All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 221
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A dor da rejeição
O quarto mergulhou em silêncio, quebrado apenas pelo som da respiração pesada. Bianca se aproximou de Fernando, os olhos marejados e a voz trêmula:— Fernando… eu… eu só fiz o que aconteceu por causa da bebida que Raul me deu… Eu pensei que… pensei que Alex fosse você… Minha visão estava turva, minha cabeça confusa… eu esperava por você…Ele a olhou com fúria, o corpo tenso, punhos cerrados.— Não quero ouvir nada — cortou ele, a voz firme. — Vou tomar um banho rápido, me trocar e voltar para a festa.Bianca tentou falar de novo, aproximando-se:— Fernando, por favor… eu não te traí…Mas ele segurou-a pelos ombros com força, o olhar duro:— Não quero ouvir mais nenhuma mentira. — A voz baixa, carregada de autoridade, deixou claro que não haveria desculpas aceitas.— Eu poderia até perdoar você, Bianca, porque já fiz o mesmo, mas se tivesse dignidade para admitir seu erro… Alex é um conquistador nato, tem lábia de sobra. Não é a primeira mulher casada a cair no charme dele.— Mas eu nã
O amor é maior que a mágoa
Exaustos, mas ainda consumidos pelo desejo, foram para o banho. A água quente escorria sobre os corpos, deslizando pelo contorno de cada curva, Fernando a pressionando contra a parede do boxe, roubando cada beijo, cada toque, ainda dominando com fome e possessividade. O clímax parecia interminável, um turbilhão de luxúria, raiva e entrega mútua. Depois do banho, se arrumaram rapidamente, o cheiro de sabonete e perfume misturado ao suor ainda impregnando o ar. Bianca, radiante e aliviada, segurou a mão dele, sorrindo, acreditando que aquele momento de intimidade havia apagado todas as desconfianças. Mas Fernando se afastou, frio e calculista, o olhar fixo nela. — Não pense que o que houve entre nós foi mais do que sexo, Bianca — disse ele, a voz baixa e firme. — E também não acredito que você não tenha transado com Alex. Mas, por nossa filha, eu escolhi manter esse casamento… nada mais, quer dizer se o sexo entre agente é rão bom isso também podemos continuar desfrutando ,mas a
Injustas acusações
Fernando acordou com a cabeça latejando. A boca seca, o gosto amargo da bebida ainda queimando sua garganta. Piscou algumas vezes, estranhando a claridade que entrava pelas frestas da cortina, e só então percebeu que ainda vestia a mesma roupa da noite anterior. O paletó amarrotado, a camisa com marcas de suor. Suspirou fundo, enfiando as mãos no rosto. Aos poucos, as lembranças vieram como lâminas afiadas: a discussão com Bianca, as acusações, o sexo selvagem que mais parecia guerra, depois o uísque, os risos embriagados, Paola tentando se insinuar, e… o olhar de Bianca, firme, reivindicando o direito de cuidar dele. Fechou os olhos com força. A imagem que veio à mente não foi o corpo dela entregue a ele no chuveiro, mas a cena maldita que o assombrara noite e dia: Bianca com as mãos no peito de Alex, os rostos tão próximos que pareciam prestes a se beijar. O sangue dele ferveu. O mesmo veneno da dúvida o corroía. Se levantou de repente, atirando a gravata no chão. Procurou por el
Discussão no carro
Bianca ergueu o rosto lentamente, as lágrimas ainda presas nos olhos, faiscando em meio à fúria que lhe queimava por dentro. O peito arfava, sufocado por sentimentos contraditórios: dor, mágoa, raiva — e, por trás de tudo, um desejo que ela odiava admitir. — Pense o que quiser, Fernando — disse, a voz firme, embora trêmula. — Eu já disse que nunca te traí. Não vou ficar repetindo isso mil vezes. Se você não acredita em mim, o problema é seu. Ela respirou fundo, tentando manter a postura, mas os lábios se contraíam de frustração. — Quem traiu esse casamento foi você. Então, para de me acusar de algo que eu nunca fiz. Eu só estou naquela casa por causa da nossa filha. As palavras cortaram como navalhas. Fernando apertou o volante com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. O olhar dele era escuro, sombrio, um misto de ódio e dor que parecia prestes a explodir. — Então é isso? — ele rosnou, com um sorriso amargo e quase enlouquecido. — Quer dizer que você não me am
Entregues ao desejo
— Se você fosse apenas o meu brinquedo — murmurou, a voz rouca, grave, carregada de dor e desejo — eu não teria colocado uma aliança no seu dedo. Os olhos dele queimavam, e cada palavra parecia um golpe direto no coração dela. — Não sou machista, Bianca. Mas nunca, nunca vou aceitar dividir você com homem nenhum. — A proximidade dele era sufocante, os lábios quase roçando na pele dela. — Sim, eu errei. Eu te traí. Fiz merda... mas nunca foi algo premeditado. Nunca foi uma vingança, como você fez comigo. A confissão saiu como um rugido abafado, e seus olhos brilhavam de fúria e arrependimento misturados. Bianca sentiu o corpo inteiro estremecer, a boca seca, o coração golpeando descontrolado. A cada palavra dele, uma parte dela queria ceder. Uma parte gritava para avançar e beijá-lo, arrancar dali a dor com a única coisa que sempre souberam fazer: se devorar. Mas a outra parte... a outra parte estava ferida, e não iria se dobrar. Ela ergueu o queixo, a voz firme, mesm
irresistível
O carro estava silencioso, mas o calor dentro dele era quase insuportável. Fernando e Bianca estavam entrelaçados, corpos colados, respirações aceleradas, cada toque provocando arrepios e suspiros involuntários. O espaço fechado amplificava cada movimento, cada toque, cada suspiro que escapava deles. Fernando deslizou as mãos pelo corpo dela com cuidado, mas firmeza, explorando cada curva, cada reação, cada arrepio. Bianca arqueava-se contra ele, entregando-se completamente, permitindo que o desejo que sentia há tanto tempo finalmente se manifestasse. Cada toque era um convite silencioso, cada movimento uma promessa de prazer intenso. — Ah… — Bianca gemeu baixinho, inclinando-se contra ele. — Ahhh… sim… Fernando sentiu o corpo dela tremer sob o toque dele e sorriu, satisfeito com a reação. Ele aproximou-se mais, deslizando as mãos por baixo da saia dela, sentindo a maciez da pele, explorando cada reação. Bianca arqueou-se ainda mais, as mãos segurando os ombros dele, os lábios e
Um banho prazeroso
Fernando, ao volante, não disse nada imediatamente. O carro estava silencioso, exceto pelo som do motor e pela respiração irregular de Bianca. Ele a observava pelo canto do olho, um meio sorriso no rosto, sabendo exatamente o efeito que tinha causado. A tensão no corpo dela, os cabelos soltos colando-se levemente à pele suada, os lábios entreabertos… tudo gritava vulnerabilidade e desejo. Sem se virar, ele falou, a voz baixa, provocante: — Está se recriminando , não é?Por ter se entregado a mim ,mesmo dizendo que me odeia. Bianca cerrou os dentes, tentando não responder. Mas Fernando continuou, sem se deixar intimidar: — Se te faz sentir melhor ,eu também estou me recriminando por minha fraqueza, mas é mais forte que eu . ... Seii que é mais forte do que você também.— A voz dele arrastava as palavras, lenta, carregada de provocação. Ela respirou fundo, desviando o olhar. — Não… não foi assim… — murmurou, mas a voz saiu vacilante, traindo a própria convicção. — Foi exatam
Tentando uma reconciliação
Bianca arqueou-se ainda mais, perdendo completamente a compostura, o corpo totalmente entregue à intensidade do toque dele. Cada gesto, cada provocação, cada suspiro compartilhado no vapor do chuveiro aumentava a tensão entre eles, tornando impossível qualquer resistência. Fernando aproximou os lábios dela, beijando o pescoço, deixando pequenos traços de calor e desejo. Bianca fechou os olhos, o corpo reagindo instintivamente, tremendo, arqueando-se contra ele, cada toque provocando arrepios, cada gesto aumentando a intimidade. — Não posso… — murmurou, a voz baixa, quase um gemido, fraca diante do toque dele. — Sim, você pode — respondeu ele, firme, segurando-a com delicadeza e força, a mão percorrendo a cintura, os quadris, a pele sensível, provocando reações involuntárias....Está fingindo que não quer ,só para que eu me empenhar mais a te convencer disso. Ela gemeu, incapaz de controlar, cada fibra do corpo respondendo ao toque, ao calor, à proximidade. A química entre os dois e
Tramando contra o casal
O sol da manhã refletia sobre os vidros do carro de Fernando enquanto ele acelerava pela estrada em direção ao estaleiro. As mãos firmes no volante denunciavam a fúria que ele tentava esconder, mas o maxilar travado e os olhos escuros faiscando no retrovisor mostravam que a batalha interna ainda estava longe de terminar. Bianca, por sua vez, vinha alguns minutos atrás, acomodada no banco traseiro do carro dirigido pelo motorista da família. Não queria dividir o mesmo espaço com o marido depois da discussão amarga. O silêncio, para ela, era quase um refúgio — embora não fosse suficiente para calar os pensamentos que a corroíam. Sentia-se ferida pela descrença de Fernando, sufocada pela desconfiança que parecia crescer a cada palavra dita. “Será que um dia voltaremos a ser quem fomos?”, pensava, o coração apertado. “Ou estamos condenados a viver nesse ciclo de desejo e mágoa, nos consumindo pouco a pouco?” Enquanto os dois travavam suas guerras íntimas em carros diferentes, no est
Ligando para Rodrigo
Enquanto isso, do lado de fora, os carros de Fernando e Bianca estacionavam em frente ao estaleiro. Ele desceu primeiro, o semblante sério, pronto para lidar com os negócios. Bianca, por outro lado, desceu com o coração pesado, sem imaginar que, além dos conflitos já existentes, uma nova tempestade estava prestes a ser lançada sobre eles. Uma tempestade planejada friamente, na sala de Raul, pela mulher que estava disposta a tudo para arrancar Fernando de seus braços. Paola observava o celular em sua mão como quem segura uma arma pronta para disparar. O número de Rodrigo já estava salvo, obtido com uma facilidade que só quem conhecia bem os atalhos da vida poderia ter. Um sorriso discreto curvou seus lábios pintados de vermelho quando ela apertou o botão de chamada. A voz masculina do outro lado soou firme, levemente desconfiada, mas o suficiente para que ela marcasse o encontro. — Rodrigo Melo ? Me chamo Paola e preciso falar com você. É sobre Bianca. Eu tenho certeza que vai ad