não vou parar. Você vai ficar quietinha aí, me ouvindo. Porque eu não estou te machucando. Eu estou tentando abrir seus olhos. Fazer você enxergar seus erros. E lutar pra mudar. Você é completamente dependente emocional, Celina. E eu entendo! Você perdeu seus pais cedo, não tinha família, caiu num casamento com um cara manipulador. O César pode ser ótimo na profissão, mas como homem, ele é um lixo.Ela murmurou, com um fio de voz:— Você está sendo cruel...— Cruel? Cruel seria se eu deixasse você continuar nesse ciclo doentio. Cruel seria se eu aproveitasse sua vulnerabilidade pra dizer o que você quer ouvir, te levasse pra cama e depois te deixasse sozinha, do mesmo jeito. Mas eu não sou assim. Eu vou embora daqui a poucos dias, e o que eu quero é ver você forte. Preparada.Ela não conseguiu conter as lágrimas, que escorreram silenciosas.— Você precisa de inteligência emocional, Celina. Você está entrando numa nova fase. Vai publicar um livro. V
149 - MAS NUNCA MAIS VOLTE A RASTEJAR
As lágrimas de Celina caíam com suavidade, mas seu olhar estava diferente. Havia algo nascendo ali. Um novo brilho, uma centelha, um esboço de força.Gabriel então se levantou, pegou um copo de água e voltou a se sentar ao lado dela.— E quer saber outra coisa? Você também é uma ostra. Sabe por quê?Celina, mesmo emocionada, esboçou um pequeno sorriso pela comparação inusitada. Gabriel sorriu de volta, cúmplice.— Porque a ostra é um ser delicado. Vive no fundo do mar, protegida por uma concha. Mas às vezes, um grãozinho de areia entra nela. Um corpo estranho. Uma dor. Um incômodo. Algo que fere. E o que a ostra faz?Ele se aproximou um pouco mais, olhando diretamente nos olhos dela.— Ela não cospe fora. Ela não tenta se livrar. Ela acolhe a dor. Envolve aquele grãozinho com camadas e camadas de nácar, até que ele se transforma numa das coisas mais preciosas do mundo: uma pérola.Gabriel tocou o peito dela com a ponta do dedo, com delicadeza.— Você foi ferida. Um grão de areia entro
150 - EMOCIONALMENTE RENOVADA
Enquanto ele preparava um macarrão simples com molho branco improvisado, Celina foi se soltando cada vez mais. A conversa foi ganhando leveza, risadas se misturando com o som da água fervendo e do alho refogando. Ela nem lembrava a última vez que tinha rido assim. Sentia-se acolhida, segura, viva. — Atenção, senhora gestante e emocionalmente renovada, — anunciou Gabriel, colocando os pratos na mesa. — Sua janta está servida. Não é cinco estrelas, mas é feita com carinho. E alho. Muito alho. Que é ótimo pro coração, inclusive. — Está com cheiro de coisa boa, — disse Celina, se servindo com um sorriso genuíno. Eles comeram ali mesmo, na cozinha, sentados lado a lado na mesa pequena, trocando piadas e histórias. Foi um momento simples, mas especial. Um respiro no meio da tempestade. Quando terminaram, Celina se levantou para ajudar, mas Gabriel se adiantou. — Nada disso. Hoje o combo é completo. Ou você acha que o príncipe da jantinha ia sair pela metade? — Você vai lavar a lo