All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 161
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tentando se acertar
Heitor lançou um olhar feio, mas depois deu um meio sorriso torto. — Depende. Se falar besteira, talvez. Fernando passou a mão no rosto suado e começou: — Olha… eu não vim aqui pra brigar. Eu vim esclarecer. Porque você está prestes a perder a mulher da sua vida por pura cegueira. Heitor fechou os olhos, cansado. Mas não interrompeu. — Eu e a Laura nunca tivemos nada. Nunca. Nem beijo, nem desejo, nem intenção. Sempre fomos bons amigos, ponto. O que você viu foi carinho de amigo. Amigo que cuida, que consola. E, sinceramente, se você conhecesse mesmo a mulher que ama, saberia que ela não merece nem a dúvida disso. Heitor desviou o olhar. Uma pontada de vergonha passou por seu rosto. — E quanto à traição... sim, eu traí a Bianca — continuou Fernando, sem fugir do olhar. — Com uma ex. Foi um erro, eu sei. Me arrependo todos os dias. Mas nunca foi com a Laura. Bianca pode confirmar isso. — A Bianca e Laura me falaram a mesma coisa.— murmurou Heitor. — Mas eu achei que
Nem tudo é o que parece
Ele deu mais um passo, hesitante. — Eu sei. E me odeio por isso. Mas eu quero reparar. Eu vou te compensar por toda injustiça que cometi. Vou te encher de atenção, de amor, de cuidado. Você e nossa filha vão ter tudo que eu neguei. Laura suspirou, cansada. — Eu não sei se consigo te perdoar. Não sei se ainda quero você na minha vida. Heitor sorriu de canto. — Mas eu sei que você ainda me ama. Você é transparente, Laura. Eu vejo isso nos seus olhos. Ela arqueou uma sobrancelha, ironicamente. — Convencido… — Faz parte do meu charme — respondeu ele, tentando amenizar o clima. Os dias seguintes foram uma mistura de esperança e frustração. Heitor cumpriu o que prometeu. Estava presente em todos os momentos, trazendo café da manhã, flores, ajudando com Joaquim, e acompanhando cada consulta médica. Era atencioso, amoroso, cuidadoso. Mas Laura seguia distante. Fria. Não o tratava mal, mas também não deixava nenhuma brecha para reaproximação. Dedicava-se integralmente aos f
O nascimento
Heitor se aproximou devagar, como se ela fosse um cristal prestes a se partir. As mãos abertas, o olhar implorando por perdão, por algo que talvez já fosse tarde demais para recuperar. — Quando vai entender que você é a única mulher que eu quero em toda a minha vida? — perguntou com a voz embargada, tentando tocar um coração que ele mesmo feriu. Laura riu, mas sem humor, com os olhos arregalados de incredulidade. — Eu não acredito em você. Se eu chegasse mais um pouco depois, acho que flagraria você transando com ela em sua mesa, como fazia comigo. Heitor arregalou os olhos, surpreso com a acusação direta, mas não retrucou. O silêncio dele dizia mais que qualquer justificativa. — Quer saber? É o que eu devia fazer! Como diz o ditado: já que levou a fama, deita na cama! — Ela cuspiu as palavras com amargura, sentindo o gosto ácido da humilhação e da dor. — Então vai comer aquela vadia! O que está esperando ?— gritou, a voz embargada por um choro que ela se recusava a deixar
indo para Hospital
Assim que as portas se abriram no térreo, Heitor saiu como um raio, o olhar desesperado varrendo o saguão do prédio. De alguma forma, alguém deduziu que algo havia ocorrido com Laura, como se o universo tivesse conspirado a favor deles. Uma equipe de socorristas já os aguardava, avisada por alguém que escutara o pedido de ajuda abafado pelo sistema de emergência. — Aqui! Ela está aqui! — gritou ele, a voz embargada, carregada de urgência e esperança. Os paramédicos correram ao seu encontro. Em poucos segundos, Laura foi colocada cuidadosamente em uma maca, com a bebê nos braços. Heitor seguia ao lado, sem soltar sua mão nem por um instante. Foram levados rapidamente ao hospital, onde mãe e filha receberam o atendimento necessário. Os batimentos estavam estáveis, a bebê saudável, e Laura, apesar do susto e do esforço, estava se recuperando bem. A médica se aproximou de Heitor com um sorriso admirado e sincero no rosto: — Parabéns, papai. Você manteve a calma e agiu rápido. Fez um
A despedida
— Fiquem aqui! Esperem o papai parar o carro! — avisou ela, mesmo sabendo que era impossível conter tanta empolgação. O carro mal estacionou e os dois já dispararam em direção ao portão. Heitor saiu primeiro, abriu a porta de trás e ajudou Laura a sair com a bebê. — Mamãe! — gritaram em coro, correndo até ela. — Cadê a Maria Clara? Cadê? Laura sorriu e ajoelhou-se com cuidado, revelando o rostinho da bebê entre as mantas. — Aqui está a irmãzinha de vocês, meus amores. A Maria Clara. Joaquim se aproximou com os olhinhos arregalados. — Ela é tão pequena… e tão linda! Pedrinho ficou paralisado, observando com atenção. — Ela Mamãe, ela mexeu a mão! Acho que sabe que somos seus irmãos.Disse ele sorrindo. Laura riu, com os olhos marejados. — Eu acho que sim. Ela já ama vocês dois. Heitor se abaixou ao lado deles e envolveu os três com os braços, enquanto olhava para a filha com ternura. — Agora nossa família tá completa. Bem-vinda, Maria Clara. — Seja muito bem-vin
Uma noite especial
As amigas se abraçaram longamente, como quem sela um pacto invisível, feito de amor eterno, mesmo à distância. Poucas horas depois, Fernando e Bianca partiram rumo ao Rio de Janeiro, para iniciar uma nova etapa em suas vidas. Na casa que ficou, o vazio da ausência deles logo foi preenchido pela energia incansável de Joaquim e Pedrinho. Heitor chegou à cozinha e encontrou os dois meninos tentando ajudar dona Lourdes a preparar uma mamadeira. — Já disse que é comigo! — Joaquim dizia, com as mãozinhas nos quadris. — Mas ela também é minha irmã! — retrucou Pedrinho, com o cenho franzido. Heitor riu, pegando a mamadeira pronta das mãos da babá. — Calma, campeões… tem amor de sobra pra todo mundo. Lá no quarto, Laura embalava Maria Clara nos braços, sentindo paz. A família agora seguia com uma nova rotina — mais cheia, mais intensa, mais completa. Ainda que sentisse falta da irmã ao seu lado, ela sabia que os laços entre elas não se romperiam com a distância. Naquele lar, ond
Epílogo
O entardecer descia lentamente sobre o jardim da mansão Arantes, pintando o céu em tons de pêssego, rosa e dourado. A brisa suave balançava as flores recém-regadas, e o som das risadas infantis enchia o ar com uma alegria viva e contagiante. Laura estava sentada em uma cadeira de balanço sob a sombra generosa de uma mangueira, com a pequena Maria Clara aninhada em seus braços, dormindo profundamente. A bebê tinha os traços do pai, a pele clara como a dela, os cabelos escuros como os de Heitor, e uma boquinha rosada que insistia em fazer bico mesmo dormindo. Ela acariciava a cabeça da filha com dedos suaves, os olhos úmidos de ternura. — Minha princesinha... — sussurrou. — Você chegou para completar a nossa família.Completou ela com um sorriso de pura felicidade. Do outro lado do jardim, Joaquim e Pedrinho corriam atrás da bola, descalços, rindo alto. Os cabelos desgrenhados, os rostos suados e os olhos brilhando de felicidade pura. Eles pareciam mesmo irmãos. E, no fundo, era
Um Recomeço
O avião pousou no Aeroporto Santos Dumont sob um céu cinzento e carregado. Bianca mantinha Valentina adormecida no colo, enquanto observava a paisagem pela janela. O Rio de Janeiro parecia ainda mais imponente visto de cima, mas seu coração batia com uma inquietação difícil de nomear. Fernando, ao seu lado, parecia tranquilo demais. E isso a incomodava. — Vamos direto pra casa do meu pai — ele disse, pegando a mão dela e depositando um beijo breve. — Ele está ansioso pra conhecer você e a Valentina. — Seu pai? — Bianca franziu o cenho, confusa. — Pensei que íamos pra sua casa... Fernando sorriu de lado, desviando o olhar. — Vamos. A casa dele será a nossa por um tempo. Até a mansão que herdei do meu avô terminar de ser reformada. Ela franziu ainda mais o cenho. — Mansão? Mas antes que ele respondesse, o carro preto com vidros escuros os aguardava na pista privativa. Um motorista uniformizado os cumprimentou com uma reverência contida, pegou as malas e abriu a porta trase
descobertas desagradáveis
Dona Célia apareceu no corredor com um leve sorriso, as mãos entrelaçadas à frente do corpo, como se tivesse esperado o momento certo para interromper a tranquilidade da cena. — O quarto de vocês já está pronto — anunciou, olhando para Bianca e Fernando com ternura. — E da Valentina também ,eu mesma decorei e contratei uma babá da minha inteira confiança ,a dona Elisa para cuidar da nossa princesinha.Por favor me acompanhem. Bianca sorriu, visivelmente aliviada. As emoções da chegada, o reencontro com Célia e o cuidado com a filha , a deixava um pouco exausta. Fernando assentiu, apertando levemente a mão de Bianca antes de se levantar com a filha nos braços. Foram os três até o quarto infantil. Ao entrar, Bianca sentiu o coração se aquecer. O ambiente era acolhedor, com tons suaves de rosa e branco, móveis elegantes mas infantis, e um berço de madeira trabalhada que mais parecia saído de um sonho. Fernando colocou Valentina no berço com delicadeza, observando-a dormir com um
Feridas e reconciliações
Fernando passou a mão pelos cabelos, tentando disfarçar a irritação crescente. — Foi mesmo a minha mãe que as convidou ? — perguntou, cruzando os braços. — Claro — respondeu Rosana. — Ela foi um amor. Disse que seria bom termos todos por perto, como uma família unida que sempre fomos. Família unida..., pensou Fernando, contendo a vontade de revirar os olhos. Ele respirou fundo, forçando-se a manter a compostura. — Se foi minha mãe quem permitiu que ficassem aqui, quem sou eu pra discordar, não é ? Sejam muito bem vindas. Antes que o silêncio se prolongasse, a voz de Lúcio, o pai de Fernando, soou fraca, porém firme: — Alice, Rosana… será que podiam me deixar conversar a sós com meu filho? As duas trocaram olhares rápidos. Rosana assentiu com um sorriso sem graça, mas Alice, antes de sair, não resistiu: — Pode ficar tranquilo, Fernando. Eu não vou fazer nada pra atrapalhar o seu casamento. Fernando manteve o rosto impassível, mas por dentro sentia um nó se formar