All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 151
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uma terrível mensagem
Os passos acelerados dele ecoavam pelo subsolo escuro da garagem. Abriu a porta do carro com brutalidade, entrou e bateu com força. As mãos tremiam. A respiração estava descompassada. O coração... estilhaçado. Ligou o motor e arrancou com violência, os pneus guinchando no concreto frio. A cidade lá fora era um borrão de luzes e sons que não chegavam até ele. Tudo estava abafado. Como se vivesse debaixo d’água. A primeira batida no volante veio como um reflexo. — Maldita... — rosnou entre os dentes, a voz rouca de fúria e dor. — E você me pagou assim? As imagens daquela noite em que ela dissera que dormiria na casa de Fernando se atropelavam na memória. “Valentina está muito agitada. Só quer o meu colo.” ela dissera, com doçura. Ele, como um idiota apaixonado, confiou , mesmo que o ciúme o quisesse dominar , confiou porque amava. Porque acreditava que ela estava apenas tentando ser uma boa amiga.
Last Updated : 2025-07-26Read more
Ele foi embora
Laura tentou ligar imediatamente. Chamou, uma, duas, três vezes. Nada. Depois, direto na caixa postal. Na quarta tentativa, o celular já aparecia desligado. Ele a havia bloqueado? Ou apenas desligado o aparelho para não ser encontrado? Algo muito grave havia acontecido. E ela não fazia ideia do quê. No fundo do peito, um pressentimento pesado começou a se formar. Um desconforto sutil, mas insistente. Como um sussurro dizendo que tudo estava prestes a desmoronar — e ela não sabia por quê. Foi então que a intuição lhe deu um estalo. Será que Heitor saiu do toalete naquele momento? Será que ele ouviu minha conversa com Fernando? Se sim… então deve ter interpretado da pior maneira possível. Era a única explicação. A frieza da mensagem. O silêncio repentino. A ausência de qualquer confronto. Tudo levava a crer que ele não apenas ouvira… mas já havia julgado. E condenado.
Last Updated : 2025-07-26Read more
Uma feliz descoberta
Dores de cabeça. Náuseas constantes.Atraso no ciclo menstrual. Achou que fosse o estresse. A má alimentação. O desgaste emocional. Mas algo dentro dela dizia que havia algo mais. E havia. Gravidez. O teste de farmácia deu positivo. O exame de sangue confirmou. O ultrassom, feito com mãos trêmulas e coração disparado, mostrou que ela estava com oito semanas. O impacto foi devastador e mágico ao mesmo tempo. Ela estava grávida de Heitor. E mesmo depois de tudo, uma lágrima de felicidade escorreu. Talvez aquele fosse o recomeço. Talvez aquela criança trouxesse a luz que tanto faltava. No início, pensou em não contar. Ele a odiava. Achava que ela era uma traidora.As vezes ela se pegava pensando em como ele receberia aquela notícia ? Será que ficará feliz ou vai rejeitar o filho a ofendendo com algo que ela não conseguia nem imaginar de tão ofensivo que podia ser aquilo . Foi Bianca quem a
Tentando uma conversa
Ele caminhou até o carro estacionado, um Lamborghini escuro que refletia sua frieza. Laura correu até ele, ficando diante da porta. — Não me ignore, por favor! Eu mereço ao menos uma explicação! Por que está fazendo isso? Por que esta sendo tão cruel comigo. Ele parou por um segundo. Os olhos encontraram os dela. E Laura viu algo ali. Uma dor profunda, escondida sob camadas de orgulho e fúria. Mas ele não disse nada. Apenas desviou o olhar, entrou no carro e bateu a porta. — Heitor! — ela gritou mais uma vez, batendo no vidro. — Heitor, por favor, me escuta! Num ato de desespero, Laura se colocou na frente do carro, os braços abertos, o corpo trêmulo, mas firme. Os olhos encaravam os dele com coragem. Ela sabia que ele não teria coragem de machucá-la, não com os filhos ali, não com tudo o que ainda havia entre eles, por mais ferido que estivesse. Heitor ligou o carro, o motor roncou
Rejeição ao filho
Heitor a encarou por um instante, depois balançou a cabeça com desprezo. — Uma bela história. Conveniente, convincente... Se eu fosse o mesmo idiota de antes , até acreditava. Mas eu vi como ele olhava pra você. Vi como você começou a preferir a companhia dele à minha. Você achou que a Bianca não ia acordar, não é? Que ia ficar com ele sem peso na consciência... mas ela acordou. — Isso é um absurdo! — Laura explodiu, dando um passo à frente, indignada. — Um absurdo você dizer isso de mim! — Absurdo é você querer me fazer de idiota — ele disparou, os olhos faiscando. — Tá na cara que vocês estavam tendo um caso. Você só não esperava que a Bianca sobrevivesse. E agora vem aqui, com mais uma das suas mentiras... — Eu nunca tive um caso com o Fernando! — ela gritou, com a voz embargada de dor. — Quantas vezes vou ter que repetir isso ,mas que droga!Não é justo que por causa do que você
Recuperando seus filhos
Laura hesitou por um segundo, depois foi atrás dele em silêncio. O clima entre eles era tão pesado que parecia quase sólido. No carro, o silêncio era absoluto. Apenas o som do motor e a respiração deles preenchiam o espaço. Heitor mantinha os olhos fixos na estrada, mas a mente estava longe, mergulhada em um turbilhão. E se for meu? A pergunta o martelava por dentro. Ele não queria admitir, mas sim... havia uma chance real de aquele filho ser seu. Ele e Laura sempre foram intensos. Apaixonados. Ativos. Em qualquer lugar, a qualquer hora. Era impossível negar que aquela possibilidade o abalava profundamente. Mas e se for do Fernando? E se ela estiver mentindo só para se livrar da culpa? E se ela quiser usar essa criança para manipulá-lo?Para tentar fazer com que ele a perdoe. Heitor apertou o volante com força, os dedos rígidos. Uma parte dele queria acreditar nela. Queria mu
Ferida aberta
— O pai... — ele engoliu seco — ...é um idiota que não merece essa filha. — Mas tudo bem. — completou ela. — Ela já tem a mim. E eu já a amo. Como amo os outros dois. Heitor a encarou. — Me diz a verdade, Laura. Essa filha é mesmo minha? Eu quero muito acreditar... mas depois do que ouvi o Fernando dizer, eu... é difícil. — Eu já te disse a verdade tantas vezes. E você preferiu acreditar na mentira. Agora... com licença. Estou com sono. Ele deu um passo à frente, a voz baixa: — Eu te quero, Laura. Mesmo com toda essa confusão. Você está... ainda mais linda. Eu não sabia que uma mulher grávida podia ser tão sexy. Ela ergueu uma sobrancelha, sarcástica: — Por que não diz logo que quer transar comigo? Tá tão necessitado assim? Pensei que estivesse se divertindo com aquela irmãzinha do seu amigo... a oferecida. — E você se importa?
Last Updated : 2025-07-27Read more
Bianca sai em defesa de Laura.
O sol mal havia nascido quando Laura abriu os olhos. Não porque estivesse descansada, mas porque, mesmo cansada, o sono lhe fugira. O travesseiro ainda estava úmido das lágrimas que derramara durante a noite, sozinha. Seu corpo doía, não só pelos efeitos da gravidez de quatro meses, mas pela exaustão emocional. O coração apertado. A alma ferida. Ela olhou para o teto por alguns minutos, sem pensar em nada. Ou talvez estivesse pensando em tudo. Em Heitor. No bebê. No peso de carregar uma mentira que não era sua, mas que ela sustentava por amor. E no quanto estava se machucando para proteger os outros. Levantou-se com dificuldade. Sentia-se tonta, enjoada. A gravidez começava a pesar mais do que fisicamente. Desceu as escadas devagar. Não ouviu barulho nenhum. Heitor devia ter saído cedo para a Holding. Ou talvez nem tivesse dormido em casa. Laura não se surpreenderia mais. Já havia passado da fase de criar expectativas com ele, Heitor a ca
Heitor não acredita em Bianca
— Eu já disse que não quero falar sobre isso — ele respondeu, levantando-se. — Eu não confio nela. Depois do que descobri… — O que você pensa que descobriu! Porque se parasse para ouvir ao invés de julgar, saberia que está jogando fora a sua felicidade fora. — Ah, então agora você resolveu vir aqui inventar desculpas para o que ela e seu marido fez ? Foi ela quem te mandou? Bianca ignorou a provocação e se dirigiu ao sofá à frente da mesa dele. Sentou-se com autoridade, sem esperar ser convidada, e encarou o empresário com frieza. — Será que pode calar a boca por dois minutos e me ouvir? Heitor arqueou a sobrancelha, surpreso com a audácia dela. Não gostava de receber ordens de ninguém — muito menos de Bianca, a quem sempre viu como uma extensão da própria Laura. Mas havia algo no tom dela, na firmeza do olhar, que o fez respirar fundo e ceder. — Seja breve. Tenho uma reunião importa
Desencontros
Heitor se levantou de sua cadeira como um furacão pegou o celular e a carteira e saiu da sala sem dizer mais uma palavra. O segurança da portaria mal conseguiu acompanhar sua pressa enquanto ele descia para o estacionamento. Mas já era tarde. Ao chegar na casa, soube pela empregada que as duas haviam saído às pressas. Laura havia passado mal, sofrido um sangramento, e Bianca a levara imediatamente para o hospital. O chão pareceu sumir sob seus pés. — Sangramento? — repetiu ele, atônito. — Ela... ela tá bem? — Bianca disse que ligaria assim que tivesse notícias — respondeu a funcionária, tensa. Mas isso não era suficiente para Heitor. Não podia esperar. Não depois do que tinha ouvido. Não com o medo e a culpa crescendo como um monstro em seu peito. Entrou no carro como u
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