All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 11
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Sombras do passado
— É aceitar calada quando desconta em mim suas frustrações? É engolir humilhações como se fosse parte do meu trabalho? Ela deu um passo à frente, desafiadora, o olhar intenso, sem recuar nem por um segundo. — Se pensa que ser forte é se submeter ao seu temperamento explosivo, está muito enganado. Não sou fraca... e muito menos covarde. Apenas não aceito ser o alvo do seu descontrole emocional. Heitor soltou um sorriso sarcástico, aquele meio sorriso torto que irritava e confundia Laura. Deu um passo em sua direção. Depois outro. Até que estavam tão próximos que ela pôde sentir o calor de sua respiração e o perfume amadeirado que sempre a perturbava, por mais que tentasse negar. — Então é isso que você chama de humilhação? — murmurou ele, com a voz baixa e carregada de ironia. — Achar ruim porque mandei você fechar uma porta ou levantei o tom de voz? Ele riu, sem humor, o olhar preso ao dela, penetrante. — Se acha que isso é ser humilhada, Laura... então você nunca foi humilhada
Noite de luxúria
A garganta queimava, como se cada palavra arranhasse por dentro. Heitor apertou os olhos com força, tentando conter o turbilhão que o consumia. Ele não era fruto de um amor. Era resultado de uma noite suja, regada a drogas, bebida e o corpo alugado de uma prostituta. A esposa daquele homem jamais aceitaria um bastardo sob o mesmo teto. Então ele cresceu sem pai, sem nome, sem história... jogado à própria sorte num orfanato onde aprendeu que ninguém se importa. Até o dia em que ela morreu. Foi só então que aquele homem apareceu. O mesmo que lhe deu o sobrenome. Que o tirou da miséria e o levou pra casa. Heitor acreditou que, finalmente, a vida estava lhe dando uma chance. Viu nele um herói. Um pai. Sua tábua de salvação. E como todo menino carente de afeto, o amou cegamente. Mas o destino — ou a perversidade — tinha planos cruéis. Porque aquele homem que o abraçou como filho, anos depois, roubou a única coisa que ele amou com a mesma intensidade. A mulher que fez Heitor a
No dia seguinte
Ele era seu chefe. Arrogante, controlador, cruel… e ao mesmo tempo sedutor, magnético, intenso. Tudo nele a irritava, mas também a atraía como um ímã. E era isso que mais a assustava: a força com que seu corpo e mente reagiam a ele, mesmo quando sua razão implorava por distância. Lá fora, a cidade pulsava, indiferente ao que se passava entre aqueles dois mundos paralelos. E no centro de São Paulo, dentro de um salão privado envolto em sombras e luxúria, Heitor tomava controle de uma mulher mascarada, cujos traços lembravam perigosamente os de Laura. Cada ordem sussurrada, cada toque, cada gemido arrancado era uma tentativa desesperada de exorcizar o nome que sua alma insistia em gritar em silêncio: Laura. E naquele mesmo instante, em sua cama, ela fechava os olhos, sem saber por quê, sentindo um calor percorrer sua pele, como se mãos invisíveis a tocassem. Como se… estivesse sendo desejada de longe. Como se um homem estivesse pensando exatamente nela. No quarto privado, is
Ciúmes
O caminho até a empresa foi silencioso, com Laura imersa em seus pensamentos. A ideia de enfrentar Heitor, de passar o aviso prévio ao lado dele, deixava seu corpo em alerta. Sabia que teria que entrar naquela sala, respirar o mesmo ar que ele, manter a compostura... E não se deixar afetar. Só que isso parecia cada vez mais impossível. Já no saguão da empresa, carregando uma pasta com documentos que precisava entregar, Laura avistou Charles se aproximando. Ele vinha com o sorriso fácil que usava como cartão de visita e uma postura confiante que, naquele dia, pareceu ainda mais evidente. — Bom dia, Laura. — disse ele, com um olhar direto que fez Bianca, ao lado, lançar um olhar cúmplice. Laura respondeu com um sorriso tímido. — Bom dia, Charles. — Precisa de ajuda com essa pasta? — ofereceu-se, já estendendo a mão para segurá-la. — Está tudo certo, obrigada. — Mesmo assim, posso acompanhá-la até o elevador. Vamos para o mesmo andar, afinal. — Ele sorriu de lado e fez um gesto pa
Diante de um predador
— Nossa... estou morrendo de medo — ele sussurrou, sarcástico, com um sorriso torto. — Se está tão preocupada assim com o Don Juan que ousou tocar em você, é simples: fala com ele. Diz pra manter as mãos bem longe de você. Laura engoliu seco. A tensão entre eles era quase insuportável. O olhar dele ardia sobre sua pele, queimava como se a tocasse de fato. O pior de tudo era que, mesmo com raiva, mesmo com medo, ela o desejava. — Por que está fazendo isso? — ela murmurou, sem conseguir manter o tom de raiva. — Por que está agindo como se realmente tivesse algum direito sobre mim. Heitor cerrou os punhos ao lado do corpo. Os olhos dele brilharam, como se estivesse à beira de um abismo emocional. — Porque você me tira do controle, Laura. Porque, toda vez que entra naquela sala, com esses malditos olhos desafiadores, com essa boca que eu sonho em calar com a minha... eu perco a cabeça. — Ele respirou fundo, tentando se conter. — Você me perturba. Me faz querer coisas que eu enterr
Pegando fogo
— Você decide. — Ele caminhou até a porta, girou a tranca. — Ou sai agora… ou fica. Mas se ficar, vai ser minha. Da forma que eu quiser, como eu quiser. Ela engoliu em seco. — Aqui? No banheiro? Ele sorriu, felino. — Este andar é meu ,como toda a empresa. Ninguém entra sem a minha permissão. E se não quiser podemos ir para minha sala e lá eu vou realizar uma fantasia que eu sei que você tangem compartilha te possuir debruçada em minha mesa. Ela sentia as pernas fracas. A blusa de seda colava em sua pele. Estava nervosa, excitada, insegura. Quase como uma virgem... mesmo não sendo. — Pelo jeito, eu estou certo ,você tem a mesma fantasia que eu, não é? — Ele se aproximou mais. — A diferença é que eu sou mais direto. E hoje, Laura… a gente realiza ela. Mas do meu jeito. Ele estendeu a mão, oferecendo a ela. Por um momento, ela hesitou, o coração aos saltos. Mas depois, guiada pelo desejo que a dominava por completo, ela segurou. Ele a puxou com firmeza e a beijou. U
Depois do prazer
Segurando-a pelos quadris, ele a levou até o sofá de couro ao lado, sem desfazer os nós da gravata que ainda mantinham seus pulsos atados. Laura tentou protestar, mas não teve forças. O calor que ainda queimava dentro dela apagava qualquer pensamento racional. Heitor a deitou com cuidado, mas não suavidade. Posicionou seus braços amarrados acima da cabeça e os prendeu sob o encosto do sofá com uma firmeza excitante. Ela estava vulnerável ali, completamente exposta, rendida... e nunca se sentiu tão viva. — Olha pra mim — ordenou com a voz baixa, quase um sussurro, mas carregada de comando. Ela ergueu os olhos, encontrando os dele. Havia algo selvagem ali, algo que a assustava e atraía ao mesmo tempo. — Assim que eu gosto de ver você... entregue. Linda. Completamente minha. Ele se ajoelhou entre suas pernas, espalhando beijos molhados por seu ventre, subindo lentamente em direção aos seios já sensíveis, lambendo e mordiscando com crueldade erótica. — Você não faz ideia do efeito q
Heitor fala sobre seus gostos
Ele passou os dedos pelos cabelos dela com delicadeza, deixando um beijo lento em sua testa. — Não precisa estar. Só não fuja de mim. Eu cuido de você... do meu jeito. — Ele sorriu de novo, desta vez mais contido, mas ainda assim firme. — Porque você é minha. Só minha. Laura sentiu o coração acelerar de novo — e dessa vez, não foi por medo. Foi por desejo. E, talvez, por algo muito mais perigoso: a possibilidade de estar começando a se apaixonar por um homem que era tudo o que ela devia evitar. Mas que, naquele momento, era o único lugar onde ela queria estar. Já vestidos e recompostos, o ambiente parecia mais silencioso, como se o próprio ar estivesse tentando entender a tensão que ainda pairava entre eles. Heitor estava sentado no sofá, com Laura no colo, de lado, o braço dele envolto possessivamente em sua cintura. Ela parecia inquieta, mordiscando o lábio inferior enquanto evitava o olhar dele. — O que foi? — ele perguntou, deslizando os dedos pelos fios soltos do cabelo
Desabafo com Bianca
O corpo de Laura ainda carregava a memória do que haviam feito, e cada pequeno toque, cada movimento sutil, reacendia a chama que Heitor havia acendido nela com tanta facilidade — e poder. Ela ainda estava no colo dele, os corpos entrelaçados de um jeito que não dava espaço para dúvidas sobre o que estavam se tornando, mesmo que nenhum dos dois estivesse pronto para admitir. — Espero contar com sua discrição, Laura — disse ele com a voz baixa, rouca e carregada de autoridade. — Não quero que ninguém saiba do que há entre nós. Na frente dos outros, somos apenas chefe e funcionária ,nunca esqueça disso. Laura mordeu o lábio, tentando conter a pontada de dor que aquela frase trouxe. Mas ela disfarçou com ironia: — Em outras palavras... eu serei o seu segredinho sujo. Heitor franziu o cenho, puxando-a com mais firmeza contra o próprio corpo. — Não leve para esse lado. Estou fazendo isso porque quero preservar minha vida pessoal. Sempre fui reservado. E também... não quero te expor
Chamada de vídeo
Bianca sorriu, sincera, os olhos brilhando com um misto de surpresa e carinho pela amiga. Estendeu a mão e segurou a de Laura, apertando de leve. — Eu tô muito feliz por você, de verdade. Feliz por ter se permitido experimentar algo novo, sair da sua zona de conforto. E, pelo seu rosto, dá pra ver que você tá... feliz com isso ,amiga. — Ela riu baixinho, com um toque de ironia carinhosa. — Parece que alguém descobriu um lado bem safadinho e selvagem aí dentro. Laura sorriu, envergonhada, abaixando o olhar e mordendo de leve o lábio inferior. — É... foi tudo tão intenso. Tão diferente de tudo que já vivi. E, por mais louco que pareça, me senti... livre. Completamente entregue. Pela primeira vez. Bianca assentiu, mas seu semblante ficou um pouco mais sério. — Só toma cuidado, tá? Às vezes, a gente se empolga com uma novidade, com o prazer, com o jeito como alguém nos faz sentir... e acaba se apaixonando pelo cara errado. Não quero que se sofra denovo. — Ela olhou para Laura